Será que dar foras é algo genético?
Se for a Sophia está perdida. Ela é bisneta da minha avó e a minha avó era campeã em dar foras. Até hoje minha mãe e minhas tias falam "da sutileza de mamãe" e se você desconfia que estou sendo irônica, desconfiou certo.
Agora nem me lembro de um caso concreto da minha avó para contar, ou nada que eu possa publicar :-), mas da Sophia acho que posso contar, né?
Primeiro tenho que mostrar um produto para vocês:
Este é o capri-sonne, um suquinho aparentemente inofensivo muito popular por aqui. Tem de vários sabores e as crianças adoram. Mas é um refresco, feito com somente 12% de fruta e muito açúcar para compensar. E aqui não é difícil encontrar sucos de pacote 100% naturais, sem conservantes, corantes ou açúcar. E também em pacotinhos pequenos, com canudinho,coisa que qualquer criança adora. Então claro que opto por comprar um suco "de verdade" pras minhas filhas, em vez de refrescos.
Eu sempre explico pra Sophia que o Capri-Sonne é muito doce, que pode tomar de vez em quando, mas não todos os dias. Na verdade, ela só tomou uma vez, quando estávamos na rua e Helena estava aprontando um escândalo que estava com sede. Fui até um mercadinho e lá só tinha Capri-Sonne e água. Comprei água pra Helena e o bendito pra Sophia. Ela gostou, mas não amou.
Melhor assim, ela nem pediu mais e pronto. Assim ela pode comer as suas queridas balinhas de gominha (gummibärchen) - e isso ela come com frequência - e economiza no açúcar do suco (e mesmo o suco 100% fruta ela toma misturado com água, como é costume por aqui, nem é muita invenção da minha parte).
Agora voltando ao "causo" de segunda-feira. Fui buscar a Sophia na casa de uma amiguinha. Fiquei conversando um pouco com a mãe da amiguinha e ela me diz: Sophia brigou comigo hoje. Já fiquei nervosa, achando que a Sophia tivesse feito alguma arte, ou que tivesse até sido rude com a anfitriã. Daí a mãe continua: "ela brigou comigo pois eu tinha dado um Capri-Sonne pra minha filha tomar. Aí ela começou a me explicar que o capri-sonne tinha muito açúcar, que não era nada saudável, que estragava os dentes e que a minha filha logo estaria sem dentes se continuasse tomando aquilo".
Eu ainda tentei ensair um "me desculpe" (mas estava já com vontade de rir, pra ser sincera), mas a mãe foi completando: "mas ela está certa, tem mesmo muito açúcar, tenho que começar a procurar por um outro tipo de suco".
Então tá, né? Calei-me. Quem cala consente.
Minha mãe sempre falava que amor de mãe não se divide, ele se multiplica. E aqui estou eu, escrevendo sobre este amor incondicional que sinto por minhas filhas.
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quinta-feira, 30 de maio de 2013
quarta-feira, 30 de maio de 2012
Brinco? Nem pensar! ou Educando filhos brasileiros na Alemanha
É engraçado que a primeira diferença que senti na hora de educar as nossas filhas bi-nacionais foi quando soubemos que uma menininha estava a caminho. Já comecei a imaginar todo um cenário cor de rosa, muito babado e frufru (tá, confesso, nem tanto, já que não sou uma pessoa muito cor-de-rosa, nem muito menos frufru) e já fui pensando em pedir para a vovó mandar um par de brincos para a netinha, como um que eu tinha quando era pequena e a-ma-va: um brinquinho de ouro com rubi (era mesmo mãe?), em forma de cerejinhas. Fui contar todo o meu cenário bucólico para o maridão e ouço um:
- Nem pensar! Não podemos colocar BURACOS na orelha da nossa filha!
- Como assim BURACOS? São apenas furos nas orelhas, como os meus.
- São BURACOS sim, e minha filha não vai ter as orelhas furadas só porque você quer. Já ouviu falar de livre arbítrio?
- Mas ela será uma menina! E meninas têm as orelhas furadas! Eu tenho, você acha que ela não vai querer ter?
- Mas nem minha mãe, nem minha irmã, têm as orelhas furadas. E você vai ter que me prometer que não vai fazer nada escondido de mim.
E eu prometi.
E a Sophia ficou sem brincos nas orelhas. Tudo isso porque aqui na Alemanha, principalmente nas famílias mais tradicionais, ricas ou esnobes, sei lá, é considerado brega furar as orelhas. O que é muito estranho, já que aqui todo mundo tem as orelhas furadas, muitos homens também usam brincos, mas meninas têm que ficar com as orelhas intactas até mais ou menos a entrada para a escola. Ou melhor ainda até estarem na quinta série. Ou, glória das glórias, para sempre.
Com isso, passei muito tempo (já que Sophia era BEM carequinha) respondendo que não, meu bebê não é um menino. Não tá vendo que ela está de vestido e ainda por cima cor-de-rosa? Pois aqui também não é considerado de bom tom vestir muito cor-de-rosa nas meninas. Claro que eu muitas vezes usava e pronto. Afinal, porque os meninos podem usar tudo azul e as meninas não podem usar cor-de-rosa? É a tal emancipação feminina às avessas, eu diria. Na ânsia de não querer rotular e delegar papéis pré-determinados às meninas, os alemães acabam colocando tabus em assuntos de importância (na minha opinião) secundária, como brincos e cores. Espera-se de verdade que meninas filhas de pais com curso superior não usem muito rosa, nem tenham brincos. Quando encontrava com alemãs que viam minhas filhas vestidas de forma mais delicada, eu escutava muitas vezes uma justificativa da parte delas, um comentário do tipo: "ah, de vez em quando elas também podem usar rosa, né?". Como se fosse necessário que eu me justificasse perante as minhas escolhas femininas.
Outro ponto, bem mais importante, que me faz pensar é a fomentação da independência da criança. Aqui crianças devem ser independentes o mais rápido possível. Isso significa, por exemplo, que muitos pais esperam que as crianças durmam a noite toda, desde sempre. E acreditam piamente que estarão "estragando" a criança se "cederem" ao seu choro e lhe forem socorrer ao chorar. Então tem toda uma parafernália de livros, cursos e fóruns de discussão em que se "ensina" a criança a dormir a noite toda. Como? Deixando-as chorar, claro.
Pegar muito no colo também é para os fracos. Normalmente, se uma criança cai, dá-se uma rápida olhadela para ver se não tem nenhum ferimento aparente e já se diz a criança que ela deve se levantar. Não tem muito consolo, nem muito mimo.
E, para mim, o cúmulo do fomento da independência é esperar que a criança saia de casa aos 18 anos. Sim, com 18 espera-se que o filho vá estudar em algum lugar e que depois comece a trabalhar e os pais (claro que inicialmente ajudando financeiramente) dão meio que por terminadas as suas obrigações paternais.
Mas, como tudo na vida tem seus dois lados, esta independência também é interessante! As crianças aqui aprendem bem mais cedo a ajudar na rotina da casa. Sophia com seus quatro aninhos, já arruma seus brinquedos antes de jantar. Ajuda a por a mesa e leva sempre os seus pratos, talheres e copos pra cozinha e já os põe direto na máquina de lavar louça. Ela já sabe há algum tempo usar garfo e faca (engraçado que todo mundo no Brasil se espantava que ela aos 3 anos já usasse garfo! Até a Helena, de um aninho, já está começando a aprender a espetar...), se veste sozinha, vai à piscina com a turminha da escolinha e até se penteia e seca os cabelos com o secador de cabelos sozinha, sob a supervisão dos professores, claro. E muito disso ela aprendeu na escolinha, eu confesso.
Outro ponto muito bom aqui na Alemanha é a alimentação. As crianças têm realmente bons hábitos alimentares. Elas comem muita fruta, muitos legumes, peixe, etc. Claro que depende dos pais incentivar e dar o exemplo, né? Mas até os 3 anos eu diria que a alimentação é excelente. É comum você visitar um alemão e ter uma mesa para as crianças com maçã e pera cortadinha, pepinos, pimentão e cenourinha para que eles mesmos peguem e comam. Sempre brinco dizendo que pepino é a pipoca da Sophia, pois nas raras vezes que ela come assistindo televisão é isso que ela come.
E adora! Tenho muito orgulho que minha filha coma tão bem e de tudo. Ela não toma refrigerante, não come salgadinhos, ou maionese, ou outros molhos, e larga qualquer coisa por um bom pedaço de melão. E o mérito é da cultura alemã, pois não passa pela cabeça de um alemão oferecer coca-cola para uma criança de 2 anos. Também não há muita tolerância para as "frescuras" individuais. Eu acho que no Brasil é muito, muito comum que as pessoas não comam de tudo. Do tipo: Fulano não gosta de peixe, Cicrano não gosta de azeitona, Beltrano não gosta de cebola (eu, por exemplo!), mas isso por aqui é bem mais raro. Claro que todo mundo tem suas preferências, mas o "não gostar" não significa não comer em hipótese alguma. E isso se aprende cedo por aqui. Pois, como diz o ditado, é de pequenino que se torce o pepino.
E é assim que vou vivendo. Equilibrando o que acho de melhor de cada cultura e integrando à nossa forma de educar. Por sorte meu marido e eu concordamos na maioria das coisas ligadas à educação das nossas filhas e o que não concordamos eu acabo convencendo.
Em tempo, Sophia furou as orelhas com 3 anos e a Helena com menos de um ano ;-)
Hoje as Mamães Internacionais estão fazendo uma blogagem coletiva sobre as diferenças culturais na hora de educar os filhos. Quem quiser ler mais, clica aqui!
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Infância livre de consumismo
Há alguns dias vi no blog Super Duper um convite para um debate que estava/está acontecendo na rede no momento sobre o tema Infância livre de consumismo. Este é um tema que me apaixona e que me consome, pois como mãe temos que lidar diariamente com o consumo dos nossos filhos e tentar acertar na dose entre o permitir e o educar.
Pois são muitas as opções de consumo para os pequenos. Arrisco dizer que na geração deles a oferta para o público infantil no mínimo duplicou. Como os pais estão tendo filhos cada vez mais tarde (e com isso as carreiras já estão mais estabelecidas, o poder aquisitivo é maior, os avós têm menos netos para mimar) e cada vez menos filhos, é natural que compremos mais.
Quando eu era pequena, a televisão era uma companheira constante. E na minha casa sempre foi um hábito ligar a televisão (ou as televisões) ao acordar e só desligá-la quando dormiamos. Não acho, no entanto, que isto tenha interferido tanto na minha educação. Meus pais e meus avós deram (e dão) exemplo de que há muito mais a se fazer do que ficar parada na frente da TV. Então, como morávamos numa chácara tinhamos muito espaço para correr, nos esconder, trepar em árvores, pegar fruta no pé, colher cenouras da horta, andar de bicicleta, brigar com os meninos da rua, nadar na piscina, brincar de ABBA (Há! Alguém mais fez isso?) e ler. Aliás, um dos meus apelidos na época era "leledora". Também gostávamos de assistir à televisão, claro. Balão Mágico, Xou da Xuxa, Fofão e tudo mais que a década de 80 nos trouxe sempre esteve presente nas nossas vidas.
Lógico que também éramos influenciados pelas propagandas, mas meus pais sempre trataram a questão com naturalidade: se cabia no orçamento compravam, se não cabia não compravam. Simples assim. Não acho que eu tenha sofrido por não ter recebido alguma coisa. Muito pelo contrário, lembro do prazer que era receber algo que há tempos eu cobiçava. Da mesma maneira que na primeira infância sonhava com brinquedos, na adolescência sonhava com as "roupas de marca". Queria ter calça da Zoomp ou Fórum, tênis Nike, mochila da Company e por aí afora. Mas também aqui a divisa era: presente se ganha em ocasiões especiais e pronto.
Só que agora o poder aquisitivo e a percepção em relação ao consumo são diferentes em relação à minha infância. Na minha época meus pais não eram confrontados com decisões do tipo: será que é muito cedo para comprar um IPad para meu filho? A partir de que idade o celular é necessário? Quantas horas de TV por dia meu filho pode assistir?
