Mostrando postagens com marcador segundo filho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador segundo filho. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Três pra frente e um pra trás

Alguém mais tem a impressão que é assim que se dá o desenvolvimento infantil?

E nem estou falando da Helena, que é um bebezinho. Desta vez estou falando da Sophia.

Acho que a maioria dos pais prefere falar sobre a parte do "pra frente", eu não sou exceção. Mas na semana passada estava bem no meio de uma fase "pra trás" que andou me deixando ma-lu-ca! Como pode uma menina de apenas 3 anos enlouquecer seus pais desta forma?? E me enlouqueceu tanto que resolvi postar aqui, para dividir um pouco as minhas angústias com vocês. Se bem que agora, uma semana depois, já estamos numa nova fase boa :-)

Problema 1: o mau humor.
Sabe quando nada está bom? Nada mesmo? Então, estava assim. Sophia sempre adora quando levamos alguma coisinha para ela comer, quando a buscamos na escolinha. Já vem toda feliz perguntando: o que você trouxe? Mas nesta semana fatídica, nem tinha a pergunta, muito menos a felicidade. Aliás, eu estava sendo recebida com um: "você chegou muito cedo!" ou "porque você já chegou mamãe?" Nossa, que balde de água fria. 
Buscar a Sophia na escola sempre foi o highlight do meu dia. E semana passada estava sendo bem frustrante... Daí, para tentar animá-la eu contava o que tinha trazido: hoje trouxe melão (que ela AMA): não gosto de melão, eu queria uma bolacha. No dia seguinte: hoje eu trouxe bolacha, que você me pediu ontem. Não quelo bolacha, eca, cledo! Quelo balinha. Mais uma tentativa: hoje trouxe balinha! Mas eu queria pirulito! Balinha é incrível! 
Aí cometi o grande erro de rir, pois sabia que ela queria falar horrível e me saiu com este incrível... Pra quê... Quer ver uma menina brava? Ria da Sophia quando ela está mal humorada. Ai o que era mau humor virou fúria e fui desconvidada para o seu aniversário várias e várias vezes. E vocês sabem que este desconvidar para o aniversário é a pior ofensa possível, né?

Problema 2: a bicicleta
Para tentar distrair um pouco a minha adolescentinha fiz vários passeios (com mais ou menos sucesso junto ao meu eleitorado): levei-a ao zoológico, a vários parquinhos, brincamos aqui em casa, convidei as melhores amigas para nos visitar e, um dia, resolvi andar de bicicleta. Só que Sophia resolveu que não sabe mais andar de bicicleta sem rodinhas! Fez o maior escândalo, dizendo que não conseguia, sendo que ela já sabe andar sem rodinhas desde julho! E não teve como convencê-la do contrário. Lá foi o pai achar as rodinhas no porão e montá-las de novo. Andamos uma vez só com a bicicleta, desde que as rodinhas foram recolocadas, e ainda não sabemos se devemos dar a ideia de andar novamente, ou melhor esperar, se tiramos as rodas, ou se deixamos (alguma dica???).

Problema 3 (e o pior deles): o xixi
Sim, o xixi. Normalmente, quando se lê sobre ter um segundo filho, é comum vir a frase de que "devido ao ciúme algumas crianças voltam a fazer xixi na cama". Ou nas calças. Sophia não usa mais fraldas há um ano e meio e também tiramos a fralda noturna há um meio ano, mais ou menos. Não tiramos antes pois queriamos esperar a Helena nascer para o fazer, para não termos muitos acidentes. 
E eis que na semana passada todo dia a Sophia vinha com a calcinha um pouco molhada pra casa. Todo dia. E era só um pouquinho, só uns pinguinhos. No primeiro dia achei que tivesse sido um acidente, no segundo já fiquei um pouco irritada e no terceiro fiquei fazendo marcação cerrada, perguntando várias vezes se ela já tinha ido ao banheiro, se queria ir novamente, para os pinguinhos não acontecerem novamente. Mas eles aconteciam. Do nada ela me aparecia falando: mamãe fiz xixi na calça, mas são só uns pinguinhos, não faz mal, né?
Meu marido já começou a inventar umas teorias de que ela estava com algum problema urinário, que a bexiga dela deveria estar com algum problema de não conseguir reter a urina e blá, blá, blá.

