terça-feira, 11 de outubro de 2011

Canadá, finalmente!

Depois de algumas (muitas) horas dentro do carro, finalmente nos aproximamos da fronteira. Sophia desperta rapidamente e maridão comete o grande erro do dia. Ele diz: Sophia, chegamos. Estamos no Canadá!

(Precisava ter dito isso? Precisava?)

A consequência foi: imediatamente Sophia ficou acordada como se tivesse tomado capeta (ainda existe esta bebida?) e começou a procurar o priminho Nathan em todas as direções. Como estava escuro ela foi ficando irritada, pois não conseguia procurar direito.
Depois de muita, muita conversa, ela se convenceu que ainda precisaria dormir 3 noites antes de ver o primo. Mas agora o estrago já estava feito e eu sabia que uma pergunta nos perseguiria pelos próximos dias: é hoje que vamos ver o Nathan? É hoje que chegamos na casa da Tia Lica?

Enfim.
A passagem pela fronteira foi muito rápida. Basicamente nos perguntaram onde moramos, para onde estávamos indo e quando voltariamos pra Alemanha. E só. Passaportes carimbados e nos deparamos com a primeira mudança aparente: agora poderiamos dirigir a 100 por hora! Ficamos felizes, achando que chegariamos ainda mais rápido (pra quem não sabe: as estradas na Alemanha não têm limite de velocidade, então um alemão considera quase uma tortura ter que dirigir com limite), quando lemos as letras miúdas: km/h. Ou seja trocamos seis por meia dúzia. Milhas por kms.
No mais a nossa primeira impressão foi de que o Canadá não é tão diferente dos Estados Unidos. Uma coisa, porém, achamos muito interessante: nas estradas nos deparamos sempre com uma placa informativa ao chegar em alguma cidade: lá se lê o número de habitantes, as principais atrações do local e também sempre tem informações sobre hospedagem, postos de gasolina e restaurantes. Prático, não?

Depois de mais uma hora ou duas, e de mais uns trinta "cadê o Nathan", chegamos finalmente em Montreal. Fomos direto para o hotel e para a cama.
De manhã fomos até o Centro de Informações Turísticas (aliás, que atendimento legal! O senhor lá, um peruano, faz um serviço bem bacana: te pergunta o que você já sabe sobre a cidade, o que gostaria de ver e, baseado nisso, te dá uma programação para o(s) dia(s), mostrando tudo no mapa da cidade e indicando como chegar em cada lugar! Um luxo!) e devidamente instruídos iniciamos a nossa exploração da cidade.
Montreal é uma cidade grande, famosa pelos suas ruas de compras subterrâneas, ótimas para dias de frio ou chuva, por ter hospedado uma olimpíada e por sua beleza "européia".

(Ou europeia, como eu não consigo escrever sem achar que está faltando alguma coisa. Aliás, neste blog você verá que às vezes a força do hábito faz com que eu use a ortografia antiga ainda. Às vezes, chego a evitar escrever uma palavra, por não querer escrevê-la com a nova ortografia. Só eu que sou assim? Estou ficando velha e ranzinza?)

Europeu é também o sistema de transporte. O que, para mim, significa desconforto. Significa que não tem rampas, escadas rolantes ou elevadores. Significa ter que carregar carrinho escada abaixo e até evitar ir a algum lugar para não ter que carregar carrinho :-( Mas, apesar disso, a cidade é linda!

No centro da cidade




Grand Chalet - Mont Royal




Ainda no parque do Mont Royal



Vieux Montreal





Marché Bonsecours









Basilique Notre Dame




Na manhã seguinte já fomos para Ottawa, já que o caminho é longo e a paciência das meninas dentro do carro é curta...

No começo da viagem levamos um pequeno susto:


Mas não, não era um caminhão na contramão. Era apenas um caminhão sendo rebocado pelo outro. 

