E após o sucesso do Melô da Helena 1 (se você ainda não conhece é só clicar :-)), vamos agora ao Melô da Helena2:
É tosse, é espirro, é o nariz entupido,
É o nariz escorrendo, é o corpo doído.
É a falta de fome, é a irritação,
É um querer estar no colo, é uma judiação.
É a mãe se cansando ou se desesperando,
É voltar a mamar, a noite inteira acordar,
É só supositório, no canguru carregar,
É cafuné na cabeça, é um acariciar.
É catarro, é meleca, é um jogar a boneca
É a conjuntivite, é a bronquiolite.
É a febre aumentando, paracetamol não ajudando,
Pro pediatra voando:
É otite, é otite.
É a mamãe confortando a nenezinha doente,
É não ir mais pra escola, onde só tem serpente.
São os males da creche quer se queira ou não,
É promessa de angústia no meu coração.
Tosse, espirro, nariz entupido,
Catarro, meleca, dor de ouvido.
São os males da creche quer se queira ou não,
É promessa de angústia no meu coração.
Minha mãe sempre falava que amor de mãe não se divide, ele se multiplica. E aqui estou eu, escrevendo sobre este amor incondicional que sinto por minhas filhas.
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quinta-feira, 3 de maio de 2012
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Peito de fora no posto de gasolina e o fim do ditado "unir o útil ao agradável"
Numa bela noite, na semana retrasada, estava viajando para a casa da sogra para passar a Páscoa. A viagem dura mais ou menos 5 horas e costumamos ir no final da tarde/início da noite, para que as crianças brinquem um pouquinho no carro e acabem dormindo. Neste dia não foi diferente. Saímos de casa lá pelas 18:30, as crianças já tinham jantado e já tinha planejado que iria amamentar a Helena quando parássemos, para que ela então dormisse o resto da viagem.
Chegamos num posto, Helena já estava meio irritadinha havia uns 10 minutos, eu a pego no colo (ela logo se anima quando sabe que vai mamar, uma gracinha!), me preparo e... nada. Ela não pega o peito! Ela olha, ri, sorri, se vira, chama a Sophia, o pai e o frentista, pede ajuda aos universitários, mas não mama. Mas como assim não mama? Ela nunca recusa uma mamada. Sabe aquelas coisas altamente previsíveis, como depois da noite vem a manhã? Ou vai sair com O cara e acorda com uma espinha enorme na ponta do nariz? Ou novela da Globo sempre acaba com final feliz? Então, a Helena sempre mama. Sempre. Ela pode ter acabado de mamar, mas se eu ofereço novamente ela sempre aceita mais um gole :-)
Mas não naquela noite. Eu realmente estava lá no posto de gasolina de beira de estrada (ainda que com glamour, né, moramos na Alemanha, rsrsrsr), de peito de fora e ela nem tchum. Quando insisti com mais vigor, ela começou até a chorar.
Então tá, né? Se ela não quer não podia fazer nada. Ela voltou pra cadeirinha, o peito pro sutiã eu fiquei me sentindo rejeitada e seguimos viagem. Quando chegamos, tarde da noite, na casa da sogra, a cena se repetiu. Fui colocar a Helena pra dormir e ela não mamou. Só que desta vez não riu nem sorriu; chorou e não quis mamar. E como fazer para acalmar uma filha que sempre foi acalmada no peito? Marido e eu nos revesávamos tentando confortá-la, mas nada dava certo. Ficamos uns 10 minutos cantando, passeando, sussurrando, fazendo "shhhhhhh", até apelamos para o seu velho amigo (!), mas nada. Então, já achando que a Helena nunca mais pararia de chorar, tentei o peito de novo, ela aceitou e salvou a nossa noite.
Confesso que nas mamadas desta madrugada fiquei morrendo de medo da cena se repetir. Mas pra nossa sorte, isso não aconteceu. Ela mamou bem em todas as vezes e achei que tivesse sido só um protesto por causa da viagem longa.
---Pausa---
Vale dizer que a Helena estava numa fase "esquisita" há uns dias. Ela estava em ritmo de recém nascido outra vez (durante o dia comia bem, brincava, dormia tudo como dantes, mas à noite acordava querendo mamar de duas em duas horas).
---Despausa---
No entanto, a hora de dormir do dia seguinte nos trouxe novamente os sorrisos, risos, os universitários e a rejeição ao peito. Só que desta vez marido tinha tido uma ideia antes: antes do choro chegar corremos buscar um leite (de vaca!) e demos a ela. Ela bebeu como se nunca tivesse feito outra coisa na vida antes de dormir e, principalmente, como se não tivesse passado mais de uma semana inteira rejeitando terminantemente tudo que não fosse o peito, só para eu não poder sair no meu aniversário. Dá para entender uma filha ingrata dessas, leitores???
Nesta noite ela ainda acordou umas duas vezes e quis mamar no peito, como sempre. Mas este foi o início do fim das mamadas noturnas. Helena mama agora de manhã, quando acorda, e à tarde, quando tem vontade.
À noite ela tem tomado o seu leitinho logo após o jantar, com o papai - que teve o grande mérito de desassociar o mamar ao adormecer. Ou seja, mamães que querem sossego à noite devem tentar parar de unir o útil ao agradável. Mais pra frente os bebês vão continuar achando agradável mamar a noite toda, mas você não. O peito vai continuar sendo útil, ele vai continuar acalmando (ou não, neste caso), mas cadê o agradável de acordar de duas em duas horas durante um ano e meio (que era o meu caso ultimamente)?
Ficamos muito felizes que a própria Helena nos deu um "sinal" de que poderiamos parar a mamada noturna (ela já está com 14 meses) e, com muita calma (do papai, repito!) a Helena começou a dormir sem mamar. Seguimos o ritual de banho, secador de cabelo (ah, old habits die hard!), pouca luz, voz baixa, chupeta e móbile musical antes de deitá-la no bercinho, uma meia hora depois de ter mamado (e quem quiser saber mais sobre sono de bebê deveria ver o site da Paloma, com as dicas do pediatra Dr. José Martins Filho) . Ela agora já dormiu a noite toda algumas vezes, mas só quando o papai a coloca para dormir (tá bom de elogio, amor? Rsrsrs). Uma nova era começou!
E todos dormiram felizes para sempre.
Será?
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Alguém leu a veja da semana passada?
Aqui em Hamburgo não tem nenhum periódico brasileiro para comprar. Não tem jornal e não tem revista. Claro que temos a internet, mas confesso que adoro folhear uma revista, ou ouvir o barulho e sentir nas minhas mãos aquele papel sujinho de jornal. Sendo assim, sempre que algum conhecido meu vai para o Brasil, e me pergunta se quero alguma coisa de lá, logo responda: por favor jornal e revista!
No Brasil assinava a veja e esta continua sendo a revista que gosto de ler, mas mais por tradição do que por seu conteúdo. Na minha opinião a revista está tão parcial que chega a irritar (fora o fato de que as reportagens estarem mais parecidas com o sensacionalismo comovente do fantástico do que com jornalismo de qualidade que eu costumava enxergar na revista).
Não sou ingênua e sei que qualquer jornalista escreve de acordo com suas convicções. É natural, na minha opinião. Mas acredito sim na imparcialidade da imprensa. Não acho que uma revista deva me dizer em qual partido ou candidato votar. Ainda que eu não considere tão prejudicial ler nas entrelinhas (mas só nas entrelinhas, que fique claro), a simpatia política de um veículo de imprensa, acredito também que a simpatia não pode superar o bom senso e que uma, ao menos, tentativa de imparcialidade deve sempre ser a meta.
Dito isto, fiquei contentíssima por receber mais uma revista e jornais no início da semana e claro que com um título como este "Para seu filho dormir e não chorar com cólicas", o artigo do Gustavo Ioschpe não me passou desapercebido.
Não conheço o autor, nem o que o qualificaria a escrever sobre o desenvolvimento infantil, mas como disse a Anne, ao virarmos mães, todas as opções tomadas em relação aos cuidados com os filhos são passíveis de serem colocadas em questionamento, por todos que convivem conosco.
