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domingo, 26 de junho de 2011

Impaciência infantil

Sophia vai hoje pra praia com os avós. Serão duas semanas de (espero!) sol, mar, areia e calor, numa viagem somente para os avós, ela e o priminho da mesma idade.
Há dias que ela está ansiosa com a viagem e hoje finalmente chegou o grande dia! Ela já foi dormir animada, vendo que sua malinha já estava feita e animada acordou.

Mas os avós não moram na mesma cidade que nós, são quase 500 kms de distância. E quem disse que dá para explicar para uma criança que eles ainda vão demorar um tempo indeterminado? Que eles disseram que chegariam em um horário 'x' mas que ainda não chegaram? E como evitar que a criança fique indo de cinco em cinco minutos até o portão ou janela para esperar por eles? E como não ficar com peninha de ver o seu olhar tristonho enquanto fica paradinha, com frutinhas para recepcioná-los, sentadinha na escada por minutos e minutos a fio?
E como explicar para os avós que eles não devem desligar o celular NUNCA quando uma netinha está à sua espera? E como confiar que os avós estarão com o celular ligado quando uma mãe aflita quiser saber como está a filha adorada, já há dias longe dela?

Perguntas, perguntas e mais perguntas. Espero que cheguem logo. E que o celular fique sempre ligado de agora em diante.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Diálogos matinais

Há uma semana contei para a Sophia que a vovó estava prestes a nos visitar. Como, nesta idade, noções de tempo ainda são um pouco complicadas, preferi esperar até estarmos mais próxias do grande dia (que é hoje!!!). Assim, ela ainda tem o gostinho bom da espera (e pode ficar marcando os "xis" no calendário), mas não é algo que nunca chega.
E assim foi. Desde então, todo dia de manhã a Sophia  pergunta: mamãe é hoje que minha vovó chega? E eu sempre ia fazendo a contagem regressiva para ela. Mas a coisa começou tomour ares de pastelão italiano no final de semana:
(Sábado)
- Mamãe, é hoje que minha vovó chega?
- Não, filha, ela chega depois de amanhã. Você ainda precisa dormir mais duas noites.
(Domingo)
- Mamãe, é hoje que minha vovó chega?
- Não filha é só amanhã. Ainda falta mais uma noite.
- Mas hoje não é amanhã?
- Não, Sophia. Hoje é hoje, amanhã é amanhã.
- Mas você falou ontem que a vovó chegava depois de amanhã!
- Então, amanhã ela chega.
- Mas hoje é amanhã e amanhã é depois de amanhã.
- ............................... suspiro.......................
(Hoje)
- Bom dia, Sophia!
- Minha vovó chega hoje!
- Sim, filha, ela chega hoje!
- Cadê ela, mamãe?
- Ela ainda está no avião. Você tem que primeiro tomar café, ir pra escolinha e depois nós vamos ao aeroporto buscar a vovó.
- Mas mamãe, eu quero ir agora.
- Mas ela ainda não está lá, Sophia.
- Mas você disse que ela vinha hoje!
- Ela vem, meu amor.
- Então vamos lá buscar a vovó, mamãe!
- Ela está quase chegando, filha, só mais um pouco de paciência.
- Mas hoje é depois de amanhã, né?
- (resolvi não explicar mais): sim, é hoje que ela chega.

Depois de muitas frases parecidas, ela se convence e vai pra escolinha. Mas não sem antes me soltar um:
- E quando é que o vovô chega?

Já estou prevendo a novela até julho, quando o vovô chega :-)

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Quem te ensinou a nadar...

Sophia hoje estava super, híper, mega ansiosa, afinal foi o primeiro dia da natação.
Na sexta-feira ela veio para casa com uma ondinha carimbada no braço, que tinha a finalidade de lembrar a nós, e aos outros pais, que segunda era dia da natação. Ela ficou tão orgulhosa de suas ondas que não queria nem lavar as mãos, ou muito menos tomar banho, com medo que o carimbo apagasse.
Sábado, quando fomos a uma festinha de aniversário de uma amiguinha da escola, não se falava de outra coisa. Afinal, metade da turma estava escalada para ir hoje à piscina, a outra metade na semana que vem. E para felicidade da Sophia ela caiu na primeira turma.
Com isso, ela acordou hoje uma hora antes do normal. Toda feliz.