Até que um dia, ou melhor, uma noite, ela fez xixi na cama. Detalhe: ela NUNCA tinha feito xixi na cama. Nenhuma vez. Novamente, pensei que tivesse sido um acidente, afinal nunca tinha acontecido antes e ela também tinha tomado bastante líquido naquela noite. Aí, fizemos o que se pode fazer nesta hora: tiramos a proteção do colchão, trocamos a roupa de cama, viramos o colchão e fomos dormir.
Só que depois de algum tempo, ela nos chama novamente, chorando, e quando fomos ver ela tinha feito xixi na cama de novo!! Desta vez não tinha proteção do colchão e o outro lado já estava molhado. Mas improvisamos, forramos com umas toalhas, trocamos novamente a roupa de cama e fomos pra cama pensando com mais afinco na teoria do problema urinário. 
Mas de manhã, falando com ela sobre o ocorrido, ela dispara: mas mamãe a Helena também faz xixi na calça e na cama, mamãe.... Pronto, mistério resolvido. Depois de 8 meses, quando você acha que o assunto "ganhei uma irmãzinha" está bem resolvido, o ciúme ataca novamente...

Confesso que fiquei arrasada. Fiquei morrendo de dó da minha filhinha tentando chamar a nossa atenção desta maneira. E desde então temos tentado compensar com mais carinho, com mais atenção, com mais beijo e abraço. 

E olhem só, não teve mais nenhum pingo de xixi na calcinha.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Saudades e gracinhas

Continuo aparecendo pouco, afinal ainda estou com visitas, oba!
A Sophia está na praia com os avós e está adorando. Quase que as coisas deram errado, no entanto.
No segundo dia de praia, meu sogro me liga avisando que Sophia estava com febre. Nossa, me desesperei. Queria pegar o carro e ir buscá-la imediatamente. Acho que só não fui pois já era tarde da noite e eu tinha acabado de dirigir 200 kms (e teria que dirigir quase o dobro disso para ir buscá-la)... Ela já estava com uma tossezinha quando saiu daqui, mas parece que lá a tosse piorou e, como acontece algumas vezes nesta situação, teve uma hora que tossiu tanto, mas tanto, que até vomitou. Ai, claro, ela só pensava em vir pra casa e meu sogro ligou para que eu a acalmasse. Mas como acalmar quando sua filha liga e fala assim: "mamãe, eu tô doente. Eu tô triste mamãe, vem me buscar agora". Com muita ênfase no "agora"... Fiquei com o coração partido.
Acalmei a Sophia da melhor maneira que pude e combinamos de telefonar no dia seguinte de manhã. Por sorte ela passou super bem a noite, minha sogra ficou com ela no quarto a noite inteira para conferir se a febre não voltava, e acordou já bem mais feliz (e sem febre!). Ela falou então comigo num tom bem mais animado, me contando que os avós tinham até deixado que ela assistisse televisão (e eles nunca deixam, meu marido e cunhada cresceram sem tv em casa). Rá, me senti vingada no dia em que eles me olharam torto pois eu permiti que ela assistisse um desenho na hora do jantar, num dia em que o ciúme em relação à Helena andava a mil...
Enfim, como a febre não voltou e o seu humor estava cada vez melhor, ela ficou.

Com isso a Helena está ganhando uma porção extra de mamãe. E é a sorte, pois a Helena está bem exigente, querendo muuuuuito colo. Desde que ela começou a virar que ela não quer mais ficar deitadinha no chão. É ela encostar as costinhas no chão que ela já vira. E depois de virar e brincar um tempinho ela se cansa e começa a chorar. Ela ainda não consegue desvirar e, talvez, isto seja o motivo para a sua frustração.