Ou seja, também o Gustavo se sentiu no direito de escrever sobre a "falta de coragem" que leva os "pobres pais" a não deixarem os filhos chorarem por alguns dias e que acabam pondo a perder o "treinamento" para que os filhos durmam a noite toda. Gustavo também diz que não devemos "capitular" ante o choro e que devemos estar atentos para que a criança não seja socorrida se chorar um pouco mais, pois aí o choro não termina nunca.
Nossa, fico triste só de imaginar que muitos pais realmente recorrem a este método e deixam seus filhos chorando por minutos (horas?) a fio. Minha primeira filha foi uma grande exceção e realmente aprendeu a dormir sozinha a noite toda com alguns poucos meses de idade. Já a segunda não. Helena acorda várias vezes e me pego pensando como será bom quando eu puder dormir uma noite inteira novamente. Só que se para isso eu tiver que deixar a minha filha chorar inconsolavelmente (pois faz parte do "método" do Gustavo, inspirado no americano Richard Ferber não pegar a criança no colo, não tocá-la e, preferencialmente, nem falar com a criança para que ela aprenda a se virar sozinha), prefiro passar muitas outras noites em claro.
Engraçado que o Gustavo cita alguns papers que embaseariam a hipótese de que a insônia infantil traria "significativos problemas para o resto da vida", mas ao ler o primeiro deles (confesso que depois fiquei até com preguiça de ler os outros 3), este argumento, ao meu ver, já cai por terra. Vejamos, o paper sugere que crianças que dormem menos têm mais probabilidade de ter dor de cabeça.
A ausência de sono, concordo, dá dor de cabeça até em mim. Mas, o segundo fator mais importante, apontado como causador da dor de cabeça, ainda segundo o paper, é o estresse emocional. Ora, pergunto eu: e qual é uma das consequências mais diretas do método de deixar a criança chorando até pegar no sono sozinha? Não é justamente o estresse?
Fora o fato de que em nenhum momento se insinua no paper que as crianças durmam menos por terem sido socorridas pelos pais ao chorarem, quando bebês.
Curiosamente, hoje minha irmã compartilhou um texto no FB falando sobre os perigos do hábito de se deixar chorar e gostaria de listar aqui, bem resumidamente, algumas das consequências deste hábito (tradução pessoal):
O tempo com um recém nascido parece infinitamente longo, quando pensamos nas noites mal dormidas, mas tão curto quando consideramos a vida inteira que um indivíduo tem pela frente. Será que compensa mesmo arriscar e ir contra todo o bom senso humano que nos faz acudir alguém que está pedindo ajuda? Ainda mais quando este alguém é seu filho? Que depende totalmente de você?
Posso estar cansada, mas nada como sentir a cabeça da minha filha apoiada em meus braços enquanto a embalo para voltar a dormir e saber que ela se sente protegida e acolhida e segura do meu amor...
No Brasil assinava a veja e esta continua sendo a revista que gosto de ler, mas mais por tradição do que por seu conteúdo. Na minha opinião a revista está tão parcial que chega a irritar (fora o fato de que as reportagens estarem mais parecidas com o sensacionalismo comovente do fantástico do que com jornalismo de qualidade que eu costumava enxergar na revista).
Não sou ingênua e sei que qualquer jornalista escreve de acordo com suas convicções. É natural, na minha opinião. Mas acredito sim na imparcialidade da imprensa. Não acho que uma revista deva me dizer em qual partido ou candidato votar. Ainda que eu não considere tão prejudicial ler nas entrelinhas (mas só nas entrelinhas, que fique claro), a simpatia política de um veículo de imprensa, acredito também que a simpatia não pode superar o bom senso e que uma, ao menos, tentativa de imparcialidade deve sempre ser a meta.
Dito isto, fiquei contentíssima por receber mais uma revista e jornais no início da semana e claro que com um título como este "Para seu filho dormir e não chorar com cólicas", o artigo do Gustavo Ioschpe não me passou desapercebido.
Não conheço o autor, nem o que o qualificaria a escrever sobre o desenvolvimento infantil, mas como disse a Anne, ao virarmos mães, todas as opções tomadas em relação aos cuidados com os filhos são passíveis de serem colocadas em questionamento, por todos que convivem conosco.
Ou seja, também o Gustavo se sentiu no direito de escrever sobre a "falta de coragem" que leva os "pobres pais" a não deixarem os filhos chorarem por alguns dias e que acabam pondo a perder o "treinamento" para que os filhos durmam a noite toda. Gustavo também diz que não devemos "capitular" ante o choro e que devemos estar atentos para que a criança não seja socorrida se chorar um pouco mais, pois aí o choro não termina nunca.
Nossa, fico triste só de imaginar que muitos pais realmente recorrem a este método e deixam seus filhos chorando por minutos (horas?) a fio. Minha primeira filha foi uma grande exceção e realmente aprendeu a dormir sozinha a noite toda com alguns poucos meses de idade. Já a segunda não. Helena acorda várias vezes e me pego pensando como será bom quando eu puder dormir uma noite inteira novamente. Só que se para isso eu tiver que deixar a minha filha chorar inconsolavelmente (pois faz parte do "método" do Gustavo, inspirado no americano Richard Ferber não pegar a criança no colo, não tocá-la e, preferencialmente, nem falar com a criança para que ela aprenda a se virar sozinha), prefiro passar muitas outras noites em claro.
Engraçado que o Gustavo cita alguns papers que embaseariam a hipótese de que a insônia infantil traria "significativos problemas para o resto da vida", mas ao ler o primeiro deles (confesso que depois fiquei até com preguiça de ler os outros 3), este argumento, ao meu ver, já cai por terra. Vejamos, o paper sugere que crianças que dormem menos têm mais probabilidade de ter dor de cabeça.
A ausência de sono, concordo, dá dor de cabeça até em mim. Mas, o segundo fator mais importante, apontado como causador da dor de cabeça, ainda segundo o paper, é o estresse emocional. Ora, pergunto eu: e qual é uma das consequências mais diretas do método de deixar a criança chorando até pegar no sono sozinha? Não é justamente o estresse?
Fora o fato de que em nenhum momento se insinua no paper que as crianças durmam menos por terem sido socorridas pelos pais ao chorarem, quando bebês.
Curiosamente, hoje minha irmã compartilhou um texto no FB falando sobre os perigos do hábito de se deixar chorar e gostaria de listar aqui, bem resumidamente, algumas das consequências deste hábito (tradução pessoal):
- morte de neurônios - quando o bebê está muito estressado o hormônio cortisol é liberado e este é um assassino de neurônios
- reação ao estresse deturpada - o corpo reage de forma extrema ao estresse causando mau funcionamento cerebral, do trato digestivo, etc.
- auto-regulação é abalada - o bebê não aprende a se acalmar ou a ter auto-controle. O que ele aprende é que não pode defender ou confiar nas pessoas.
- auto-confiança é abalada - o bebê não tem uma base sólida com a qual sabe que pode contar.
O tempo com um recém nascido parece infinitamente longo, quando pensamos nas noites mal dormidas, mas tão curto quando consideramos a vida inteira que um indivíduo tem pela frente. Será que compensa mesmo arriscar e ir contra todo o bom senso humano que nos faz acudir alguém que está pedindo ajuda? Ainda mais quando este alguém é seu filho? Que depende totalmente de você?
Posso estar cansada, mas nada como sentir a cabeça da minha filha apoiada em meus braços enquanto a embalo para voltar a dormir e saber que ela se sente protegida e acolhida e segura do meu amor...
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Oito meses!
Helena fez oito meses na semana passada e até agora não consegui parar para escrever as últimas gracinhas :-)
E graciosa ela está!
Continua sorridente³, comunicativa e faladeira. Conversa com o espelho, comigo e com quem der bola pra ela. Quando conversa com o espelho fala: abu, abã, abe, abá e por aí afora. Também faz os sons fricativos "fffffff", "vvvvvv" e bolinhas de cuspe :-) Tem dias que parece que fala papai com significado! E sempre diz mamã quando está meio cansadinha e querendo colo: vira pra mim e fala "mamã", parece mesmo que está me chamando! Fico toda boba, confesso.
Agora ela também já come mingau, de janta, e uma frutinha de lanche no meio da tarde. Mas esta rotina ainda não está muito bem estabelecida. Geralmente, quando ela come a fruta ela não quer o mingau. Ela parece ainda gostar de intercalar uma papinha com uma mamada. Hoje mesmo, ela almoçou bem, reclamou pra comer a banana e não aceitou de jeito nenhum o mingauzinho à noite (e ela a-do-ra o mingau!).