Estas são perguntas da nossa geração e cabe a nós, pais dos anos 10, encontrar as respostas cabíveis e aplicáveis a cada família. Na minha família e no meu contexto de vida, o consumismo infantil não é visto com bons olhos. Temos uma filha de 4 anos e uma de 13 meses e procuramos evitar que as duas sejam muito expostas à propaganda. E o motivo pra isso é que tentamos a todo custo proteger a sua meninice. Não queremos que as nossas filhas percam um só segundo desta fase que julgamos ser tão importante para as suas vidas. E não queremos criar filhas mimadas e consumistas que não consigam encontrar prazer em coisas como um dia lindo de sol, ou a sensação boa das ondas do mar batendo nas nossas pernas. Tampouco queremos que elas recebam um presente atrás do outro, achando que é normal e que as coisas não têm o seu valor e que não precisamos trabalhar para ganhar alguma coisa. Já contei aqui como fiquei decepcionada ao ver que a Sophia não tinha desejos para o Natal. E não quero que isso se repita no Natal deste ano.
Não queremos excesso de presentes, tanto é que este ano pedi a minha mãe (que encheu as netinhas de mimos enquanto estivemos em sua casa, no início do ano, mas foi em UM momento do ano) não enviasse ovos de Páscoa para nós. Afinal queremos que as nossas filhas entendam que o ser é mais importante que o ter. Queremos que elas respeitem as pessoas pelo que elas são, não por aquilo que elas têm.
E, olhem só, esses dias, perguntando pra Sophia do que ela mais sentia falta no Brasil, ela me respondeu: de brincar com a Vovó. Fiquei tão feliz!! Pois é isso mesmo o que eu quero pra ela. Mas se ela estiver o tempo todo com a TV ligada, onde é que sobra tempo para brincar com a Vovó?
Por isso que aqui em casa, TV é limitada sim. Sophia assiste no máximo 40 minutos à TV por dia. E só em um momento do dia: enquanto estou fazendo o jantar pras meninas. Tenho a sorte de morar em um país (Alemanha) em que temos a escolha de um canal em que não existem propagandas. Então, Sophia pode escolher: ou assiste aos desenhos neste canal, ou DVDs (que são quase todos em português, para que ela aprimore sempre o idioma). Claro que algumas pessoas não entendem o porquê de tanta restrição, mas, como toda mãe, também quero o melhor pras minhas filhas e acredito que isto seja o melhor para elas. Lógico que assim tenho muito mais "trabalho". As horas não passadas na frente da televisão são preenchidas com inúmeras outras atividades: quando está tempo bom vamos brincar no parquinho, passear ou andar de bicicleta. Quando o tempo está ruim visitamos amiguinhos, pintamos, escrevemos, lemos, montamos legos, brincamos de mamãe/papai (ou de Rapunzel, Branca de Neve, Chapéuzinho Vermelho, de piratas, dinossauros ou qualquer outra coisa que a Sophia escolher), fazemos bolo, pipoca, pizza, suco, sorvete ou qualquer outra coisa na cozinha, brincamos com massinha de modelar, de jogo da memória, montamos quebra-cabeça, vamos à piscina, ao teatro ou à biblioteca, enfim, vivemos!
E sem a influência direta da propaganda não somos bombardeados com pedidos do tipo: quero o iogurte X ou a bolacha Y. Para a Sophia iogurte é iogurte e bolacha é bolacha. Aliás, alimentação também é um tema que me apaixona, já que também não permito que a Sophia se influencie pela "propaganda dos amigos". Para mim o esquema de "se Fulana com dois anos já toma refrigerante, porque a Sophia não pode nem experimentar?" não funciona e pronto. Novamente, quero o melhor pras minhas filhas e, assim, quero que minhas filhas aprendam o sabor dos alimentos, da forma mais natural possível. E não em forma de aditivos, corantes e aromatizantes. E olhem só, minhas filhas comem de tudo. Sabe aquela imagem de uma criança tirando tudo que é verde do prato? Isso não existe aqui em casa. Sophia (e Helena também) comem ervilhas, brócolis, espinafre, couve, salsinha, cebolinha e com prazer.
Ou seja, na minha opinião, as crianças devem sim ter o direito a uma infância o mais livre possível de propagandas. Afinal, nós pais já somos bombardeados diariamente com as propagandas e também os maiores culpados. São inúmeras as ofertas para um recém nascido, já repararam? E nós, na nossa ânsia de proporcionar o melhor para os nossos filhos compramos, compramos, compramos, como se não houvesse amanhã. Só que nós pais temos (temos?) um senso crítico capaz de nos guiar a fazer as decisões, mas nossos filhos ainda não. Cabe a nós pais prepararmos os nossos filhos para que eles também sejam capazes de lidar com as frustrações, com o fato de que não poderemos ter tudo sempre. E de que não é razoável comprarmos um brinquedo (ou qualquer outra coisa, isso vale principalmente para os pais!), em mil prestações quando há tantas coisas mais importantes num orçamento familiar.
Na minha opinião, forçar a criança a ter desejos (que é o que a propaganda faz), é fazer com que as crianças deixem de brincar umas com as outras para brincarem com coisas apenas. É cortar a relação interpessoal em prol da individualidade. É cortar as lembranças gostosas que levamos da infância e que carregaremos conosco a nossa vida toda, em troca de alguns minutos de felicidade no momento em que recebem mais um brinquedo. É incentivar a criança a querer ser grande mais rápido. É um estímulo desnecessário da vaidade, da ganância e da possessividade.
Então sou a favor não tanto da restrição da propaganda, mas muito mais da restrição em si. De que cada pai e cada mãe seja capaz de restringir o consumo geral da criança (e deles próprios!), de restringir as horas na frente da TV, das horas de propaganda, do consumo de porcarias e da exposição da criança a produtos que não foram feitos pra ela. E, finalmente, sou a favor de que cada pai e cada mãe possa oferecer ao filho bons momentos que marcarão toda uma vida. Momentos que eu, graças aos meus pais, pude ter e que espero minhas filhas também estão tendo.
quinta-feira, 15 de março de 2012
A filha que mugiu e a filha que chorou
Voltei!
Estava morrendo de saudades do blog, de escrever, de ler os comentários, de visitar os blogs queridos, mas a temporada no Brasil falou mais alto ;-) Afinal tinha que aproveitar minha mãe, as meninas tinham que aproveitar a avó e já repararam que o tempo no Brasil voa? Pois é.
Depois vou ainda falar retrospectivamnte sobre um outro passeio, sobre a festinha de 1 ano da Helena, sobre a volta quase dramática para casa, mas por enquanto vou contar só duas coisas pequenininhas, que é para eu não perder a coragem de (re-)começar a escrever.
Primeiro: Sophia que anda dando trabalho para ir para a escolinha... Depois de 6 meses de férias, de mãe e vó todo dia, o dia inteiro, de muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito mimo da avó, de não ter que acordar cedo ela está fazendo cara feia para ir para a escolinha. Gruda no pescoço da gente igual carrapato e não tem quem a tire de lá. Imaginei que seria legal para ela rever as amiguinhas (e realmente foi, ela ficou super feliz e as amigas a recepcionaram super bem), mas ela já perdeu os dois passeios que foram realizados esta semana (a escolinha sempre faz passeios extras nos períodos de férias e, aqui em Hamburgo, as crianças já estão de férias da Páscoa) pois ela se recusa terminantemente a ir. Hoje mesmo foi uma aflição. Nem com promessas de balinha e o desenho preferido ao chegar em casa ela se deixou convencer a ir. Ela chorou, chorou e ficou.
Segundo: Helena teve hoje o seu primeiro dia de adaptação à escolinha! Hoje foi um dia bem light. Só entramos na salinha do maternal e, enquanto ela ficava brincando com os brinquedinhos, eu tinha um longo questionário para responder, em que eu tinha que falar sobre os seus hábitos alimentares, sobre o sono, como consolar a Helena, como alegrá-la, quais palavrinhas ela já fala, entre outras coisas da sua rotininha.
E eu que achei que a Helena fosse chorar me surpreendi. Mesmo tendo tomado vacina ontem e mesmo tendo ficado uns 5 segundos no colo da educadora, ela se comportou super bem!
E o mais legal foi ver uma generalização linda que ela está fazendo.
Um belo dia ensinei pra ela o som da vaquinha: mú. Aí, depois de ela já ter aprendido é que me lembrei de mostrar a figura de uma vaquinha num livrinho e ela achou o máximo, ela via a vaquinha no livrinho e mugia toda fofa. Ah, e o som da vaquinha pra ela é Bú. Só que eu percebi recentemente que ela faz Bú sempre que vê um livro, não sempre que vê uma vaquinha (o que convenhamos não é tão frequente assim).
Só sei que hoje, na escolinha, a professora se mostrou encantada quando a Helena viu um livro e foi correndo até ele dizendo Bú, Bú:
Nossa, ela já fala livro (que em alemão é Buch)! Eu só concordei e disse, não é esperta?
Eu que não ia confessar que ela estava mugindo!
Estava morrendo de saudades do blog, de escrever, de ler os comentários, de visitar os blogs queridos, mas a temporada no Brasil falou mais alto ;-) Afinal tinha que aproveitar minha mãe, as meninas tinham que aproveitar a avó e já repararam que o tempo no Brasil voa? Pois é.
Depois vou ainda falar retrospectivamnte sobre um outro passeio, sobre a festinha de 1 ano da Helena, sobre a volta quase dramática para casa, mas por enquanto vou contar só duas coisas pequenininhas, que é para eu não perder a coragem de (re-)começar a escrever.
Primeiro: Sophia que anda dando trabalho para ir para a escolinha... Depois de 6 meses de férias, de mãe e vó todo dia, o dia inteiro, de muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito mimo da avó, de não ter que acordar cedo ela está fazendo cara feia para ir para a escolinha. Gruda no pescoço da gente igual carrapato e não tem quem a tire de lá. Imaginei que seria legal para ela rever as amiguinhas (e realmente foi, ela ficou super feliz e as amigas a recepcionaram super bem), mas ela já perdeu os dois passeios que foram realizados esta semana (a escolinha sempre faz passeios extras nos períodos de férias e, aqui em Hamburgo, as crianças já estão de férias da Páscoa) pois ela se recusa terminantemente a ir. Hoje mesmo foi uma aflição. Nem com promessas de balinha e o desenho preferido ao chegar em casa ela se deixou convencer a ir. Ela chorou, chorou e ficou.
Segundo: Helena teve hoje o seu primeiro dia de adaptação à escolinha! Hoje foi um dia bem light. Só entramos na salinha do maternal e, enquanto ela ficava brincando com os brinquedinhos, eu tinha um longo questionário para responder, em que eu tinha que falar sobre os seus hábitos alimentares, sobre o sono, como consolar a Helena, como alegrá-la, quais palavrinhas ela já fala, entre outras coisas da sua rotininha.
E eu que achei que a Helena fosse chorar me surpreendi. Mesmo tendo tomado vacina ontem e mesmo tendo ficado uns 5 segundos no colo da educadora, ela se comportou super bem!
E o mais legal foi ver uma generalização linda que ela está fazendo.
Um belo dia ensinei pra ela o som da vaquinha: mú. Aí, depois de ela já ter aprendido é que me lembrei de mostrar a figura de uma vaquinha num livrinho e ela achou o máximo, ela via a vaquinha no livrinho e mugia toda fofa. Ah, e o som da vaquinha pra ela é Bú. Só que eu percebi recentemente que ela faz Bú sempre que vê um livro, não sempre que vê uma vaquinha (o que convenhamos não é tão frequente assim).
Só sei que hoje, na escolinha, a professora se mostrou encantada quando a Helena viu um livro e foi correndo até ele dizendo Bú, Bú:
Nossa, ela já fala livro (que em alemão é Buch)! Eu só concordei e disse, não é esperta?
Eu que não ia confessar que ela estava mugindo!
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
E como prometido....
