Todo mês de julho Sophia costuma passar férias com seus avós paternos. Começamos quando ela tinha 2 aninhos.
Como a escolinha dela fecha por duas semanas no verão e naquele ano em especial eu queria guardar os meus últimos dias de férias para visitar meus pais no Brasil, tivemos a ideia de que deveriamos unir o útil ao agradável: permitir que Sophia passasse mais tempo com os avós, para que eles a conhecessem melhor e guardar meus últimos dias livres para eu pudesse tirar férias e Sophia passar mais alguns dias com seus outros avós.
Apesar da enorme dificuldade de deixar minha menininha tão pequenininha longe de mim (meus sogros resolveram levar a Sophia para uma praia não muito distante daqui), foi uma experiência muito bacana. Sophia ficou feliz de viajar com eles e de receber todos os mimos dos avós só pra si, eles se sentiram honrados por confiarmos neles a ponto de eles poderem viajar com a Sophia, marido e eu também aproveitamos para ir ao cinema, sair para jantar ou dançar e dormir até mais tarde no final de semana.
Desde então mantemos esta tradição das férias do verão com os avós. Por duas vezes ela já foi para a praia (uma das vezes com um priminho da mesma idade), uma vez para a Áustria e desta vez ela passou as férias na casa dos avós - que moram num paraíso infantil, no campo, com inúmeros animais e muita natureza.
E desta vez foi a primeira vez da Helena também. Do alto dos seus 2 aninhos lá foi ela passar 2 semanas juntamente com a irmã e os avós.
Ai, como foi difícil ficar sem as duas!! Claro que eu já sabia o que me esperava, mas nossa o "choque" por assim de dizer de ficar sem duas crianças é maior ainda :-)
Mas correu tudo bem, a experiência foi ótima, as duas voltaram entusiasmadíssimas (a Sophia inclusive já querendo voltar no outono!) e meus sogros felizes da vida por terem tido a companhia das duas por tanto tempo.
E engraçado que o que mais me doeu neste período, foi descobrir, quando me reencontrei com as meninas, que a Helena aprendeu a falar Sophia corretamente e eu não estava por perto para ouvir a primeira vez.
Uma das primeiras palavrinhas que ela aprendeu foi Baba, que era a forma como ela chamava a irmã, quando bebezinha. Depois aprendeu a falar "Ia", em seguida tivemos "Fia". Daí pulou para "Ofia" e, para minha surpresa, agora ela fala bonitinha "Sophia"... Não é lindo?
Lindo e triste, pois eu não ouvi a primeira vez.
Minha mãe sempre falava que amor de mãe não se divide, ele se multiplica. E aqui estou eu, escrevendo sobre este amor incondicional que sinto por minhas filhas.
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segunda-feira, 29 de julho de 2013
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Primeiramente: Roma!
Cadê inspiração para falar da nossa viagem à Toscana objetivamente quando lá fora está chovendo e a temperatura não está passando dos 10°C?-
Bom, vou tentar ao máximo não idealizar a coisa mas não garanto nada :-)
Pegamos um avião de Hamburg até Frankfurt e outro de Frankfurt até Bologna, a terra do molho à bolonhesa que, aliás, na Itália não se chama assim, mas sim (me corrijam se estiver errada, mas só ouvi este termo): ragu.
Fomos de Lufthansa e, como sempre, não nos foi servido nada (de útil, de inútil tinha uma barrinha de chocolate) nos 2 vôos que pegamos, ainda que tenhamos voado bem na hora do almoço. Mas sou mãe precavida, que conhece a Lufthansa, e tinha levado dois potinhos para as meninas: um com pepinos e outro com penne (sem molho para não bagunçar) e assim as meninas chegaram ao destino sem fome, felizes de ficar comendo coisas com as mãos e entretidas com as comidas e coisinhas que ganharam a bordo (aí ponto para a Lufthansa que sempre dá um monte de brinquedinhos para as crianças, mesmo nos vôos "domésticos").
Chegando em Bologna alugamos um carro e fomos dirigindo até Roma. Marido ficou feliz da vida que a nossa bagagem coube toda no carro (3 malas, um carrinho, dois assentos para o carro para as meninas, uma mochila (a qualidade das cadeiras alugadas não costuma ser boa, nem o conforto, então optamos por levar as nossas próprias), a bolsa da Helena, mochila de brinquedos da Sophia, mochila da máquina fotográfica e minha bolsa) e mais ainda pelo desafio de dirigir nas ruas caóticas de Roma. Ah: uma dica: tente chegar (de carro) em Roma depois das 18:00. Antes disso, há restrições para circular em algumas ruas mais centrais da cidade e para não levar uma multa você tem que cadastrar a placa do veículo junto ao hotel. O trânsito também é mais complicado até este horário.