As noites continuam sendo movimentadas. Ela raramente passa mais de 4 horas sem acordar. A minha tentativa de não amamentar em todas as vezes que acorda (e sim dar a chupeta e tentar embalá-la novamente) não tem funcionado. Geralmente se insisto muito em não dar o peito ela acorda de verdade e começa a falar os abus, abas, abes dela. Daí até pegar no sono novamente é ainda mais complicado, então não tenho insistido nesta estratégia. Mas normalmente ela adormece bem. O ritual é basicamente: trocar a fralda, colocar o pijama e saco de dormir, mamar, arrotar e ir para o berço (ainda acordada). Aí coloco a musiquinha do móbile para tocar embaixo da cama e faço cafuné até ela pegar no sono. Frequentemente ela adormece em menos de 5 minutos.
Helena gosta muito de música, ainda mais quando elas estão acompanhadas por gestos. A preferida dela é a "Dona aranha subiu pela parede...". Ela adora a Sophia! Quando a vê de manhã abre um sorrisão! E adora ficar vendo a irmã mais velha brincar. Ultimamente tem tentado pegar os brinquedos dela, mas nem sempre a Sophia fica muito feliz quando a Helena tira as coisas dela do lugar. Seus brinquedos preferidos são bexiga, papel, caixa de ovo, rolos e tudo o que não tiver cara de brinquedo.
Ela ainda não se senta sozinha. Se eu a coloco sentada ela fica, mas não consegue se sentar sem ajuda. Ela está se arrastando bem, mas tem uma técnica muito própria (o videozinho aqui mostra uma das primeiras vezes em que se arrastou, bem no comecinho de outubro): é o método flexão de braço. Ela faz uma espécie de flexão, fica com o corpo todo esticadinho, dá impulso pra frente e desaba no chão, começando tudo novamente :-) É super engraçadinho e só assistindo para entender totalmente!
Agora ela já consegue se arrastar com mais classe e, desde ontem, está tentando acertar a pose correta para engatinhar. Fica de 4 bonitinho e balançando o corpinho pra frente e pra trás, sem saber direito o que fazer.
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terça-feira, 10 de maio de 2011
O dia em que quase pus fogo na casa
Nunca sei ao certo quanto a Helena vai dormir nas sonequinhas da manhã. Às vezes são 30 minutos, outras 45, algumas vezes chega a uma hora e, com muita sorte, até mesmo 2! Sorte pois neste caso dá para fazer muitas coisas: almoçar, lavar roupa, por pra secar, guardar roupa no armário (roupa é quase uma obsessão, já que nenéns e filhas de 3 anos sujam muita, muita, muita roupa!), dar uma geral na casa, ligar para família e amigos, ler e responder e-mails e até escrever no blog :-)
Hoje mesmo, ela adormeceu por volta das 8:20. Agora ja são 10 e ela ainda está dormindo. O que não é típico, pois a primeira soneca do dia nunca costuma passar de uma hora. Ou seja, ela gosta de me deixar na expectativa :-)
Mas enfim, ontem, foi um destes dias em que eu ficava controlando o relógio e pensando: quais são as prioridades, o que fazer antes dela acordar? E assim, fui fazendo as coisas: arrumei as camas, fiz almoço, almocei, coloquei as coisas na máquina de lavar louça, arrumei os brinquedos da Sophia e coloquei as chupetas da Helena para ferver (não, ela continua não pegado chupeta, mas continuo tentando e como já fazia quase uma semana que não tentava, resolvi dar uma esterilizada).
Nisso a Helena acordou. Fui amamentar, daí o telefone tocou e era uma amiga combinando de irmos a um parquinho com as crianças na quinta. Falamos mais um pouco e daí a Helena fez cocô. E como ela tinha feito um montão e o body tinha se sujado resolvi dar um banho. Então nós duas subimos, preparei a banheirinha, a roupinha para vestir depois e o famoso secador de cabelo, para momentos felizes após o banho.
Já falei que ela AMA o banho? Ela bate as perninhas, sacode os bracinhos, sorri, sorri e sorri! É uma festa! Ficamos um bom tempo no banheiro até que ela cansou. Aí fomos para o quarto, coloquei-a no trocador, dei uma pré-enxugada e comecei a passar o secador, para a alegria da minha princesinha ser completa. Foi então que comecei a sentir um cheiro esquisito de queimado. Achei que fosse o secador, pois ele estava ligado em cima de uma cômoda e pensei que pudesse estar queimando a madeira. Mas não era. Achei que era o próprio secador, mas também não era. Aí começo a pensar um pouco mais, olho pra escada e vejo fumaça subindo.... No meio do pânico me lembrei das chupetas fervendo lá na cozinha... Catei a Helena, coloquei em cima da cama da Sophia, fechei a porta do quarto e desci correndo... A cozinha estava bem esfumaçada e o cheiro insuportável. Catei a panela e saí correndo para levar a panela para a sacada, para cima de umas pedras para não queimar mais nada. Aí abri todas as janelas, subi correndo, acabei de por a roupa na Helena e desci correndo para passearmos um pouco, enquanto a casa arejava, afinal o cheiro estava realmente horrível.
Só sei que fiquei tremendo. Morrendo de medo de ter posto minha filha em perigo. E com raiva do detector de fumaça que não apitou. Pôxa, se a fumaça chegou a subir escada cima, era para ele ter apitado, não era??? Não temos detector diretamente na cozinha (pois os vapores enquanto cozinhamos costumam já fazer disparar o detector), mas no corredor sim, ou seja, era para ter disparado, na minha opinião.
Mas para não dizer que não aprendi nada com esta história (para além da minha decisão de não mais ferver as chupetas, vou colocá-las no esterilizador, mesmo só para poucas coisas): vejam só como o silicone é resistente! Eram duas chupetas com capinhas, o plástico tanto da chupeta quanto da capinha derretereu totalmente, mas o silicone ficou!
Beijos e cuidado com as panelas!
P.S.: Helena ainda está dormindo!
Hoje mesmo, ela adormeceu por volta das 8:20. Agora ja são 10 e ela ainda está dormindo. O que não é típico, pois a primeira soneca do dia nunca costuma passar de uma hora. Ou seja, ela gosta de me deixar na expectativa :-)
Mas enfim, ontem, foi um destes dias em que eu ficava controlando o relógio e pensando: quais são as prioridades, o que fazer antes dela acordar? E assim, fui fazendo as coisas: arrumei as camas, fiz almoço, almocei, coloquei as coisas na máquina de lavar louça, arrumei os brinquedos da Sophia e coloquei as chupetas da Helena para ferver (não, ela continua não pegado chupeta, mas continuo tentando e como já fazia quase uma semana que não tentava, resolvi dar uma esterilizada).
Nisso a Helena acordou. Fui amamentar, daí o telefone tocou e era uma amiga combinando de irmos a um parquinho com as crianças na quinta. Falamos mais um pouco e daí a Helena fez cocô. E como ela tinha feito um montão e o body tinha se sujado resolvi dar um banho. Então nós duas subimos, preparei a banheirinha, a roupinha para vestir depois e o famoso secador de cabelo, para momentos felizes após o banho.
Já falei que ela AMA o banho? Ela bate as perninhas, sacode os bracinhos, sorri, sorri e sorri! É uma festa! Ficamos um bom tempo no banheiro até que ela cansou. Aí fomos para o quarto, coloquei-a no trocador, dei uma pré-enxugada e comecei a passar o secador, para a alegria da minha princesinha ser completa. Foi então que comecei a sentir um cheiro esquisito de queimado. Achei que fosse o secador, pois ele estava ligado em cima de uma cômoda e pensei que pudesse estar queimando a madeira. Mas não era. Achei que era o próprio secador, mas também não era. Aí começo a pensar um pouco mais, olho pra escada e vejo fumaça subindo.... No meio do pânico me lembrei das chupetas fervendo lá na cozinha... Catei a Helena, coloquei em cima da cama da Sophia, fechei a porta do quarto e desci correndo... A cozinha estava bem esfumaçada e o cheiro insuportável. Catei a panela e saí correndo para levar a panela para a sacada, para cima de umas pedras para não queimar mais nada. Aí abri todas as janelas, subi correndo, acabei de por a roupa na Helena e desci correndo para passearmos um pouco, enquanto a casa arejava, afinal o cheiro estava realmente horrível.
