Mostrando postagens com marcador Memória. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Memória. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 28 de junho de 2013

30 Days Song Challenge - Dia 5

Nossa, demorei para conseguir escrever este post. E isso por ter uma missão difícil: escolher uma música que me faça lembrar de alguém. Não que isso seja difícil pra mim, eu tenho muitas lembranças musicais de pessoas que são ou que foram importantes na minha vida. E é aqui sim que está o problema.
Tem pessoas que têm uma memória fotográfica, outras memórias olfativas, algumas não têm memória e, arriscaria dizer, eu tenho uma memória musical.

Parece muito esquisito, e realmente é mas eu realmente tenho uma música associada a quase todas as pessoas importantes que já passaram pela minha vida.

Por exemplo, eu penso no meu marido e me lembro da música tema de Forrest Gump.
Penso nas minhas filhas e me lembro da música I Follow Rivers pra Helena e de This time for Afrika para a Sophia. E ai vai.

Ou seja, ficou difícil escolher uma música só.

Então resolvi fazer um apanhadão de pessoas bacanas, uma pequena homenagem a algumas das pessoas que me marcaram a ponto de eu ter uma música associada a elas :-) (Claro que não dá para mencionar todo mundo. Mas fiquei com vontade de falar destas pessoas abaixo).
E para arrematar vai um vídeo de uma música que me faz lembrar da pessoa mais especial de todas.

Com vocês desafio dia 5 - músicas que me fazem lembrar de alguém:

Tatiana: Esta música na verdade não existe, nós crianças é que escrevemos só pra você: Tatiana Shigunovana, Tatiana Shigunovana, Tatiana Shigunovaaaaaaaaaaa na!

Vera (a babá da Lica): Menina Veneno (Ritchie)

Pai: Amada Mia, Amore mio, lalalalalalalalala (Mike de Ville)

Guinho: Pies Descalzos (Shakira)

Lica: Carmina Burana O Fortuna (Carl Orff)

Du: Hey Jude

Gica: Faroeste Caboclo (nunca me esqueço de você tirando a letra da música, ouvindo uma fita pra trás e pra frente)

Daniela: Two Princes (Spin Doctors)

Alessandra: Canção da América (Milton Nascimento)

Angela: Senhas (Adriana Calconhoto)

Rúbia: Samba-Enredo 1993 A dança da Lua (Estácio de Sá)

Meu sogro: Are you lonesome tonight (Elvis)

Minha sogra: Life is Life (Opus)

E para terminar Ursinho pimpão:

Esta é pra você, mãe:




quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Tenho algo embaraçoso para contar...

Então, vamos por partes.
Primeiramente queria falar sobre o sistema educacional alemão :-) Pelo menos um pouquinho.

Aqui na Alemanha você não pode simplesmente colocar seu filho no maternal (até 3 anos). Vagas no maternal só são garantidas a mães que trabalham período integral ou que estudem (faculdade, ou curso intensivo de alemão, ou as que recebem ajuda do governo para sobreviver por estarem desempregadas). Se você não se encaixa em nenhuma das categorias não tem direito à escolinha e pronto. Claro que sempre dá para tentar uma escolinha particular, mas obviamente o preço é muito, muito mais salgado. Não que seja baratinho pagar a escolinha, para quem tem uma renda melhorzinha fica caro ainda assim (o preço varia de acordo com a renda do casal e do tempo em que a criança permanecerá na escola. Se alguém se interessar tem uma tabela de preços (com detalhes em alemão) aqui,).

Curiosidade: mas pelo menos o preço baixou. Aliás, acreditam que aqui em Hamburgo um outro partido foi eleito por ter (entre outras coisas, claro) prometido abaixar o preço da escolinha? Eu votei neles :-) E realmente o preço baixou! Não sabia que promessas de campanha são realizáveis! Achei que fosse algo tipo papai noel, coelhinho da Páscoa e Saci Pererê, sabe? Que só existem no imaginário popular..

Uma outra (grande) dificuldade é encontrar uma escolinha. Não basta simplesmente chegar em uma e dizer quero matricular meu filho. Como as vagas são limitadas você tem que concorrer a um lugar. E não tem critérios para aprovação! Tenho uma amiga que mandou 70 currículos até conseguir um lugar para o filho dela! Nós já tivemos mais sorte (ou persistência): eu selecionei umas 5 escolinhas que me interessavam (por recomendação, proximidade ou dicas na internet) e depois de visitar as cinco, fiquei torrando a paciência de 3 (ligando muuuuitas vezes pra lá) para conseguir uma vaga. Consegui vaga nas 3 e depois tive a difícil tarefa de ter que me decidir.