Em Roma ficamos hospedados num hotel simples, mas muito bem localizado, com um ótimo café da manhã e que nos providenciou um bercinho pra Helena e uma cama para a Sophia. O quarto ficou um pouco apertado, mas para 3 dias estava OK. O único inconveniente do hotel era a longa escadaria que dá acesso à recepção. Ou seja, você chega com a parafernália descrita acima e tem que carregar tudo para poder fazer o check-in. Depois tem que carregar mais uma vez num novo lance de escadas (pequeno) para poder pegar o elevador.
| O quarto apertadinho |
Como só tinhamos dois dias e 3 noites em Roma resolvemos dar uma olhada em alguns dos pontos turísiticos principais, mas abrimos mão de muita arte para não cansarmos muito.
Já que o hotel era muito bem localizado, pudemos fazer muita coisa a pé. Só quando estávamos muito cansados é que entrávamos no metrô, mas este é beeeem lotado, nem sempre tem bom acesso para quem está com carrinho (ou seja, tivemos que carregar muitas vezes o carrinho pra cima e pra baixo) e, ah, convenhamos, em Roma tem muito pra ver, em cada esquina. É bem melhor ir caminhando do que de metrô.
O mais legal da viagem toda foi poder explicar tanta coisa nova pra Sophia. Teve a lenda de Rômulo e Remo, superstições para se voltar a Roma (Fontana de Trevi), ou a Florença, explicar quem é o papa, o que é o Céu e o Inferno e o que é o Vaticano, mostrar muita obra de arte, falar sobre o Coliseu, explicar porque a Torre de Pisa é inclinada, falar sobre Netuno e outros deuses, etc. É muito legal ver como ela se interessa por tudo, como participa e se empolga com o que está por vir e, assim, fica bem mais fácil aguentar filas, demoras e multidões.
O que visitamos nestes dois dias:
| Palazzo Barberini |
| Fontana di Trevi |
| Vista linda pertinho de um lugar muito bom pras crianças brincarem: Villa Borghese |
| Escadaria espanhola |
| Coliseu |
| Vaticano |
| Basílica de São Pedro (detalhe importante: não são permitidos carrinhos de bebê dentro da igreja, então levar canguru!) |
| Santa Helena e Helena |
| Museu do Vaticano |
| Numas das inúmeras vezes que o carrinho teve que ser carregado a caminho da Capela Sistina |
| Um dos inúmeros sorvetes que a mocinha degustou (num restaurante bem recomendável para quem ficar perto da Ópera, como nós: Terme di Diocleziano) |
Adoramos a cidade, a hospitalidade, o clima, a comida, enfim, toda a estadia em Roma. Também fizemos um tour de ônibus que recomendamos muito para se ter uma vista geral da cidade, quando a estadia for super curta - como a nossa.
Tivemos muita sorte com as filas. Ainda que os pontos turísticos estivessem sempre bem cheios, não tivemos que esperar tanto assim. Ou seja, creio que maio é um mês perfeito para se conhecer a cidade. A temperatura estava ótima (acredito que no verão não seja tão agradável...), as filas aceitáveis (li em vários guias que por vezes são horas e horas de espera para se entrar na Capela Sistina ou na Basílica de São Pedro, por exemplo) e os dias longos e ensolarados para passear pela cidade.
P.S.: Acho que falar de sol deu certo, pelo menos a chuva parou e um sol tímido começa a surgir...
terça-feira, 29 de maio de 2012
Começar de novo.
Estou de volta! Depois de várias semanas de férias, muita vivência, muitas alegrias, muito macarrão e com muitos quilos a mais...
O que explica o meu mau humor.
O que explica minha falta de vontade de escrever.
Mas, enfim, depois de passear tanto,
E o lema de hoje vai ser:
olha, olha, olha, olha a água mineral,
água mineral, água mineral, do candeal
você vai ficar legal!
E esta semana ainda eu volto pra contar mais da viagem.