E eu toda preocupada... Pôxa ela só tem 3 aninhos e esta natação significa que ela iria pegar o metrô, ir até a piscina, nadar (e tem coisa mais assustadora que água???), voltar a pegar o metrô e voltar pra escolinha com os outros aluninhos de no máximo 4 anos e 3 professores!
Se por um lado sempre acho bonitinho quando vejo estas turminhas de crianças fazendo passeio pela cidade, dá um certo pânico quando uma das criancinhas é a minha princesinha... Só sei que passamos uns 10 minutos hoje de manhã treinando:
Como você se chama?
Como é o seu nome completo?
Como é o nome do papai?
Como é o nome da mamãe?
Onde o papai trabalha?
Onde você mora?
Como que a gente atravessa a rua?
Que bom que ela respondeu tudo certinho, mas acho que agora vou treinar o número do telefone até o próximo passeio...

terça-feira, 12 de abril de 2011

Sobrevivi

Finalmente a semana do marido em viagem de trabalho chegou ao fim. Eu estava igualmente no fim das minhas forças.
Confesso que não foi tudo tão ruim assim. Nestes 9 dias a Sophia não acordou nenhuma vez durante a noite, chamando por nós (ou por mim, no caso). E comeu muito bem. Só que deu trabalho para adormecer. Muito trabalho. Muito trabalho MESMO.
Pra falar a verdade, não achava que nestas alturas do campeonato (a Helena completa hoje 8 semanas de vida) ela fosse sentir um ciúme assim tão desenfreado. No entanto, a atenção que a minha princesa mais velha estava recebendo em doses reforçadas do papai acabou fazendo muita falta... E com isso vieram os ataques de birra. Adormecer virou o pior momento do dia pra mim. Por um lado tinha que deixar a Helena aos cuidados de outras pessoas durante mais ou menos 2 horas (obrigada Nai, Rosana, Sarah!). E como é duro ouvir um neném chorar e não ir correndo no mesmo instante para acudir... Só que como fazer isso enquanto a filha mais velha desmonta o seu quarto? E desmonta ainda mais se nota que a mãe sai correndo para acudir a mais nova, deixando-a em segundo plano? Pois é.

E Sophia usou de todas suas pequenas (mais super eficientes) armas para chamar minha atenção. Ela jogava os brinquedos pra longe ou escada abaixo, se eu não estivesse no quarto; ficava o tempo todo levantando, se recusando a deitar nem por um segundo; não queria saber de carinho; não queria que eu lesse ou cantasse pra ela (acho que tinha medo que iria pegar no sono assim); tirava a roupa de cama e sua própria também; usava todos os xingamentos que conhecia (você é cocô, você é xixi, não vou te convidar pro meu aniversário, voce não é mais minha amiga, nunca mais); tentava bater em mim ou ameaçava fazê-lo, gritava como uma desesperada e eu ficando cada vez mais nervosa por não conseguir acalmá-la e por não conseguir acalmá-la rápido para poder pegar a Helena.

Por sorte foram apenas 2 estas noites tão horrorosas. Mas enquanto estava passando por elas, achei que minha vida nunca mais seria a mesma e que estava fadada a lidar com uma precoce adolescente de 3 anos a partir de então.

A melhor coisa para acalmar estes debates de fúria, no caso dela, é "distrair a fera". E isso funciona principalmente quando faço ou falo algo totalmente inesperado. Depois de tentar na noite 1 toda sorte de truques usuais para distrair a mocinha (do tipo: vamos ler a história da Chapeuzinho Vermelho - que é um dos livros preferidos - ou vamos brincar de mamãe e filhinha) e ter constatado que não estava funcionando, tentei o velho truque do castigo. Este sempre dá certo com ela. Eu digo: vou sair do quarto e quando você se acalmar a gente conversa. Geralmente 15 segundos depois ela já está pronta para pedir desculpas pelo barraco, a gente se abraça e fica tudo bem. Mas no dia 1 isto também não deu certo. Ela só se acalmou depois que inventei que tinha ouvido o coelhinho da Páscoa e que achava que tinha visto um ovo pendurado na janela da cozinha (pois é, mãe tem visão além do alcance, hehehehe). Desci até a cozinha peguei um kinder ovo, ela só quis dar uma mordida, pegou o brinquedo (e olha que sorte, era um coelho!) e daí fomos ler um livro e dormir.

Na noite 2, além de todos os truques acima (que não funcionaram de novo, nem o do coelho) eu apelei para uma outra ideia. Quando ela falou que eu era um cocô eu falei: boa ideia! Eu sou a mamãe cocô e você é a filha cocô e vou te contar uma história do cocô. E inventei a história mais sem pé nem cabeça jamais inventada. E ela ouviu tudo super interessada, super calma e quando acabou pediu a história do xixi também. Contei, claro. E depois ela dormiu tranquilamente....