Chegamos em Ottawa - a capital do Canadá. Deixamos rapidamente as nossas coisas no hotel e fomos almoçar. O porteiro do hotel, no entanto, avisa: olha, é melhor vocês irem rapidamente até o Byward Market agora pois vai chover às 3 horas da tarde. Achei um pouco estranho o conselho do homem, quando de repente o manobrista nos vê e repete: vocês não vão querer pegar o carro? Vai chover entre 3 e 4 da tarde.
O Felix e eu nos olhamos, vemos o céu ainda meio azul, e recusamos: não, pode deixar o carro na garagem, nós queremos andar um pouco.

No começo foi tudo bem.
Fomos andando pela Rua Sparks, calçadão e todos estavam felizes e de bem com a vida.


Mas, de repente, achamos que o povo de Ottawa parece entender realmente de metereologia:
Parliament Building






        


O tempo realmente virou! E só deu tempo para corrermos da chuva e ficarmos observando tudo de debaixo de uma marquise....

Quando a chuva deu uma trégua demos uma corrida e resolvemos fazer um city tour, para pelo menos vermos um pouco da cidade...
Corremos e, meio molhados, conseguimos pegar a última corrida do dia!

Rio St Lawrence
Casa do Primeiro Ministro

National Gallery
Rideau
Oscar Peterson - o 'marajá'

E neste dia comemoramos ainda 10 anos de casados! Só que acabamos não tirando a foto do jantar onde pretendiamos comemorar o nosso dia. Helena ficou irritada, irritada, IRRITADA MESMO e acabamos tendo que comer às pressas, um de cada vez, enquanto o outro passeava e ninava a Helena do lado de fora...

6 comentários:

Kathe disse...

O Canadá parece ser muito bonito mesmo, e o que me chamou a atenção logo de cara, foi a limpeza das ruas e calçadas !!
Se aqui fosse pelo menos metade disso...
Ah, e acho que consigo ver a Sophia perguntando: cadê o Nathan? Por que a gente não vai lá agora ? É hoje ? rs...

umpresentededeusgiovanna disse...

Taia vc me surpreendeu,essa do CAPETA rsrsrsrsrrs
tomei muuuuuito isso.Beijo

Camilla Brandel disse...

Nossa, capeta, hahaha. Fazia muito tempo que não lembrava da existência disso. Será que ainda vendem na Expoingá? :-)
Essa mudança de ortografia também me incomoda às vezes. Eu sempre tento escrever do jeito novo, mas fico pensando se algumas não vão ficar achando que EU é que estou escrevendo errado, hehehe.
Ah, o que significa aquela aranha da foto em Ottawa?

Lu disse...

Karen
revivi Montreal e Ottawa agora pelas suas fotos. Super engracado que aconteceu exatamente comigo e com o meu marido em Ottawa a história da chuva. Olhando ninguem diria que iria chover, e todo mundo falando que sim, quando comecou foi um aguaceiro só.
E quanto as regras de ortografia. Eu acho que mato o portugues em todos os posts. Primeiro porque morava fora quando mudaram as regras, entao nem fiquei a par mesmo e depois porque escrevo com o teclado em alemao e nao consigo descobrir onde estao o til e o acento circunflexo. Fica lindo de ler...
Bjs

Karen disse...

A aranha é só arte mesmo :-) Ou então é uma forma de barganhar com as crianças uma ida à National Gallery? Em vez de dizer: vamos lá na National Gallery? Você pode dizer: vamos lá ver a aranha gigante? Sucesso garantido, hehehehe!

Karen disse...

Ah, e que bom que não sou só eu que fico pensando: será que se eu escrever como antigamente vão pensar que não sei as regras certas?

Lu: se você configurar o seu teclado para funcionar como o do Brasil, você encontra o til e a cedilha sim. Mas tem que escrever sem olhar, pra não confundir, hehehe Daí a cedilha fica no lugar do Ö e o til do Ä :-)