Aqui vão as últimas fotos das férias de ano novo :-)
No dia 30 fomos para Salzburg. A Sophia adorou a ideia de conhecer a cidade do "Amadeus", que é como ela chama (tá íntima, não?) o Mozart. O dia infelizmente não estava muito bom, nevou, nevou, nevou o dia inteiro, num prelúdio do que estava por vir...
Apesar de ficar basicamente no carrinho (estava muito frio para tirá-la de lá), Helena não perdeu o bom humor. Pra nossa sorte!
Então ainda estávamos apreciando o passeio, quando uma coisa muito chata aconteceu. Resolvemos ir comer a famosa (pelo menos na Alemanha) torta de chocolate "Sachertorte", diretamente no Hotel Sacher. Esta torta foi criada em Viena e só pode ser vendida nos hotéis Sacher (tem em Viena e em Salzburg) e em mais alguns Cafés Sacher espalhados pela Áustria. Ela é uma torta de chocolate, com um recheio de geléia de damasco e cobertura de chocolate. Coisa bem pouco calórica, ótima pra quem está de dieta. Mas como ainda era dia 30, resolvi encarar :-) Só o que não contávamos era ser barrados no baile! Chegamos à porta do café do hotel e éramos 7 pessoas: 4 adultos e 3 crianças (de 11 meses, 2 e 4 anos) e o porteiro simplesmente negou a nossa admissão dizendo que o café estava cheio. Só que para o nosso espanto, outras pessoas continuavam entrando. Ao ver a nossa cara de perplexidade, o porteiro se apressou em explicar que as mesas grandes estavam todas ocupadas e que demoraria no mínimo uns 40 minutos até que pudessemos nos sentar e que deveriamos ir para o café "2" - que também vendia a tal da torta, mas que era infinitamente menos bonito.. Tudo isso por puro preconceito ao ver tantas crianças.
Tenho certeza que se tivesse chegado ali com meus dois cachorrinhos, em vez das minhas duas filhas, nós teríamos entrado sem problemas...
Sabe que depois de tudo isso nem achamos a Sachertorte mais tão gostosa? Foi realmente um banho de água fria, já que até então estávamos muito satisfeitos com a hospitalidade dos bávaros e demais habitantes do sul da República (vai ver que na Áustria é diferente...). Mas enfim, voltamos pra Ramsau e antes passamos no mercado, para comprarmos uma coisinha para o jantar lá na pensão mesmo, e não precisarmos sair de lá novamente.
Quando começamos a subir a montanha que nos levaria até o hotel notamos que o asfalto estava muuuuuuito liso. Muito mesmo. Claro que nosso carro está equipado com pneus de inverno, mas eles simplesmente não eram suficientes para encarar a subida à nossa frente. O carro derrapava muito. Então o Felix dava ré e vinha mais ou menos rápido (não muito, pois é perigoso, já que se precisassemos frear o carro provavelmente derraparia), no embalo, para tentar vencer alguns metros a mais. Até que simplesmente não deu mais. No começo, ainda tinha umas subidas e descidas, dava para o carro pegar impulso, mas depois, era só subida mesmo. E agora José?
Reparamos que tinha mais um carro parado na nossa frente. E na frente dele, um trator. Era o dono da pensão salvando seus hóspedes. Ele rebocou um por um até o hotel! E isso era o começo de uma nevasca muito forte. Lindo de se ver, mas como é difícil se locomover com tanta neve.
Com isso no dia 31 decidimos que não iriamos de carro até a cidadezinha (para comprarmos os ingredientes para a nossa ceia), mas que iriamos a pé. E fomos. Claro que para descer todo santo ajuda, mas para subir, com neve, puxando crianças no trenó e a outra pendurada no canguru, com compras e com uma inclinação de mais de 20º a coisa começa a mudar de figura... Foi uma aventura e tanto e no final tivemos que apelar para todos os nossos truques (bala! televisão! chiclete! mais televisão!) para a Sophia andar um pouco e conseguirmos chegar ao hotel mais rápido, pois estava ficando muito frio e a bota da Sophia estava meio molhada por dentro...
E agora prometo que acabei a minha narrativa.
Um feliz 2012 pra todos!!
No dia 30 fomos para Salzburg. A Sophia adorou a ideia de conhecer a cidade do "Amadeus", que é como ela chama (tá íntima, não?) o Mozart. O dia infelizmente não estava muito bom, nevou, nevou, nevou o dia inteiro, num prelúdio do que estava por vir...
| No alto do castelo - Festung Hohensalzburg |
Então ainda estávamos apreciando o passeio, quando uma coisa muito chata aconteceu. Resolvemos ir comer a famosa (pelo menos na Alemanha) torta de chocolate "Sachertorte", diretamente no Hotel Sacher. Esta torta foi criada em Viena e só pode ser vendida nos hotéis Sacher (tem em Viena e em Salzburg) e em mais alguns Cafés Sacher espalhados pela Áustria. Ela é uma torta de chocolate, com um recheio de geléia de damasco e cobertura de chocolate. Coisa bem pouco calórica, ótima pra quem está de dieta. Mas como ainda era dia 30, resolvi encarar :-) Só o que não contávamos era ser barrados no baile! Chegamos à porta do café do hotel e éramos 7 pessoas: 4 adultos e 3 crianças (de 11 meses, 2 e 4 anos) e o porteiro simplesmente negou a nossa admissão dizendo que o café estava cheio. Só que para o nosso espanto, outras pessoas continuavam entrando. Ao ver a nossa cara de perplexidade, o porteiro se apressou em explicar que as mesas grandes estavam todas ocupadas e que demoraria no mínimo uns 40 minutos até que pudessemos nos sentar e que deveriamos ir para o café "2" - que também vendia a tal da torta, mas que era infinitamente menos bonito.. Tudo isso por puro preconceito ao ver tantas crianças.
Tenho certeza que se tivesse chegado ali com meus dois cachorrinhos, em vez das minhas duas filhas, nós teríamos entrado sem problemas...
| Ponte sobre o Rio Salzach, antes do incidente no Hotel Sacher |
Quando começamos a subir a montanha que nos levaria até o hotel notamos que o asfalto estava muuuuuuito liso. Muito mesmo. Claro que nosso carro está equipado com pneus de inverno, mas eles simplesmente não eram suficientes para encarar a subida à nossa frente. O carro derrapava muito. Então o Felix dava ré e vinha mais ou menos rápido (não muito, pois é perigoso, já que se precisassemos frear o carro provavelmente derraparia), no embalo, para tentar vencer alguns metros a mais. Até que simplesmente não deu mais. No começo, ainda tinha umas subidas e descidas, dava para o carro pegar impulso, mas depois, era só subida mesmo. E agora José?
Reparamos que tinha mais um carro parado na nossa frente. E na frente dele, um trator. Era o dono da pensão salvando seus hóspedes. Ele rebocou um por um até o hotel! E isso era o começo de uma nevasca muito forte. Lindo de se ver, mas como é difícil se locomover com tanta neve.
Com isso no dia 31 decidimos que não iriamos de carro até a cidadezinha (para comprarmos os ingredientes para a nossa ceia), mas que iriamos a pé. E fomos. Claro que para descer todo santo ajuda, mas para subir, com neve, puxando crianças no trenó e a outra pendurada no canguru, com compras e com uma inclinação de mais de 20º a coisa começa a mudar de figura... Foi uma aventura e tanto e no final tivemos que apelar para todos os nossos truques (bala! televisão! chiclete! mais televisão!) para a Sophia andar um pouco e conseguirmos chegar ao hotel mais rápido, pois estava ficando muito frio e a bota da Sophia estava meio molhada por dentro...
| Ainda sorridentes na descida |
| A pensão e a neve |
| No caminho da floresta |
| No caminho gelado e liso dos carros |
| Estalactites :-) |
| Ramsau |
| Ramsauer Ache |
| Um bonequinho de neve! |
| Cartão postal de Ramsau |
| Helena não perde o bom humor nem com muitos graus abaixo de zero. E não, o que ela está comendo NÃO é chips! É um biscoito para bebês, sem sal, sem gordura, sem açúcar, à base de milho. |
Um feliz 2012 pra todos!!
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Ainda pode postar sobre o ano novo?
Pois é, como sempre eu sou um atraso para postar fotos. Sempre fico enrolando, com as fotos na máquina e o post meio pronto, mas fico com uma preguiça de colocar as fotos no computador e escolher quais colocar. Sou uma fotógrafa não compulsiva, mas prolífera, então são muuuuuitas fotos. E como escolher qual das 7 fotos quase idênticas da sua filha colocar, para ilustrar determinada situação? Eu sempre tiro umas sete fotos da mesma pose, para garantir que pelo menos uma vá ficar legal. Então assim evito olhos fechados ou arregalados, mas fico com uma quantidade enorme de fotos muito parecidas. Estou melhorando neste quesito e tenho tirado menos fotos repetidas, mas ainda não atingi, nem de longe, a perfeição. Quem sabe este não fica sendo um propósito para o meu próximo ano? Juntamente com o de colocar as fotos no computador mais rapidinho?
(Em tempo: o meu propósito da hidratação, maquiagem e moderação está indo de vento em popa!!! Já perdi 4 quilos e minha pele está muito bonita!)
Bom, agora está explicado porque só agora vou postar minhas fotos de natal e ano novo, né? Mas são fotos tão lindas que não poderia deixar de incluí-las aqui. As explicações vão ser bem resumidas, só em forma de legendas mesmo.
O Natal passamos como sempre na casa da minha sogra. Mas desta vez foi um Natal complicado, gastricamete falando. Tivemos todos gastroenterite, ou para usar a palavra da moda, uma virose. Começou com meu sogro, passou para a Helena, depois para mim, aí veio a vez da Sophia e por último o Felix. Aff.
Mas tudo bem, apesar de tudo resolvemos prosseguir viagem e ir para os Alpes, como planejado. A cidadezinha onde ficamos se chama Ramsau e fica muito próxima da fronteira com a Áustria.
E já que decidi que ainda pode sim postar sobre o ano novo, amanhã tem mais algumas fotos :-)
(Em tempo: o meu propósito da hidratação, maquiagem e moderação está indo de vento em popa!!! Já perdi 4 quilos e minha pele está muito bonita!)
Bom, agora está explicado porque só agora vou postar minhas fotos de natal e ano novo, né? Mas são fotos tão lindas que não poderia deixar de incluí-las aqui. As explicações vão ser bem resumidas, só em forma de legendas mesmo.
O Natal passamos como sempre na casa da minha sogra. Mas desta vez foi um Natal complicado, gastricamete falando. Tivemos todos gastroenterite, ou para usar a palavra da moda, uma virose. Começou com meu sogro, passou para a Helena, depois para mim, aí veio a vez da Sophia e por último o Felix. Aff.
| Olhando agora esta foto nem dá pra acreditar que passei este dia inteirinho na cama ou no banheiro... |
| Sorridente e feliz :-) |
Mas tudo bem, apesar de tudo resolvemos prosseguir viagem e ir para os Alpes, como planejado. A cidadezinha onde ficamos se chama Ramsau e fica muito próxima da fronteira com a Áustria.
| Primeiro contato da Helena com a neve! |
| Ela gostou muito! E comeu bastante neve, claro. |
| Esta era a vista da janela do nosso quarto de hotel. |
| Sophia se divertindo com o papai, descendo uma ladeira do "quintal" do hotel. |
| O hotel, ou melhor pensão, ao fundo. |
| Tem coisa mais bonita que um monte de neve em dia de sol? |
| Subindo o morro |
| Sophia se sentindo chique com seus óculos de sol :-) |
| Prontas para a nossa primeira aula de esqui! |
| Sophia não teve medo, ao contrário da mamãe... |
| Nem quando caiu! |
| Helena aproveitando para roubar uma batata, enquanto mamãe estava tomando banho |
| Sophia e eu descendo de trenó uma montanha. A pista tinha 2,5 km! |
E já que decidi que ainda pode sim postar sobre o ano novo, amanhã tem mais algumas fotos :-)
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Atenção: post de uma mãe extremamente coruja
Estão todos avisados, né?
Rsrsrsrs.