No mais Helena tem estado muito ativa. Ela adora brincar com seus brinquedinhos agora. Ela pega, põe na boca, joga fora, tenta pegar de novo, usa os pés para pegar também e faz muitos barulhinhos. Ela está treinando a ação de tirar a chupeta e recolocá-la na boca (ainda sem sucesso, o que também é motivo de muita reclamação!). Ela adora copos (fica toda entusiasmada quando me vê bebendo água!), o lustre da cozinha, espelhos e a mamãe, claro :-) Acho que sou o brinquedo favorito, heheheh. Ela adora puxar meu cabelo, segurar minhas roupas e babar no meu ombro, entre outras coisas. 
Ela continua não dormindo muito durante o dia, mas à noite até que dorme bem. Claro que ela acorda para mamar. Mas nem abre os olhos, só mama e já volta a dormir rapidinho. E falando em acordar... ela acaba de me chamar :-)

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Espelho, espelho meu...

Todas as noites, antes de dormir, Sophia costuma conversar sobre coisas que aconteceram durante o dia. Geralmente são coisas pequenas. Porém noto que nestas conversas é que ela me conta o que realmente lhe é importante. Por exemplo, antes do Natal conversamos muito sobre o papai noel. Desde o dia do livro do pirata, quando começamos a ler a Bíblia ela me pergunta sempre por Jesus, Deus e muitas outras perguntas filosóficas.
E agora, durantes estas nossas conversas, tenho notado algumas vezes o ciúminho em relação à irmã.
Tudo começou durante a nossa ida à feira, no sábado. Neste dia, ao contrário do que é normal aqui na Alemanha, muitas pessoas vieram dar uma olhadinha no carrinho, para espiar a Helena. E foram vários elogios. A Sophia sempre ficava do lado, toda orgulhosa, falando que ela era a irmã mais velha. No sábado à tarde ela também ficou me perguntando porque eu sempre pegava a Helena no colo para ela dormir. Eu só respondi que nenéns gostam de serem embalados e ela ficou satisfeita com a resposta.
Mas aí, à noite, vieram duas perguntas que me surpreenderam mesmo. Ela primeiro me pediu para pegá-la no colo, pois disse que queria dormir assim. Peguei e estávamos lá, abraçadinhas, quando ela me perguntou: mamãe, quando eu era pequenininha, como a Helena, você também me pegava no colo para eu dormir? Aí disse que sim, claro, que eu pegava um montão e que até hoje ainda adoro pegá-la no colo. Que era só pedir que eu faria.
Depois ela me perguntou: mamãe, quando eu era pequena eu também era bonitinha como a Helena? Nossa, isso me partiu o coração! Fico imaginando como a Sophia na sua cabecinha fica se comparando à irmã e talvez pensando que não é tão amada ou querida... Que tristeza!

Definitivamente tenho que passar mais tempo só com ela...