Só sei que fiquei tremendo. Morrendo de medo de ter posto minha filha em perigo. E com raiva do detector de fumaça que não apitou. Pôxa, se a fumaça chegou a subir escada cima, era para ele ter apitado, não era??? Não temos detector diretamente na cozinha (pois os vapores enquanto cozinhamos costumam já fazer disparar o detector), mas no corredor sim, ou seja, era para ter disparado, na minha opinião.
Mas para não dizer que não aprendi nada com esta história (para além da minha decisão de não mais ferver as chupetas, vou colocá-las no esterilizador, mesmo só para poucas coisas): vejam só como o silicone é resistente! Eram duas chupetas com capinhas, o plástico tanto da chupeta quanto da capinha derretereu totalmente, mas o silicone ficou!
Beijos e cuidado com as panelas!
P.S.: Helena ainda está dormindo!
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Atividades
Quarta-feira é dia da Helena fazer PEKIP. Este é o nome de um curso que está bem na moda aqui na Alemanha. Significa "programa pai e filho de Praga" e foi desenvolvido por um psicólogo tcheco para estimular as brincadeiras entre pais e filhos. Queria muito ter feito este curso com a Sophia também, porém, no primeiro ano de vida dela nós quase não paramos em casa... Foram algumas semanas na Bahamas e em Miami, alguns meses em São Paulo e, assim, como teriamos que faltar muito, decidi que não faria o curso. Comprei um livro, para poder praticar algumas coisas com ela mesmo assim, mas fiquei triste por não termos feito este curso juntas (mas compensamos com natação e com um outro curso para bebês, né Sophia?).
Agora, como não temos nenhum plano de viagem em vista (pelo menos não a trabalho do maridão, como da última vez), resolvi iniciar o curso com a Helena.
Uma das ideias do programa é deixar os bebês bem à vontade para se auto-descobrirem. Por isso, eles brincam peladinhos (e as mamães passam muuuuuito calor, pois a salinha é híper aquecida, para nenhum bebê passar frio)! Geralmente o curso começa com algumas musiquinhas iniciais, em que cada criança é cumprimentada. Depois as mães se levantam, com os bebês no colo, e conversam entre si, enquanto os nenéns podem olhar uns pros outros e para as outras mães também. É legal que, apesar de todas as crianças terem a mesma idade (no máximo um mês de diferença), elas são tão diferentes! E já dá pra ver a "personalidade" de cada uma.
Em seguida vai-se para o tema do dia. Por exemplo, na primeira vez o tema era "deixando a criança de barriga pra baixo". A maioria dos bebês não é muito fã desta posição (a Sophia, nesta idade, berrava se tentássemos deixá-la nesta pose), então, a instrutora ensina algumas maneiras diferentes de colocar as crianças de barriga pra baixo, de forma que eles se sintam mais seguros e não chorem tanto.
Hoje o tema foi "massagem". Minha baby adorou ser massageada! Ficava esticando a perninha como quem diz: mais mamãe! Muito fofa! Fiquei bem feliz que hoje deu tudo bem certo pois na primeira vez ela só chorou (pois além de ter estranhado o ambiente, estava com sono...) e na segunda vez só dormiu, então acho que lentamente ela vai começar a participar mais da aula.
Outra coisa legal do pekip é que cada bebê é respeitado na sua individualidade. Então se um neném quer mamar a aula toda, ele mama. Se está com sono e quer dormir a aula toda, ele dorme. A instrutora sempre diz para não acordar. E ela fica observando o rostinho de cada um, interpretando o que cada um parece estar sentindo.
Ah, continuando a explicação sobre o andamento da aula: depois do "tema do dia" costuma haver um espaço para perguntas, pois cá entre nós, ser mãe é viver com perguntas na cabeça, né?? E como na Alemanha pediatra não costuma esclarecer bem as nossas dúvidas (mas isto é assunto para um outro post), é muito bom poder contar com alguém ou algo como o pekip para isso. Depois das perguntas e respostas tem, para finalizar, novamente um momento musical em que se cantam canções de despedida.
Enfim, estamos gostando bastante, vamos ver se vai continuar legal!
Hoje também levei a Sophia pela primeira vez a um coral. Alguns amiguinhos dela da escolinha já frequentavam e ela vinha me pedindo pra ir também. Os ensaios são realizados numa igreja perto da escolinha dela (mas não a igreja, católica, da escolinha e, sim, uma igreja luterana), no alto de uma torre. Achei tão legal, parecia que ela estava indo para Hogwarts ;-) e tinha até vassouras num canto hehehehe!
A aula em si eu não pude ver, pois a professora pede para os pais sairem da sala. Dá para entender, quando estou junto a Sophia costuma não ter olhos pra mais ninguém :-) Só sei que ela voltou entusiasmadíssima da aula! Disse que tocou triângulo e tambor e que a professora, que segundo ela subiu e desceu duas vezes da torre, tinha até um gato! Vai saber como era a aula, né? Infelizmente, nesta idade ela ainda não me dá muitos detalhes...
Mas foi fofo ver como ela é querida pelos amiguinhos (só meninos, no coral ela é a única menina). Uma das mães pediu ao filho que deixasse a Sophia "ler" com ele uma apostila que eles têm. Só sei que nisso dois outros meninos ouviram e ficavam falando: não, a Sophia vai ler comigo. Não, comigo. Comigo! Uma briga só, hehehhe. Daí, o Samuel (um menino meio terrível, mas que a Sophia AMA, que deu vááááárias mordidas nela quando entrou pra escolinha) resolveu a pendenga: Sophia você vem comigo, e saiu puxando-a pelo braço e subornando-a com almôndegas! Não se pode dizer que ele não sabe o que quer. Já em tenra idade.
Agora, como não temos nenhum plano de viagem em vista (pelo menos não a trabalho do maridão, como da última vez), resolvi iniciar o curso com a Helena.
Uma das ideias do programa é deixar os bebês bem à vontade para se auto-descobrirem. Por isso, eles brincam peladinhos (e as mamães passam muuuuuito calor, pois a salinha é híper aquecida, para nenhum bebê passar frio)! Geralmente o curso começa com algumas musiquinhas iniciais, em que cada criança é cumprimentada. Depois as mães se levantam, com os bebês no colo, e conversam entre si, enquanto os nenéns podem olhar uns pros outros e para as outras mães também. É legal que, apesar de todas as crianças terem a mesma idade (no máximo um mês de diferença), elas são tão diferentes! E já dá pra ver a "personalidade" de cada uma.
Em seguida vai-se para o tema do dia. Por exemplo, na primeira vez o tema era "deixando a criança de barriga pra baixo". A maioria dos bebês não é muito fã desta posição (a Sophia, nesta idade, berrava se tentássemos deixá-la nesta pose), então, a instrutora ensina algumas maneiras diferentes de colocar as crianças de barriga pra baixo, de forma que eles se sintam mais seguros e não chorem tanto.
Hoje o tema foi "massagem". Minha baby adorou ser massageada! Ficava esticando a perninha como quem diz: mais mamãe! Muito fofa! Fiquei bem feliz que hoje deu tudo bem certo pois na primeira vez ela só chorou (pois além de ter estranhado o ambiente, estava com sono...) e na segunda vez só dormiu, então acho que lentamente ela vai começar a participar mais da aula.
Outra coisa legal do pekip é que cada bebê é respeitado na sua individualidade. Então se um neném quer mamar a aula toda, ele mama. Se está com sono e quer dormir a aula toda, ele dorme. A instrutora sempre diz para não acordar. E ela fica observando o rostinho de cada um, interpretando o que cada um parece estar sentindo.
Ah, continuando a explicação sobre o andamento da aula: depois do "tema do dia" costuma haver um espaço para perguntas, pois cá entre nós, ser mãe é viver com perguntas na cabeça, né?? E como na Alemanha pediatra não costuma esclarecer bem as nossas dúvidas (mas isto é assunto para um outro post), é muito bom poder contar com alguém ou algo como o pekip para isso. Depois das perguntas e respostas tem, para finalizar, novamente um momento musical em que se cantam canções de despedida.