Então que sexta-feira foi o dia da U8. Para quem ainda não sabe, aqui na Alemanha as crianças passam por exames periódicos no pediatra, para que o seu desenvolvimento sejam analisados.
A cada exame (Untersuchung, dai o "U"), os pediatras verificam vários aspectos, dependendo da idade. Na U8 eles fazem testes de audição e visão, exame de urina e vários testinhos para averiguar como anda o desenvolvimento físico e psíquico da criança. A Sophia, por exemplo, teve que fazer um desenho de um homenzinho, observar desenhos do médico e copiar na sua folha (teve que fazer retas, triângulos, quadrados e círculos), depois teve que andar num pé só, correr de costas, ficar parada 5 segundos em um pé só, dar cambalhota, cantar uma música sobre o outono (e eu nem conhecia a música que ela escolheu para cantar!), além de conversar com o médico para ele verificar como anda o nível de vocabulário, correção gramatical e articulação.
A única ressalva foi na parte da articulação. Ele diz que a Sophia não posiciona a língua corretamente em algumas palavras e por isso ele recomenda que ela faça algumas sessões de fonoaudiologia, para que nenhum erro seja consolidado, principalmente se ela já for entrar na Vorschule no ano que vem (mas já falo sobre isso).
No mais Sophia fez tudo com muita maestria :-) O pediatra disse que ela é muito inteligente (avisei que a corujice iria dominar hoje, né?), que segundo a classificação médica ela está no topo da pirâmide do desenvolvimento (existe, aparentemente, um percentil de desenvolvimento neste quesito também - eu só conhecia estes percentis no quesito peso e altura - e ela estaria no percentil 95, ou seja, ela está mais avançada que 95% das crianças da sua faixa etária) e que, para concluir, ele aconselha que ela já entre na Vorschule no ano que vem.
A Vorschule representa o último ano da escolinha, mas é considerada - pelo menos aqui em Hamburgo, já que a legislação educacional varia de estado para estado - um passo importante para a escola. A Vorschule pode ser feita no próprio jardim de infância ou já na escola onde a criança cursará a primeira série. E normalmente são aceitas crianças a partir dos 5 anos, que farão 6 no decorrer do ano letivo. Durante este ano a criança é preparada para entrar para a escola. Ela tem que acordar mais cedo já que o horário é semelhante ao da escola (atualmente ela entra às 9 na escolinha, na escola terá que entrar às 8). Tem que ficar sentada mais tempo (na escolinha eles só "têm" que ficar sentados durante as refeições e nas atividades em roda que são sempre realizadas no início da manhã e no início da tarde, mas na escola é praticamente o tempo todo), tem que fazer tarefinhas (inexistentes até agora), tem que dividir a atenção da professora (1 professora para 23 alunos na escola x 1 professora para cada 5 alunos na escolinha), enfim, uma série de adaptações importantes.
Bem, claro que ficamos lisonjeados com a recomendação médica, afinal isso mostra que a Sophia está com o mesmo nível de desenvolvimento de uma criança de 5 anos (e ela acabou de completar 4 no mês passado), inclusive vários testinhos que ela fez já fazem parte da U9 (o exame para crianças de 5 anos completos). Mas agora ficamos também com a dura responsabilidade de ter que decidir se colocamos nossa filha com apenas 4 aninhos na Vorschule ou não. E com isso vem o dilema de decidir se é melhor que ela seja sempre a mais nova da turma (e eu SEMPRE fui a mais nova da minha turma, mas nem sempre achei isso tão legal...) ou se arriscamos deixá-la mais um ano no jardim de infância sendo que ela pode também se desmotivar por não aprender coisas novas (aqui jardim é feito mesmo só para brincar, as crianças não aprendem coisas escolares do tipo matemática ou leitura/escrita).
E agora José?
Rsrsrsrs.
Então que sexta-feira foi o dia da U8. Para quem ainda não sabe, aqui na Alemanha as crianças passam por exames periódicos no pediatra, para que o seu desenvolvimento sejam analisados.
A cada exame (Untersuchung, dai o "U"), os pediatras verificam vários aspectos, dependendo da idade. Na U8 eles fazem testes de audição e visão, exame de urina e vários testinhos para averiguar como anda o desenvolvimento físico e psíquico da criança. A Sophia, por exemplo, teve que fazer um desenho de um homenzinho, observar desenhos do médico e copiar na sua folha (teve que fazer retas, triângulos, quadrados e círculos), depois teve que andar num pé só, correr de costas, ficar parada 5 segundos em um pé só, dar cambalhota, cantar uma música sobre o outono (e eu nem conhecia a música que ela escolheu para cantar!), além de conversar com o médico para ele verificar como anda o nível de vocabulário, correção gramatical e articulação.
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| Eu perguntei se o homenzinho tinha dois pés direitos, a resposta dela, lógico que não mamãe, ele está com um joelho de fora :-) |
A única ressalva foi na parte da articulação. Ele diz que a Sophia não posiciona a língua corretamente em algumas palavras e por isso ele recomenda que ela faça algumas sessões de fonoaudiologia, para que nenhum erro seja consolidado, principalmente se ela já for entrar na Vorschule no ano que vem (mas já falo sobre isso).
No mais Sophia fez tudo com muita maestria :-) O pediatra disse que ela é muito inteligente (avisei que a corujice iria dominar hoje, né?), que segundo a classificação médica ela está no topo da pirâmide do desenvolvimento (existe, aparentemente, um percentil de desenvolvimento neste quesito também - eu só conhecia estes percentis no quesito peso e altura - e ela estaria no percentil 95, ou seja, ela está mais avançada que 95% das crianças da sua faixa etária) e que, para concluir, ele aconselha que ela já entre na Vorschule no ano que vem.
A Vorschule representa o último ano da escolinha, mas é considerada - pelo menos aqui em Hamburgo, já que a legislação educacional varia de estado para estado - um passo importante para a escola. A Vorschule pode ser feita no próprio jardim de infância ou já na escola onde a criança cursará a primeira série. E normalmente são aceitas crianças a partir dos 5 anos, que farão 6 no decorrer do ano letivo. Durante este ano a criança é preparada para entrar para a escola. Ela tem que acordar mais cedo já que o horário é semelhante ao da escola (atualmente ela entra às 9 na escolinha, na escola terá que entrar às 8). Tem que ficar sentada mais tempo (na escolinha eles só "têm" que ficar sentados durante as refeições e nas atividades em roda que são sempre realizadas no início da manhã e no início da tarde, mas na escola é praticamente o tempo todo), tem que fazer tarefinhas (inexistentes até agora), tem que dividir a atenção da professora (1 professora para 23 alunos na escola x 1 professora para cada 5 alunos na escolinha), enfim, uma série de adaptações importantes.
Bem, claro que ficamos lisonjeados com a recomendação médica, afinal isso mostra que a Sophia está com o mesmo nível de desenvolvimento de uma criança de 5 anos (e ela acabou de completar 4 no mês passado), inclusive vários testinhos que ela fez já fazem parte da U9 (o exame para crianças de 5 anos completos). Mas agora ficamos também com a dura responsabilidade de ter que decidir se colocamos nossa filha com apenas 4 aninhos na Vorschule ou não. E com isso vem o dilema de decidir se é melhor que ela seja sempre a mais nova da turma (e eu SEMPRE fui a mais nova da minha turma, mas nem sempre achei isso tão legal...) ou se arriscamos deixá-la mais um ano no jardim de infância sendo que ela pode também se desmotivar por não aprender coisas novas (aqui jardim é feito mesmo só para brincar, as crianças não aprendem coisas escolares do tipo matemática ou leitura/escrita).
E agora José?
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Quem afinal traz os presentes? Papai Noel, Nicolau ou menino Jesus?
Hoje é dia de São Nicolau.
Nikolaus, como o santo é chamado aqui na Alemanha, foi um bispo, que durante sua infância, para tentar lidar com o enorme vazio que a morte dos pais lhe causou, começou a distribuir nozes, castanhas, maçãs e outras delícias para as pessoas pobres da sua cidade. No dia da sua morte, 6 de dezembro, costuma-se então distribuir doces, maçãs, nozes, castanhas entre as crianças, em homenagem ao Santo.
Mas, aí começa também uma grande confusão, no meu entender. Pois este Nikolaus é para nós brasileiros o Papai Noel. Só que também existe em alemão a palavra papai noel - Weihnachtsmann. E para complicar mais um pouquinho, algumas famílias também ensinam às crianças que quem traz os presentes no dia 24 (sim, aqui a entrega é na véspera do Natal) é o Christkind - o menino Jesus.
E agora, José?
Li que a igreja católica não está gostando de perder terreno - o papai noel vem se tornando cada vez mais popular entre a criançada. Tanto é que os correios recebem cerca de 60 mil cartas por ano endereçadas ao Nikolaus contra 200 mil para o Papai Noel.
Depois de vários anos tentando entender quem é quem nesta história toda, ficamos assim: na nossa casa, o Nikolaus vem no dia 6 de dezembro e é o responsável pelos doces. O menino Jesus toca o sininho (pois o marido faz questão do sininho avisando que os presentes já estão embaixo da árvore) e ajuda o papai noel a trazer os presentes, entregues também no dia 24. A cartinha é enviada ao Papai Noel. E pronto :-)
Aqui algumas fotos da Sophia limpando suas botinhas (as crianças só recebem os chocolates nas suas botas e se elas estiverem limpas, que pai alemão sabe das coisas e adora uma oportunidade de fazer a criançada botar a mão na massa).
| No dia 5, à noite. |
| No dia 6, assim que acordou |
E botando a mão literalmente na massa, já que Natal é época de fazer bolachinhas :-)
Como a Helena não pode comer nem as bolachas nem os doces ela se delicia com a sua beterraba:
Beijos e bom Nikolaus para todos!
domingo, 6 de novembro de 2011
Vizinha exibicionista
Então que ando meio com receio de sair na minha sacada.
A Helena adora ir lá pra fora, na sacada, para ficar olhando as árvores, as flores, os esquilos que correm no jardim, ou simplesmente ficar por ali, tomando um arzinho fresco. Mas, eis que descobrimos (eca!) que minha vizinha gosta de ficar pelada.
Tá, ela tem todo o direito de ficar como ela quiser na casa dela. Mas pôxa, tem que ficar como veio ao mundo bem ali? Num lugar tão exposto? Ela tem um jardim de inverno (onde parece passar - bem "arejada" por assim dizer - a maior parte do tempo), no térreo da casa dela, com vista para o jardim, mas fica bem na mira da minha sacada. Fica aquela coisa meio constrangedora: não sei se entro correndo, se finjo que não vejo, se dou um tchauzinho e cumprimento... O que fazer numa hora dessas?
E estes dias ela ainda resolveu fazer ioga assim. Ou estava treinando posespara filme pornô, sei lá. Só sei que era bunda pra cá, bunda prá lá, a Helena querendo olhar o esquilo lá no jardim dela, eu querendo puxá-la pro outro lado, ela se jogando pro lado da vizinha... ai, ai, ai.
Os alemães têm uma relação toda natural com o corpo, isto é fato. Para ir à sauna, por exemplo, você tem que ficar totalmente pelado. Não rola traje de banho, no máximo uma toalhinha. Dizem que não é muito higiênico usar traje de banho na sauna (hello??? e porque não??), então é proibido e pronto. E as saunas são mistas!
Na primeira vez que fui a uma quis morrer umas duas vezes. Imagina você lá, a própria Eva, mas não no paraíso, e sim cercada de velhinhos, jovenzinhos, gente de todas as idades, na verdade. Só que aí, aparecem amigos do seu sogro e resolvem bater papo com você bem ali: ah, você que é a Karen, a nora do Dr. Fulano?? Que legal! E está gostando da Alemanha? Viram-se para o seu marido: E como está seu pai, Felix? Me conta dos seus estudos e blá, blá, blá, blá, blá, blá. Eu achei que meu rosto nunca mais voltaria à sua cor normal. Que eu ficaria roxa para todo o sempre. Aff.
