Helena está numa semana meio chatinha. Os dentes molares estão querendo nascer. Ou seja a gengiva está inchadinha, vermelha, coçando bastante e a Helena só quer saber de morder tudo o que vê pela frente. Ela está babando tanto que parece um são bernardo, com aqueles cadarços de baba eternamente pendurados nos cantos da boca.
E claro que não quer comer direito, que não tem dormido muito bem e que não quer ficar sozinha nem por um minuto. Ela pode estar brincando tranquilamente,mas se nota que eu saio da sala já logo protesta. Ou seja, estou tendo uma semana muito divertida ;-)
Mas por não querer ficar sozinha, acabei tendo tempo para reparar como a simples presença da mãe é importante para uma criança da idade da Helena. Ela só precisa que eu esteja presente. Aí ela brinca pela sala toda, explora cada brinquedo que encontra pela frente, tira todos os outros dos seus respectivos lugares, morde o controle remoto, baba no telefone, se espanta que eu sempre grito não quando chega perto dos cactos, fica irritada por não conseguir pegar algum objeto de cima da mesa, encontra algum pedaço de papel e enfia rapidamente na boca pois sabe que eu vou tirar dela, testa novamente se eu vou gritar não se chegar perto dos cactos novamente, vai pra debaixo da mesa e fica brava por não conseguir se levantar quando está embaixo da cadeira, tudo isso ad infinitum. Mas sempre, entre uma ida e outra, vem até mim, me dá um abraço, um beijo babado ou um arranhão ou puxão de cabelo, como que para recarregar as energias ou para receber uma dose de auto-confiança. É tão lindo! E tão legal saber que eu só preciso estar ali, sempre ao lado dela, sem fazer nada de especial. Mas tem que estar ali de verdade, de corpo e alma, sem telefone, celular, iPad ou laptop. Só assim Helena se sente capaz de explorar seu mundo, totalmente à vontade.
Descobri que este é o melhor presente que posso dar: meu tempo. Simples assim. Simples, de coração.
Minha mãe sempre falava que amor de mãe não se divide, ele se multiplica. E aqui estou eu, escrevendo sobre este amor incondicional que sinto por minhas filhas.
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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Alguém leu a veja da semana passada?
Aqui em Hamburgo não tem nenhum periódico brasileiro para comprar. Não tem jornal e não tem revista. Claro que temos a internet, mas confesso que adoro folhear uma revista, ou ouvir o barulho e sentir nas minhas mãos aquele papel sujinho de jornal. Sendo assim, sempre que algum conhecido meu vai para o Brasil, e me pergunta se quero alguma coisa de lá, logo responda: por favor jornal e revista!
No Brasil assinava a veja e esta continua sendo a revista que gosto de ler, mas mais por tradição do que por seu conteúdo. Na minha opinião a revista está tão parcial que chega a irritar (fora o fato de que as reportagens estarem mais parecidas com o sensacionalismo comovente do fantástico do que com jornalismo de qualidade que eu costumava enxergar na revista).
Não sou ingênua e sei que qualquer jornalista escreve de acordo com suas convicções. É natural, na minha opinião. Mas acredito sim na imparcialidade da imprensa. Não acho que uma revista deva me dizer em qual partido ou candidato votar. Ainda que eu não considere tão prejudicial ler nas entrelinhas (mas só nas entrelinhas, que fique claro), a simpatia política de um veículo de imprensa, acredito também que a simpatia não pode superar o bom senso e que uma, ao menos, tentativa de imparcialidade deve sempre ser a meta.
Dito isto, fiquei contentíssima por receber mais uma revista e jornais no início da semana e claro que com um título como este "Para seu filho dormir e não chorar com cólicas", o artigo do Gustavo Ioschpe não me passou desapercebido.
Não conheço o autor, nem o que o qualificaria a escrever sobre o desenvolvimento infantil, mas como disse a Anne, ao virarmos mães, todas as opções tomadas em relação aos cuidados com os filhos são passíveis de serem colocadas em questionamento, por todos que convivem conosco.
Ou seja, também o Gustavo se sentiu no direito de escrever sobre a "falta de coragem" que leva os "pobres pais" a não deixarem os filhos chorarem por alguns dias e que acabam pondo a perder o "treinamento" para que os filhos durmam a noite toda. Gustavo também diz que não devemos "capitular" ante o choro e que devemos estar atentos para que a criança não seja socorrida se chorar um pouco mais, pois aí o choro não termina nunca.
Nossa, fico triste só de imaginar que muitos pais realmente recorrem a este método e deixam seus filhos chorando por minutos (horas?) a fio. Minha primeira filha foi uma grande exceção e realmente aprendeu a dormir sozinha a noite toda com alguns poucos meses de idade. Já a segunda não. Helena acorda várias vezes e me pego pensando como será bom quando eu puder dormir uma noite inteira novamente. Só que se para isso eu tiver que deixar a minha filha chorar inconsolavelmente (pois faz parte do "método" do Gustavo, inspirado no americano Richard Ferber não pegar a criança no colo, não tocá-la e, preferencialmente, nem falar com a criança para que ela aprenda a se virar sozinha), prefiro passar muitas outras noites em claro.
Engraçado que o Gustavo cita alguns papers que embaseariam a hipótese de que a insônia infantil traria "significativos problemas para o resto da vida", mas ao ler o primeiro deles (confesso que depois fiquei até com preguiça de ler os outros 3), este argumento, ao meu ver, já cai por terra. Vejamos, o paper sugere que crianças que dormem menos têm mais probabilidade de ter dor de cabeça.
A ausência de sono, concordo, dá dor de cabeça até em mim. Mas, o segundo fator mais importante, apontado como causador da dor de cabeça, ainda segundo o paper, é o estresse emocional. Ora, pergunto eu: e qual é uma das consequências mais diretas do método de deixar a criança chorando até pegar no sono sozinha? Não é justamente o estresse?
Fora o fato de que em nenhum momento se insinua no paper que as crianças durmam menos por terem sido socorridas pelos pais ao chorarem, quando bebês.
Curiosamente, hoje minha irmã compartilhou um texto no FB falando sobre os perigos do hábito de se deixar chorar e gostaria de listar aqui, bem resumidamente, algumas das consequências deste hábito (tradução pessoal):
O tempo com um recém nascido parece infinitamente longo, quando pensamos nas noites mal dormidas, mas tão curto quando consideramos a vida inteira que um indivíduo tem pela frente. Será que compensa mesmo arriscar e ir contra todo o bom senso humano que nos faz acudir alguém que está pedindo ajuda? Ainda mais quando este alguém é seu filho? Que depende totalmente de você?
Posso estar cansada, mas nada como sentir a cabeça da minha filha apoiada em meus braços enquanto a embalo para voltar a dormir e saber que ela se sente protegida e acolhida e segura do meu amor...
No Brasil assinava a veja e esta continua sendo a revista que gosto de ler, mas mais por tradição do que por seu conteúdo. Na minha opinião a revista está tão parcial que chega a irritar (fora o fato de que as reportagens estarem mais parecidas com o sensacionalismo comovente do fantástico do que com jornalismo de qualidade que eu costumava enxergar na revista).
Não sou ingênua e sei que qualquer jornalista escreve de acordo com suas convicções. É natural, na minha opinião. Mas acredito sim na imparcialidade da imprensa. Não acho que uma revista deva me dizer em qual partido ou candidato votar. Ainda que eu não considere tão prejudicial ler nas entrelinhas (mas só nas entrelinhas, que fique claro), a simpatia política de um veículo de imprensa, acredito também que a simpatia não pode superar o bom senso e que uma, ao menos, tentativa de imparcialidade deve sempre ser a meta.
Dito isto, fiquei contentíssima por receber mais uma revista e jornais no início da semana e claro que com um título como este "Para seu filho dormir e não chorar com cólicas", o artigo do Gustavo Ioschpe não me passou desapercebido.
Não conheço o autor, nem o que o qualificaria a escrever sobre o desenvolvimento infantil, mas como disse a Anne, ao virarmos mães, todas as opções tomadas em relação aos cuidados com os filhos são passíveis de serem colocadas em questionamento, por todos que convivem conosco.
Ou seja, também o Gustavo se sentiu no direito de escrever sobre a "falta de coragem" que leva os "pobres pais" a não deixarem os filhos chorarem por alguns dias e que acabam pondo a perder o "treinamento" para que os filhos durmam a noite toda. Gustavo também diz que não devemos "capitular" ante o choro e que devemos estar atentos para que a criança não seja socorrida se chorar um pouco mais, pois aí o choro não termina nunca.