Enfim, estamos gostando bastante, vamos ver se vai continuar legal!
Hoje também levei a Sophia pela primeira vez a um coral. Alguns amiguinhos dela da escolinha já frequentavam e ela vinha me pedindo pra ir também. Os ensaios são realizados numa igreja perto da escolinha dela (mas não a igreja, católica, da escolinha e, sim, uma igreja luterana), no alto de uma torre. Achei tão legal, parecia que ela estava indo para Hogwarts ;-) e tinha até vassouras num canto hehehehe!
A aula em si eu não pude ver, pois a professora pede para os pais sairem da sala. Dá para entender, quando estou junto a Sophia costuma não ter olhos pra mais ninguém :-) Só sei que ela voltou entusiasmadíssima da aula! Disse que tocou triângulo e tambor e que a professora, que segundo ela subiu e desceu duas vezes da torre, tinha até um gato! Vai saber como era a aula, né? Infelizmente, nesta idade ela ainda não me dá muitos detalhes...
Mas foi fofo ver como ela é querida pelos amiguinhos (só meninos, no coral ela é a única menina). Uma das mães pediu ao filho que deixasse a Sophia "ler" com ele uma apostila que eles têm. Só sei que nisso dois outros meninos ouviram e ficavam falando: não, a Sophia vai ler comigo. Não, comigo. Comigo! Uma briga só, hehehhe. Daí, o Samuel (um menino meio terrível, mas que a Sophia AMA, que deu vááááárias mordidas nela quando entrou pra escolinha) resolveu a pendenga: Sophia você vem comigo, e saiu puxando-a pelo braço e subornando-a com almôndegas! Não se pode dizer que ele não sabe o que quer. Já em tenra idade.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Indo e voltado
Em primeiro lugar: Feliz Páscoa!!!
Como na Alemanha temos dois dias de Páscoa, nem estou desejando votos atrasados hehehehe. Mas só estou postando hoje, na verdade, pois estávamos viajando no feriado. Fomos na quarta-feira para a casa dos meus sogros e só voltamos ontem. E a viagem foi melhor do que eu esperava! Já estava prevendo algo bem trágico, pois a Helena não gosta de andar de carro como a Sophia gostava, mas até que correu tudo mais ou menos bem...
A ida foi um pouco complicada. Saímos daqui às 3 horas da tarde, depois de uma longa mamada da Helena. Como ela tinha dormido pouco pela manhã achei que ela fosse dormir umas 2 ou 3 horas seguidas. Mas... apenas 80 kms depois de termos saído de casa a mocinha já acordou. Chorando. Muito! Então decidimos fazer a nossa primeira parada bem mais cedo do que o planejado, mas fazer o quê, né? Paramos.
A Helena mamou, a Sophia brincou um pouquinho no estacionamento e continuamos. Demorou um pouquinho e a Helena adormeceu. Como a Sophia tinha dormido os primeiros 80 kms ela agora estava com a corda toda. Cantou, cantou, cantou, acordou a Helena, mas ela conseguiu dormir novamente, totalizando umas 2 horas. Aí acordou de novo, mas não tão desesperada. Para evitar que a coisa desandasse de vez paramos novamente. Desta vez para uma parada mais longa. A Sophia adorou pois tinha um parquinho bonitinho pra ela brincar e a Helena também pois pode mamar bastante :-) Ficamos uns 40 minutos e continuamos viagem.
O objetivo era que a Helena dormisse até chegar na casa dos avós, mas, faltando uns 40 kms para chegarmos a ferinha acordou. Irritadíssima! E bem num trecho em que não dava para parar direito: além de não ter nenhum posto por perto, a estrada estava em reformas, então para compensar a pista que estava fechada o acostamento estava liberado para o trânsito normal.. Ou seja, o worst case scenario. Para piorar um pouquinho a Sophia também já estava irritada e também queria se fazer ouvir. Ou seja, elagritava cantava ainda mais alto, ficava me chamando o tempo todo para me mostrar qualquer cosia... Aí fui para o banco de trás (tirar criança da cadeirinha é terminantemente proibido, então tinha que entretê-la assim mesmo) e ela até parou de chorar por uns segundinhos, quando me viu. Deu até uns sorrisinhos fofos!
Mas aí ela cansou. Recomeçou a chorar beeeeem nervosa. Eu tentei dar chupeta mas como sempre ela não pegou.. Aí improvisei com a única coisa que ela já tinha aceitado até então: mamadeira. Claro que eu não tinha leite materno ali à mão para lhe dar. E não iria dar água sem ser a de neném. Então coloquei uma fralda dentro do bico da mamadeira e dei para ela chupar. Logo que ela começou a sugar ela até se acalmou (deve ter pensado que logo viria o leitinho dela ), mas conforme ia sugando e não vinha nada ela começou a se irritar... E ficou sugando a mamadeira de um jeito super nervoso, até voltar a chorar inconsolável... Nisso tinhamos a Helena chorando, a Sophia berrando, o rádio tocando o cd de barulhos do mar em alto e bom som (costuma acalmar a ferinha, mas lógico que não neste momento) eu fazendo sh-sh-sh-sh-sh e o Felix dirigindo... Aí, para tumultuar um pouquinho, o Felix perdeu a saída certa e tivemos que andar 10 kms a mais... Aff...
Foram 40 kms horríveis, mas para quem andou 450km não dá para reclamar, né? Sobrevivemos.
A estadia lá foi boa. A Helena não estranhou muito o novo ambiente e a Sophia adorou brincar com os avós e com o priminho que também foi passar estes dias na casa deles.
Todos os dias de manhã vinha a mesma pergunta: hoje é Páscoa? E quando finalmente o dia chegou que alegria!! Ela foi procurar os ovinhos no jardim e desta vez, ao contrário do ano passado, ela realmente encontrou um monte deles! Foi muito fofo ver como ela ficou contente simplesmente por encontrar os chocolatinhos (comer mesmo ela não comeu nenhum! Ficou só com as balinhas..). Tanto é que ela dividia tudo com o primo! Se encontrava dois, um era sempre pra ele. Uma graça.
Depois do almoço já voltamos pra casa. E desta vez deu tudo muuuuuito certo! Claro que pensamos que iria ser tudo horrível de novo. Afinal, apenas meia hora depois de termos saído a Helena acordou... Mas depois de alguns sh-sh-sh-sh, ela adormeceu novamente! E dormiu, dormiu, dormiu... Os kms iam passando, eu morrendo de vontade de ir ao banheiro, mas não paramos, pois ela ainda estava dormindo. Uma hora depois, eu quase fazendo xixi nas calças, ela finalmente acordou: andamos mais de 300 kms seguidos!! Aí paramos, de novo num local com parquinho pra Sophia poder brincar bastante e ficamos uma hora no posto. E quando entramos no carro.... Helena dormiu de novo! E dormiu praticamente até chegarmos em casa!
A Sophia veio cantando novamente o caminho todo, umas músicas super interessantes que ela mesmo ia inventando. Algo do tipo: a bicicleta tá em cima do carro, o caminhão buzinou, a árvore caiu e a agulha da injeção era a pena de um pavão, lá, lá, lá... Aplausos! E nós, clap, clap, clap!
Só sei que demos boas risadas e chegamos felizes da vida de termos duas filhas tão fofas!
E nada como imaginar o pior e ter uma viagem tão boa não é mesmo? Estamos até pensando em nos atrever a fazer uma viagem de carro no verão...
Como na Alemanha temos dois dias de Páscoa, nem estou desejando votos atrasados hehehehe. Mas só estou postando hoje, na verdade, pois estávamos viajando no feriado. Fomos na quarta-feira para a casa dos meus sogros e só voltamos ontem. E a viagem foi melhor do que eu esperava! Já estava prevendo algo bem trágico, pois a Helena não gosta de andar de carro como a Sophia gostava, mas até que correu tudo mais ou menos bem...
A ida foi um pouco complicada. Saímos daqui às 3 horas da tarde, depois de uma longa mamada da Helena. Como ela tinha dormido pouco pela manhã achei que ela fosse dormir umas 2 ou 3 horas seguidas. Mas... apenas 80 kms depois de termos saído de casa a mocinha já acordou. Chorando. Muito! Então decidimos fazer a nossa primeira parada bem mais cedo do que o planejado, mas fazer o quê, né? Paramos.