Caramba, eu sou brasileira, não estou acostumada com isso. Pra mim não é normal, ué. E como fingir naturalidade numa situação assim? Aquele monte de coisa balançando e você finge que é sei lá... uma orquídea? Eu costumo dar um sorrisinho pra florista, mas e na sauna? Você faz o quê?
Pelo menos, não costumo ver aquelas pessoas - as da sauna - depois. Mas e a vizinha?
A Helena adora ir lá pra fora, na sacada, para ficar olhando as árvores, as flores, os esquilos que correm no jardim, ou simplesmente ficar por ali, tomando um arzinho fresco. Mas, eis que descobrimos (eca!) que minha vizinha gosta de ficar pelada.
Tá, ela tem todo o direito de ficar como ela quiser na casa dela. Mas pôxa, tem que ficar como veio ao mundo bem ali? Num lugar tão exposto? Ela tem um jardim de inverno (onde parece passar - bem "arejada" por assim dizer - a maior parte do tempo), no térreo da casa dela, com vista para o jardim, mas fica bem na mira da minha sacada. Fica aquela coisa meio constrangedora: não sei se entro correndo, se finjo que não vejo, se dou um tchauzinho e cumprimento... O que fazer numa hora dessas?
E estes dias ela ainda resolveu fazer ioga assim. Ou estava treinando poses
Os alemães têm uma relação toda natural com o corpo, isto é fato. Para ir à sauna, por exemplo, você tem que ficar totalmente pelado. Não rola traje de banho, no máximo uma toalhinha. Dizem que não é muito higiênico usar traje de banho na sauna (hello??? e porque não??), então é proibido e pronto. E as saunas são mistas!
Na primeira vez que fui a uma quis morrer umas duas vezes. Imagina você lá, a própria Eva, mas não no paraíso, e sim cercada de velhinhos, jovenzinhos, gente de todas as idades, na verdade. Só que aí, aparecem amigos do seu sogro e resolvem bater papo com você bem ali: ah, você que é a Karen, a nora do Dr. Fulano?? Que legal! E está gostando da Alemanha? Viram-se para o seu marido: E como está seu pai, Felix? Me conta dos seus estudos e blá, blá, blá, blá, blá, blá. Eu achei que meu rosto nunca mais voltaria à sua cor normal. Que eu ficaria roxa para todo o sempre. Aff.
Caramba, eu sou brasileira, não estou acostumada com isso. Pra mim não é normal, ué. E como fingir naturalidade numa situação assim? Aquele monte de coisa balançando e você finge que é sei lá... uma orquídea? Eu costumo dar um sorrisinho pra florista, mas e na sauna? Você faz o quê?
Pelo menos, não costumo ver aquelas pessoas - as da sauna - depois. Mas e a vizinha?
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Mamatraca!
Gostei de ficar zanzando pela blogosfera afora :-)
Desta vez estou no Mamatraca palpitando sobre educação. Foi minha primeira experiência gravando um vídeo e confesso que achei bem estranho este meu monólogo. Mas no final já estava achando que deveria tentar mais vezes :-)
Hoje só falei sobre dois pontos que acho ruins na escolinha da Sophia que, no geral, considero muito boa!
Quem quiser ver clica aqui!
Beijo
Desta vez estou no Mamatraca palpitando sobre educação. Foi minha primeira experiência gravando um vídeo e confesso que achei bem estranho este meu monólogo. Mas no final já estava achando que deveria tentar mais vezes :-)
Hoje só falei sobre dois pontos que acho ruins na escolinha da Sophia que, no geral, considero muito boa!
Quem quiser ver clica aqui!
Beijo
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Especial Hamburgo
Tomei gosto em fazer relatório de viagem e acabo de fazer um especial sobre Hamburgo.
Quem quiser ler, clique aqui!
Beijo!
Quem quiser ler, clique aqui!
Beijo!
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Um dois....
Este é um post rápido para dizer que ouvir 439234098 vezes o CD do palavra cantada não foi em vão!
Tudo começou com um buraco enorme que tinha no caminho para a escolinha da Sophia.
Claro que ficamos lá um tempão admirando o lindo buraco, Sophia tentando chegar cada vez mais perto dele e eu dizendo: não vá pra perto do buraco.
Ficamos nesta lenga-lenga, a Sophia indo, eu avisando, ela perguntando porque não, eu respondendo porque sim, até que uma hora eu disse: o buraco é fundo!
E ela, imediatamente: acabou-se o mundo!
Achei tão fofo que comecei:
hoje é domingo
e ela responde: pé de cachimbo
eu: o cachimbo é de barro
e ela: bate no jarro
E daí continua sozinha: o jarro é de ouro, bate no touro,. o touro é valente, machuca a gente, a gente é fraca cai no buraco, o buraco é fundo, acabou-se o mundo!!
A primeira parlenda! Não é fofo demais?
Aí eu digo: um dois
e ela: feijão com arroz
e para arrasar com o coração da mamãe aqui, ela já continuou com o 3,4, o 5,6 e foi bonitnho até o comer pastéis!!!
E ainda cantou mais uma vez a música preferida dela no momento: "Alecrim, alecrim dourado, que nasceu no campo sem ser semeado....."
Fiquei realmente feliz de vê-la. Afinal mãe de filho bilíngue muitas vezes tem que se contentar com as fofurices no idioma mais forte (que no nosso caso é o alemão), então é ainda mais emocionante ouvi-la cantando e recitando parlendas em português do Brasil, com sotaque carregadão do Paraná :-)
Tudo começou com um buraco enorme que tinha no caminho para a escolinha da Sophia.
Claro que ficamos lá um tempão admirando o lindo buraco, Sophia tentando chegar cada vez mais perto dele e eu dizendo: não vá pra perto do buraco.
Ficamos nesta lenga-lenga, a Sophia indo, eu avisando, ela perguntando porque não, eu respondendo porque sim, até que uma hora eu disse: o buraco é fundo!
E ela, imediatamente: acabou-se o mundo!
Achei tão fofo que comecei:
hoje é domingo
e ela responde: pé de cachimbo
eu: o cachimbo é de barro
e ela: bate no jarro
E daí continua sozinha: o jarro é de ouro, bate no touro,. o touro é valente, machuca a gente, a gente é fraca cai no buraco, o buraco é fundo, acabou-se o mundo!!
A primeira parlenda! Não é fofo demais?
Aí eu digo: um dois
e ela: feijão com arroz
e para arrasar com o coração da mamãe aqui, ela já continuou com o 3,4, o 5,6 e foi bonitnho até o comer pastéis!!!
E ainda cantou mais uma vez a música preferida dela no momento: "Alecrim, alecrim dourado, que nasceu no campo sem ser semeado....."
Fiquei realmente feliz de vê-la. Afinal mãe de filho bilíngue muitas vezes tem que se contentar com as fofurices no idioma mais forte (que no nosso caso é o alemão), então é ainda mais emocionante ouvi-la cantando e recitando parlendas em português do Brasil, com sotaque carregadão do Paraná :-)
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Tenho algo embaraçoso para contar...
Então, vamos por partes.
Primeiramente queria falar sobre o sistema educacional alemão :-) Pelo menos um pouquinho.
Aqui na Alemanha você não pode simplesmente colocar seu filho no maternal (até 3 anos). Vagas no maternal só são garantidas a mães que trabalham período integral ou que estudem (faculdade, ou curso intensivo de alemão, ou as que recebem ajuda do governo para sobreviver por estarem desempregadas). Se você não se encaixa em nenhuma das categorias não tem direito à escolinha e pronto. Claro que sempre dá para tentar uma escolinha particular, mas obviamente o preço é muito, muito mais salgado. Não que seja baratinho pagar a escolinha, para quem tem uma renda melhorzinha fica caro ainda assim (o preço varia de acordo com a renda do casal e do tempo em que a criança permanecerá na escola. Se alguém se interessar tem uma tabela de preços (com detalhes em alemão) aqui,).
Curiosidade: mas pelo menos o preço baixou. Aliás, acreditam que aqui em Hamburgo um outro partido foi eleito por ter (entre outras coisas, claro) prometido abaixar o preço da escolinha? Eu votei neles :-) E realmente o preço baixou! Não sabia que promessas de campanha são realizáveis! Achei que fosse algo tipo papai noel, coelhinho da Páscoa e Saci Pererê, sabe? Que só existem no imaginário popular..
Uma outra (grande) dificuldade é encontrar uma escolinha. Não basta simplesmente chegar em uma e dizer quero matricular meu filho. Como as vagas são limitadas você tem que concorrer a um lugar. E não tem critérios para aprovação! Tenho uma amiga que mandou 70 currículos até conseguir um lugar para o filho dela! Nós já tivemos mais sorte (ou persistência): eu selecionei umas 5 escolinhas que me interessavam (por recomendação, proximidade ou dicas na internet) e depois de visitar as cinco, fiquei torrando a paciência de 3 (ligando muuuuitas vezes pra lá) para conseguir uma vaga. Consegui vaga nas 3 e depois tive a difícil tarefa de ter que me decidir.
Enfim, depois que você provar que tem um emprego fixo (tem que levar o contrato de trabalho para a secretaria da criança, juntamente com muitos outros documentos como holerite, certidão de nascimento etc, para que seja calculado quanto você vai pagar) e que tem uma vaga na escolinha, você pode ir até a tal da secretaria da criança e solicitar um vale-escolinha. Trata-se de um papel em que está escrito que você levou a documentação necessária, e que a secretaria vai pagar pela escola do seu filho, e qual é o percentual restante a ser pago pelo responsável do aluno. Este vale os pais recebem pelo correio.
E é aqui que começa de fato o assunto deste post. Eu recebi um vale desses (que deve ser levado imediatamente à escolinha) comunicando o feliz fato de que o preço tinha abaixado! Nem acreditei na minha sorte. Pra ser sincera a minha primeira reação foi achar que a secretaria tinha feito algum erro e que eu já deveria deixar de lado o dinheiro economizado momentaneamente para ressarcir os cofres do Estado depois :-). Mas, conversando com outras mães, percebi que não havia erro nenhum e que eu poderia levar tranquilamente meu vale à escola. Porém, nesta altura, a escolinha da Sophia estava em férias e eu guardei o papel para levar depois.
Pois é. Eu "guardei" foi só uma palavra bonita para dizer eu deixei o papel em algum lugar qualquer. Quando a escolinha finalmente reabriu comecei a procurar o bendito do vale. Procurei, procurei, procurei e nada. Minha mãe me ajudou a procurar, procurei na caixa onde deixamos o papel velho (e que deve ser colocado num contâiner especial para a recolha do lixo) e novamente nada. Coloquei a culpa no marido, dizendo que ele deveria ter perdido o papel, ele me ajudou a procurar também, mas nope. Não encontramos o vale.
No auge do meu desespero comecei a procurar meu óculos de sol da Versace e meu ipod, pois sempre que "guardo" estes itens (já que foram caros costumo querer "guardar melhor" e assim nunca os encontro depois), e procuro por eles depois, acabo encontrando um monte de outras coisas desaparecidas (em tempo achei uma calça que andava procurando há séculos!), mas novamente não fui bem sucedida...
Aí me restava a humilhante opção de ir até a secretaria da criança e a)admitir que sou desorganizada dizer que perdi o papel; b) por a culpa na minha filha dizer que minha filha pintou/rasgou/sumiu com o papel e c) chorar em vez de dizer qualquer coisa até o povo da secretaria me dar um novo vale para eu parar de encher o saco.
Nenhuma das alternativas estava me agradando muito, eu confesso. Até que minha mãe veio com uma sugestão maravilhosa: põe a culpa em mim! Brilhante, não?Melhor que assumir minha desorganizaçao. Melhor que por a culpa numa criança (e em mim por tabela), o que quase sempre parece uma desculpa esfarrapada.. E não seria mesmo?
E foi assim que cheguei na tal da secretaria com a seguinte frase nos lábios: tenho algo embaraçoso para contar... Aliás, fica a dica, esta é uma frase ótima quando você quiser que funcionários públicos te escutem. Acho que até o porteiro parou para ouvir o que eu queria dizer!