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Peito de fora no posto de gasolina e o fim do ditado "unir o útil ao agradável"
Numa bela noite, na semana retrasada, estava viajando para a casa da sogra para passar a Páscoa. A viagem dura mais ou menos 5 horas e costumamos ir no final da tarde/início da noite, para que as crianças brinquem um pouquinho no carro e acabem dormindo. Neste dia não foi diferente. Saímos de casa lá pelas 18:30, as crianças já tinham jantado e já tinha planejado que iria amamentar a Helena quando parássemos, para que ela então dormisse o resto da viagem.
Chegamos num posto, Helena já estava meio irritadinha havia uns 10 minutos, eu a pego no colo (ela logo se anima quando sabe que vai mamar, uma gracinha!), me preparo e... nada. Ela não pega o peito! Ela olha, ri, sorri, se vira, chama a Sophia, o pai e o frentista, pede ajuda aos universitários, mas não mama. Mas como assim não mama? Ela nunca recusa uma mamada. Sabe aquelas coisas altamente previsíveis, como depois da noite vem a manhã? Ou vai sair com O cara e acorda com uma espinha enorme na ponta do nariz? Ou novela da Globo sempre acaba com final feliz? Então, a Helena sempre mama. Sempre. Ela pode ter acabado de mamar, mas se eu ofereço novamente ela sempre aceita mais um gole :-)
Mas não naquela noite. Eu realmente estava lá no posto de gasolina de beira de estrada (ainda que com glamour, né, moramos na Alemanha, rsrsrsr), de peito de fora e ela nem tchum. Quando insisti com mais vigor, ela começou até a chorar.
Então tá, né? Se ela não quer não podia fazer nada. Ela voltou pra cadeirinha, o peito pro sutiã eu fiquei me sentindo rejeitada e seguimos viagem. Quando chegamos, tarde da noite, na casa da sogra, a cena se repetiu. Fui colocar a Helena pra dormir e ela não mamou. Só que desta vez não riu nem sorriu; chorou e não quis mamar. E como fazer para acalmar uma filha que sempre foi acalmada no peito? Marido e eu nos revesávamos tentando confortá-la, mas nada dava certo. Ficamos uns 10 minutos cantando, passeando, sussurrando, fazendo "shhhhhhh", até apelamos para o seu velho amigo (!), mas nada. Então, já achando que a Helena nunca mais pararia de chorar, tentei o peito de novo, ela aceitou e salvou a nossa noite.
Confesso que nas mamadas desta madrugada fiquei morrendo de medo da cena se repetir. Mas pra nossa sorte, isso não aconteceu. Ela mamou bem em todas as vezes e achei que tivesse sido só um protesto por causa da viagem longa.
---Pausa---
Vale dizer que a Helena estava numa fase "esquisita" há uns dias. Ela estava em ritmo de recém nascido outra vez (durante o dia comia bem, brincava, dormia tudo como dantes, mas à noite acordava querendo mamar de duas em duas horas).
---Despausa---
No entanto, a hora de dormir do dia seguinte nos trouxe novamente os sorrisos, risos, os universitários e a rejeição ao peito. Só que desta vez marido tinha tido uma ideia antes: antes do choro chegar corremos buscar um leite (de vaca!) e demos a ela. Ela bebeu como se nunca tivesse feito outra coisa na vida antes de dormir e, principalmente, como se não tivesse passado mais de uma semana inteira rejeitando terminantemente tudo que não fosse o peito, só para eu não poder sair no meu aniversário. Dá para entender uma filha ingrata dessas, leitores???
Nesta noite ela ainda acordou umas duas vezes e quis mamar no peito, como sempre. Mas este foi o início do fim das mamadas noturnas. Helena mama agora de manhã, quando acorda, e à tarde, quando tem vontade.
À noite ela tem tomado o seu leitinho logo após o jantar, com o papai - que teve o grande mérito de desassociar o mamar ao adormecer. Ou seja, mamães que querem sossego à noite devem tentar parar de unir o útil ao agradável. Mais pra frente os bebês vão continuar achando agradável mamar a noite toda, mas você não. O peito vai continuar sendo útil, ele vai continuar acalmando (ou não, neste caso), mas cadê o agradável de acordar de duas em duas horas durante um ano e meio (que era o meu caso ultimamente)?
