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quinta-feira, 19 de abril de 2012

Peito de fora no posto de gasolina e o fim do ditado "unir o útil ao agradável"

Numa bela noite, na semana retrasada, estava viajando para a casa da sogra para passar a Páscoa. A viagem dura mais ou menos 5 horas e costumamos ir no final da tarde/início da noite, para que as crianças brinquem um pouquinho no carro e acabem dormindo. Neste dia não foi diferente. Saímos de casa lá pelas 18:30, as crianças já tinham jantado e já tinha planejado que iria amamentar a Helena quando parássemos, para que ela então dormisse o resto da viagem. 
Chegamos num posto, Helena já estava meio irritadinha havia uns 10 minutos, eu a pego no colo (ela logo se anima quando sabe que vai mamar, uma gracinha!), me preparo e... nada. Ela não pega o peito! Ela olha, ri, sorri, se vira, chama a Sophia, o pai e o frentista, pede ajuda aos universitários, mas não mama. Mas como assim não mama? Ela nunca recusa uma mamada. Sabe aquelas coisas altamente previsíveis, como depois da noite vem a manhã? Ou vai sair com O cara e acorda com uma espinha enorme na ponta do nariz? Ou novela da Globo sempre acaba com final feliz? Então, a Helena sempre mama. Sempre. Ela pode ter acabado de mamar, mas se eu ofereço novamente ela sempre aceita mais um gole :-)

Mas não naquela noite. Eu realmente estava lá no posto de gasolina de beira de estrada (ainda que com glamour, né, moramos na Alemanha, rsrsrsr), de peito de fora e ela nem tchum. Quando insisti com mais vigor, ela começou até a chorar.

Então tá, né? Se ela não quer não podia fazer nada. Ela voltou pra cadeirinha, o peito pro sutiã eu fiquei me sentindo rejeitada e seguimos viagem. Quando chegamos, tarde da noite, na casa da sogra, a cena se repetiu. Fui colocar a Helena pra dormir e ela não mamou. Só que desta vez não riu nem sorriu; chorou e não quis mamar. E como fazer para acalmar uma filha que sempre foi acalmada no peito? Marido e eu nos revesávamos tentando confortá-la, mas nada dava certo. Ficamos uns 10 minutos  cantando, passeando, sussurrando, fazendo "shhhhhhh", até apelamos para o seu velho amigo (!), mas nada. Então, já achando que a Helena nunca mais pararia de chorar, tentei o peito de novo, ela aceitou e salvou a nossa noite.
Confesso que nas mamadas desta madrugada fiquei morrendo de medo da cena se repetir. Mas pra nossa sorte, isso não aconteceu. Ela mamou bem em todas as vezes e achei que tivesse sido só um protesto por causa da viagem longa.

---Pausa---
Vale dizer que a Helena estava numa fase "esquisita" há uns dias. Ela estava em ritmo de recém nascido outra vez (durante o dia comia bem, brincava, dormia tudo como dantes, mas à noite acordava querendo mamar de duas em duas horas).
---Despausa---

No entanto, a hora de dormir do dia seguinte nos trouxe novamente os sorrisos, risos, os universitários e a rejeição ao peito. Só que desta vez marido tinha tido uma ideia antes: antes do choro chegar corremos buscar um leite (de vaca!) e demos a ela. Ela bebeu como se nunca tivesse feito outra coisa na vida antes de dormir e, principalmente, como se não tivesse passado mais de uma semana inteira rejeitando terminantemente tudo que não fosse o peito, só para eu não poder sair no meu aniversário. Dá para entender uma filha ingrata dessas, leitores???
Nesta noite ela ainda acordou umas duas vezes e quis mamar no peito, como sempre. Mas este foi o início do fim das mamadas noturnas. Helena mama agora de manhã, quando acorda, e à tarde, quando tem vontade.
À noite ela tem tomado o seu leitinho logo após o jantar, com o papai - que teve o grande mérito de desassociar o mamar ao adormecer. Ou seja, mamães que querem sossego à noite devem tentar parar de unir o útil ao agradável. Mais pra frente os bebês vão continuar achando agradável mamar a noite toda, mas você não. O peito vai continuar sendo útil, ele vai continuar acalmando (ou não, neste caso), mas cadê o agradável de acordar de duas em duas horas durante um ano e meio (que era o meu caso ultimamente)? 