E continuei: minha mãe não sabe alemão (desculpa, mãe!) e achou que o papel do vale não era importante e fez dele a sua lista de compras. O carinha da senha só deu risada e falou: heheheh, minha mãe também não sabe alemão! Ele me deu a senha e eu já fui toda feliz e contente sentar e esperar as 57 pessoas que estavam na minha frente. Nisso, dou mais uma olhada pro meu papel, olho para o número que estava sendo chamado e... era o meu! Olho confusa para o carinha da senha e ele me diz: vai, vai, é tua vez. E sorri novamente!
Nem acreditei na minha sorte e lá fui eu falar com uma velhinha com cara de rabujenta. Mas como tinha dado certo, comecei:
Tenho algo embaraçoso para contar....
E ela, a velhinha não-rabujenta, sorri e me diz:
Acontece. Não se preocupe. Qual é o nome completo da sua filha?
E me deu um novo vale assim, na boa!
Rá, acho que só vou começar diálogos desta forma daqui pra frente. Obrigada mãe pelas costas largas!
Primeiramente queria falar sobre o sistema educacional alemão :-) Pelo menos um pouquinho.
Aqui na Alemanha você não pode simplesmente colocar seu filho no maternal (até 3 anos). Vagas no maternal só são garantidas a mães que trabalham período integral ou que estudem (faculdade, ou curso intensivo de alemão, ou as que recebem ajuda do governo para sobreviver por estarem desempregadas). Se você não se encaixa em nenhuma das categorias não tem direito à escolinha e pronto. Claro que sempre dá para tentar uma escolinha particular, mas obviamente o preço é muito, muito mais salgado. Não que seja baratinho pagar a escolinha, para quem tem uma renda melhorzinha fica caro ainda assim (o preço varia de acordo com a renda do casal e do tempo em que a criança permanecerá na escola. Se alguém se interessar tem uma tabela de preços (com detalhes em alemão) aqui,).
Curiosidade: mas pelo menos o preço baixou. Aliás, acreditam que aqui em Hamburgo um outro partido foi eleito por ter (entre outras coisas, claro) prometido abaixar o preço da escolinha? Eu votei neles :-) E realmente o preço baixou! Não sabia que promessas de campanha são realizáveis! Achei que fosse algo tipo papai noel, coelhinho da Páscoa e Saci Pererê, sabe? Que só existem no imaginário popular..
Uma outra (grande) dificuldade é encontrar uma escolinha. Não basta simplesmente chegar em uma e dizer quero matricular meu filho. Como as vagas são limitadas você tem que concorrer a um lugar. E não tem critérios para aprovação! Tenho uma amiga que mandou 70 currículos até conseguir um lugar para o filho dela! Nós já tivemos mais sorte (ou persistência): eu selecionei umas 5 escolinhas que me interessavam (por recomendação, proximidade ou dicas na internet) e depois de visitar as cinco, fiquei torrando a paciência de 3 (ligando muuuuitas vezes pra lá) para conseguir uma vaga. Consegui vaga nas 3 e depois tive a difícil tarefa de ter que me decidir.
Enfim, depois que você provar que tem um emprego fixo (tem que levar o contrato de trabalho para a secretaria da criança, juntamente com muitos outros documentos como holerite, certidão de nascimento etc, para que seja calculado quanto você vai pagar) e que tem uma vaga na escolinha, você pode ir até a tal da secretaria da criança e solicitar um vale-escolinha. Trata-se de um papel em que está escrito que você levou a documentação necessária, e que a secretaria vai pagar pela escola do seu filho, e qual é o percentual restante a ser pago pelo responsável do aluno. Este vale os pais recebem pelo correio.
E é aqui que começa de fato o assunto deste post. Eu recebi um vale desses (que deve ser levado imediatamente à escolinha) comunicando o feliz fato de que o preço tinha abaixado! Nem acreditei na minha sorte. Pra ser sincera a minha primeira reação foi achar que a secretaria tinha feito algum erro e que eu já deveria deixar de lado o dinheiro economizado momentaneamente para ressarcir os cofres do Estado depois :-). Mas, conversando com outras mães, percebi que não havia erro nenhum e que eu poderia levar tranquilamente meu vale à escola. Porém, nesta altura, a escolinha da Sophia estava em férias e eu guardei o papel para levar depois.
Pois é. Eu "guardei" foi só uma palavra bonita para dizer eu deixei o papel em algum lugar qualquer. Quando a escolinha finalmente reabriu comecei a procurar o bendito do vale. Procurei, procurei, procurei e nada. Minha mãe me ajudou a procurar, procurei na caixa onde deixamos o papel velho (e que deve ser colocado num contâiner especial para a recolha do lixo) e novamente nada. Coloquei a culpa no marido, dizendo que ele deveria ter perdido o papel, ele me ajudou a procurar também, mas nope. Não encontramos o vale.
No auge do meu desespero comecei a procurar meu óculos de sol da Versace e meu ipod, pois sempre que "guardo" estes itens (já que foram caros costumo querer "guardar melhor" e assim nunca os encontro depois), e procuro por eles depois, acabo encontrando um monte de outras coisas desaparecidas (em tempo achei uma calça que andava procurando há séculos!), mas novamente não fui bem sucedida...
Aí me restava a humilhante opção de ir até a secretaria da criança e a)
Nenhuma das alternativas estava me agradando muito, eu confesso. Até que minha mãe veio com uma sugestão maravilhosa: põe a culpa em mim! Brilhante, não?
E foi assim que cheguei na tal da secretaria com a seguinte frase nos lábios: tenho algo embaraçoso para contar... Aliás, fica a dica, esta é uma frase ótima quando você quiser que funcionários públicos te escutem. Acho que até o porteiro parou para ouvir o que eu queria dizer!
E continuei: minha mãe não sabe alemão (desculpa, mãe!) e achou que o papel do vale não era importante e fez dele a sua lista de compras. O carinha da senha só deu risada e falou: heheheh, minha mãe também não sabe alemão! Ele me deu a senha e eu já fui toda feliz e contente sentar e esperar as 57 pessoas que estavam na minha frente. Nisso, dou mais uma olhada pro meu papel, olho para o número que estava sendo chamado e... era o meu! Olho confusa para o carinha da senha e ele me diz: vai, vai, é tua vez. E sorri novamente!
Nem acreditei na minha sorte e lá fui eu falar com uma velhinha com cara de rabujenta. Mas como tinha dado certo, comecei:
Tenho algo embaraçoso para contar....
E ela, a velhinha não-rabujenta, sorri e me diz:
Acontece. Não se preocupe. Qual é o nome completo da sua filha?
E me deu um novo vale assim, na boa!
Rá, acho que só vou começar diálogos desta forma daqui pra frente. Obrigada mãe pelas costas largas!
quarta-feira, 8 de junho de 2011
EHEC
Ser mãe em tempos de EHEC não é fácil.
Não sei se todo mundo já ouviu falar deste termo... Então, explicando para quem não conhece: trata-se da super bactéria Escherichia colí que anda circulando pela Alemanha, mais precisamente em Hamburgo, justamente a cidade onde moramos... A maioria das pessoas fica somente com gastroenterite, mas outras têm complicações gravíssimas e acabam com uma síndrome hemolítica urêmica. Neste caso os rins param de funcionar, os pacientes têm que fazer diálise e muitos ainda sofrem com distúrbios neurológicos graves.. Ou seja, um cenário assustador.
Mais assustador ainda é o fato que ainda não se sabe como este surto começou. Na busca pela fonte de contaminação da doença já se falou em pepino, tomate, alface e o último suspeito foi o broto. Assim, o ministério da saúde alemão oficialmente declarou que não devemos comer estes itens. No entanto, o médico-chefe do hospital de Hamburgo em que muitos pacientes estão sendo tratados já declarou que ele próprio não come nada cru. Pôxa se ele que está ali, no centro dos acontecimentos, não está comendo nada cru, não tem muito como nós fazermos diferente, né?
Só que com isso, além de ficar com medo de comer e de ver a família comendo, estou tendo diálogos surreais com a Sophia.
- Mamãe, quero pepino!
- Não tem, meu amor, o pepino acabou.
- Mamãe, então eu quero cenoura.
(levo pra ela cenoura cozida)
- Mamãe, mas eu quero clu (acho tão fofinho o "clu" dela!)!
- Agora não dá, querida, já cozinhei todas as cenouras.
- Então posso comer tomate?
- Filha, você não prefere uma bolacha ou um pedaço de chocolate?
Aff!!!! A incerteza é tanta que estou realmente preferindo dar chocolate à fruta... Até quando isto vai durar???
Não sei se todo mundo já ouviu falar deste termo... Então, explicando para quem não conhece: trata-se da super bactéria Escherichia colí que anda circulando pela Alemanha, mais precisamente em Hamburgo, justamente a cidade onde moramos... A maioria das pessoas fica somente com gastroenterite, mas outras têm complicações gravíssimas e acabam com uma síndrome hemolítica urêmica. Neste caso os rins param de funcionar, os pacientes têm que fazer diálise e muitos ainda sofrem com distúrbios neurológicos graves.. Ou seja, um cenário assustador.
Mais assustador ainda é o fato que ainda não se sabe como este surto começou. Na busca pela fonte de contaminação da doença já se falou em pepino, tomate, alface e o último suspeito foi o broto. Assim, o ministério da saúde alemão oficialmente declarou que não devemos comer estes itens. No entanto, o médico-chefe do hospital de Hamburgo em que muitos pacientes estão sendo tratados já declarou que ele próprio não come nada cru. Pôxa se ele que está ali, no centro dos acontecimentos, não está comendo nada cru, não tem muito como nós fazermos diferente, né?
Só que com isso, além de ficar com medo de comer e de ver a família comendo, estou tendo diálogos surreais com a Sophia.
- Mamãe, quero pepino!
- Não tem, meu amor, o pepino acabou.
- Mamãe, então eu quero cenoura.
(levo pra ela cenoura cozida)
- Mamãe, mas eu quero clu (acho tão fofinho o "clu" dela!)!
- Agora não dá, querida, já cozinhei todas as cenouras.
- Então posso comer tomate?
- Filha, você não prefere uma bolacha ou um pedaço de chocolate?
Aff!!!! A incerteza é tanta que estou realmente preferindo dar chocolate à fruta... Até quando isto vai durar???
terça-feira, 7 de junho de 2011
Areia voando
Quinta-feira foi feriado aqui na Alemanha e nós aproveitamos para viajar um pouquinho. Fomos com amigos queridos para o leste da Alemanha, para uma região chamada de Mecklenburgische Seenplatte. É um lugar com muitos lagos e uma reserva ambiental. Tivemos sorte que o tempo também colaborou e tivemos 4 dias de muito sol, calor e diversão :-)
Minhas duas princesinhas adoraram a viagem. A Sophia brincou muito na água (muito gelada), com areia, com outras crianças e com rejunte. Sim, rejunte.
Uma das grandes diversões foi brincar de tirar o rejunte do piso do terraço do restaurante. Ela ficou longos momentos ocupada com isso e ainda "ensinou" outras crianças a fazer o mesmo.
Engraçado foi que como a Sophia já tinha a companhia de dois amiguinhos ela não quis dar muita bola pra outras crianças que cruzaram em seu caminho. A única exceção foi com um menino bem maior que ela.
Ele estava nadando no lago, às margens do qual ficávamos todas as manhãs. Ele devia ter uns 8 anos e a Sophia já chegou conversando com ele:
- Oi menino.
(nenhuma resposta).
- Você está sozinho aqui?
(nenhuma resposta)
- Você está sozinho aqui?
(nenhuma resposta)
- Cadê sua mãe?
(nada ainda)
- Menino, você está sozinho?
(nada de resposta, Sophia cada vez mais irritada)
- Menino, responde!
(ele realmente não estava a fim de papo)
- Menino, responde senão eu jogo areia em você!
(nada)
- Meninooooooooooooooo!
- Vupt! (onomatopéia para areia voando.....)
(o menino sai da água)
- Que menino bobo, né mamãe?
(faço cara de paisagem....)
Pois é minha gente, não ousem não responder uma pergunta de Sophia :-) Nunca se sabe as consequências, hehehehe!