Ficamos muito felizes que a própria Helena nos deu um "sinal" de que poderiamos parar a mamada noturna (ela já está com 14 meses) e, com muita calma (do papai, repito!) a Helena começou a dormir sem mamar. Seguimos o ritual de banho, secador de cabelo (ah, old habits die hard!), pouca luz, voz baixa, chupeta e móbile musical antes de deitá-la no bercinho, uma meia hora depois de ter mamado (e quem quiser saber mais sobre sono de bebê deveria ver o site da Paloma, com as dicas do pediatra Dr. José Martins Filho) . Ela agora já dormiu a noite toda algumas vezes, mas só quando o papai a coloca para dormir (tá bom de elogio, amor? Rsrsrs). Uma nova era começou!
E todos dormiram felizes para sempre.
Será?
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Coisas que não entendo
Perguntas que não se calam quando estou no Brasil:
- Por que não se encontra por aqui NENHUM tipo de suco que seja realmente 100% fruta no supermercado? Pôxa um país produtor, exportador de fruta como este e só fazem néctar para o mercado interno??
- Por que a pampers não é igual em todos os países? A pampers daqui vaza. Simples assim. Estou há quase 3 semanas por aqui e enquanto Helena estava usando a fralda alemã não tivemos um vazamento noturno, desde que começamos com o pacote de fraldas brasileiro temos pijama, lençol e colchão molhados toda manhã...
- Por que sou considerada uma E.T. por ainda não dar refrigerantes para a minha filha de quatro anos?
- Por que o plural está desaparecendo do português?
- Por que o BBB ainda existe?
- Por que uma caixa de fraldas custa 60 reais?
- Por que a Helena só toma água de coco? E o que vou fazer quando voltar pra Alemanha?
- Como continuar a dieta quando se tem tantas coisas gostosas à disposição?
- Como continuar limitando as horas em frente da TV quando se tem televisores ligados por toda a parte?
And last but not least:
- O que fazer com duas netas absolutamente apaixonadas pela avó quando formos embora??
- Por que não se encontra por aqui NENHUM tipo de suco que seja realmente 100% fruta no supermercado? Pôxa um país produtor, exportador de fruta como este e só fazem néctar para o mercado interno??
- Por que a pampers não é igual em todos os países? A pampers daqui vaza. Simples assim. Estou há quase 3 semanas por aqui e enquanto Helena estava usando a fralda alemã não tivemos um vazamento noturno, desde que começamos com o pacote de fraldas brasileiro temos pijama, lençol e colchão molhados toda manhã...
- Por que sou considerada uma E.T. por ainda não dar refrigerantes para a minha filha de quatro anos?
- Por que o plural está desaparecendo do português?
- Por que o BBB ainda existe?
- Por que uma caixa de fraldas custa 60 reais?
- Por que a Helena só toma água de coco? E o que vou fazer quando voltar pra Alemanha?
- Como continuar a dieta quando se tem tantas coisas gostosas à disposição?
- Como continuar limitando as horas em frente da TV quando se tem televisores ligados por toda a parte?
And last but not least:
- O que fazer com duas netas absolutamente apaixonadas pela avó quando formos embora??
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Brasil!!!!!!!!!
Olá!
Só queria explicar um pouquinho meu sumiço: estamos no Brasil! Chegamos há quase uma semana e estamos aproveitando o calor felizes da vida por termos fugido do frio de -14°C, que estava fazendo quando deixamos Hamburgo... Mas a diferença térmica de quase 50 graus não é brincadeira não, minha gente.
Logo, logo volto!
Só queria explicar um pouquinho meu sumiço: estamos no Brasil! Chegamos há quase uma semana e estamos aproveitando o calor felizes da vida por termos fugido do frio de -14°C, que estava fazendo quando deixamos Hamburgo... Mas a diferença térmica de quase 50 graus não é brincadeira não, minha gente.
Logo, logo volto!
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
E como prometido....
Aqui vão as últimas fotos das férias de ano novo :-)
No dia 30 fomos para Salzburg. A Sophia adorou a ideia de conhecer a cidade do "Amadeus", que é como ela chama (tá íntima, não?) o Mozart. O dia infelizmente não estava muito bom, nevou, nevou, nevou o dia inteiro, num prelúdio do que estava por vir...
Apesar de ficar basicamente no carrinho (estava muito frio para tirá-la de lá), Helena não perdeu o bom humor. Pra nossa sorte!