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Atividades

Quarta-feira é dia da Helena fazer PEKIP. Este é o nome de um curso que está bem na moda aqui na Alemanha. Significa "programa pai e filho de Praga" e foi desenvolvido por um psicólogo tcheco para estimular as brincadeiras entre pais e filhos. Queria muito ter feito este curso com a Sophia também, porém, no primeiro ano de vida dela nós quase não paramos em casa... Foram algumas semanas na Bahamas e em Miami, alguns meses em São Paulo e, assim, como teriamos que faltar muito, decidi que não faria o curso. Comprei um livro, para poder praticar algumas coisas com ela mesmo assim, mas fiquei triste por não termos feito este curso juntas (mas compensamos com natação e com um outro curso para bebês, né Sophia?).
Agora, como não temos nenhum plano de viagem em vista (pelo menos não a trabalho do maridão, como da última vez), resolvi iniciar o curso com a Helena.
Uma das ideias do programa é deixar os bebês bem à vontade para se auto-descobrirem. Por isso, eles brincam peladinhos (e as mamães passam muuuuuito calor, pois a salinha é híper aquecida, para nenhum bebê passar frio)! Geralmente o curso começa com algumas musiquinhas iniciais, em que cada criança é cumprimentada. Depois as mães se levantam, com os bebês no colo, e conversam entre si, enquanto os nenéns podem olhar uns pros outros e para as outras mães também. É legal que, apesar de todas as crianças terem a mesma idade (no máximo um mês de diferença), elas são tão diferentes! E já dá pra ver a "personalidade" de cada uma.
Em seguida vai-se para o tema do dia. Por exemplo, na primeira vez o tema era "deixando a criança de barriga pra baixo". A maioria dos bebês não é muito fã desta posição (a Sophia, nesta idade, berrava se tentássemos deixá-la nesta pose), então, a instrutora ensina algumas maneiras diferentes de colocar as crianças de barriga pra baixo, de forma que eles se sintam mais seguros e não chorem tanto.
Hoje o tema foi "massagem". Minha baby adorou ser massageada!  Ficava esticando a perninha como quem diz: mais mamãe! Muito fofa! Fiquei bem feliz que hoje deu tudo bem certo pois na primeira vez ela só chorou (pois além de ter estranhado o ambiente, estava com sono...) e na segunda vez só dormiu, então acho que lentamente ela vai começar a participar mais da aula.
Outra coisa legal do pekip é que cada bebê é respeitado na sua individualidade. Então se um neném quer mamar a aula toda, ele mama. Se está com sono e quer dormir a aula toda, ele dorme. A instrutora sempre diz para não acordar. E ela fica observando o rostinho de cada um, interpretando o que cada um parece estar sentindo.
Ah, continuando a explicação sobre o andamento da aula: depois do "tema do dia" costuma haver um espaço para perguntas, pois cá entre nós, ser mãe é viver com perguntas na cabeça, né?? E como na Alemanha pediatra não costuma esclarecer bem as nossas dúvidas (mas isto é assunto para um outro post), é muito bom poder contar com alguém ou algo como o pekip para isso. Depois das perguntas e respostas tem, para finalizar, novamente um momento musical em que se cantam canções de despedida.
Enfim, estamos gostando bastante, vamos ver se vai continuar legal!

Hoje também levei a Sophia pela primeira vez a um coral. Alguns amiguinhos dela da escolinha já frequentavam e ela vinha me pedindo pra ir também. Os ensaios são realizados numa igreja perto da escolinha dela (mas não a igreja, católica, da escolinha e, sim, uma igreja luterana), no alto de uma torre. Achei tão legal, parecia que ela estava indo para Hogwarts ;-) e tinha até vassouras num canto hehehehe!
A aula em si eu não pude ver, pois a professora pede para os pais sairem da sala. Dá para entender, quando estou junto a Sophia costuma não ter olhos pra mais ninguém :-) Só sei que ela voltou entusiasmadíssima da aula! Disse que tocou triângulo e tambor e que a professora, que segundo ela subiu e desceu duas vezes da torre, tinha até um gato! Vai saber como era a aula, né? Infelizmente, nesta idade ela ainda não me dá muitos detalhes...
Mas foi fofo ver como ela é querida pelos amiguinhos (só meninos, no coral ela é a única menina). Uma das mães pediu ao filho que deixasse a Sophia "ler" com ele uma apostila que eles têm. Só sei que nisso dois outros meninos ouviram e ficavam falando: não, a Sophia vai ler comigo. Não, comigo. Comigo! Uma briga só, hehehhe. Daí, o Samuel (um menino meio terrível, mas que a Sophia AMA, que deu vááááárias mordidas nela quando entrou pra escolinha) resolveu a pendenga: Sophia você vem comigo, e saiu puxando-a pelo braço e subornando-a com almôndegas! Não se pode dizer que ele não sabe o que quer. Já em tenra idade.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Fotos!