Helena adorou passear ao ar livre. Ficava olhando todas as árvores e dava vários gritinhos de pura alegria, uma fofa! E ela está muito espertinha: aprendeu a gargalhar, pega tudo ao alcance das suas mãozinhas e leva à boca, tenta virar, um amorzinho!
Foi tão bom ter viajado, ainda mais com a companhia da vovó, que já estamos com gostinho de quero mais!
Minhas duas princesinhas adoraram a viagem. A Sophia brincou muito na água (muito gelada), com areia, com outras crianças e com rejunte. Sim, rejunte.
Uma das grandes diversões foi brincar de tirar o rejunte do piso do terraço do restaurante. Ela ficou longos momentos ocupada com isso e ainda "ensinou" outras crianças a fazer o mesmo.
Engraçado foi que como a Sophia já tinha a companhia de dois amiguinhos ela não quis dar muita bola pra outras crianças que cruzaram em seu caminho. A única exceção foi com um menino bem maior que ela.
Ele estava nadando no lago, às margens do qual ficávamos todas as manhãs. Ele devia ter uns 8 anos e a Sophia já chegou conversando com ele:
- Oi menino.
(nenhuma resposta).
- Você está sozinho aqui?
(nenhuma resposta)
- Você está sozinho aqui?
(nenhuma resposta)
- Cadê sua mãe?
(nada ainda)
- Menino, você está sozinho?
(nada de resposta, Sophia cada vez mais irritada)
- Menino, responde!
(ele realmente não estava a fim de papo)
- Menino, responde senão eu jogo areia em você!
(nada)
- Meninooooooooooooooo!
- Vupt! (onomatopéia para areia voando.....)
(o menino sai da água)
- Que menino bobo, né mamãe?
(faço cara de paisagem....)
Pois é minha gente, não ousem não responder uma pergunta de Sophia :-) Nunca se sabe as consequências, hehehehe!
Helena adorou passear ao ar livre. Ficava olhando todas as árvores e dava vários gritinhos de pura alegria, uma fofa! E ela está muito espertinha: aprendeu a gargalhar, pega tudo ao alcance das suas mãozinhas e leva à boca, tenta virar, um amorzinho!
Foi tão bom ter viajado, ainda mais com a companhia da vovó, que já estamos com gostinho de quero mais!
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Atividades
Quarta-feira é dia da Helena fazer PEKIP. Este é o nome de um curso que está bem na moda aqui na Alemanha. Significa "programa pai e filho de Praga" e foi desenvolvido por um psicólogo tcheco para estimular as brincadeiras entre pais e filhos. Queria muito ter feito este curso com a Sophia também, porém, no primeiro ano de vida dela nós quase não paramos em casa... Foram algumas semanas na Bahamas e em Miami, alguns meses em São Paulo e, assim, como teriamos que faltar muito, decidi que não faria o curso. Comprei um livro, para poder praticar algumas coisas com ela mesmo assim, mas fiquei triste por não termos feito este curso juntas (mas compensamos com natação e com um outro curso para bebês, né Sophia?).
Agora, como não temos nenhum plano de viagem em vista (pelo menos não a trabalho do maridão, como da última vez), resolvi iniciar o curso com a Helena.
Uma das ideias do programa é deixar os bebês bem à vontade para se auto-descobrirem. Por isso, eles brincam peladinhos (e as mamães passam muuuuuito calor, pois a salinha é híper aquecida, para nenhum bebê passar frio)! Geralmente o curso começa com algumas musiquinhas iniciais, em que cada criança é cumprimentada. Depois as mães se levantam, com os bebês no colo, e conversam entre si, enquanto os nenéns podem olhar uns pros outros e para as outras mães também. É legal que, apesar de todas as crianças terem a mesma idade (no máximo um mês de diferença), elas são tão diferentes! E já dá pra ver a "personalidade" de cada uma.
Em seguida vai-se para o tema do dia. Por exemplo, na primeira vez o tema era "deixando a criança de barriga pra baixo". A maioria dos bebês não é muito fã desta posição (a Sophia, nesta idade, berrava se tentássemos deixá-la nesta pose), então, a instrutora ensina algumas maneiras diferentes de colocar as crianças de barriga pra baixo, de forma que eles se sintam mais seguros e não chorem tanto.
Hoje o tema foi "massagem". Minha baby adorou ser massageada! Ficava esticando a perninha como quem diz: mais mamãe! Muito fofa! Fiquei bem feliz que hoje deu tudo bem certo pois na primeira vez ela só chorou (pois além de ter estranhado o ambiente, estava com sono...) e na segunda vez só dormiu, então acho que lentamente ela vai começar a participar mais da aula.
Outra coisa legal do pekip é que cada bebê é respeitado na sua individualidade. Então se um neném quer mamar a aula toda, ele mama. Se está com sono e quer dormir a aula toda, ele dorme. A instrutora sempre diz para não acordar. E ela fica observando o rostinho de cada um, interpretando o que cada um parece estar sentindo.
Ah, continuando a explicação sobre o andamento da aula: depois do "tema do dia" costuma haver um espaço para perguntas, pois cá entre nós, ser mãe é viver com perguntas na cabeça, né?? E como na Alemanha pediatra não costuma esclarecer bem as nossas dúvidas (mas isto é assunto para um outro post), é muito bom poder contar com alguém ou algo como o pekip para isso. Depois das perguntas e respostas tem, para finalizar, novamente um momento musical em que se cantam canções de despedida.
Enfim, estamos gostando bastante, vamos ver se vai continuar legal!
Hoje também levei a Sophia pela primeira vez a um coral. Alguns amiguinhos dela da escolinha já frequentavam e ela vinha me pedindo pra ir também. Os ensaios são realizados numa igreja perto da escolinha dela (mas não a igreja, católica, da escolinha e, sim, uma igreja luterana), no alto de uma torre. Achei tão legal, parecia que ela estava indo para Hogwarts ;-) e tinha até vassouras num canto hehehehe!
A aula em si eu não pude ver, pois a professora pede para os pais sairem da sala. Dá para entender, quando estou junto a Sophia costuma não ter olhos pra mais ninguém :-) Só sei que ela voltou entusiasmadíssima da aula! Disse que tocou triângulo e tambor e que a professora, que segundo ela subiu e desceu duas vezes da torre, tinha até um gato! Vai saber como era a aula, né? Infelizmente, nesta idade ela ainda não me dá muitos detalhes...
Mas foi fofo ver como ela é querida pelos amiguinhos (só meninos, no coral ela é a única menina). Uma das mães pediu ao filho que deixasse a Sophia "ler" com ele uma apostila que eles têm. Só sei que nisso dois outros meninos ouviram e ficavam falando: não, a Sophia vai ler comigo. Não, comigo. Comigo! Uma briga só, hehehhe. Daí, o Samuel (um menino meio terrível, mas que a Sophia AMA, que deu vááááárias mordidas nela quando entrou pra escolinha) resolveu a pendenga: Sophia você vem comigo, e saiu puxando-a pelo braço e subornando-a com almôndegas! Não se pode dizer que ele não sabe o que quer. Já em tenra idade.
Agora, como não temos nenhum plano de viagem em vista (pelo menos não a trabalho do maridão, como da última vez), resolvi iniciar o curso com a Helena.
Uma das ideias do programa é deixar os bebês bem à vontade para se auto-descobrirem. Por isso, eles brincam peladinhos (e as mamães passam muuuuuito calor, pois a salinha é híper aquecida, para nenhum bebê passar frio)! Geralmente o curso começa com algumas musiquinhas iniciais, em que cada criança é cumprimentada. Depois as mães se levantam, com os bebês no colo, e conversam entre si, enquanto os nenéns podem olhar uns pros outros e para as outras mães também. É legal que, apesar de todas as crianças terem a mesma idade (no máximo um mês de diferença), elas são tão diferentes! E já dá pra ver a "personalidade" de cada uma.
Em seguida vai-se para o tema do dia. Por exemplo, na primeira vez o tema era "deixando a criança de barriga pra baixo". A maioria dos bebês não é muito fã desta posição (a Sophia, nesta idade, berrava se tentássemos deixá-la nesta pose), então, a instrutora ensina algumas maneiras diferentes de colocar as crianças de barriga pra baixo, de forma que eles se sintam mais seguros e não chorem tanto.
Hoje o tema foi "massagem". Minha baby adorou ser massageada! Ficava esticando a perninha como quem diz: mais mamãe! Muito fofa! Fiquei bem feliz que hoje deu tudo bem certo pois na primeira vez ela só chorou (pois além de ter estranhado o ambiente, estava com sono...) e na segunda vez só dormiu, então acho que lentamente ela vai começar a participar mais da aula.
Outra coisa legal do pekip é que cada bebê é respeitado na sua individualidade. Então se um neném quer mamar a aula toda, ele mama. Se está com sono e quer dormir a aula toda, ele dorme. A instrutora sempre diz para não acordar. E ela fica observando o rostinho de cada um, interpretando o que cada um parece estar sentindo.
Ah, continuando a explicação sobre o andamento da aula: depois do "tema do dia" costuma haver um espaço para perguntas, pois cá entre nós, ser mãe é viver com perguntas na cabeça, né?? E como na Alemanha pediatra não costuma esclarecer bem as nossas dúvidas (mas isto é assunto para um outro post), é muito bom poder contar com alguém ou algo como o pekip para isso. Depois das perguntas e respostas tem, para finalizar, novamente um momento musical em que se cantam canções de despedida.
Enfim, estamos gostando bastante, vamos ver se vai continuar legal!
Hoje também levei a Sophia pela primeira vez a um coral. Alguns amiguinhos dela da escolinha já frequentavam e ela vinha me pedindo pra ir também. Os ensaios são realizados numa igreja perto da escolinha dela (mas não a igreja, católica, da escolinha e, sim, uma igreja luterana), no alto de uma torre. Achei tão legal, parecia que ela estava indo para Hogwarts ;-) e tinha até vassouras num canto hehehehe!
A aula em si eu não pude ver, pois a professora pede para os pais sairem da sala. Dá para entender, quando estou junto a Sophia costuma não ter olhos pra mais ninguém :-) Só sei que ela voltou entusiasmadíssima da aula! Disse que tocou triângulo e tambor e que a professora, que segundo ela subiu e desceu duas vezes da torre, tinha até um gato! Vai saber como era a aula, né? Infelizmente, nesta idade ela ainda não me dá muitos detalhes...
Mas foi fofo ver como ela é querida pelos amiguinhos (só meninos, no coral ela é a única menina). Uma das mães pediu ao filho que deixasse a Sophia "ler" com ele uma apostila que eles têm. Só sei que nisso dois outros meninos ouviram e ficavam falando: não, a Sophia vai ler comigo. Não, comigo. Comigo! Uma briga só, hehehhe. Daí, o Samuel (um menino meio terrível, mas que a Sophia AMA, que deu vááááárias mordidas nela quando entrou pra escolinha) resolveu a pendenga: Sophia você vem comigo, e saiu puxando-a pelo braço e subornando-a com almôndegas! Não se pode dizer que ele não sabe o que quer. Já em tenra idade.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Indo e voltado
Em primeiro lugar: Feliz Páscoa!!!
Como na Alemanha temos dois dias de Páscoa, nem estou desejando votos atrasados hehehehe. Mas só estou postando hoje, na verdade, pois estávamos viajando no feriado. Fomos na quarta-feira para a casa dos meus sogros e só voltamos ontem. E a viagem foi melhor do que eu esperava! Já estava prevendo algo bem trágico, pois a Helena não gosta de andar de carro como a Sophia gostava, mas até que correu tudo mais ou menos bem...
A ida foi um pouco complicada. Saímos daqui às 3 horas da tarde, depois de uma longa mamada da Helena. Como ela tinha dormido pouco pela manhã achei que ela fosse dormir umas 2 ou 3 horas seguidas. Mas... apenas 80 kms depois de termos saído de casa a mocinha já acordou. Chorando. Muito! Então decidimos fazer a nossa primeira parada bem mais cedo do que o planejado, mas fazer o quê, né? Paramos.