Nossa, fico triste só de imaginar que muitos pais realmente recorrem a este método e deixam seus filhos chorando por minutos (horas?) a fio. Minha primeira filha foi uma grande exceção e realmente aprendeu a dormir sozinha a noite toda com alguns poucos meses de idade. Já a segunda não. Helena acorda várias vezes e me pego pensando como será bom quando eu puder dormir uma noite inteira novamente. Só que se para isso eu tiver que deixar a minha filha chorar inconsolavelmente (pois faz parte do "método" do Gustavo, inspirado no americano Richard Ferber não pegar a criança no colo, não tocá-la e, preferencialmente, nem falar com a criança para que ela aprenda a se virar sozinha), prefiro passar muitas outras noites em claro.
Engraçado que o Gustavo cita alguns papers que embaseariam a hipótese de que a insônia infantil traria "significativos problemas para o resto da vida", mas ao ler o primeiro deles (confesso que depois fiquei até com preguiça de ler os outros 3), este argumento, ao meu ver, já cai por terra. Vejamos, o paper sugere que crianças que dormem menos têm mais probabilidade de ter dor de cabeça.
A ausência de sono, concordo, dá dor de cabeça até em mim. Mas, o segundo fator mais importante, apontado como causador da dor de cabeça, ainda segundo o paper, é o estresse emocional. Ora, pergunto eu: e qual é uma das consequências mais diretas do método de deixar a criança chorando até pegar no sono sozinha? Não é justamente o estresse?
Fora o fato de que em nenhum momento se insinua no paper que as crianças durmam menos por terem sido socorridas pelos pais ao chorarem, quando bebês.
Curiosamente, hoje minha irmã compartilhou um texto no FB falando sobre os perigos do hábito de se deixar chorar e gostaria de listar aqui, bem resumidamente, algumas das consequências deste hábito (tradução pessoal):
- morte de neurônios - quando o bebê está muito estressado o hormônio cortisol é liberado e este é um assassino de neurônios
- reação ao estresse deturpada - o corpo reage de forma extrema ao estresse causando mau funcionamento cerebral, do trato digestivo, etc.
- auto-regulação é abalada - o bebê não aprende a se acalmar ou a ter auto-controle. O que ele aprende é que não pode defender ou confiar nas pessoas.
- auto-confiança é abalada - o bebê não tem uma base sólida com a qual sabe que pode contar.
O tempo com um recém nascido parece infinitamente longo, quando pensamos nas noites mal dormidas, mas tão curto quando consideramos a vida inteira que um indivíduo tem pela frente. Será que compensa mesmo arriscar e ir contra todo o bom senso humano que nos faz acudir alguém que está pedindo ajuda? Ainda mais quando este alguém é seu filho? Que depende totalmente de você?
Posso estar cansada, mas nada como sentir a cabeça da minha filha apoiada em meus braços enquanto a embalo para voltar a dormir e saber que ela se sente protegida e acolhida e segura do meu amor...
sábado, 10 de dezembro de 2011
Melô da Helena
Vamos lá ao Xote da Helena, ao som de Luiz Gonzaga:
Uma Heleninha
Que chegou aos 9 meses
Foi o sinal de que não é mais bebêzão
Toda menina que enjoa da chupeta
É sinal que a mamãe
Não tem mais sossego não.
Fica só em pé
Tenta dar os seus passinhos
Se larga dos apoios
E cai cada tombinho
Ela só quer
Só pensa em caminhar
Ela só quer
Só pensa em caminhar
De manhã cedo já tá esticada
Só vive em pezinho
Sozinha ou escorada
O pai leva ao doutor
A filha espevitada
Não brinca, não engatinha
Não dorme, nem quer nada
Ela só quer
Só pensa em caminhar
Ela só quer
Só pensa em caminhar
Uma Heleninha
Que chegou aos 9 meses
Foi o sinal de que não é mais bebêzão
Toda menina que enjoa da chupeta
É sinal que a mamãe
Não tem mais sossego não.
Fica só em pé
Tenta dar os seus passinhos
Se larga dos apoios
E cai cada tombinho
Ela só quer
Só pensa em caminhar
Ela só quer
Só pensa em caminhar
De manhã cedo já tá esticada
Só vive em pezinho
Sozinha ou escorada
O pai leva ao doutor
A filha espevitada
Não brinca, não engatinha
Não dorme, nem quer nada
Ela só quer
Só pensa em caminhar
Ela só quer
Só pensa em caminhar
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Helena crescendo...
Nossa, como o tempo passa. Este mês, Helena já existe há 9 meses dentro da barriga e outros tantos fora dela.
Está mais fofa a cada dia que se passa.
E aqui vão alguns marcos do seu desenvolvimento:
Está mais fofa a cada dia que se passa.
E aqui vão alguns marcos do seu desenvolvimento:
- Ontem cortamos a franjinha dela pela primeira vez. Acho que o cabelo dela cresce bem rápido!
- Ela está engatinhando super bem e rapidinho (começou no dia do aniversário da minha mãe, 12 de novembro, em meio aos preparativos para o aniversário da Sophia)
- Ela fala "mamãe"! Ou pensando melhor, "mama". Mas ela fala a palavra com significado mesmo. Acontece principalmente quando ela está no chão e quer colo. Daí vira pra mim, estica os bracinhos, me olha no olho e fala "mama"! Como diz minha amiga Cláudia, daí não dá pra fingir que não é com a gente, rsrsrsrs :-) - desde os 8 meses.
- Ela já sabe ficar em pé! Chega perto do "alvo" e já vai escalando até conseguir. Os "alvos" preferidos são: a mamãe que vos fala, o sofá, a irmãzinha e o móvel da tevê. Mas não fica em pé sem apoio ainda - desde o dia 15/11
- Ela sabe dar tchau! Tanto abanando o braço todo, à maneira dos nenéns, como rodando a mãozinha, acenando de verdade.
- Ela sabe dar beijinho (mas só dá em pele lisa, o papai ainda não ganhou um beijo nenhuma vez).
- Conseguiu comer uma banana (sem amassar) sozinha também. Ficou lambuzada da cabeça aos pés, algumas roupas ficaram com manchas que não mais sairão, mas o sorriso no rosto, ah, o sorriso vai ficar guardado em minha memória... - desde os 8 meses
- Faz 4 refeições diárias: café, almoço, lanche e janta e muitas mamadas noturnas - semana passada começou com o café da manhã, as outras refeições já tinham sido introduzidas anteriormente.
- Tem 6 dentes, 4 superiores e 2 inferiores.
- Continua preferindo a mamãe sempre. É o colo preferido :-)
- Está no pekip ainda e adora. Na última aula eles "nadaram". Ficam umas fotinhos aqui para ilustrar.
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Oito meses!
Helena fez oito meses na semana passada e até agora não consegui parar para escrever as últimas gracinhas :-)
E graciosa ela está!
Continua sorridente³, comunicativa e faladeira. Conversa com o espelho, comigo e com quem der bola pra ela. Quando conversa com o espelho fala: abu, abã, abe, abá e por aí afora. Também faz os sons fricativos "fffffff", "vvvvvv" e bolinhas de cuspe :-) Tem dias que parece que fala papai com significado! E sempre diz mamã quando está meio cansadinha e querendo colo: vira pra mim e fala "mamã", parece mesmo que está me chamando! Fico toda boba, confesso.
Agora ela também já come mingau, de janta, e uma frutinha de lanche no meio da tarde. Mas esta rotina ainda não está muito bem estabelecida. Geralmente, quando ela come a fruta ela não quer o mingau. Ela parece ainda gostar de intercalar uma papinha com uma mamada. Hoje mesmo, ela almoçou bem, reclamou pra comer a banana e não aceitou de jeito nenhum o mingauzinho à noite (e ela a-do-ra o mingau!).
As noites continuam sendo movimentadas. Ela raramente passa mais de 4 horas sem acordar. A minha tentativa de não amamentar em todas as vezes que acorda (e sim dar a chupeta e tentar embalá-la novamente) não tem funcionado. Geralmente se insisto muito em não dar o peito ela acorda de verdade e começa a falar os abus, abas, abes dela. Daí até pegar no sono novamente é ainda mais complicado, então não tenho insistido nesta estratégia. Mas normalmente ela adormece bem. O ritual é basicamente: trocar a fralda, colocar o pijama e saco de dormir, mamar, arrotar e ir para o berço (ainda acordada). Aí coloco a musiquinha do móbile para tocar embaixo da cama e faço cafuné até ela pegar no sono. Frequentemente ela adormece em menos de 5 minutos.