Ficamos muito felizes que a própria Helena nos deu um "sinal" de que poderiamos parar a mamada noturna (ela já está com 14 meses) e, com muita calma (do papai, repito!) a Helena começou a dormir sem mamar. Seguimos o ritual de banho, secador de cabelo (ah, old habits die hard!), pouca luz, voz baixa, chupeta e móbile musical antes de deitá-la no bercinho, uma meia hora depois de ter mamado (e quem quiser saber mais sobre sono de bebê deveria ver o site da Paloma, com as dicas do pediatra Dr. José Martins Filho) . Ela agora já dormiu a noite toda algumas vezes, mas só quando o papai a coloca para dormir (tá bom de elogio, amor? Rsrsrs). Uma nova era começou!

E todos dormiram felizes para sempre.

Será?

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Ainda pode postar sobre o ano novo?

Pois é, como sempre eu sou um atraso para postar fotos. Sempre fico enrolando, com as fotos na máquina e o post meio pronto, mas fico com uma preguiça de colocar as fotos no computador e escolher quais colocar. Sou uma fotógrafa não compulsiva, mas prolífera, então são muuuuuitas fotos. E como escolher qual das 7 fotos quase idênticas da sua filha colocar, para ilustrar determinada situação? Eu sempre tiro umas sete fotos da mesma pose, para garantir que pelo menos uma vá ficar legal. Então assim evito olhos fechados ou arregalados, mas fico com uma quantidade enorme de fotos muito parecidas. Estou melhorando neste quesito e tenho tirado menos fotos repetidas, mas ainda não atingi, nem de longe, a perfeição. Quem sabe este não fica sendo um propósito para o meu próximo ano? Juntamente com o de colocar as fotos no computador mais rapidinho?

(Em tempo: o meu propósito da hidratação, maquiagem e moderação está indo de vento em popa!!! Já perdi 4 quilos e minha pele está muito bonita!)

Bom, agora está explicado porque só agora vou postar minhas fotos de natal e ano novo, né? Mas são fotos tão lindas que não poderia deixar de incluí-las aqui. As explicações vão ser bem resumidas, só em forma de legendas mesmo.

O Natal passamos como sempre na casa da minha sogra. Mas desta vez foi um Natal complicado, gastricamete falando. Tivemos todos gastroenterite, ou para usar a palavra da moda, uma virose. Começou com meu sogro, passou para a Helena, depois para mim, aí veio a vez da Sophia e por último o Felix. Aff.

Olhando agora esta foto nem dá pra acreditar que passei este dia inteirinho na cama ou no banheiro...
Sorridente e feliz :-)


Mas tudo bem, apesar de tudo resolvemos prosseguir viagem e ir para os Alpes, como planejado. A cidadezinha onde ficamos se chama Ramsau e fica muito próxima da fronteira com a Áustria.

Primeiro contato da Helena com a neve!

Ela gostou muito! E comeu bastante neve, claro.

Esta era a vista da janela do nosso quarto de hotel.
Sophia se divertindo com o papai, descendo uma ladeira do "quintal" do hotel.
O hotel, ou melhor pensão, ao fundo.
Tem coisa mais bonita que um monte de neve em dia de sol?
Subindo o morro
Sophia se sentindo chique com seus óculos de sol :-)
Prontas para a nossa primeira aula de esqui!
Sophia não teve medo, ao contrário da mamãe...
Nem quando caiu!
Helena aproveitando para roubar uma batata, enquanto mamãe estava tomando banho
Sophia e eu descendo de trenó uma montanha. A pista tinha 2,5 km!

E já que decidi que ainda pode sim postar sobre o ano novo, amanhã tem mais algumas fotos :-)

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Canadá, finalmente!

Depois de algumas (muitas) horas dentro do carro, finalmente nos aproximamos da fronteira. Sophia desperta rapidamente e maridão comete o grande erro do dia. Ele diz: Sophia, chegamos. Estamos no Canadá!

(Precisava ter dito isso? Precisava?)

A consequência foi: imediatamente Sophia ficou acordada como se tivesse tomado capeta (ainda existe esta bebida?) e começou a procurar o priminho Nathan em todas as direções. Como estava escuro ela foi ficando irritada, pois não conseguia procurar direito.
Depois de muita, muita conversa, ela se convenceu que ainda precisaria dormir 3 noites antes de ver o primo. Mas agora o estrago já estava feito e eu sabia que uma pergunta nos perseguiria pelos próximos dias: é hoje que vamos ver o Nathan? É hoje que chegamos na casa da Tia Lica?