A Helena mamou, a Sophia brincou um pouquinho no estacionamento e continuamos. Demorou um pouquinho e a Helena adormeceu. Como a Sophia tinha dormido os primeiros 80 kms ela agora estava com a corda toda. Cantou, cantou, cantou, acordou a Helena, mas ela conseguiu dormir novamente, totalizando umas 2 horas. Aí acordou de novo, mas não tão desesperada. Para evitar que a coisa desandasse de vez paramos novamente. Desta vez para uma parada mais longa. A Sophia adorou pois tinha um parquinho bonitinho pra ela brincar e a Helena também pois pode mamar bastante :-) Ficamos uns 40 minutos e continuamos viagem.
O objetivo era que a Helena dormisse até chegar na casa dos avós, mas, faltando uns 40 kms para chegarmos a ferinha acordou. Irritadíssima! E bem num trecho em que não dava para parar direito: além de não ter nenhum posto por perto, a estrada estava em reformas, então para compensar a pista que estava fechada o acostamento estava liberado para o trânsito normal.. Ou seja, o worst case scenario. Para piorar um pouquinho a Sophia também já estava irritada e também queria se fazer ouvir. Ou seja, ela
Mas aí ela cansou. Recomeçou a chorar beeeeem nervosa. Eu tentei dar chupeta mas como sempre ela não pegou.. Aí improvisei com a única coisa que ela já tinha aceitado até então: mamadeira. Claro que eu não tinha leite materno ali à mão para lhe dar. E não iria dar água sem ser a de neném. Então coloquei uma fralda dentro do bico da mamadeira e dei para ela chupar. Logo que ela começou a sugar ela até se acalmou (deve ter pensado que logo viria o leitinho dela ), mas conforme ia sugando e não vinha nada ela começou a se irritar... E ficou sugando a mamadeira de um jeito super nervoso, até voltar a chorar inconsolável... Nisso tinhamos a Helena chorando, a Sophia berrando, o rádio tocando o cd de barulhos do mar em alto e bom som (costuma acalmar a ferinha, mas lógico que não neste momento) eu fazendo sh-sh-sh-sh-sh e o Felix dirigindo... Aí, para tumultuar um pouquinho, o Felix perdeu a saída certa e tivemos que andar 10 kms a mais... Aff...
Foram 40 kms horríveis, mas para quem andou 450km não dá para reclamar, né? Sobrevivemos.
A estadia lá foi boa. A Helena não estranhou muito o novo ambiente e a Sophia adorou brincar com os avós e com o priminho que também foi passar estes dias na casa deles.
Todos os dias de manhã vinha a mesma pergunta: hoje é Páscoa? E quando finalmente o dia chegou que alegria!! Ela foi procurar os ovinhos no jardim e desta vez, ao contrário do ano passado, ela realmente encontrou um monte deles! Foi muito fofo ver como ela ficou contente simplesmente por encontrar os chocolatinhos (comer mesmo ela não comeu nenhum! Ficou só com as balinhas..). Tanto é que ela dividia tudo com o primo! Se encontrava dois, um era sempre pra ele. Uma graça.
Depois do almoço já voltamos pra casa. E desta vez deu tudo muuuuuito certo! Claro que pensamos que iria ser tudo horrível de novo. Afinal, apenas meia hora depois de termos saído a Helena acordou... Mas depois de alguns sh-sh-sh-sh, ela adormeceu novamente! E dormiu, dormiu, dormiu... Os kms iam passando, eu morrendo de vontade de ir ao banheiro, mas não paramos, pois ela ainda estava dormindo. Uma hora depois, eu quase fazendo xixi nas calças, ela finalmente acordou: andamos mais de 300 kms seguidos!! Aí paramos, de novo num local com parquinho pra Sophia poder brincar bastante e ficamos uma hora no posto. E quando entramos no carro.... Helena dormiu de novo! E dormiu praticamente até chegarmos em casa!
A Sophia veio cantando novamente o caminho todo, umas músicas super interessantes que ela mesmo ia inventando. Algo do tipo: a bicicleta tá em cima do carro, o caminhão buzinou, a árvore caiu e a agulha da injeção era a pena de um pavão, lá, lá, lá... Aplausos! E nós, clap, clap, clap!
Só sei que demos boas risadas e chegamos felizes da vida de termos duas filhas tão fofas!
E nada como imaginar o pior e ter uma viagem tão boa não é mesmo? Estamos até pensando em nos atrever a fazer uma viagem de carro no verão...
terça-feira, 12 de abril de 2011
Sobrevivi
Finalmente a semana do marido em viagem de trabalho chegou ao fim. Eu estava igualmente no fim das minhas forças.
Confesso que não foi tudo tão ruim assim. Nestes 9 dias a Sophia não acordou nenhuma vez durante a noite, chamando por nós (ou por mim, no caso). E comeu muito bem. Só que deu trabalho para adormecer. Muito trabalho. Muito trabalho MESMO.
Pra falar a verdade, não achava que nestas alturas do campeonato (a Helena completa hoje 8 semanas de vida) ela fosse sentir um ciúme assim tão desenfreado. No entanto, a atenção que a minha princesa mais velha estava recebendo em doses reforçadas do papai acabou fazendo muita falta... E com isso vieram os ataques de birra. Adormecer virou o pior momento do dia pra mim. Por um lado tinha que deixar a Helena aos cuidados de outras pessoas durante mais ou menos 2 horas (obrigada Nai, Rosana, Sarah!). E como é duro ouvir um neném chorar e não ir correndo no mesmo instante para acudir... Só que como fazer isso enquanto a filha mais velha desmonta o seu quarto? E desmonta ainda mais se nota que a mãe sai correndo para acudir a mais nova, deixando-a em segundo plano? Pois é.
E Sophia usou de todas suas pequenas (mais super eficientes) armas para chamar minha atenção. Ela jogava os brinquedos pra longe ou escada abaixo, se eu não estivesse no quarto; ficava o tempo todo levantando, se recusando a deitar nem por um segundo; não queria saber de carinho; não queria que eu lesse ou cantasse pra ela (acho que tinha medo que iria pegar no sono assim); tirava a roupa de cama e sua própria também; usava todos os xingamentos que conhecia (você é cocô, você é xixi, não vou te convidar pro meu aniversário, voce não é mais minha amiga, nunca mais); tentava bater em mim ou ameaçava fazê-lo, gritava como uma desesperada e eu ficando cada vez mais nervosa por não conseguir acalmá-la e por não conseguir acalmá-la rápido para poder pegar a Helena.
Por sorte foram apenas 2 estas noites tão horrorosas. Mas enquanto estava passando por elas, achei que minha vida nunca mais seria a mesma e que estava fadada a lidar com uma precoce adolescente de 3 anos a partir de então.
A melhor coisa para acalmar estes debates de fúria, no caso dela, é "distrair a fera". E isso funciona principalmente quando faço ou falo algo totalmente inesperado. Depois de tentar na noite 1 toda sorte de truques usuais para distrair a mocinha (do tipo: vamos ler a história da Chapeuzinho Vermelho - que é um dos livros preferidos - ou vamos brincar de mamãe e filhinha) e ter constatado que não estava funcionando, tentei o velho truque do castigo. Este sempre dá certo com ela. Eu digo: vou sair do quarto e quando você se acalmar a gente conversa. Geralmente 15 segundos depois ela já está pronta para pedir desculpas pelo barraco, a gente se abraça e fica tudo bem. Mas no dia 1 isto também não deu certo. Ela só se acalmou depois que inventei que tinha ouvido o coelhinho da Páscoa e que achava que tinha visto um ovo pendurado na janela da cozinha (pois é, mãe tem visão além do alcance, hehehehe). Desci até a cozinha peguei um kinder ovo, ela só quis dar uma mordida, pegou o brinquedo (e olha que sorte, era um coelho!) e daí fomos ler um livro e dormir.
Na noite 2, além de todos os truques acima (que não funcionaram de novo, nem o do coelho) eu apelei para uma outra ideia. Quando ela falou que eu era um cocô eu falei: boa ideia! Eu sou a mamãe cocô e você é a filha cocô e vou te contar uma história do cocô. E inventei a história mais sem pé nem cabeça jamais inventada. E ela ouviu tudo super interessada, super calma e quando acabou pediu a história do xixi também. Contei, claro. E depois ela dormiu tranquilamente....