Helena gosta muito de música, ainda mais quando elas estão acompanhadas por gestos. A preferida dela é a "Dona aranha subiu pela parede...". Ela adora a Sophia! Quando a vê de manhã abre um sorrisão! E adora ficar vendo a irmã mais velha brincar. Ultimamente tem tentado pegar os brinquedos dela, mas nem sempre a Sophia fica muito feliz quando a Helena tira as coisas dela do lugar. Seus brinquedos preferidos são bexiga, papel, caixa de ovo, rolos e tudo o que não tiver cara de brinquedo.
Ela ainda não se senta sozinha. Se eu a coloco sentada ela fica, mas não consegue se sentar sem ajuda. Ela está se arrastando bem, mas tem uma técnica muito própria (o videozinho aqui mostra uma das primeiras vezes em que se arrastou, bem no comecinho de outubro): é o método flexão de braço. Ela faz uma espécie de flexão, fica com o corpo todo esticadinho, dá impulso pra frente e desaba no chão, começando tudo novamente :-) É super engraçadinho e só assistindo para entender totalmente!
Agora ela já consegue se arrastar com mais classe e, desde ontem, está tentando acertar a pose correta para engatinhar. Fica de 4 bonitinho e balançando o corpinho pra frente e pra trás, sem saber direito o que fazer.
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terça-feira, 11 de outubro de 2011
Canadá, finalmente!
Depois de algumas (muitas) horas dentro do carro, finalmente nos aproximamos da fronteira. Sophia desperta rapidamente e maridão comete o grande erro do dia. Ele diz: Sophia, chegamos. Estamos no Canadá!
(Precisava ter dito isso? Precisava?)
A consequência foi: imediatamente Sophia ficou acordada como se tivesse tomado capeta (ainda existe esta bebida?) e começou a procurar o priminho Nathan em todas as direções. Como estava escuro ela foi ficando irritada, pois não conseguia procurar direito.
Depois de muita, muita conversa, ela se convenceu que ainda precisaria dormir 3 noites antes de ver o primo. Mas agora o estrago já estava feito e eu sabia que uma pergunta nos perseguiria pelos próximos dias: é hoje que vamos ver o Nathan? É hoje que chegamos na casa da Tia Lica?
Enfim.
A passagem pela fronteira foi muito rápida. Basicamente nos perguntaram onde moramos, para onde estávamos indo e quando voltariamos pra Alemanha. E só. Passaportes carimbados e nos deparamos com a primeira mudança aparente: agora poderiamos dirigir a 100 por hora! Ficamos felizes, achando que chegariamos ainda mais rápido (pra quem não sabe: as estradas na Alemanha não têm limite de velocidade, então um alemão considera quase uma tortura ter que dirigir com limite), quando lemos as letras miúdas: km/h. Ou seja trocamos seis por meia dúzia. Milhas por kms.
No mais a nossa primeira impressão foi de que o Canadá não é tão diferente dos Estados Unidos. Uma coisa, porém, achamos muito interessante: nas estradas nos deparamos sempre com uma placa informativa ao chegar em alguma cidade: lá se lê o número de habitantes, as principais atrações do local e também sempre tem informações sobre hospedagem, postos de gasolina e restaurantes. Prático, não?
Depois de mais uma hora ou duas,e de mais uns trinta "cadê o Nathan", chegamos finalmente em Montreal. Fomos direto para o hotel e para a cama.
De manhã fomos até o Centro de Informações Turísticas (aliás, que atendimento legal! O senhor lá, um peruano, faz um serviço bem bacana: te pergunta o que você já sabe sobre a cidade, o que gostaria de ver e, baseado nisso, te dá uma programação para o(s) dia(s), mostrando tudo no mapa da cidade e indicando como chegar em cada lugar! Um luxo!) e devidamente instruídos iniciamos a nossa exploração da cidade.
Montreal é uma cidade grande, famosa pelos suas ruas de compras subterrâneas, ótimas para dias de frio ou chuva, por ter hospedado uma olimpíada e por sua beleza "européia".
(Ou europeia, como eu não consigo escrever sem achar que está faltando alguma coisa. Aliás, neste blog você verá que às vezes a força do hábito faz com que eu use a ortografia antiga ainda. Às vezes, chego a evitar escrever uma palavra, por não querer escrevê-la com a nova ortografia. Só eu que sou assim? Estou ficando velha e ranzinza?)
Europeu é também o sistema de transporte. O que, para mim, significa desconforto. Significa que não tem rampas, escadas rolantes ou elevadores. Significa ter que carregar carrinho escada abaixo e até evitar ir a algum lugar para não ter que carregar carrinho :-( Mas, apesar disso, a cidade é linda!
Na manhã seguinte já fomos para Ottawa, já que o caminho é longo e a paciência das meninas dentro do carro é curta...
No começo da viagem levamos um pequeno susto:
Mas não, não era um caminhão na contramão. Era apenas um caminhão sendo rebocado pelo outro.
Chegamos em Ottawa - a capital do Canadá. Deixamos rapidamente as nossas coisas no hotel e fomos almoçar. O porteiro do hotel, no entanto, avisa: olha, é melhor vocês irem rapidamente até o Byward Market agora pois vai chover às 3 horas da tarde. Achei um pouco estranho o conselho do homem, quando de repente o manobrista nos vê e repete: vocês não vão querer pegar o carro? Vai chover entre 3 e 4 da tarde.
O Felix e eu nos olhamos, vemos o céu ainda meio azul, e recusamos: não, pode deixar o carro na garagem, nós queremos andar um pouco.
No começo foi tudo bem.
Fomos andando pela Rua Sparks, calçadão e todos estavam felizes e de bem com a vida.
Mas, de repente, achamos que o povo de Ottawa parece entender realmente de metereologia:
O tempo realmente virou! E só deu tempo para corrermos da chuva e ficarmos observando tudo de debaixo de uma marquise....
Quando a chuva deu uma trégua demos uma corrida e resolvemos fazer um city tour, para pelo menos vermos um pouco da cidade...
Corremos e, meio molhados, conseguimos pegar a última corrida do dia!
E neste dia comemoramos ainda 10 anos de casados! Só que acabamos não tirando a foto do jantar onde pretendiamos comemorar o nosso dia. Helena ficou irritada, irritada, IRRITADA MESMO e acabamos tendo que comer às pressas, um de cada vez, enquanto o outro passeava e ninava a Helena do lado de fora...
(Precisava ter dito isso? Precisava?)
A consequência foi: imediatamente Sophia ficou acordada como se tivesse tomado capeta (ainda existe esta bebida?) e começou a procurar o priminho Nathan em todas as direções. Como estava escuro ela foi ficando irritada, pois não conseguia procurar direito.
Depois de muita, muita conversa, ela se convenceu que ainda precisaria dormir 3 noites antes de ver o primo. Mas agora o estrago já estava feito e eu sabia que uma pergunta nos perseguiria pelos próximos dias: é hoje que vamos ver o Nathan? É hoje que chegamos na casa da Tia Lica?
Enfim.
A passagem pela fronteira foi muito rápida. Basicamente nos perguntaram onde moramos, para onde estávamos indo e quando voltariamos pra Alemanha. E só. Passaportes carimbados e nos deparamos com a primeira mudança aparente: agora poderiamos dirigir a 100 por hora! Ficamos felizes, achando que chegariamos ainda mais rápido (pra quem não sabe: as estradas na Alemanha não têm limite de velocidade, então um alemão considera quase uma tortura ter que dirigir com limite), quando lemos as letras miúdas: km/h. Ou seja trocamos seis por meia dúzia. Milhas por kms.
No mais a nossa primeira impressão foi de que o Canadá não é tão diferente dos Estados Unidos. Uma coisa, porém, achamos muito interessante: nas estradas nos deparamos sempre com uma placa informativa ao chegar em alguma cidade: lá se lê o número de habitantes, as principais atrações do local e também sempre tem informações sobre hospedagem, postos de gasolina e restaurantes. Prático, não?
Depois de mais uma hora ou duas,
De manhã fomos até o Centro de Informações Turísticas (aliás, que atendimento legal! O senhor lá, um peruano, faz um serviço bem bacana: te pergunta o que você já sabe sobre a cidade, o que gostaria de ver e, baseado nisso, te dá uma programação para o(s) dia(s), mostrando tudo no mapa da cidade e indicando como chegar em cada lugar! Um luxo!) e devidamente instruídos iniciamos a nossa exploração da cidade.
Montreal é uma cidade grande, famosa pelos suas ruas de compras subterrâneas, ótimas para dias de frio ou chuva, por ter hospedado uma olimpíada e por sua beleza "européia".
(Ou europeia, como eu não consigo escrever sem achar que está faltando alguma coisa. Aliás, neste blog você verá que às vezes a força do hábito faz com que eu use a ortografia antiga ainda. Às vezes, chego a evitar escrever uma palavra, por não querer escrevê-la com a nova ortografia. Só eu que sou assim? Estou ficando velha e ranzinza?)