Enfim, depois que você provar que tem um emprego fixo (tem que levar o contrato de trabalho para a secretaria da criança, juntamente com muitos outros documentos como holerite, certidão de nascimento etc, para que seja calculado quanto você vai pagar) e que tem uma vaga na escolinha, você pode ir até a tal da secretaria da criança e solicitar um vale-escolinha. Trata-se de um papel em que está escrito que você levou a documentação necessária, e que a secretaria vai pagar pela escola do seu filho, e qual é o percentual restante a ser pago pelo responsável do aluno. Este vale os pais recebem pelo correio.

E é aqui que começa de fato o assunto deste post. Eu recebi um vale desses (que deve ser levado imediatamente à escolinha) comunicando o feliz fato de que o preço tinha abaixado! Nem acreditei na minha sorte. Pra ser sincera a minha primeira reação foi achar que a secretaria tinha feito algum erro e que eu já deveria deixar de lado o dinheiro economizado momentaneamente para ressarcir os cofres do Estado depois :-). Mas, conversando com outras mães, percebi que não havia erro nenhum e que eu poderia levar tranquilamente meu vale à escola. Porém, nesta altura, a escolinha da Sophia estava em férias e eu guardei o papel para levar depois.

Pois é. Eu "guardei" foi só uma palavra bonita para dizer eu deixei o papel em algum lugar qualquer. Quando a escolinha finalmente reabriu comecei a procurar o bendito do vale. Procurei, procurei, procurei e nada. Minha mãe me ajudou a procurar, procurei na caixa onde deixamos o papel velho (e que deve ser colocado num contâiner especial para a recolha do lixo) e novamente nada. Coloquei a culpa no marido, dizendo que ele deveria ter perdido o papel, ele me ajudou a procurar também, mas nope. Não encontramos o vale.
No auge do meu desespero comecei a procurar meu óculos de sol da Versace e meu ipod, pois sempre que "guardo" estes itens (já que foram caros costumo querer "guardar melhor" e assim nunca os encontro depois), e procuro por eles depois, acabo encontrando um monte de outras coisas desaparecidas (em tempo achei uma calça que andava procurando há séculos!), mas novamente não fui bem sucedida...

Aí me restava a humilhante opção de ir até a secretaria da criança e a) admitir que sou desorganizada dizer que perdi o papel; b) por a culpa na minha filha dizer que minha filha pintou/rasgou/sumiu com o papel e c) chorar em vez de dizer qualquer coisa até o povo da secretaria me dar um novo vale para eu parar de encher o saco.
Nenhuma das alternativas estava me agradando muito, eu confesso. Até que minha mãe veio com uma sugestão maravilhosa: põe a culpa em mim! Brilhante, não? Melhor que assumir minha desorganizaçao. Melhor que por a culpa numa criança (e em mim por tabela), o que quase sempre parece uma desculpa esfarrapada..  E não seria mesmo?

E foi assim que cheguei na tal da secretaria com a seguinte frase nos lábios: tenho algo embaraçoso para contar... Aliás, fica a dica, esta é uma frase ótima quando você quiser que funcionários públicos te escutem. Acho que até o porteiro parou para ouvir o que eu queria dizer!
E continuei: minha mãe não sabe alemão (desculpa, mãe!) e achou que o papel do vale não era importante e fez dele a sua lista de compras. O carinha da senha só deu risada e falou: heheheh, minha mãe também não sabe alemão! Ele me deu a senha e eu já fui toda feliz e contente sentar e esperar as 57 pessoas que estavam na minha frente. Nisso, dou mais uma olhada pro meu papel, olho para o número que estava sendo chamado e... era o meu! Olho confusa para o carinha da senha e ele me diz: vai, vai, é tua vez. E sorri novamente!

Nem acreditei na minha sorte e lá fui eu falar com uma velhinha com cara de rabujenta. Mas como tinha dado certo, comecei:
Tenho algo embaraçoso para contar....
E ela, a velhinha não-rabujenta, sorri e me diz:
Acontece. Não se preocupe. Qual é o nome completo da sua filha?