No dia seguinte, estava contando toda esta odisseia para minha mãe, no telefone, quando ela me disse: será que você não tem que ser mais firme com ela? E eu fiquei pensando nisso... Pensei, pensei e fiquei relembrando o que minha mãe falava pra nós, quando nós éramos pequenas. Não me lembro de ter chamado minha mãe de cocôe acho que se tivesse chamado teria levado umas boas chineladas, mas me lembro da famosa frase:
E não é que deu certo? Ela parou com as manhas e ficou boazinha. Até me disse: "agora eu estou boazinha, né mamãe? Vamos ler uma história? Eu sou a neném gatinha e você a mamãe gata". E este mesmo truque funcionou nas noites seguintes e até no carro.
E foi assim que sobrevivi 9 dias e 8 noites sozinha em casa, com uma adolescente de 3 anos e uma neném de 1 mês e meio.
E sobre esta semana: nem mais um pio :-)
Mas quem tiver mais dicas de como lidar com birras é só falar! É sempre bom ter um estoque de estratégias nas mangas!
Confesso que não foi tudo tão ruim assim. Nestes 9 dias a Sophia não acordou nenhuma vez durante a noite, chamando por nós (ou por mim, no caso). E comeu muito bem. Só que deu trabalho para adormecer. Muito trabalho. Muito trabalho MESMO.
Pra falar a verdade, não achava que nestas alturas do campeonato (a Helena completa hoje 8 semanas de vida) ela fosse sentir um ciúme assim tão desenfreado. No entanto, a atenção que a minha princesa mais velha estava recebendo em doses reforçadas do papai acabou fazendo muita falta... E com isso vieram os ataques de birra. Adormecer virou o pior momento do dia pra mim. Por um lado tinha que deixar a Helena aos cuidados de outras pessoas durante mais ou menos 2 horas (obrigada Nai, Rosana, Sarah!). E como é duro ouvir um neném chorar e não ir correndo no mesmo instante para acudir... Só que como fazer isso enquanto a filha mais velha desmonta o seu quarto? E desmonta ainda mais se nota que a mãe sai correndo para acudir a mais nova, deixando-a em segundo plano? Pois é.
E Sophia usou de todas suas pequenas (mais super eficientes) armas para chamar minha atenção. Ela jogava os brinquedos pra longe ou escada abaixo, se eu não estivesse no quarto; ficava o tempo todo levantando, se recusando a deitar nem por um segundo; não queria saber de carinho; não queria que eu lesse ou cantasse pra ela (acho que tinha medo que iria pegar no sono assim); tirava a roupa de cama e sua própria também; usava todos os xingamentos que conhecia (você é cocô, você é xixi, não vou te convidar pro meu aniversário, voce não é mais minha amiga, nunca mais); tentava bater em mim ou ameaçava fazê-lo, gritava como uma desesperada e eu ficando cada vez mais nervosa por não conseguir acalmá-la e por não conseguir acalmá-la rápido para poder pegar a Helena.
Por sorte foram apenas 2 estas noites tão horrorosas. Mas enquanto estava passando por elas, achei que minha vida nunca mais seria a mesma e que estava fadada a lidar com uma precoce adolescente de 3 anos a partir de então.
A melhor coisa para acalmar estes debates de fúria, no caso dela, é "distrair a fera". E isso funciona principalmente quando faço ou falo algo totalmente inesperado. Depois de tentar na noite 1 toda sorte de truques usuais para distrair a mocinha (do tipo: vamos ler a história da Chapeuzinho Vermelho - que é um dos livros preferidos - ou vamos brincar de mamãe e filhinha) e ter constatado que não estava funcionando, tentei o velho truque do castigo. Este sempre dá certo com ela. Eu digo: vou sair do quarto e quando você se acalmar a gente conversa. Geralmente 15 segundos depois ela já está pronta para pedir desculpas pelo barraco, a gente se abraça e fica tudo bem. Mas no dia 1 isto também não deu certo. Ela só se acalmou depois que inventei que tinha ouvido o coelhinho da Páscoa e que achava que tinha visto um ovo pendurado na janela da cozinha (pois é, mãe tem visão além do alcance, hehehehe). Desci até a cozinha peguei um kinder ovo, ela só quis dar uma mordida, pegou o brinquedo (e olha que sorte, era um coelho!) e daí fomos ler um livro e dormir.
Na noite 2, além de todos os truques acima (que não funcionaram de novo, nem o do coelho) eu apelei para uma outra ideia. Quando ela falou que eu era um cocô eu falei: boa ideia! Eu sou a mamãe cocô e você é a filha cocô e vou te contar uma história do cocô. E inventei a história mais sem pé nem cabeça jamais inventada. E ela ouviu tudo super interessada, super calma e quando acabou pediu a história do xixi também. Contei, claro. E depois ela dormiu tranquilamente....
No dia seguinte, estava contando toda esta odisseia para minha mãe, no telefone, quando ela me disse: será que você não tem que ser mais firme com ela? E eu fiquei pensando nisso... Pensei, pensei e fiquei relembrando o que minha mãe falava pra nós, quando nós éramos pequenas. Não me lembro de ter chamado minha mãe de cocô
"Não quero ouvir nem mais um pio."Esta frase eu e minha irmã ouvimos váááááárias vezes. Mas me lembro também que o que mais gostávamos de fazer, após ouvir a famosa frase, era piar feito malucas. Era minha mãe sair do quarto para começarmos: piu, piu, piu... Então, na terceira noite, desferi a frase: Não quero ouvir nem mais uma palavra. Ela tentava falar alguma coisa e eu repetia: Não quero ouvir nem mais uma palavra.
E não é que deu certo? Ela parou com as manhas e ficou boazinha. Até me disse: "agora eu estou boazinha, né mamãe? Vamos ler uma história? Eu sou a neném gatinha e você a mamãe gata". E este mesmo truque funcionou nas noites seguintes e até no carro.
E foi assim que sobrevivi 9 dias e 8 noites sozinha em casa, com uma adolescente de 3 anos e uma neném de 1 mês e meio.
E sobre esta semana: nem mais um pio :-)
Mas quem tiver mais dicas de como lidar com birras é só falar! É sempre bom ter um estoque de estratégias nas mangas!
terça-feira, 22 de março de 2011
Oftalmo e secador de cabelo
Ontem foi a consulta da Sophia no oftalmo. Aqui na Alemanha é recomendado que as crianças sejam levadas para um controle por volta dos 3 anos. Como sempre faço nestas ocasiões, ligo para minhas amigas para saber se têm um bom especialista para me indicar, pois como o Felix e eu (toc, toc, toc) raramente ficamos doentes, não conhecemos muitos médicos em Hamburgo ainda.
Então agendei esta consulta para ela, com 3 meses de antecedência, sem saber ao certo que idade a Helena teria neste dia :-) Mas, para minimizar os riscos, agendei uma consulta pro papai das meninas também, pensando que talvez ele pudesse até tirar um dia livre para isso.
Como ele só voltou ao trabalho na semana passada não foi possível ele tirar um dia livre, mas deu para, pelo menos, dar uma esticada boa na hora do almoço e acabou dando tudo certo.
Só que foi uma maratona! Para uma consulta que começava às 14:00 comecei a arrumar a Helena às 11:00. Isso significa dar de mamar, por pra arrotar, trocar a fralda, dar de mamar de novo, arrotar mais uma vez, rezar para ela não fazer mais cocô, ela fez mais cocô, trocamos a fralda de novo, quis mamar mais uma vez, foi pro bebê conforto, não quis ficar, chorou, gritou, esperneou, ok, saiu do bebê conforto, mais uma mamadinha, tento colocar uma muda de roupa pra ela na bolsa enquanto ela mama, não gostou de tanta movimentação, volto pro sofá, ela adormece instantaneamente, levanto, ela acorda com a mesma rapidez com que dormiu, vai pro bebê conforto, mais lágrimas, digo a ela que já, já entramos no carro, ela para de chorar, corro para ir ao banheiro antes de sair, ela volta a chorar, levo o bebê conforto pro banheiro e fico balançando-a com o pé, o choro fica menos insistente, mas ainda não acalmou, levanto, lavo as mãos, ela começa a gritar, visto o casaco, deu soluços, tiro do bebê conforto, mama mais um pouquinho, mais um arroto, volta pro bebê conforto, ela abre os olhos, saio correndo em direção ao carro, ela chora, coloco-a no carro ainda assim, ela chora mais alto, eu giro a chave, começo a andar e..... ela dorme! Sim, ufa!