Europeu é também o sistema de transporte. O que, para mim, significa desconforto. Significa que não tem rampas, escadas rolantes ou elevadores. Significa ter que carregar carrinho escada abaixo e até evitar ir a algum lugar para não ter que carregar carrinho :-( Mas, apesar disso, a cidade é linda!
| No centro da cidade |
| Grand Chalet - Mont Royal |
| Ainda no parque do Mont Royal |
| Vieux Montreal |
| Marché Bonsecours |
| Basilique Notre Dame |
Na manhã seguinte já fomos para Ottawa, já que o caminho é longo e a paciência das meninas dentro do carro é curta...
No começo da viagem levamos um pequeno susto:
Mas não, não era um caminhão na contramão. Era apenas um caminhão sendo rebocado pelo outro.
Chegamos em Ottawa - a capital do Canadá. Deixamos rapidamente as nossas coisas no hotel e fomos almoçar. O porteiro do hotel, no entanto, avisa: olha, é melhor vocês irem rapidamente até o Byward Market agora pois vai chover às 3 horas da tarde. Achei um pouco estranho o conselho do homem, quando de repente o manobrista nos vê e repete: vocês não vão querer pegar o carro? Vai chover entre 3 e 4 da tarde.
O Felix e eu nos olhamos, vemos o céu ainda meio azul, e recusamos: não, pode deixar o carro na garagem, nós queremos andar um pouco.
No começo foi tudo bem.
Fomos andando pela Rua Sparks, calçadão e todos estavam felizes e de bem com a vida.
Mas, de repente, achamos que o povo de Ottawa parece entender realmente de metereologia:
| Parliament Building |
Quando a chuva deu uma trégua demos uma corrida e resolvemos fazer um city tour, para pelo menos vermos um pouco da cidade...
Corremos e, meio molhados, conseguimos pegar a última corrida do dia!
| Rio St Lawrence |
| Casa do Primeiro Ministro |
| National Gallery |
| Rideau |
| Oscar Peterson - o 'marajá' |
E neste dia comemoramos ainda 10 anos de casados! Só que acabamos não tirando a foto do jantar onde pretendiamos comemorar o nosso dia. Helena ficou irritada, irritada, IRRITADA MESMO e acabamos tendo que comer às pressas, um de cada vez, enquanto o outro passeava e ninava a Helena do lado de fora...
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Nasceu!
O primeiro dentinho da Helena!
Aliás, estes dias têm sido de muitas novidades na vida da nossa princesinha. Primeiro ela conseguiu virar para o lado direito. Antes era só para o lado esquerdo (e quem ainda não viu o videozinho da primeira virada pode ver aqui). Depois, num dos dias de tentativa para virar para o lado direito, ela fez tanta força, mas tanta força, que acabou dando uma volta completa e ficando super frustrada por ter voltado ao ponto de origem.
Depois começou a pegar e morder seu pézinho.
E agora é o dentinho que nasceu!
Parabéns Helena pelas suas conquistas, meu amor!
Ah! E falando em nascer: há pouco tempo "nasceu" um blog novo, que está reunindo muitas mamães blogueiras. E é claro que estou participando do sorteio de lançamento do Minha mãe que disse. :-)
Aliás, estes dias têm sido de muitas novidades na vida da nossa princesinha. Primeiro ela conseguiu virar para o lado direito. Antes era só para o lado esquerdo (e quem ainda não viu o videozinho da primeira virada pode ver aqui). Depois, num dos dias de tentativa para virar para o lado direito, ela fez tanta força, mas tanta força, que acabou dando uma volta completa e ficando super frustrada por ter voltado ao ponto de origem.
Depois começou a pegar e morder seu pézinho.
E agora é o dentinho que nasceu!
Parabéns Helena pelas suas conquistas, meu amor!
Ah! E falando em nascer: há pouco tempo "nasceu" um blog novo, que está reunindo muitas mamães blogueiras. E é claro que estou participando do sorteio de lançamento do Minha mãe que disse. :-)
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Saudades e gracinhas
Continuo aparecendo pouco, afinal ainda estou com visitas, oba!
A Sophia está na praia com os avós e está adorando. Quase que as coisas deram errado, no entanto.
No segundo dia de praia, meu sogro me liga avisando que Sophia estava com febre. Nossa, me desesperei. Queria pegar o carro e ir buscá-la imediatamente. Acho que só não fui pois já era tarde da noite e eu tinha acabado de dirigir 200 kms (e teria que dirigir quase o dobro disso para ir buscá-la)... Ela já estava com uma tossezinha quando saiu daqui, mas parece que lá a tosse piorou e, como acontece algumas vezes nesta situação, teve uma hora que tossiu tanto, mas tanto, que até vomitou. Ai, claro, ela só pensava em vir pra casa e meu sogro ligou para que eu a acalmasse. Mas como acalmar quando sua filha liga e fala assim: "mamãe, eu tô doente. Eu tô triste mamãe, vem me buscar agora". Com muita ênfase no "agora"... Fiquei com o coração partido.
Acalmei a Sophia da melhor maneira que pude e combinamos de telefonar no dia seguinte de manhã. Por sorte ela passou super bem a noite, minha sogra ficou com ela no quarto a noite inteira para conferir se a febre não voltava, e acordou já bem mais feliz (e sem febre!). Ela falou então comigo num tom bem mais animado, me contando que os avós tinham até deixado que ela assistisse televisão (e eles nunca deixam, meu marido e cunhada cresceram sem tv em casa). Rá, me senti vingada no dia em que eles me olharam torto pois eu permiti que ela assistisse um desenho na hora do jantar, num dia em que o ciúme em relação à Helena andava a mil...
Enfim, como a febre não voltou e o seu humor estava cada vez melhor, ela ficou.
Com isso a Helena está ganhando uma porção extra de mamãe. E é a sorte, pois a Helena está bem exigente, querendo muuuuuito colo. Desde que ela começou a virar que ela não quer mais ficar deitadinha no chão. É ela encostar as costinhas no chão que ela já vira. E depois de virar e brincar um tempinho ela se cansa e começa a chorar. Ela ainda não consegue desvirar e, talvez, isto seja o motivo para a sua frustração.
No mais Helena tem estado muito ativa. Ela adora brincar com seus brinquedinhos agora. Ela pega, põe na boca, joga fora, tenta pegar de novo, usa os pés para pegar também e faz muitos barulhinhos. Ela está treinando a ação de tirar a chupeta e recolocá-la na boca (ainda sem sucesso, o que também é motivo de muita reclamação!). Ela adora copos (fica toda entusiasmada quando me vê bebendo água!), o lustre da cozinha, espelhos e a mamãe, claro :-) Acho que sou o brinquedo favorito, heheheh. Ela adora puxar meu cabelo, segurar minhas roupas e babar no meu ombro, entre outras coisas.
Ela continua não dormindo muito durante o dia, mas à noite até que dorme bem. Claro que ela acorda para mamar. Mas nem abre os olhos, só mama e já volta a dormir rapidinho. E falando em acordar... ela acaba de me chamar :-)
A Sophia está na praia com os avós e está adorando. Quase que as coisas deram errado, no entanto.
No segundo dia de praia, meu sogro me liga avisando que Sophia estava com febre. Nossa, me desesperei. Queria pegar o carro e ir buscá-la imediatamente. Acho que só não fui pois já era tarde da noite e eu tinha acabado de dirigir 200 kms (e teria que dirigir quase o dobro disso para ir buscá-la)... Ela já estava com uma tossezinha quando saiu daqui, mas parece que lá a tosse piorou e, como acontece algumas vezes nesta situação, teve uma hora que tossiu tanto, mas tanto, que até vomitou. Ai, claro, ela só pensava em vir pra casa e meu sogro ligou para que eu a acalmasse. Mas como acalmar quando sua filha liga e fala assim: "mamãe, eu tô doente. Eu tô triste mamãe, vem me buscar agora". Com muita ênfase no "agora"... Fiquei com o coração partido.
Acalmei a Sophia da melhor maneira que pude e combinamos de telefonar no dia seguinte de manhã. Por sorte ela passou super bem a noite, minha sogra ficou com ela no quarto a noite inteira para conferir se a febre não voltava, e acordou já bem mais feliz (e sem febre!). Ela falou então comigo num tom bem mais animado, me contando que os avós tinham até deixado que ela assistisse televisão (e eles nunca deixam, meu marido e cunhada cresceram sem tv em casa). Rá, me senti vingada no dia em que eles me olharam torto pois eu permiti que ela assistisse um desenho na hora do jantar, num dia em que o ciúme em relação à Helena andava a mil...