E me deu um novo vale assim, na boa!
Rá, acho que só vou começar diálogos desta forma daqui pra frente. Obrigada mãe pelas costas largas!

terça-feira, 10 de maio de 2011

O dia em que quase pus fogo na casa

Nunca sei ao certo quanto a Helena vai dormir nas sonequinhas da manhã. Às vezes são 30 minutos, outras 45, algumas vezes chega a uma hora e, com muita sorte, até mesmo 2! Sorte pois neste caso dá para fazer muitas coisas: almoçar, lavar roupa, por pra secar, guardar roupa no armário (roupa é quase uma obsessão, já que nenéns e filhas de 3 anos sujam muita, muita, muita roupa!), dar uma geral na casa, ligar para família e amigos, ler e responder e-mails e até escrever no blog :-)
Hoje mesmo, ela adormeceu por volta das 8:20. Agora ja são 10 e ela ainda está dormindo. O que não é típico, pois a primeira soneca do dia nunca costuma passar de uma hora. Ou seja, ela gosta de me deixar na expectativa :-)

Mas enfim, ontem, foi um destes dias em que eu ficava controlando o relógio e pensando: quais são as prioridades, o que fazer antes dela acordar? E assim, fui fazendo as coisas: arrumei as camas, fiz almoço, almocei, coloquei as coisas na máquina de lavar louça, arrumei os brinquedos da Sophia e coloquei as chupetas da Helena para ferver (não, ela continua não pegado chupeta, mas continuo tentando e como já fazia quase uma semana que não tentava, resolvi dar uma esterilizada).
Nisso a Helena acordou. Fui amamentar, daí o telefone tocou e era uma amiga combinando de irmos a um parquinho com as crianças na quinta. Falamos mais um pouco e daí a Helena fez cocô. E como ela tinha feito um montão e o body tinha se sujado resolvi dar um banho. Então nós duas subimos, preparei a banheirinha, a roupinha para vestir depois e o famoso secador de cabelo, para momentos felizes após o banho.
Já falei que ela AMA o banho? Ela bate as perninhas, sacode os bracinhos, sorri, sorri e sorri! É uma festa! Ficamos um bom tempo no banheiro até que ela cansou. Aí fomos para o quarto, coloquei-a no trocador, dei uma pré-enxugada e comecei a passar o secador, para a alegria da minha princesinha ser completa. Foi então que comecei a sentir um cheiro esquisito de queimado. Achei que fosse o secador, pois ele estava ligado em cima de uma cômoda e pensei que pudesse estar queimando a madeira. Mas não era. Achei que era o próprio secador, mas também não era. Aí começo a pensar um pouco mais, olho pra escada e vejo fumaça subindo.... No meio do pânico me lembrei das chupetas fervendo lá na cozinha... Catei a Helena, coloquei em cima da cama da Sophia, fechei a porta do quarto e desci correndo... A cozinha estava bem esfumaçada e o cheiro insuportável. Catei a panela e saí correndo para levar a panela para a sacada, para cima de umas pedras para não queimar mais nada. Aí abri todas as janelas, subi correndo, acabei de por a roupa na Helena e desci correndo para passearmos um pouco, enquanto a casa arejava, afinal o cheiro estava realmente horrível.

Só sei que fiquei tremendo. Morrendo de medo de ter posto minha filha em perigo. E com raiva do detector de fumaça que não apitou. Pôxa, se a fumaça chegou a subir escada cima, era para ele ter apitado, não era??? Não temos detector diretamente na cozinha (pois os vapores enquanto cozinhamos costumam já fazer disparar o detector), mas no corredor sim, ou seja, era para ter disparado, na minha opinião.

Mas para não dizer que não aprendi nada com esta história (para além da minha decisão de não mais ferver as chupetas, vou colocá-las no esterilizador, mesmo só para poucas coisas): vejam só como o silicone é resistente! Eram duas chupetas com capinhas, o plástico tanto da chupeta quanto da capinha derretereu totalmente, mas o silicone ficou!


Beijos e cuidado com as panelas!

P.S.: Helena ainda está dormindo!

quarta-feira, 16 de março de 2011

Demência da amamentação

Eu tenho tanto pra lhe falar
mas com palavras não sei dizer....

Por que esqueci o queria dizer, continuaria a minha canção particular!!

Credo, estou sofrendo de novo de falta de memória. Ou ainda, sei lá. Ou nunca mais vou recuperá-la na pior das hipóteses... Segundo o maridão a cada gestação eu dôo parte dos meus neurônios para os nenéns e como já foram duas... já devo ter perdido um bom terço :-)
Fato é que hoje eu tinha algo importantíssimo para dizer aqui, mas agora não faço a mínima ideia do que era. Que horror. Então pelo menos posso contar agora que a demência da amamentação, como este esquecimento típico de mulheres grávidas é chamado aqui na Alemanha, não é só conversa para boi dormir. Ela existe mesmo!

E alguém sabe o motivo do esquecimento?? Privação do sono. Afinal, este é um método conhecido dos torturadores... Deixar os prisioneiros sem dormir, ou acordá-los de tempos em tempos para deixá-los malucos! :-)

Mas agora vou dormir, aproveitar que a minha torturadora linda está dormindo também :-)