Então ainda estávamos apreciando o passeio, quando uma coisa muito chata aconteceu. Resolvemos ir comer a famosa (pelo menos na Alemanha) torta de chocolate "Sachertorte", diretamente no Hotel Sacher. Esta torta foi criada em Viena e só pode ser vendida nos hotéis Sacher (tem em Viena e em Salzburg) e em mais alguns Cafés Sacher espalhados pela Áustria. Ela é uma torta de chocolate, com um recheio de geléia de damasco e cobertura de chocolate. Coisa bem pouco calórica, ótima pra quem está de dieta. Mas como ainda era dia 30, resolvi encarar :-) Só o que não contávamos era ser barrados no baile! Chegamos à porta do café do hotel e éramos 7 pessoas: 4 adultos e 3 crianças (de 11 meses, 2 e 4 anos) e o porteiro simplesmente negou a nossa admissão dizendo que o café estava cheio. Só que para o nosso espanto, outras pessoas continuavam entrando. Ao ver a nossa cara de perplexidade, o porteiro se apressou em explicar que as mesas grandes estavam todas ocupadas e que demoraria no mínimo uns 40 minutos até que pudessemos nos sentar e que deveriamos ir para o café "2" - que também vendia a tal da torta, mas que era infinitamente menos bonito.. Tudo isso por puro preconceito ao ver tantas crianças.
Tenho certeza que se tivesse chegado ali com meus dois cachorrinhos, em vez das minhas duas filhas, nós teríamos entrado sem problemas...
Sabe que depois de tudo isso nem achamos a Sachertorte mais tão gostosa? Foi realmente um banho de água fria, já que até então estávamos muito satisfeitos com a hospitalidade dos bávaros e demais habitantes do sul da República (vai ver que na Áustria é diferente...). Mas enfim, voltamos pra Ramsau e antes passamos no mercado, para comprarmos uma coisinha para o jantar lá na pensão mesmo, e não precisarmos sair de lá novamente.
Quando começamos a subir a montanha que nos levaria até o hotel notamos que o asfalto estava muuuuuuito liso. Muito mesmo. Claro que nosso carro está equipado com pneus de inverno, mas eles simplesmente não eram suficientes para encarar a subida à nossa frente. O carro derrapava muito. Então o Felix dava ré e vinha mais ou menos rápido (não muito, pois é perigoso, já que se precisassemos frear o carro provavelmente derraparia), no embalo, para tentar vencer alguns metros a mais. Até que simplesmente não deu mais. No começo, ainda tinha umas subidas e descidas, dava para o carro pegar impulso, mas depois, era só subida mesmo. E agora José?
Reparamos que tinha mais um carro parado na nossa frente. E na frente dele, um trator. Era o dono da pensão salvando seus hóspedes. Ele rebocou um por um até o hotel! E isso era o começo de uma nevasca muito forte. Lindo de se ver, mas como é difícil se locomover com tanta neve.
Com isso no dia 31 decidimos que não iriamos de carro até a cidadezinha (para comprarmos os ingredientes para a nossa ceia), mas que iriamos a pé. E fomos. Claro que para descer todo santo ajuda, mas para subir, com neve, puxando crianças no trenó e a outra pendurada no canguru, com compras e com uma inclinação de mais de 20º a coisa começa a mudar de figura... Foi uma aventura e tanto e no final tivemos que apelar para todos os nossos truques (bala! televisão! chiclete! mais televisão!) para a Sophia andar um pouco e conseguirmos chegar ao hotel mais rápido, pois estava ficando muito frio e a bota da Sophia estava meio molhada por dentro...
E agora prometo que acabei a minha narrativa.
Um feliz 2012 pra todos!!
No dia 30 fomos para Salzburg. A Sophia adorou a ideia de conhecer a cidade do "Amadeus", que é como ela chama (tá íntima, não?) o Mozart. O dia infelizmente não estava muito bom, nevou, nevou, nevou o dia inteiro, num prelúdio do que estava por vir...