Enfim, como a febre não voltou e o seu humor estava cada vez melhor, ela ficou.
Com isso a Helena está ganhando uma porção extra de mamãe. E é a sorte, pois a Helena está bem exigente, querendo muuuuuito colo. Desde que ela começou a virar que ela não quer mais ficar deitadinha no chão. É ela encostar as costinhas no chão que ela já vira. E depois de virar e brincar um tempinho ela se cansa e começa a chorar. Ela ainda não consegue desvirar e, talvez, isto seja o motivo para a sua frustração.
No mais Helena tem estado muito ativa. Ela adora brincar com seus brinquedinhos agora. Ela pega, põe na boca, joga fora, tenta pegar de novo, usa os pés para pegar também e faz muitos barulhinhos. Ela está treinando a ação de tirar a chupeta e recolocá-la na boca (ainda sem sucesso, o que também é motivo de muita reclamação!). Ela adora copos (fica toda entusiasmada quando me vê bebendo água!), o lustre da cozinha, espelhos e a mamãe, claro :-) Acho que sou o brinquedo favorito, heheheh. Ela adora puxar meu cabelo, segurar minhas roupas e babar no meu ombro, entre outras coisas.
Ela continua não dormindo muito durante o dia, mas à noite até que dorme bem. Claro que ela acorda para mamar. Mas nem abre os olhos, só mama e já volta a dormir rapidinho. E falando em acordar... ela acaba de me chamar :-)
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Helena virando!
Estou sumida, eu sei. Mas continuo aproveitando ao máximo a visita da minha mãe :-)
Já há dias que quero contar que a Helena está virando! No dia 7 de junho foi a primeira vez. E foi muito fofo e muita sorte minha que eu filmei o acontecimento. Ela já andava treinando a virada há alguns dias e eu sempre esquecia de filmar as suas tentativas, daí comentei com minha mãe, nossa, tenho que filmar a Helena antes que ela consiga virar.
Fui então buscar a filmadora e comecei a gravar. Ela estava já meio cansadinha e por um momento pensei que ela não fosse nem tentar de novo. Já estava quase desistindo quando, do nada, ela não só tenta como realmente conseguiu virar pela primeira vez! Fiquei toda babona :-)
Apesar da péssima qualidade da filmagem e do tamanho longo queria compartilhar o videozinho aqui com vocês. Vamos ver se eu aprendo a editar um pouquinho, assim, da próxima vez, fica mais fácil para todos assistirem heheheh.
Já há dias que quero contar que a Helena está virando! No dia 7 de junho foi a primeira vez. E foi muito fofo e muita sorte minha que eu filmei o acontecimento. Ela já andava treinando a virada há alguns dias e eu sempre esquecia de filmar as suas tentativas, daí comentei com minha mãe, nossa, tenho que filmar a Helena antes que ela consiga virar.
Fui então buscar a filmadora e comecei a gravar. Ela estava já meio cansadinha e por um momento pensei que ela não fosse nem tentar de novo. Já estava quase desistindo quando, do nada, ela não só tenta como realmente conseguiu virar pela primeira vez! Fiquei toda babona :-)
Apesar da péssima qualidade da filmagem e do tamanho longo queria compartilhar o videozinho aqui com vocês. Vamos ver se eu aprendo a editar um pouquinho, assim, da próxima vez, fica mais fácil para todos assistirem heheheh.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Atividades
Quarta-feira é dia da Helena fazer PEKIP. Este é o nome de um curso que está bem na moda aqui na Alemanha. Significa "programa pai e filho de Praga" e foi desenvolvido por um psicólogo tcheco para estimular as brincadeiras entre pais e filhos. Queria muito ter feito este curso com a Sophia também, porém, no primeiro ano de vida dela nós quase não paramos em casa... Foram algumas semanas na Bahamas e em Miami, alguns meses em São Paulo e, assim, como teriamos que faltar muito, decidi que não faria o curso. Comprei um livro, para poder praticar algumas coisas com ela mesmo assim, mas fiquei triste por não termos feito este curso juntas (mas compensamos com natação e com um outro curso para bebês, né Sophia?).
Agora, como não temos nenhum plano de viagem em vista (pelo menos não a trabalho do maridão, como da última vez), resolvi iniciar o curso com a Helena.
Uma das ideias do programa é deixar os bebês bem à vontade para se auto-descobrirem. Por isso, eles brincam peladinhos (e as mamães passam muuuuuito calor, pois a salinha é híper aquecida, para nenhum bebê passar frio)! Geralmente o curso começa com algumas musiquinhas iniciais, em que cada criança é cumprimentada. Depois as mães se levantam, com os bebês no colo, e conversam entre si, enquanto os nenéns podem olhar uns pros outros e para as outras mães também. É legal que, apesar de todas as crianças terem a mesma idade (no máximo um mês de diferença), elas são tão diferentes! E já dá pra ver a "personalidade" de cada uma.
Em seguida vai-se para o tema do dia. Por exemplo, na primeira vez o tema era "deixando a criança de barriga pra baixo". A maioria dos bebês não é muito fã desta posição (a Sophia, nesta idade, berrava se tentássemos deixá-la nesta pose), então, a instrutora ensina algumas maneiras diferentes de colocar as crianças de barriga pra baixo, de forma que eles se sintam mais seguros e não chorem tanto.
Hoje o tema foi "massagem". Minha baby adorou ser massageada! Ficava esticando a perninha como quem diz: mais mamãe! Muito fofa! Fiquei bem feliz que hoje deu tudo bem certo pois na primeira vez ela só chorou (pois além de ter estranhado o ambiente, estava com sono...) e na segunda vez só dormiu, então acho que lentamente ela vai começar a participar mais da aula.
Outra coisa legal do pekip é que cada bebê é respeitado na sua individualidade. Então se um neném quer mamar a aula toda, ele mama. Se está com sono e quer dormir a aula toda, ele dorme. A instrutora sempre diz para não acordar. E ela fica observando o rostinho de cada um, interpretando o que cada um parece estar sentindo.
Ah, continuando a explicação sobre o andamento da aula: depois do "tema do dia" costuma haver um espaço para perguntas, pois cá entre nós, ser mãe é viver com perguntas na cabeça, né?? E como na Alemanha pediatra não costuma esclarecer bem as nossas dúvidas (mas isto é assunto para um outro post), é muito bom poder contar com alguém ou algo como o pekip para isso. Depois das perguntas e respostas tem, para finalizar, novamente um momento musical em que se cantam canções de despedida.
Enfim, estamos gostando bastante, vamos ver se vai continuar legal!
Hoje também levei a Sophia pela primeira vez a um coral. Alguns amiguinhos dela da escolinha já frequentavam e ela vinha me pedindo pra ir também. Os ensaios são realizados numa igreja perto da escolinha dela (mas não a igreja, católica, da escolinha e, sim, uma igreja luterana), no alto de uma torre. Achei tão legal, parecia que ela estava indo para Hogwarts ;-) e tinha até vassouras num canto hehehehe!
A aula em si eu não pude ver, pois a professora pede para os pais sairem da sala. Dá para entender, quando estou junto a Sophia costuma não ter olhos pra mais ninguém :-) Só sei que ela voltou entusiasmadíssima da aula! Disse que tocou triângulo e tambor e que a professora, que segundo ela subiu e desceu duas vezes da torre, tinha até um gato! Vai saber como era a aula, né? Infelizmente, nesta idade ela ainda não me dá muitos detalhes...
Mas foi fofo ver como ela é querida pelos amiguinhos (só meninos, no coral ela é a única menina). Uma das mães pediu ao filho que deixasse a Sophia "ler" com ele uma apostila que eles têm. Só sei que nisso dois outros meninos ouviram e ficavam falando: não, a Sophia vai ler comigo. Não, comigo. Comigo! Uma briga só, hehehhe. Daí, o Samuel (um menino meio terrível, mas que a Sophia AMA, que deu vááááárias mordidas nela quando entrou pra escolinha) resolveu a pendenga: Sophia você vem comigo, e saiu puxando-a pelo braço e subornando-a com almôndegas! Não se pode dizer que ele não sabe o que quer. Já em tenra idade.
Agora, como não temos nenhum plano de viagem em vista (pelo menos não a trabalho do maridão, como da última vez), resolvi iniciar o curso com a Helena.
Uma das ideias do programa é deixar os bebês bem à vontade para se auto-descobrirem. Por isso, eles brincam peladinhos (e as mamães passam muuuuuito calor, pois a salinha é híper aquecida, para nenhum bebê passar frio)! Geralmente o curso começa com algumas musiquinhas iniciais, em que cada criança é cumprimentada. Depois as mães se levantam, com os bebês no colo, e conversam entre si, enquanto os nenéns podem olhar uns pros outros e para as outras mães também. É legal que, apesar de todas as crianças terem a mesma idade (no máximo um mês de diferença), elas são tão diferentes! E já dá pra ver a "personalidade" de cada uma.