Enfim.
A passagem pela fronteira foi muito rápida. Basicamente nos perguntaram onde moramos, para onde estávamos indo e quando voltariamos pra Alemanha. E só. Passaportes carimbados e nos deparamos com a primeira mudança aparente: agora poderiamos dirigir a 100 por hora! Ficamos felizes, achando que chegariamos ainda mais rápido (pra quem não sabe: as estradas na Alemanha não têm limite de velocidade, então um alemão considera quase uma tortura ter que dirigir com limite), quando lemos as letras miúdas: km/h. Ou seja trocamos seis por meia dúzia. Milhas por kms.
No mais a nossa primeira impressão foi de que o Canadá não é tão diferente dos Estados Unidos. Uma coisa, porém, achamos muito interessante: nas estradas nos deparamos sempre com uma placa informativa ao chegar em alguma cidade: lá se lê o número de habitantes, as principais atrações do local e também sempre tem informações sobre hospedagem, postos de gasolina e restaurantes. Prático, não?

Depois de mais uma hora ou duas, e de mais uns trinta "cadê o Nathan", chegamos finalmente em Montreal. Fomos direto para o hotel e para a cama.
De manhã fomos até o Centro de Informações Turísticas (aliás, que atendimento legal! O senhor lá, um peruano, faz um serviço bem bacana: te pergunta o que você já sabe sobre a cidade, o que gostaria de ver e, baseado nisso, te dá uma programação para o(s) dia(s), mostrando tudo no mapa da cidade e indicando como chegar em cada lugar! Um luxo!) e devidamente instruídos iniciamos a nossa exploração da cidade.
Montreal é uma cidade grande, famosa pelos suas ruas de compras subterrâneas, ótimas para dias de frio ou chuva, por ter hospedado uma olimpíada e por sua beleza "européia".

(Ou europeia, como eu não consigo escrever sem achar que está faltando alguma coisa. Aliás, neste blog você verá que às vezes a força do hábito faz com que eu use a ortografia antiga ainda. Às vezes, chego a evitar escrever uma palavra, por não querer escrevê-la com a nova ortografia. Só eu que sou assim? Estou ficando velha e ranzinza?)

Europeu é também o sistema de transporte. O que, para mim, significa desconforto. Significa que não tem rampas, escadas rolantes ou elevadores. Significa ter que carregar carrinho escada abaixo e até evitar ir a algum lugar para não ter que carregar carrinho :-( Mas, apesar disso, a cidade é linda!

No centro da cidade




Grand Chalet - Mont Royal




Ainda no parque do Mont Royal



Vieux Montreal





Marché Bonsecours









Basilique Notre Dame




Na manhã seguinte já fomos para Ottawa, já que o caminho é longo e a paciência das meninas dentro do carro é curta...

No começo da viagem levamos um pequeno susto:


Mas não, não era um caminhão na contramão. Era apenas um caminhão sendo rebocado pelo outro. 

Chegamos em Ottawa - a capital do Canadá. Deixamos rapidamente as nossas coisas no hotel e fomos almoçar. O porteiro do hotel, no entanto, avisa: olha, é melhor vocês irem rapidamente até o Byward Market agora pois vai chover às 3 horas da tarde. Achei um pouco estranho o conselho do homem, quando de repente o manobrista nos vê e repete: vocês não vão querer pegar o carro? Vai chover entre 3 e 4 da tarde.
O Felix e eu nos olhamos, vemos o céu ainda meio azul, e recusamos: não, pode deixar o carro na garagem, nós queremos andar um pouco.

No começo foi tudo bem.
Fomos andando pela Rua Sparks, calçadão e todos estavam felizes e de bem com a vida.


Mas, de repente, achamos que o povo de Ottawa parece entender realmente de metereologia:
Parliament Building






        


O tempo realmente virou! E só deu tempo para corrermos da chuva e ficarmos observando tudo de debaixo de uma marquise....

Quando a chuva deu uma trégua demos uma corrida e resolvemos fazer um city tour, para pelo menos vermos um pouco da cidade...
Corremos e, meio molhados, conseguimos pegar a última corrida do dia!

Rio St Lawrence
Casa do Primeiro Ministro

National Gallery
Rideau
Oscar Peterson - o 'marajá'

E neste dia comemoramos ainda 10 anos de casados! Só que acabamos não tirando a foto do jantar onde pretendiamos comemorar o nosso dia. Helena ficou irritada, irritada, IRRITADA MESMO e acabamos tendo que comer às pressas, um de cada vez, enquanto o outro passeava e ninava a Helena do lado de fora...

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Espelho, espelho meu...

... existe no mundo um marido mais fofo que o meu?

Não!!!

Foi só ele perceber que eu estava triste que ele já começou a olhar com mais afinco voos para o Brasil. E melhor, já comprou as passagens!

Beijos bem mais animados,
Karen