No dia seguinte, estava contando toda esta odisseia para minha mãe, no telefone, quando ela me disse: será que você não tem que ser mais firme com ela? E eu fiquei pensando nisso... Pensei, pensei e fiquei relembrando o que minha mãe falava pra nós, quando nós éramos pequenas. Não me lembro de ter chamado minha mãe de cocô e acho que se tivesse chamado teria levado umas boas chineladas, mas me lembro da famosa frase:
"Não quero ouvir nem mais um pio."
Esta frase eu e minha irmã ouvimos váááááárias vezes. Mas me lembro também que o que mais gostávamos de fazer, após ouvir a famosa frase, era piar feito malucas. Era minha mãe sair do quarto para começarmos: piu, piu, piu... Então, na terceira noite, desferi a frase: Não quero ouvir nem mais uma palavra. Ela tentava falar alguma coisa e eu repetia: Não quero ouvir nem mais uma palavra.
E não é que deu certo? Ela parou com as manhas e ficou boazinha. Até me disse: "agora eu estou boazinha, né mamãe? Vamos ler uma história? Eu sou a neném gatinha e você a mamãe gata". E este mesmo truque funcionou nas noites seguintes e até no carro.

E foi assim que sobrevivi 9 dias e 8 noites sozinha em casa, com uma adolescente de 3 anos e uma neném de 1 mês e meio.
E sobre esta semana: nem mais um pio :-)

Mas quem tiver mais dicas de como lidar com birras é só falar! É sempre bom ter um estoque de estratégias nas mangas!

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Para agilizar o parto

Hoje estava pensando que seria legal se tivesse uma mágica para que o parto fosse rápido.

Na verdade, eu estava primeiramente pensando em o que eu poderia fazer para o dia "D" chegar mais rápido. Afinal quando não se tem uma cesariana marcada, o último mês de gravidez é uma grande expectativa. A cada dia acordo pensando: será hoje? E vou dormir pensando: será que minha bolsa vai estourar no meio da noite (como na primeira gravidez)?

Assim começou minha busca no google para ver se tinha alguma simpatia (ando fazendo algumas por causa da tosse, mas confesso que não deu resultado ainda, mas enfim, não custa nada tentar, né?) para fazer o dia "D" chegar mais rápido. Não encontrei nada, mas achei um monte de simpatias para fazer com que o parto itself seja fácil e rápido. No entanto, fiquei bem pasma com o tipo de sugestões!! Então queria compartilhar com vocês as "loucuras" que as mulheres faziam, ou fazem, sei lá, para que tudo saia do jeito que elas querem, heheheh.
Estas dicas maravilhosas foram tiradas deste site:




:: SIMPATIA 01 ::
Simpatias com peças de vestiário:
Quando a criança está demorando para nascer, a mulher deve pegar o paletó do marido e se ajoelhar na cama.

:: SIMPATIA 02 ::
Para resolver depressa o parto, a mulher deve vestir a ceroula do marido.

:: SIMPATIA 03 ::
Quando o parto está muito demorado, o marido deve colocar o chapéu na cabeça e dar 7 voltas ao redor da cama.

:: SIMPATIA 04 ::
Quando a mulher não consegue dar à luz, faz-se o seguinte: ela deve ficar em pé na cama com o chapéu do marido na cabeça e sustentada por um lado pela parteira e do outro lado por qualquer parente homem.

:: SIMPATIA 05 ::
Simpatias de posição:
Para facilitar o nascimento do filho, o marido deverá estar deitado de bruços, enquanto durarem os trabalhos do parto.

:: SIMPATIA 06 ::
Se o parto estiver encrencado, coloca-se a mulher agachada sobre uma gamela emborcada.

:: SIMPATIA 07 ::
Se a criança estiver para nascer com os pés para a frente, o marido e a parteira devem pendurar a parturiente pelos pés acima da cama. Logo se endireitará a posição do nascituro.

:: SIMPATIA 08 ::
Para que a criança desça logo, devem dois homens segurar a parturiente, que permanecerá de cócoras, pelas axilas. Enquanto isso, o marido dará três voltas ao redor da casa, com um peso nas costas.

:: SIMPATIA 09 ::
Simpatias de comida e bebida:
Para apressar o nascimento da criança, a parturiente engole 3 caroços de feijão-mouro.