Em seguida vai-se para o tema do dia. Por exemplo, na primeira vez o tema era "deixando a criança de barriga pra baixo". A maioria dos bebês não é muito fã desta posição (a Sophia, nesta idade, berrava se tentássemos deixá-la nesta pose), então, a instrutora ensina algumas maneiras diferentes de colocar as crianças de barriga pra baixo, de forma que eles se sintam mais seguros e não chorem tanto.
Hoje o tema foi "massagem". Minha baby adorou ser massageada! Ficava esticando a perninha como quem diz: mais mamãe! Muito fofa! Fiquei bem feliz que hoje deu tudo bem certo pois na primeira vez ela só chorou (pois além de ter estranhado o ambiente, estava com sono...) e na segunda vez só dormiu, então acho que lentamente ela vai começar a participar mais da aula.
Outra coisa legal do pekip é que cada bebê é respeitado na sua individualidade. Então se um neném quer mamar a aula toda, ele mama. Se está com sono e quer dormir a aula toda, ele dorme. A instrutora sempre diz para não acordar. E ela fica observando o rostinho de cada um, interpretando o que cada um parece estar sentindo.
Ah, continuando a explicação sobre o andamento da aula: depois do "tema do dia" costuma haver um espaço para perguntas, pois cá entre nós, ser mãe é viver com perguntas na cabeça, né?? E como na Alemanha pediatra não costuma esclarecer bem as nossas dúvidas (mas isto é assunto para um outro post), é muito bom poder contar com alguém ou algo como o pekip para isso. Depois das perguntas e respostas tem, para finalizar, novamente um momento musical em que se cantam canções de despedida.
Enfim, estamos gostando bastante, vamos ver se vai continuar legal!
Hoje também levei a Sophia pela primeira vez a um coral. Alguns amiguinhos dela da escolinha já frequentavam e ela vinha me pedindo pra ir também. Os ensaios são realizados numa igreja perto da escolinha dela (mas não a igreja, católica, da escolinha e, sim, uma igreja luterana), no alto de uma torre. Achei tão legal, parecia que ela estava indo para Hogwarts ;-) e tinha até vassouras num canto hehehehe!
A aula em si eu não pude ver, pois a professora pede para os pais sairem da sala. Dá para entender, quando estou junto a Sophia costuma não ter olhos pra mais ninguém :-) Só sei que ela voltou entusiasmadíssima da aula! Disse que tocou triângulo e tambor e que a professora, que segundo ela subiu e desceu duas vezes da torre, tinha até um gato! Vai saber como era a aula, né? Infelizmente, nesta idade ela ainda não me dá muitos detalhes...
Mas foi fofo ver como ela é querida pelos amiguinhos (só meninos, no coral ela é a única menina). Uma das mães pediu ao filho que deixasse a Sophia "ler" com ele uma apostila que eles têm. Só sei que nisso dois outros meninos ouviram e ficavam falando: não, a Sophia vai ler comigo. Não, comigo. Comigo! Uma briga só, hehehhe. Daí, o Samuel (um menino meio terrível, mas que a Sophia AMA, que deu vááááárias mordidas nela quando entrou pra escolinha) resolveu a pendenga: Sophia você vem comigo, e saiu puxando-a pelo braço e subornando-a com almôndegas! Não se pode dizer que ele não sabe o que quer. Já em tenra idade.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Indo e voltado
Em primeiro lugar: Feliz Páscoa!!!
Como na Alemanha temos dois dias de Páscoa, nem estou desejando votos atrasados hehehehe. Mas só estou postando hoje, na verdade, pois estávamos viajando no feriado. Fomos na quarta-feira para a casa dos meus sogros e só voltamos ontem. E a viagem foi melhor do que eu esperava! Já estava prevendo algo bem trágico, pois a Helena não gosta de andar de carro como a Sophia gostava, mas até que correu tudo mais ou menos bem...
A ida foi um pouco complicada. Saímos daqui às 3 horas da tarde, depois de uma longa mamada da Helena. Como ela tinha dormido pouco pela manhã achei que ela fosse dormir umas 2 ou 3 horas seguidas. Mas... apenas 80 kms depois de termos saído de casa a mocinha já acordou. Chorando. Muito! Então decidimos fazer a nossa primeira parada bem mais cedo do que o planejado, mas fazer o quê, né? Paramos.
A Helena mamou, a Sophia brincou um pouquinho no estacionamento e continuamos. Demorou um pouquinho e a Helena adormeceu. Como a Sophia tinha dormido os primeiros 80 kms ela agora estava com a corda toda. Cantou, cantou, cantou, acordou a Helena, mas ela conseguiu dormir novamente, totalizando umas 2 horas. Aí acordou de novo, mas não tão desesperada. Para evitar que a coisa desandasse de vez paramos novamente. Desta vez para uma parada mais longa. A Sophia adorou pois tinha um parquinho bonitinho pra ela brincar e a Helena também pois pode mamar bastante :-) Ficamos uns 40 minutos e continuamos viagem.
O objetivo era que a Helena dormisse até chegar na casa dos avós, mas, faltando uns 40 kms para chegarmos a ferinha acordou. Irritadíssima! E bem num trecho em que não dava para parar direito: além de não ter nenhum posto por perto, a estrada estava em reformas, então para compensar a pista que estava fechada o acostamento estava liberado para o trânsito normal.. Ou seja, o worst case scenario. Para piorar um pouquinho a Sophia também já estava irritada e também queria se fazer ouvir. Ou seja, elagritava cantava ainda mais alto, ficava me chamando o tempo todo para me mostrar qualquer cosia... Aí fui para o banco de trás (tirar criança da cadeirinha é terminantemente proibido, então tinha que entretê-la assim mesmo) e ela até parou de chorar por uns segundinhos, quando me viu. Deu até uns sorrisinhos fofos!
Mas aí ela cansou. Recomeçou a chorar beeeeem nervosa. Eu tentei dar chupeta mas como sempre ela não pegou.. Aí improvisei com a única coisa que ela já tinha aceitado até então: mamadeira. Claro que eu não tinha leite materno ali à mão para lhe dar. E não iria dar água sem ser a de neném. Então coloquei uma fralda dentro do bico da mamadeira e dei para ela chupar. Logo que ela começou a sugar ela até se acalmou (deve ter pensado que logo viria o leitinho dela ), mas conforme ia sugando e não vinha nada ela começou a se irritar... E ficou sugando a mamadeira de um jeito super nervoso, até voltar a chorar inconsolável... Nisso tinhamos a Helena chorando, a Sophia berrando, o rádio tocando o cd de barulhos do mar em alto e bom som (costuma acalmar a ferinha, mas lógico que não neste momento) eu fazendo sh-sh-sh-sh-sh e o Felix dirigindo... Aí, para tumultuar um pouquinho, o Felix perdeu a saída certa e tivemos que andar 10 kms a mais... Aff...
Foram 40 kms horríveis, mas para quem andou 450km não dá para reclamar, né? Sobrevivemos.
A estadia lá foi boa. A Helena não estranhou muito o novo ambiente e a Sophia adorou brincar com os avós e com o priminho que também foi passar estes dias na casa deles.
Todos os dias de manhã vinha a mesma pergunta: hoje é Páscoa? E quando finalmente o dia chegou que alegria!! Ela foi procurar os ovinhos no jardim e desta vez, ao contrário do ano passado, ela realmente encontrou um monte deles! Foi muito fofo ver como ela ficou contente simplesmente por encontrar os chocolatinhos (comer mesmo ela não comeu nenhum! Ficou só com as balinhas..). Tanto é que ela dividia tudo com o primo! Se encontrava dois, um era sempre pra ele. Uma graça.
Depois do almoço já voltamos pra casa. E desta vez deu tudo muuuuuito certo! Claro que pensamos que iria ser tudo horrível de novo. Afinal, apenas meia hora depois de termos saído a Helena acordou... Mas depois de alguns sh-sh-sh-sh, ela adormeceu novamente! E dormiu, dormiu, dormiu... Os kms iam passando, eu morrendo de vontade de ir ao banheiro, mas não paramos, pois ela ainda estava dormindo. Uma hora depois, eu quase fazendo xixi nas calças, ela finalmente acordou: andamos mais de 300 kms seguidos!! Aí paramos, de novo num local com parquinho pra Sophia poder brincar bastante e ficamos uma hora no posto. E quando entramos no carro.... Helena dormiu de novo! E dormiu praticamente até chegarmos em casa!