| No alto do castelo - Festung Hohensalzburg |
Então ainda estávamos apreciando o passeio, quando uma coisa muito chata aconteceu. Resolvemos ir comer a famosa (pelo menos na Alemanha) torta de chocolate "Sachertorte", diretamente no Hotel Sacher. Esta torta foi criada em Viena e só pode ser vendida nos hotéis Sacher (tem em Viena e em Salzburg) e em mais alguns Cafés Sacher espalhados pela Áustria. Ela é uma torta de chocolate, com um recheio de geléia de damasco e cobertura de chocolate. Coisa bem pouco calórica, ótima pra quem está de dieta. Mas como ainda era dia 30, resolvi encarar :-) Só o que não contávamos era ser barrados no baile! Chegamos à porta do café do hotel e éramos 7 pessoas: 4 adultos e 3 crianças (de 11 meses, 2 e 4 anos) e o porteiro simplesmente negou a nossa admissão dizendo que o café estava cheio. Só que para o nosso espanto, outras pessoas continuavam entrando. Ao ver a nossa cara de perplexidade, o porteiro se apressou em explicar que as mesas grandes estavam todas ocupadas e que demoraria no mínimo uns 40 minutos até que pudessemos nos sentar e que deveriamos ir para o café "2" - que também vendia a tal da torta, mas que era infinitamente menos bonito.. Tudo isso por puro preconceito ao ver tantas crianças.
Tenho certeza que se tivesse chegado ali com meus dois cachorrinhos, em vez das minhas duas filhas, nós teríamos entrado sem problemas...
| Ponte sobre o Rio Salzach, antes do incidente no Hotel Sacher |
Quando começamos a subir a montanha que nos levaria até o hotel notamos que o asfalto estava muuuuuuito liso. Muito mesmo. Claro que nosso carro está equipado com pneus de inverno, mas eles simplesmente não eram suficientes para encarar a subida à nossa frente. O carro derrapava muito. Então o Felix dava ré e vinha mais ou menos rápido (não muito, pois é perigoso, já que se precisassemos frear o carro provavelmente derraparia), no embalo, para tentar vencer alguns metros a mais. Até que simplesmente não deu mais. No começo, ainda tinha umas subidas e descidas, dava para o carro pegar impulso, mas depois, era só subida mesmo. E agora José?
Reparamos que tinha mais um carro parado na nossa frente. E na frente dele, um trator. Era o dono da pensão salvando seus hóspedes. Ele rebocou um por um até o hotel! E isso era o começo de uma nevasca muito forte. Lindo de se ver, mas como é difícil se locomover com tanta neve.
Com isso no dia 31 decidimos que não iriamos de carro até a cidadezinha (para comprarmos os ingredientes para a nossa ceia), mas que iriamos a pé. E fomos. Claro que para descer todo santo ajuda, mas para subir, com neve, puxando crianças no trenó e a outra pendurada no canguru, com compras e com uma inclinação de mais de 20º a coisa começa a mudar de figura... Foi uma aventura e tanto e no final tivemos que apelar para todos os nossos truques (bala! televisão! chiclete! mais televisão!) para a Sophia andar um pouco e conseguirmos chegar ao hotel mais rápido, pois estava ficando muito frio e a bota da Sophia estava meio molhada por dentro...
| Ainda sorridentes na descida |
| A pensão e a neve |
| No caminho da floresta |
| No caminho gelado e liso dos carros |
| Estalactites :-) |
| Ramsau |
| Ramsauer Ache |
| Um bonequinho de neve! |
| Cartão postal de Ramsau |
| Helena não perde o bom humor nem com muitos graus abaixo de zero. E não, o que ela está comendo NÃO é chips! É um biscoito para bebês, sem sal, sem gordura, sem açúcar, à base de milho. |
Um feliz 2012 pra todos!!
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Ainda pode postar sobre o ano novo?
Pois é, como sempre eu sou um atraso para postar fotos. Sempre fico enrolando, com as fotos na máquina e o post meio pronto, mas fico com uma preguiça de colocar as fotos no computador e escolher quais colocar. Sou uma fotógrafa não compulsiva, mas prolífera, então são muuuuuitas fotos. E como escolher qual das 7 fotos quase idênticas da sua filha colocar, para ilustrar determinada situação? Eu sempre tiro umas sete fotos da mesma pose, para garantir que pelo menos uma vá ficar legal. Então assim evito olhos fechados ou arregalados, mas fico com uma quantidade enorme de fotos muito parecidas. Estou melhorando neste quesito e tenho tirado menos fotos repetidas, mas ainda não atingi, nem de longe, a perfeição. Quem sabe este não fica sendo um propósito para o meu próximo ano? Juntamente com o de colocar as fotos no computador mais rapidinho?
(Em tempo: o meu propósito da hidratação, maquiagem e moderação está indo de vento em popa!!! Já perdi 4 quilos e minha pele está muito bonita!)