A Helena mamou, a Sophia brincou um pouquinho no estacionamento e continuamos. Demorou um pouquinho e a Helena adormeceu. Como a Sophia tinha dormido os primeiros 80 kms ela agora estava com a corda toda. Cantou, cantou, cantou, acordou a Helena, mas ela conseguiu dormir novamente, totalizando umas 2 horas. Aí acordou de novo, mas não tão desesperada. Para evitar que a coisa desandasse de vez paramos novamente. Desta vez para uma parada mais longa. A Sophia adorou pois tinha um parquinho bonitinho pra ela brincar e a Helena também pois pode mamar bastante :-) Ficamos uns 40 minutos e continuamos viagem.
O objetivo era que a Helena dormisse até chegar na casa dos avós, mas, faltando uns 40 kms para chegarmos a ferinha acordou. Irritadíssima! E bem num trecho em que não dava para parar direito: além de não ter nenhum posto por perto, a estrada estava em reformas, então para compensar a pista que estava fechada o acostamento estava liberado para o trânsito normal.. Ou seja, o worst case scenario. Para piorar um pouquinho a Sophia também já estava irritada e também queria se fazer ouvir. Ou seja, elagritava cantava ainda mais alto, ficava me chamando o tempo todo para me mostrar qualquer cosia... Aí fui para o banco de trás (tirar criança da cadeirinha é terminantemente proibido, então tinha que entretê-la assim mesmo) e ela até parou de chorar por uns segundinhos, quando me viu. Deu até uns sorrisinhos fofos!
Mas aí ela cansou. Recomeçou a chorar beeeeem nervosa. Eu tentei dar chupeta mas como sempre ela não pegou.. Aí improvisei com a única coisa que ela já tinha aceitado até então: mamadeira. Claro que eu não tinha leite materno ali à mão para lhe dar. E não iria dar água sem ser a de neném. Então coloquei uma fralda dentro do bico da mamadeira e dei para ela chupar. Logo que ela começou a sugar ela até se acalmou (deve ter pensado que logo viria o leitinho dela ), mas conforme ia sugando e não vinha nada ela começou a se irritar... E ficou sugando a mamadeira de um jeito super nervoso, até voltar a chorar inconsolável... Nisso tinhamos a Helena chorando, a Sophia berrando, o rádio tocando o cd de barulhos do mar em alto e bom som (costuma acalmar a ferinha, mas lógico que não neste momento) eu fazendo sh-sh-sh-sh-sh e o Felix dirigindo... Aí, para tumultuar um pouquinho, o Felix perdeu a saída certa e tivemos que andar 10 kms a mais... Aff...
Foram 40 kms horríveis, mas para quem andou 450km não dá para reclamar, né? Sobrevivemos.
A estadia lá foi boa. A Helena não estranhou muito o novo ambiente e a Sophia adorou brincar com os avós e com o priminho que também foi passar estes dias na casa deles.
Todos os dias de manhã vinha a mesma pergunta: hoje é Páscoa? E quando finalmente o dia chegou que alegria!! Ela foi procurar os ovinhos no jardim e desta vez, ao contrário do ano passado, ela realmente encontrou um monte deles! Foi muito fofo ver como ela ficou contente simplesmente por encontrar os chocolatinhos (comer mesmo ela não comeu nenhum! Ficou só com as balinhas..). Tanto é que ela dividia tudo com o primo! Se encontrava dois, um era sempre pra ele. Uma graça.
Depois do almoço já voltamos pra casa. E desta vez deu tudo muuuuuito certo! Claro que pensamos que iria ser tudo horrível de novo. Afinal, apenas meia hora depois de termos saído a Helena acordou... Mas depois de alguns sh-sh-sh-sh, ela adormeceu novamente! E dormiu, dormiu, dormiu... Os kms iam passando, eu morrendo de vontade de ir ao banheiro, mas não paramos, pois ela ainda estava dormindo. Uma hora depois, eu quase fazendo xixi nas calças, ela finalmente acordou: andamos mais de 300 kms seguidos!! Aí paramos, de novo num local com parquinho pra Sophia poder brincar bastante e ficamos uma hora no posto. E quando entramos no carro.... Helena dormiu de novo! E dormiu praticamente até chegarmos em casa!
A Sophia veio cantando novamente o caminho todo, umas músicas super interessantes que ela mesmo ia inventando. Algo do tipo: a bicicleta tá em cima do carro, o caminhão buzinou, a árvore caiu e a agulha da injeção era a pena de um pavão, lá, lá, lá... Aplausos! E nós, clap, clap, clap!
Só sei que demos boas risadas e chegamos felizes da vida de termos duas filhas tão fofas!
E nada como imaginar o pior e ter uma viagem tão boa não é mesmo? Estamos até pensando em nos atrever a fazer uma viagem de carro no verão...
Como na Alemanha temos dois dias de Páscoa, nem estou desejando votos atrasados hehehehe. Mas só estou postando hoje, na verdade, pois estávamos viajando no feriado. Fomos na quarta-feira para a casa dos meus sogros e só voltamos ontem. E a viagem foi melhor do que eu esperava! Já estava prevendo algo bem trágico, pois a Helena não gosta de andar de carro como a Sophia gostava, mas até que correu tudo mais ou menos bem...
A ida foi um pouco complicada. Saímos daqui às 3 horas da tarde, depois de uma longa mamada da Helena. Como ela tinha dormido pouco pela manhã achei que ela fosse dormir umas 2 ou 3 horas seguidas. Mas... apenas 80 kms depois de termos saído de casa a mocinha já acordou. Chorando. Muito! Então decidimos fazer a nossa primeira parada bem mais cedo do que o planejado, mas fazer o quê, né? Paramos.
A Helena mamou, a Sophia brincou um pouquinho no estacionamento e continuamos. Demorou um pouquinho e a Helena adormeceu. Como a Sophia tinha dormido os primeiros 80 kms ela agora estava com a corda toda. Cantou, cantou, cantou, acordou a Helena, mas ela conseguiu dormir novamente, totalizando umas 2 horas. Aí acordou de novo, mas não tão desesperada. Para evitar que a coisa desandasse de vez paramos novamente. Desta vez para uma parada mais longa. A Sophia adorou pois tinha um parquinho bonitinho pra ela brincar e a Helena também pois pode mamar bastante :-) Ficamos uns 40 minutos e continuamos viagem.
O objetivo era que a Helena dormisse até chegar na casa dos avós, mas, faltando uns 40 kms para chegarmos a ferinha acordou. Irritadíssima! E bem num trecho em que não dava para parar direito: além de não ter nenhum posto por perto, a estrada estava em reformas, então para compensar a pista que estava fechada o acostamento estava liberado para o trânsito normal.. Ou seja, o worst case scenario. Para piorar um pouquinho a Sophia também já estava irritada e também queria se fazer ouvir. Ou seja, ela
Mas aí ela cansou. Recomeçou a chorar beeeeem nervosa. Eu tentei dar chupeta mas como sempre ela não pegou.. Aí improvisei com a única coisa que ela já tinha aceitado até então: mamadeira. Claro que eu não tinha leite materno ali à mão para lhe dar. E não iria dar água sem ser a de neném. Então coloquei uma fralda dentro do bico da mamadeira e dei para ela chupar. Logo que ela começou a sugar ela até se acalmou (deve ter pensado que logo viria o leitinho dela ), mas conforme ia sugando e não vinha nada ela começou a se irritar... E ficou sugando a mamadeira de um jeito super nervoso, até voltar a chorar inconsolável... Nisso tinhamos a Helena chorando, a Sophia berrando, o rádio tocando o cd de barulhos do mar em alto e bom som (costuma acalmar a ferinha, mas lógico que não neste momento) eu fazendo sh-sh-sh-sh-sh e o Felix dirigindo... Aí, para tumultuar um pouquinho, o Felix perdeu a saída certa e tivemos que andar 10 kms a mais... Aff...
Foram 40 kms horríveis, mas para quem andou 450km não dá para reclamar, né? Sobrevivemos.
A estadia lá foi boa. A Helena não estranhou muito o novo ambiente e a Sophia adorou brincar com os avós e com o priminho que também foi passar estes dias na casa deles.
Todos os dias de manhã vinha a mesma pergunta: hoje é Páscoa? E quando finalmente o dia chegou que alegria!! Ela foi procurar os ovinhos no jardim e desta vez, ao contrário do ano passado, ela realmente encontrou um monte deles! Foi muito fofo ver como ela ficou contente simplesmente por encontrar os chocolatinhos (comer mesmo ela não comeu nenhum! Ficou só com as balinhas..). Tanto é que ela dividia tudo com o primo! Se encontrava dois, um era sempre pra ele. Uma graça.
Depois do almoço já voltamos pra casa. E desta vez deu tudo muuuuuito certo! Claro que pensamos que iria ser tudo horrível de novo. Afinal, apenas meia hora depois de termos saído a Helena acordou... Mas depois de alguns sh-sh-sh-sh, ela adormeceu novamente! E dormiu, dormiu, dormiu... Os kms iam passando, eu morrendo de vontade de ir ao banheiro, mas não paramos, pois ela ainda estava dormindo. Uma hora depois, eu quase fazendo xixi nas calças, ela finalmente acordou: andamos mais de 300 kms seguidos!! Aí paramos, de novo num local com parquinho pra Sophia poder brincar bastante e ficamos uma hora no posto. E quando entramos no carro.... Helena dormiu de novo! E dormiu praticamente até chegarmos em casa!
A Sophia veio cantando novamente o caminho todo, umas músicas super interessantes que ela mesmo ia inventando. Algo do tipo: a bicicleta tá em cima do carro, o caminhão buzinou, a árvore caiu e a agulha da injeção era a pena de um pavão, lá, lá, lá... Aplausos! E nós, clap, clap, clap!
Só sei que demos boas risadas e chegamos felizes da vida de termos duas filhas tão fofas!
E nada como imaginar o pior e ter uma viagem tão boa não é mesmo? Estamos até pensando em nos atrever a fazer uma viagem de carro no verão...
domingo, 30 de janeiro de 2011
Dor é natural
Pois é. A neném não nasceu este final de semana, oba! Mas a tosse também não foi embora. Não foi nem até a esquina e acho que ainda trouxe as amigas. Na noite de sábado para domingo consegui adormecer só lá pelas 5 da manhã. E acho que de pura exaustão, pois a tosse continuava me incomodando.
Só sei que estava ficando um pouco preocupada que a minha falta de ar noturna pudesse estar prejudicando a neném de alguma forma. A coisa estava tão brava que me armei de coragem e fui até ao hospital no sábado à tarde. Maravilha foi que pude contar com a ajuda da minha grande amiga Vi (obrigada mesmo querida!), que foi comigo e, assim, a Sophia não teve que ser carregada para um hospital, mas pode brincar tranquilamente com o papai em um playground indoors.
Foi ótimo saber que está tudo bem com a minha princesinha: ela já engordou mais 200g desde o ultrassom da quarta (em apenas 3 dias!) e o colo do útero já está bem curto. Mas as maravilhas acabam por aí. Nem vou entrar em muitos detalhes em relação ao longuíssimo chá de cadeira que levamos, no total foram 5 horas lá dentro!
Porém triste mesmo é ver como os médicos não estão "nem aí" para as condições da mamãe de segunda viagem aqui. Eu reclamando de falta de ar, a médica me dizendo que não era para se esperar outra coisa de alguém na 37ª semana de gravidez. Eu reclamando que a tosse não me deixava dormir, a médica me dizendo que tosse é assim mesmo, atrapalha o sono. Eu reclamando que meu peito estava chiando muito, que podia ser uma bronquite, e a médica me dizendo que não estava tão ruim assim não. Ahhhhhhhhhh!!!! Que vontade de dar uns tabefes!
Mas como não iria adiantar nada me contive, voltei pra casa e vou ver se tento a minha sorte amanhã, em um pneumologista. Ou não. Talvez o melhor fosse me resignar mesmo ao velho lema da minha ginecologista: "dor é natural".
Novos capítulos certamente virão :-)
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