Buscamos a Sophia, vamos até ao médico e ela ainda está dormindo. A Sophia estava contente, ficamos um tempão observando um moço soldar uma gradezinha em volta de uma árvore e ainda por cima ela encontraria logo o papai, no meio do dia, um verdadeiro milagre! E lá no oftalmo ela se comportou como gente grande, o maior orgulho vê-la conversando com os dois médicos direitinho, respondendo certinho cada pergunta e vendo lá longe as formas geométricas que o papai nem consegue enxergar. Ou seja, acho que ela puxou para mim no quesito enxergar :-) Mas achei bom conferir, afinal na família do Felix todos usam óculos e na minha, bem na verdade também! Acho que só eu e meus irmãos escapamos deles até agora.
E Sophia não reclamou nem mesmo quando pingaram o colírio para dilatar as pupilas para fazer um novo exame. Só ficou um pouco irritada, pois estávamos lendo um livro e daí eu ia, como sempre faço, perguntando coisas sobre as imagens e ela reclamou: mamãe eu não estou vendo! Ai, que dó!!! Mas deu tudo certo e como estávamos em quatro, dava para o papai cuidar dela enquanto a Helena quis mamar (umas 2 vezes) e trocar fralda (outras 2).
Saimos de lá, papi volta pro escritório e eu e as meninas ainda quisemos ir até uma loja portuguesa comprar guaraná, mas a primeira loja estava fechada pra reformas :-( e a segunda não achei. Eu não sabia direito o endereço, ainda tentei ligar para um amigo mas ele não sabia o nome da rua, só me explicou, e como a Helena tinha acordado não consegui procurar direito...
Enfim, chegamos em casa, as duas estavam dormindo e eu até consegui tomar um café e ler revista na maior tranquilidade! Depois jantei com a Sophia, brincamos um pouquinho e ela foi dormir. Tomei banho e quando achei que estava tudo bem para uma ótima noite de sono a Helena acorda chorando... Não sei se foi muita agitação hoje (esqueci de contar que comprei um sling e hoje de manhã fiquei tentando convencer a mocinha a ficar lá dentro e ela odiou. Tentamos umas 3 vezes e não deu muito certo... Não sei se não estou sabendo colocá-la direito, mas fato é que nem eu, nem ela estamos gostando do dito cujo. Acho que vou continuar com meu ergo carrier mesmo), mas ela não estava conseguindo relaxar para dormir.
Vou poupar a todos de um novo parágrafo como o de cima, em que eu descrevo as tentativas para acalmar: mamar/pegar no colo/ninar/passa pro pai/volta pra mãe/troca fralda/etc, etc, etc... só vou dizer que demorou umas duas horas até que tive a brilhante ideia de pegar o secador de cabelo. Deitamos Helena na cama, ligamos o secador e ficamos uns 15 minutos "secando" Helena. Acho que depois de uns 15 segundos ela já parou de chorar!! E depois de alguns minutos os olhinhos começaram a fechar e ela dormiu!
Viva o secador de cabelo!!!
Então agendei esta consulta para ela, com 3 meses de antecedência, sem saber ao certo que idade a Helena teria neste dia :-) Mas, para minimizar os riscos, agendei uma consulta pro papai das meninas também, pensando que talvez ele pudesse até tirar um dia livre para isso.
Como ele só voltou ao trabalho na semana passada não foi possível ele tirar um dia livre, mas deu para, pelo menos, dar uma esticada boa na hora do almoço e acabou dando tudo certo.
Só que foi uma maratona! Para uma consulta que começava às 14:00 comecei a arrumar a Helena às 11:00. Isso significa dar de mamar, por pra arrotar, trocar a fralda, dar de mamar de novo, arrotar mais uma vez, rezar para ela não fazer mais cocô, ela fez mais cocô, trocamos a fralda de novo, quis mamar mais uma vez, foi pro bebê conforto, não quis ficar, chorou, gritou, esperneou, ok, saiu do bebê conforto, mais uma mamadinha, tento colocar uma muda de roupa pra ela na bolsa enquanto ela mama, não gostou de tanta movimentação, volto pro sofá, ela adormece instantaneamente, levanto, ela acorda com a mesma rapidez com que dormiu, vai pro bebê conforto, mais lágrimas, digo a ela que já, já entramos no carro, ela para de chorar, corro para ir ao banheiro antes de sair, ela volta a chorar, levo o bebê conforto pro banheiro e fico balançando-a com o pé, o choro fica menos insistente, mas ainda não acalmou, levanto, lavo as mãos, ela começa a gritar, visto o casaco, deu soluços, tiro do bebê conforto, mama mais um pouquinho, mais um arroto, volta pro bebê conforto, ela abre os olhos, saio correndo em direção ao carro, ela chora, coloco-a no carro ainda assim, ela chora mais alto, eu giro a chave, começo a andar e..... ela dorme! Sim, ufa!
Buscamos a Sophia, vamos até ao médico e ela ainda está dormindo. A Sophia estava contente, ficamos um tempão observando um moço soldar uma gradezinha em volta de uma árvore e ainda por cima ela encontraria logo o papai, no meio do dia, um verdadeiro milagre! E lá no oftalmo ela se comportou como gente grande, o maior orgulho vê-la conversando com os dois médicos direitinho, respondendo certinho cada pergunta e vendo lá longe as formas geométricas que o papai nem consegue enxergar. Ou seja, acho que ela puxou para mim no quesito enxergar :-) Mas achei bom conferir, afinal na família do Felix todos usam óculos e na minha, bem na verdade também! Acho que só eu e meus irmãos escapamos deles até agora.
E Sophia não reclamou nem mesmo quando pingaram o colírio para dilatar as pupilas para fazer um novo exame. Só ficou um pouco irritada, pois estávamos lendo um livro e daí eu ia, como sempre faço, perguntando coisas sobre as imagens e ela reclamou: mamãe eu não estou vendo! Ai, que dó!!! Mas deu tudo certo e como estávamos em quatro, dava para o papai cuidar dela enquanto a Helena quis mamar (umas 2 vezes) e trocar fralda (outras 2).
Saimos de lá, papi volta pro escritório e eu e as meninas ainda quisemos ir até uma loja portuguesa comprar guaraná, mas a primeira loja estava fechada pra reformas :-( e a segunda não achei. Eu não sabia direito o endereço, ainda tentei ligar para um amigo mas ele não sabia o nome da rua, só me explicou, e como a Helena tinha acordado não consegui procurar direito...
Enfim, chegamos em casa, as duas estavam dormindo e eu até consegui tomar um café e ler revista na maior tranquilidade! Depois jantei com a Sophia, brincamos um pouquinho e ela foi dormir. Tomei banho e quando achei que estava tudo bem para uma ótima noite de sono a Helena acorda chorando... Não sei se foi muita agitação hoje (esqueci de contar que comprei um sling e hoje de manhã fiquei tentando convencer a mocinha a ficar lá dentro e ela odiou. Tentamos umas 3 vezes e não deu muito certo... Não sei se não estou sabendo colocá-la direito, mas fato é que nem eu, nem ela estamos gostando do dito cujo. Acho que vou continuar com meu ergo carrier mesmo), mas ela não estava conseguindo relaxar para dormir.
Vou poupar a todos de um novo parágrafo como o de cima, em que eu descrevo as tentativas para acalmar: mamar/pegar no colo/ninar/passa pro pai/volta pra mãe/troca fralda/etc, etc, etc... só vou dizer que demorou umas duas horas até que tive a brilhante ideia de pegar o secador de cabelo. Deitamos Helena na cama, ligamos o secador e ficamos uns 15 minutos "secando" Helena. Acho que depois de uns 15 segundos ela já parou de chorar!! E depois de alguns minutos os olhinhos começaram a fechar e ela dormiu!
Viva o secador de cabelo!!!
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