Bom, agora está explicado porque só agora vou postar minhas fotos de natal e ano novo, né? Mas são fotos tão lindas que não poderia deixar de incluí-las aqui. As explicações vão ser bem resumidas, só em forma de legendas mesmo.
O Natal passamos como sempre na casa da minha sogra. Mas desta vez foi um Natal complicado, gastricamete falando. Tivemos todos gastroenterite, ou para usar a palavra da moda, uma virose. Começou com meu sogro, passou para a Helena, depois para mim, aí veio a vez da Sophia e por último o Felix. Aff.
Mas tudo bem, apesar de tudo resolvemos prosseguir viagem e ir para os Alpes, como planejado. A cidadezinha onde ficamos se chama Ramsau e fica muito próxima da fronteira com a Áustria.
E já que decidi que ainda pode sim postar sobre o ano novo, amanhã tem mais algumas fotos :-)
(Em tempo: o meu propósito da hidratação, maquiagem e moderação está indo de vento em popa!!! Já perdi 4 quilos e minha pele está muito bonita!)
Bom, agora está explicado porque só agora vou postar minhas fotos de natal e ano novo, né? Mas são fotos tão lindas que não poderia deixar de incluí-las aqui. As explicações vão ser bem resumidas, só em forma de legendas mesmo.
O Natal passamos como sempre na casa da minha sogra. Mas desta vez foi um Natal complicado, gastricamete falando. Tivemos todos gastroenterite, ou para usar a palavra da moda, uma virose. Começou com meu sogro, passou para a Helena, depois para mim, aí veio a vez da Sophia e por último o Felix. Aff.
| Olhando agora esta foto nem dá pra acreditar que passei este dia inteirinho na cama ou no banheiro... |
| Sorridente e feliz :-) |
Mas tudo bem, apesar de tudo resolvemos prosseguir viagem e ir para os Alpes, como planejado. A cidadezinha onde ficamos se chama Ramsau e fica muito próxima da fronteira com a Áustria.
| Primeiro contato da Helena com a neve! |
| Ela gostou muito! E comeu bastante neve, claro. |
| Esta era a vista da janela do nosso quarto de hotel. |
| Sophia se divertindo com o papai, descendo uma ladeira do "quintal" do hotel. |
| O hotel, ou melhor pensão, ao fundo. |
| Tem coisa mais bonita que um monte de neve em dia de sol? |
| Subindo o morro |
| Sophia se sentindo chique com seus óculos de sol :-) |
| Prontas para a nossa primeira aula de esqui! |
| Sophia não teve medo, ao contrário da mamãe... |
| Nem quando caiu! |
| Helena aproveitando para roubar uma batata, enquanto mamãe estava tomando banho |
| Sophia e eu descendo de trenó uma montanha. A pista tinha 2,5 km! |
E já que decidi que ainda pode sim postar sobre o ano novo, amanhã tem mais algumas fotos :-)
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Participando do "viajando com pimpolhos"!!!
Olá!
Só queria dizer que hoje estou participando do Viajando com Pimpolhos, da Sut-Mie! Como hoje é Halloween, estou lá falando de Boston e Salem :-)
O blog dela é fantástico, tem dicas maravilhosas para famílias viajantes, como a minha :-) E confesso que taí uma coisa que ainda não tinha me ocorrido: procurar dicas de viagem em blog! Agora que aprendi o caminho já sei o que fazer antes de embarcar na próxima aventura...
Só queria dizer que hoje estou participando do Viajando com Pimpolhos, da Sut-Mie! Como hoje é Halloween, estou lá falando de Boston e Salem :-)
O blog dela é fantástico, tem dicas maravilhosas para famílias viajantes, como a minha :-) E confesso que taí uma coisa que ainda não tinha me ocorrido: procurar dicas de viagem em blog! Agora que aprendi o caminho já sei o que fazer antes de embarcar na próxima aventura...
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Especial Hamburgo
Tomei gosto em fazer relatório de viagem e acabo de fazer um especial sobre Hamburgo.
Quem quiser ler, clique aqui!
Beijo!
Quem quiser ler, clique aqui!
Beijo!