A Sophia veio cantando novamente o caminho todo, umas músicas super interessantes que ela mesmo ia inventando. Algo do tipo: a bicicleta tá em cima do carro, o caminhão buzinou, a árvore caiu e a agulha da injeção era a pena de um pavão, lá, lá, lá... Aplausos! E nós, clap, clap, clap!
Só sei que demos boas risadas e chegamos felizes da vida de termos duas filhas tão fofas!
E nada como imaginar o pior e ter uma viagem tão boa não é mesmo? Estamos até pensando em nos atrever a fazer uma viagem de carro no verão...
Como na Alemanha temos dois dias de Páscoa, nem estou desejando votos atrasados hehehehe. Mas só estou postando hoje, na verdade, pois estávamos viajando no feriado. Fomos na quarta-feira para a casa dos meus sogros e só voltamos ontem. E a viagem foi melhor do que eu esperava! Já estava prevendo algo bem trágico, pois a Helena não gosta de andar de carro como a Sophia gostava, mas até que correu tudo mais ou menos bem...
A ida foi um pouco complicada. Saímos daqui às 3 horas da tarde, depois de uma longa mamada da Helena. Como ela tinha dormido pouco pela manhã achei que ela fosse dormir umas 2 ou 3 horas seguidas. Mas... apenas 80 kms depois de termos saído de casa a mocinha já acordou. Chorando. Muito! Então decidimos fazer a nossa primeira parada bem mais cedo do que o planejado, mas fazer o quê, né? Paramos.
A Helena mamou, a Sophia brincou um pouquinho no estacionamento e continuamos. Demorou um pouquinho e a Helena adormeceu. Como a Sophia tinha dormido os primeiros 80 kms ela agora estava com a corda toda. Cantou, cantou, cantou, acordou a Helena, mas ela conseguiu dormir novamente, totalizando umas 2 horas. Aí acordou de novo, mas não tão desesperada. Para evitar que a coisa desandasse de vez paramos novamente. Desta vez para uma parada mais longa. A Sophia adorou pois tinha um parquinho bonitinho pra ela brincar e a Helena também pois pode mamar bastante :-) Ficamos uns 40 minutos e continuamos viagem.
O objetivo era que a Helena dormisse até chegar na casa dos avós, mas, faltando uns 40 kms para chegarmos a ferinha acordou. Irritadíssima! E bem num trecho em que não dava para parar direito: além de não ter nenhum posto por perto, a estrada estava em reformas, então para compensar a pista que estava fechada o acostamento estava liberado para o trânsito normal.. Ou seja, o worst case scenario. Para piorar um pouquinho a Sophia também já estava irritada e também queria se fazer ouvir. Ou seja, ela
Mas aí ela cansou. Recomeçou a chorar beeeeem nervosa. Eu tentei dar chupeta mas como sempre ela não pegou.. Aí improvisei com a única coisa que ela já tinha aceitado até então: mamadeira. Claro que eu não tinha leite materno ali à mão para lhe dar. E não iria dar água sem ser a de neném. Então coloquei uma fralda dentro do bico da mamadeira e dei para ela chupar. Logo que ela começou a sugar ela até se acalmou (deve ter pensado que logo viria o leitinho dela ), mas conforme ia sugando e não vinha nada ela começou a se irritar... E ficou sugando a mamadeira de um jeito super nervoso, até voltar a chorar inconsolável... Nisso tinhamos a Helena chorando, a Sophia berrando, o rádio tocando o cd de barulhos do mar em alto e bom som (costuma acalmar a ferinha, mas lógico que não neste momento) eu fazendo sh-sh-sh-sh-sh e o Felix dirigindo... Aí, para tumultuar um pouquinho, o Felix perdeu a saída certa e tivemos que andar 10 kms a mais... Aff...
Foram 40 kms horríveis, mas para quem andou 450km não dá para reclamar, né? Sobrevivemos.
A estadia lá foi boa. A Helena não estranhou muito o novo ambiente e a Sophia adorou brincar com os avós e com o priminho que também foi passar estes dias na casa deles.
Todos os dias de manhã vinha a mesma pergunta: hoje é Páscoa? E quando finalmente o dia chegou que alegria!! Ela foi procurar os ovinhos no jardim e desta vez, ao contrário do ano passado, ela realmente encontrou um monte deles! Foi muito fofo ver como ela ficou contente simplesmente por encontrar os chocolatinhos (comer mesmo ela não comeu nenhum! Ficou só com as balinhas..). Tanto é que ela dividia tudo com o primo! Se encontrava dois, um era sempre pra ele. Uma graça.
Depois do almoço já voltamos pra casa. E desta vez deu tudo muuuuuito certo! Claro que pensamos que iria ser tudo horrível de novo. Afinal, apenas meia hora depois de termos saído a Helena acordou... Mas depois de alguns sh-sh-sh-sh, ela adormeceu novamente! E dormiu, dormiu, dormiu... Os kms iam passando, eu morrendo de vontade de ir ao banheiro, mas não paramos, pois ela ainda estava dormindo. Uma hora depois, eu quase fazendo xixi nas calças, ela finalmente acordou: andamos mais de 300 kms seguidos!! Aí paramos, de novo num local com parquinho pra Sophia poder brincar bastante e ficamos uma hora no posto. E quando entramos no carro.... Helena dormiu de novo! E dormiu praticamente até chegarmos em casa!
A Sophia veio cantando novamente o caminho todo, umas músicas super interessantes que ela mesmo ia inventando. Algo do tipo: a bicicleta tá em cima do carro, o caminhão buzinou, a árvore caiu e a agulha da injeção era a pena de um pavão, lá, lá, lá... Aplausos! E nós, clap, clap, clap!
Só sei que demos boas risadas e chegamos felizes da vida de termos duas filhas tão fofas!
E nada como imaginar o pior e ter uma viagem tão boa não é mesmo? Estamos até pensando em nos atrever a fazer uma viagem de carro no verão...
domingo, 17 de abril de 2011
Passeios no carrinho e perguntas filosóficas
Helena fez dois meses na sexta-feira. E como apenas uns dias a mais já fazem tanta diferença para um bebê! Ela agora gosta de olhar t-u-d-o! Fica observando principalmente quadros, mas também gosta muito de flores. Até agora era ela entrar no carrinho que adormecia, mas agora não. Fica olhando o próprio carrinho, as árvores e quando ouve algum barulho fica olhando para ver de onde é que o som está vindo...
Hoje fomos visitar um amigo aqui perto, papai e mamãe andando, Helena no carrinho e Sophia de bicicleta. Normalmente Helena teria dormido o tempo todo, mas hoje não. Na ida ela dormiu um pouquinho mas logo acordou para ver o mundo. Na volta ela estava quase adormecendo quando estávamos pra entrar em casa, mas só quase. Então papai e Sophia entraram em casa e eu continuei o passeio com a Helena para ela adormecer. Mas, só sei que andei, andei, andei e nada.
Bem nada é mentira. Mas depois de uns 15 minutos, ela fechou os olhos. Comecei a andar em direção à casa, passei embaixo de umas árvores e uns passarinhos estavam cantando. Pronto, os olhinhos já abriram! Daí continuei passeando, depois de mais uns 15 minutos, uma gralha grasna e pronto. Os olhos abriram de novo... Fui para uma rua mais movimentada, com mais barulhos de carros em vez de pássaros, ela adormeceu de novo, mas de repente passa uma ambulância....
Ou seja, acabei desistindo. Foi quase uma hora de tentativas e ela não adormeceu. E ainda chegou em casa toda animada, sorrindo muito! Uma graça mesmo de ver.
_______________________________________________________________________
Hoje de manhã saí com a Sophia para levá-la à missa. Hoje foi domingo de ramos e as crianças da escolinha da Sophia enfeitaram uns ramos com fitas coloridas e se encontraram na frente da igreja para irem juntas à missa.
Entramos todos juntos na igreja, o bispo fez a benção dos ramos e depois as crianças foram para o salão da igreja para verem uma encenação da paixão de Cristo.
Os atores eram os professores e diretores da sua escolinha. E interessante foi ver como a Sophia entra na história a fundo! Eu disse pra ela: olha lá Sophia, o Sebastian (um dos professores), ao que ela responde: Não é o Sebastian, mamãe, é Jesus.
No final da peça, quando o Sebastian tirou a roupa de Jesus e voltou a ser Sebastian ela me pergutna: porque o Sebastian não é mais Jesus? E eu explico que ele estava só representando, que não era o Jesus de verdade e logo vem a pergunta fatídica: E onde está o Jesus de verdade? E eu digo: ele está no céu com Deus. Ela não concorda: não foi isso que o Sebastian falou, ele disse que Jesus está em toda a parte. Eu: é verdade, ele está sempre cuidando da gente. Ela: E porque a gente não cuida de Jesus também?? Eu pergunto: como assim Sophia, porque a gente tem que cuidar de Jesus? Ela: ué porque a gente não cuidou e ele morreu.