Fazia tempo que não postava umas fotos das meninas, então este é o objetivo do post de hoje :-)

Primeiramente queria mostrar como minha princesinha mais velha a-do-ra sushi! Acho isso tão incrível! Afinal tem muito adulto que tem medo das algas ou do peixe cru mesmo... Já a Sophia acha muito legal. Ainda mais se ela puder molhar tudo várias vezes no shoyu. Ela adora este molhinho de soja (e eu achei que ela fosse odiar, afinal um molho de cara preta é no mínimo esquisito, concordam?) e se eu deixasse acho que ela colocaria no copo e beberia como guaraná.




Também queria mostrar minhas queridinhas no dia do meu aniversário :-) Tem presente melhor pra uma mãe do que ter estes dois docinhos ao seu lado?



Eu tinha também comentado da Sophia pendurando ovos de Páscoa no jardim, mas só tinha mostrado uma foto ilustrativa. Aqui vai a foto real.



A Sophia continua amando ler para a Helena. Aqui vai mais uma foto das duas em ação.



E finalmente uns dos primeiros sorrisos da Helena que consegui fotografar! Ela é tão sorridente, mas raramente estou com a máquina a postos ultimamente. Tenho que me empenhar mais!

terça-feira, 12 de abril de 2011

Sobrevivi

Finalmente a semana do marido em viagem de trabalho chegou ao fim. Eu estava igualmente no fim das minhas forças.
Confesso que não foi tudo tão ruim assim. Nestes 9 dias a Sophia não acordou nenhuma vez durante a noite, chamando por nós (ou por mim, no caso). E comeu muito bem. Só que deu trabalho para adormecer. Muito trabalho. Muito trabalho MESMO.
Pra falar a verdade, não achava que nestas alturas do campeonato (a Helena completa hoje 8 semanas de vida) ela fosse sentir um ciúme assim tão desenfreado. No entanto, a atenção que a minha princesa mais velha estava recebendo em doses reforçadas do papai acabou fazendo muita falta... E com isso vieram os ataques de birra. Adormecer virou o pior momento do dia pra mim. Por um lado tinha que deixar a Helena aos cuidados de outras pessoas durante mais ou menos 2 horas (obrigada Nai, Rosana, Sarah!). E como é duro ouvir um neném chorar e não ir correndo no mesmo instante para acudir... Só que como fazer isso enquanto a filha mais velha desmonta o seu quarto? E desmonta ainda mais se nota que a mãe sai correndo para acudir a mais nova, deixando-a em segundo plano? Pois é.

E Sophia usou de todas suas pequenas (mais super eficientes) armas para chamar minha atenção. Ela jogava os brinquedos pra longe ou escada abaixo, se eu não estivesse no quarto; ficava o tempo todo levantando, se recusando a deitar nem por um segundo; não queria saber de carinho; não queria que eu lesse ou cantasse pra ela (acho que tinha medo que iria pegar no sono assim); tirava a roupa de cama e sua própria também; usava todos os xingamentos que conhecia (você é cocô, você é xixi, não vou te convidar pro meu aniversário, voce não é mais minha amiga, nunca mais); tentava bater em mim ou ameaçava fazê-lo, gritava como uma desesperada e eu ficando cada vez mais nervosa por não conseguir acalmá-la e por não conseguir acalmá-la rápido para poder pegar a Helena.

Por sorte foram apenas 2 estas noites tão horrorosas. Mas enquanto estava passando por elas, achei que minha vida nunca mais seria a mesma e que estava fadada a lidar com uma precoce adolescente de 3 anos a partir de então.