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Multiplicado por dois visitando Morando no freezer
Como é bom chegar na casa da irmã, né? Aquele abraço apertado, aquele sorriso de felicidade genuíno e aquela torta mineira (minha torta preferida!!!) me esperando na geladeira :-)
Mas não foi só culinariamente falando que a visita foi boa (e aqui vai, para todos lerem: a Lica cozinha muito bem sim! Recomendo :-) Podem passar lá e fazer a festa e elogiem depois, hein?). Nós passeamos muito, fizemos compras, assistimos filme (por sorte o Alessandro, meu cunhado, não escolheu, se dependesse dele assistiríamos Machete todo dia), conversamos sobre tudo e mais um pouco, pusemos a fofoca em dia, relembramos os bons e velhos tempos e aproveitamos a companhia uma da outra. Minha irmã é uma ótima e paciente guia de viagem, que nos acompanhou sempre. Lica, muito obrigada mesmo por tudo! Nós adoramos cada segundo.
Que pena que não podemos fazer isso com mais frequência... Mas antes que este post fique melancólico, vou mostrar as fotos de alguns dos passeios que fizemos enquanto estivemos por lá. Quem quiser saber mais, vá para o blog da Lica, que ela já postou com vários detalhes a nossa ida ao Jardim Botânico e à CN Tower! Além de muitos outros contando como é a vida no Canadá.
| Primeira vez no balanço! |
| Sophia no parquinho do Nathan |
| Nathan comendo sua primeira cookie! Pela carinha ele gostou, hehehehe! |
| Prainha da cidade |
| Piquenique no jardim botânico |
| Tia madrinha e sobrinha afilhada |
| Jardim Botânico |
| Sushi, sushi! |
| Cadê o próximo Tim Hortons? |
| Sophia tão cansada depois do dia que passamos em Toronto que chegou a adormecer... |
Como eu já disse aqui, o trânsito para ir e voltar de Toronto é horrível. Sabe que chegava a ficar divididinha como uma laranja, metade prum lado, metade pro outro, entre ir ou não ir a Toronto? Por um lado estava a vontade de ver de novo esta cidade que achamos realmente linda, mas do outro a angústia de saber que provavelmente ficariamos no mínimo uma meia hora parados.
Quando fomos ao zoológico não foi diferente... Acabamos chegando tão tarde que nem deu para vermos muito do parque. Além do tamanho do mesmo, que já dificulta mesmo ver tudo em um dia só, tem um fator importante no Canadá: depois do Labor Day tudo fecha muito cedo! Até o zoológico num dia de tempo maravilhoso. Achei estranho, afinal era um domingo, o céu azul, a temperatura agradável e ainda assim já fechava às 16:30. Até fui no zoológico aqui em Hamburgo esta semana para confirmar, aqui ele é fechado às 18:00.
| Existe no mundo uma maquininha de fazer bolinha de sabão mais legal do que esta?? |
| Nathan tentando pegar as bolhas :-) |
| O trânsito |
Outro lugar bacana (e longe de Toronto, oba, oba, oba!) é uma fazendinha adaptada. Além de vários animais ao alcance dos dedinhos das crianças, também tem piscina ao ar livre, local para fazer piquenique, parquinhos e um estábulo.
| Priminhos no trator |
E o grande highlight para nós, no nosso último dia, foi a ida até as Cataratas do Niagara. Muito lindo mesmo! Acho que para brasileiros é inevitável comparar o Niagara à Foz. E o meu veredito é: as duas cataratas são únicas, pois são muito diferentes.
Foz fica no meio de um parque, tem todo um suspense até você chegar a elas. Vai andando, vai andando e de repente, tcha-ran, lá estão elas. Já as cataratas do Niagara estão no meio da cidade! Você vai andando pela rua e vai olhando as cataratas como quem olha vitrine. Acho que na sua totalidade as cataratas do Iguaçú impressionam mais, já que as cataratas do Niagara são "divididas" em dois bloquinhos. Mas a cor da água.... ai a água! A cor da água de Foz é meio marrom, meio barrenta, mas a de Niagara é azulzinha, muito linda!
Então, vejam vocês e me digam o que preferem, certo?
| Ops, foto errada, mas o sorriso da Helena estava tão irresistível que não tive coragem de tirar a foto daqui :-) |
| Agora sim! |
| Prontas para o banho! Que é inevitável quando se faz o passeio com o barquinho do fundo da foto... |
| Helena e a água azul |
E este foi o fim da nossa aventura. Depois de passarmos um dia na estrada, um dia em um outlet e um em Nova Iorque voltamos para Hamburgo. A viagem correu bem melhor do que tinhamos esperado e nossas meninas se comportaram muito bem.
Ou seja, prepare-se Tia Lica, logo voltamos!
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