Eu mudo de assunto.
Ai, como é difícil explicar questões teológicas!
Hoje fomos visitar um amigo aqui perto, papai e mamãe andando, Helena no carrinho e Sophia de bicicleta. Normalmente Helena teria dormido o tempo todo, mas hoje não. Na ida ela dormiu um pouquinho mas logo acordou para ver o mundo. Na volta ela estava quase adormecendo quando estávamos pra entrar em casa, mas só quase. Então papai e Sophia entraram em casa e eu continuei o passeio com a Helena para ela adormecer. Mas, só sei que andei, andei, andei e nada.
Bem nada é mentira. Mas depois de uns 15 minutos, ela fechou os olhos. Comecei a andar em direção à casa, passei embaixo de umas árvores e uns passarinhos estavam cantando. Pronto, os olhinhos já abriram! Daí continuei passeando, depois de mais uns 15 minutos, uma gralha grasna e pronto. Os olhos abriram de novo... Fui para uma rua mais movimentada, com mais barulhos de carros em vez de pássaros, ela adormeceu de novo, mas de repente passa uma ambulância....
Ou seja, acabei desistindo. Foi quase uma hora de tentativas e ela não adormeceu. E ainda chegou em casa toda animada, sorrindo muito! Uma graça mesmo de ver.
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Hoje de manhã saí com a Sophia para levá-la à missa. Hoje foi domingo de ramos e as crianças da escolinha da Sophia enfeitaram uns ramos com fitas coloridas e se encontraram na frente da igreja para irem juntas à missa.
Entramos todos juntos na igreja, o bispo fez a benção dos ramos e depois as crianças foram para o salão da igreja para verem uma encenação da paixão de Cristo.
Os atores eram os professores e diretores da sua escolinha. E interessante foi ver como a Sophia entra na história a fundo! Eu disse pra ela: olha lá Sophia, o Sebastian (um dos professores), ao que ela responde: Não é o Sebastian, mamãe, é Jesus.
No final da peça, quando o Sebastian tirou a roupa de Jesus e voltou a ser Sebastian ela me pergutna: porque o Sebastian não é mais Jesus? E eu explico que ele estava só representando, que não era o Jesus de verdade e logo vem a pergunta fatídica: E onde está o Jesus de verdade? E eu digo: ele está no céu com Deus. Ela não concorda: não foi isso que o Sebastian falou, ele disse que Jesus está em toda a parte. Eu: é verdade, ele está sempre cuidando da gente. Ela: E porque a gente não cuida de Jesus também?? Eu pergunto: como assim Sophia, porque a gente tem que cuidar de Jesus? Ela: ué porque a gente não cuidou e ele morreu.
Eu mudo de assunto.
Ai, como é difícil explicar questões teológicas!
quarta-feira, 2 de março de 2011
A parteira é má
Pelo menos é isso o que a Sophia pensa dela.
Acho que já contei que aqui na Alemanha, todas as novas mamães, têm uma parteira para orientar, ajudar, tirar dúvidas e cuidar da saúde da mãe e do filho nos primeiros dias após o nascimento. Assim que entrei no hospital, por exemplo, já liguei para a minha, avisando que o parto estava pra acontecer. Mas mesmo antes, durante toda a gravidez, ela fica à disposição para esclarecer dúvidas, fazer visitas às grávidas e, algumas mulheres preferem fazer o pré-natal com a parteira, em vez de fazê-lo com o obstetra.
Na minha opinião fazer todo o pré-natal com a parteira, sem ultrassom, é um pouco natureba demais. Mas também liguei pra minha parteira uma vez ou outra, durante a gravidez, para perguntar coisas que eu achava que não justificavam uma ida ao médico.
No dia seguinte à nossa alta do hospital minha parteira já veio fazer a primeira visita. E sempre que vem ela pesa a neném, observa se o útero está voltando ao tamanho normal, verifica como está a cor da bebê (para ver se não está desenvolvendo icterícia), a pele do bumbum, se a pega para a mamada está certa, enfim, é uma conselheira :-)
Uma das coisas que ela também faz é mostrar aos pais como dar banho no neném. Apesar de já ter uma mocinha de 3 anos, achei que seria legal dar o primeiro banho na Helena junto com a parteira. A Sophia também quis participar e ficou o tempo todo observando o banho e se mostrou bastante triste quando viu a irmãzinha chorar depois do banho.
E atribuiu as lágrimas da irmã à parteira. Achou que esta tivesse machucado a Helena de alguma forma e já começou a comentar comigo (por sorte em português, daí a moça não entendeu nada): ela tá machucando a Helena, mamãe. Ela é muito brava, quando que ela vai embora? Eu não quero que ela fique aqui na minha casa e blá, blá, blá....
Eu não consegui naquele momento explicar para a Sophia que o problema tinha sido mais a temperatura, que estava fria, e que nenéns não gostam de frio. Imaginem a cena: uma filha chorava, a outra praguejava e a parteira continuava falando, querendo me explicar mil coisas, enquanto uma amiga filmava a cena e o maridão com suas muletas tentava entrar no banheiro, com nossa máquina fotográfica na mão. E eu ali, no meio da confusão, tentando dar respostas a todos :-)
Só sei que agora, cada vez que a parteira chega, fico toda envergonhada, pois a Sophia vai logo "cumprimentá-la": vai embora, você não pode vir aqui na minha casa, você não vai machucar minha irmãzinha, você é má, ela é minha neném... E na última vez, para não restar nenhuma dúvida, estas boas-vindas foram em alemão mesmo. Aff.
Resultado: a parteira agora só vem de manhã, quando a Sophia está na escolinha :~)
Acho que já contei que aqui na Alemanha, todas as novas mamães, têm uma parteira para orientar, ajudar, tirar dúvidas e cuidar da saúde da mãe e do filho nos primeiros dias após o nascimento. Assim que entrei no hospital, por exemplo, já liguei para a minha, avisando que o parto estava pra acontecer. Mas mesmo antes, durante toda a gravidez, ela fica à disposição para esclarecer dúvidas, fazer visitas às grávidas e, algumas mulheres preferem fazer o pré-natal com a parteira, em vez de fazê-lo com o obstetra.
Na minha opinião fazer todo o pré-natal com a parteira, sem ultrassom, é um pouco natureba demais. Mas também liguei pra minha parteira uma vez ou outra, durante a gravidez, para perguntar coisas que eu achava que não justificavam uma ida ao médico.
No dia seguinte à nossa alta do hospital minha parteira já veio fazer a primeira visita. E sempre que vem ela pesa a neném, observa se o útero está voltando ao tamanho normal, verifica como está a cor da bebê (para ver se não está desenvolvendo icterícia), a pele do bumbum, se a pega para a mamada está certa, enfim, é uma conselheira :-)
Uma das coisas que ela também faz é mostrar aos pais como dar banho no neném. Apesar de já ter uma mocinha de 3 anos, achei que seria legal dar o primeiro banho na Helena junto com a parteira. A Sophia também quis participar e ficou o tempo todo observando o banho e se mostrou bastante triste quando viu a irmãzinha chorar depois do banho.
E atribuiu as lágrimas da irmã à parteira. Achou que esta tivesse machucado a Helena de alguma forma e já começou a comentar comigo (por sorte em português, daí a moça não entendeu nada): ela tá machucando a Helena, mamãe. Ela é muito brava, quando que ela vai embora? Eu não quero que ela fique aqui na minha casa e blá, blá, blá....
Eu não consegui naquele momento explicar para a Sophia que o problema tinha sido mais a temperatura, que estava fria, e que nenéns não gostam de frio. Imaginem a cena: uma filha chorava, a outra praguejava e a parteira continuava falando, querendo me explicar mil coisas, enquanto uma amiga filmava a cena e o maridão com suas muletas tentava entrar no banheiro, com nossa máquina fotográfica na mão. E eu ali, no meio da confusão, tentando dar respostas a todos :-)
Só sei que agora, cada vez que a parteira chega, fico toda envergonhada, pois a Sophia vai logo "cumprimentá-la": vai embora, você não pode vir aqui na minha casa, você não vai machucar minha irmãzinha, você é má, ela é minha neném... E na última vez, para não restar nenhuma dúvida, estas boas-vindas foram em alemão mesmo. Aff.
Resultado: a parteira agora só vem de manhã, quando a Sophia está na escolinha :~)
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