A melhor coisa para acalmar estes debates de fúria, no caso dela, é "distrair a fera". E isso funciona principalmente quando faço ou falo algo totalmente inesperado. Depois de tentar na noite 1 toda sorte de truques usuais para distrair a mocinha (do tipo: vamos ler a história da Chapeuzinho Vermelho - que é um dos livros preferidos - ou vamos brincar de mamãe e filhinha) e ter constatado que não estava funcionando, tentei o velho truque do castigo. Este sempre dá certo com ela. Eu digo: vou sair do quarto e quando você se acalmar a gente conversa. Geralmente 15 segundos depois ela já está pronta para pedir desculpas pelo barraco, a gente se abraça e fica tudo bem. Mas no dia 1 isto também não deu certo. Ela só se acalmou depois que inventei que tinha ouvido o coelhinho da Páscoa e que achava que tinha visto um ovo pendurado na janela da cozinha (pois é, mãe tem visão além do alcance, hehehehe). Desci até a cozinha peguei um kinder ovo, ela só quis dar uma mordida, pegou o brinquedo (e olha que sorte, era um coelho!) e daí fomos ler um livro e dormir.

Na noite 2, além de todos os truques acima (que não funcionaram de novo, nem o do coelho) eu apelei para uma outra ideia. Quando ela falou que eu era um cocô eu falei: boa ideia! Eu sou a mamãe cocô e você é a filha cocô e vou te contar uma história do cocô. E inventei a história mais sem pé nem cabeça jamais inventada. E ela ouviu tudo super interessada, super calma e quando acabou pediu a história do xixi também. Contei, claro. E depois ela dormiu tranquilamente....

No dia seguinte, estava contando toda esta odisseia para minha mãe, no telefone, quando ela me disse: será que você não tem que ser mais firme com ela? E eu fiquei pensando nisso... Pensei, pensei e fiquei relembrando o que minha mãe falava pra nós, quando nós éramos pequenas. Não me lembro de ter chamado minha mãe de cocô e acho que se tivesse chamado teria levado umas boas chineladas, mas me lembro da famosa frase:
"Não quero ouvir nem mais um pio."
Esta frase eu e minha irmã ouvimos váááááárias vezes. Mas me lembro também que o que mais gostávamos de fazer, após ouvir a famosa frase, era piar feito malucas. Era minha mãe sair do quarto para começarmos: piu, piu, piu... Então, na terceira noite, desferi a frase: Não quero ouvir nem mais uma palavra. Ela tentava falar alguma coisa e eu repetia: Não quero ouvir nem mais uma palavra.
E não é que deu certo? Ela parou com as manhas e ficou boazinha. Até me disse: "agora eu estou boazinha, né mamãe? Vamos ler uma história? Eu sou a neném gatinha e você a mamãe gata". E este mesmo truque funcionou nas noites seguintes e até no carro.

E foi assim que sobrevivi 9 dias e 8 noites sozinha em casa, com uma adolescente de 3 anos e uma neném de 1 mês e meio.
E sobre esta semana: nem mais um pio :-)

Mas quem tiver mais dicas de como lidar com birras é só falar! É sempre bom ter um estoque de estratégias nas mangas!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Enquanto ela não nasce...

... estou aqui. Tentando começar algo novo. E isto na minha 37ª semana de gravidez.
Mas desde que entrei na licença maternidade, que aqui na Alemanha já começa 6 semanas antes da data prevista do parto, que comecei a me viciar em blogs. Fico horas e horas lendo, procurando, me emocionando, rindo, me indignando e me inspirando nas coisas que leio.
Fico procurando informações sobre o parto, relembrando este momento tão especial (ainda que dolorido) pelo qual já passei uma vez, mas que quis esquecer por um bom tempo, comparo experiências, aproveito dicas boas e agora acho que chegou a hora de compartilhar um pouco das minhas experiências também. Tenho um desejo sincero de que alguém também possa aproveitar, rir sobre ou se emocionar com as minhas histórias. Ou que elas sejam simplesmente informativas para aquelas pessoas que não estão tão perto de mim, como a minha família no Brasil.
Então fica aqui o convite, para que você descubra um pouco mais sobre mim e sobre esta misteriosa multiplicação de amor de mãe.