:: SIMPATIA 10 ::
Chá de ferradura
Coloca-se um machado ou uma ferradura (a primeira que for achada) suja ou limpa, numa vasilha com água. Leva-se ao fogo e deixa-se ferver. Dá-se a água fervida para a mulher em trabalhos. Serve para retardar o parto, enquanto não chega socorro.

:: SIMPATIA 11 ::
Chá de tiro de espingarda
Se a mulher estiver demorando a dar à luz, o marido atira para o ar com uma espingarda, lava o cano da arma e, com a água usada para isso, faz um chá para a mulher beber. A criança nascerá imediatamente.

:: SIMPATIA 12 ::
Chás dos três três
Torram-se três galhos de arruda, três de alecrim, três de erva cidreira. Acrescenta-se ao pó uma xícara de chá de sene. A parturiente toma uma xícara cheia de uma vez e logo se resolve o seu caso.

:: SIMPATIA 13 ::

Excreto
Quando o parto é difícil, a parturiente deve tomar uma xícara de urina de gente, de preferência do marido.

:: SIMPATIA 14 ::
Simpatia usando objeto
Previne-se a demora do parto, colocando no pescoço da mulher grávida, ao chegar a hora, um rosário de sementinhas de melão de São Caetano.

:: SIMPATIA 15 ::
Reza-Simpatia
Para um parto rápido e feliz, faz-se a parturiente riscar no chão uma cruz com o dedão do pé, invocando Nossa Senhora do Bom Parto.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

De volta ao mundo dos vivos e ansiedade pré-parto

Já que a tosse não quer passar mesmo, decidi que eu não iria ficar passando os meus últimos dias de licença em casa. Então fui hoje pra natação e à tarde voltei a levar a Sophia para a aula de ginástica dela.

A aula de ginástica eu poderia ter deixado pra lá. A professora oficial da turminha não foi e a substituta, ai, ai, ai.... Tadinha. Tá certo que sempre é difícil uma primeira vez. Mas ela conseguiu dar uma das piores aulas ever.
Ela chegou, não cumprimentou as crianças, não perguntou pelo nome delas, não se apresentou, simplesmente começou a montar um pequeno circuito pras crianças brincarem e pronto. Depois de montado (ou semi, pois as crianças sempre começam a mudar a ordem dos objetos assim que têm a chance) ela se limitou a remontar o que as crianças tinham alterado e de 5 em 5 minutos, mais ou menos, chamava as crianças: venham brincar aqui. Mas sem maiores entusiasmos ou incentivos.
Aff. Fiquei um pouco irritada, afinal eu tirei a Sophia do parquinho, num dos únicos dias de sol e de menos frio desde o início do ano, para levá-la à ginástica e daí esta bagunça de aula... Mas criança é criança e ela gostou e começou finalmente a se soltar um pouco. Chamou outras crianças para brincar, ia olhar curiosa o que os outros estavam fazendo e começou a proteger "seus" brinquedos também. Espero que continue assim na próxima vez, quando a professora oficial estiver presente.
Outra da professora substituta: de repente um menino pediu para ir ao banheiro. Em vez de ela chamar o pai do mesmo, ela resolveu fazer uma pequena enquete de quem também queria ir e simplesmente saiu da sala, com umas 5 crianças. Tudo bem, eu estava na sala e podia dar uma olhadinha, mas e se não tivesse??? Como que ela me deixa aquele as outras 7 crianças sozinhas? Só sei que fiz uma anotação mental para nunca deixar a Sophia na ginástica quando a substituta estivesse por lá.

Já a natação foi gostosa. Foi bom ter feito exercício, ter visto outras futuras mamães com seus barrigões e de ter me sentido, por alguns minutos, muuuuuito mais leve. Hoje só tinha uma mamãe com a data prevista para o parto anterior à minha! Ou seja, em princípio sou a segunda da fila :-)
Engraçado que esta ansiedade não é só minha. A Sophia também acha que minha barriga já cresceu o que tinha para crescer. Todos os dias ela me me pergunta se a neném já nasceu e me diz qual é o nome do dia. Ela geralmente escolhe nomes das amiguinhas da escolinha: Charlotte, Jasmin, Adriana; das professoras da escola: Kimberley, Susan, Janina e também nomes que ela tira de livros: Rapunzel, Chapeuzinho Vermelho, Gabriela, Vitória e assim por diante.

Hoje o nome era Rapunzel. Vamos ver o que vai ser no dia do nascimento :-) E que ele, o grande dia D venha logo!