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sábado, 3 de dezembro de 2011

Mamãe matou aula...

Ontem estava com preguiça. Aliás, desde quinta de manhã.
Aí que acordei tarde, fiz café pra todos, separei roupa para a Sophia, troquei a Helena, tomei café, coloquei roupa para lavar, tirei a louça limpa da máquina, coloquei a louça suja do café e quando finalmente olhei para o relógio faltavam 10 minutos para as 9. E dez minutos depois eu teria que sair para levar a Helena para o Pekip. Mas estava chovendo, estava frio e a Helena ainda fez cocô. Tive que trocar a fralda, reparei que a blusinha dela estava meio suja do mamão, que ela comeu no café, troquei a camiseta e aí já eram 9 horas.

A preguiça chuva continuava.

Desisti de ir. Vi que uma amiga querida tinha ligado e resolvi ligar de volta :-) E resolvi que iria aproveitar a manhã pra mim. Afinal a Helena sempre dorme super bem, umas duas horas pela manhã, e em vez de correr pro computador, ou de fazer coisas para a casa, fui desmatar a floresta amazônica fazer depilação, tirar o esmalte que estava no pé há uns 2 meses fazer as unhas , hidratação no cabelo e uma máscara no rosto.

Comecei por falar um tempão com a Lú e quando a Helena dormiu fui para minha sessão de beleza particular. Claro que neste dia a Helena dormiu só 50 minutos. Mas deu tempo de fazer quase tudo. E estou me sentindo tão melhor!!!!

Helena você perdoa a mamãe? Prometo que semana que vem estaremos lá!

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Lista pro papai noel

No sábado Sophia e eu fomos finalmente fazer novamente uma atividade juntas. Há umas 2, 3 semanas, mais ou menos, fomos nadar e no domingo resolvemos ir ao cinema. Já fazia um tempo que ela vinha me pedindo para assistir "Lauras Stern" (a estrela da Laura, não sei se este desenho é conhecido no Brasil ou não...), mas no sábado resolvemos que iriamos aproveitar um pouco do dia - que estava lindo - ao ar livre e só ir ao cinema no final da tarde. Então, como o filme não estava passando neste horário, resolvemos assistir "Arthur - o papai noel", ou algo do gênero, não sei como o filme se chama em inglês ou português (e estou com preguiça de googlar).

Estamos tentando fazer mais atividades só com a Sophia. Às vezes somos só nos duas, às vezes só com o papai, até agora apenas uma vez só os 3, mas acho que está sendo bom pra ela ter, pelo menos de vez em quando, os pais exclusivamente pra ela. Sem ter que dividir com a irmãzinha. Com isso não tivemos mais crises de "pinguinhos de xixi na calcinha" ou as birras, as famosas birras. Parece que ela estava realmente precisando de um pouquinho mais de atenção unicamente pra si própria. E posso falar que a Sophia está um doce. Realmente encantadora!! É um tal de eu te adoro pra cá, te amo pra lá, abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim. Ah, como a vida de uma mãe pode ser doce :-)

Mas voltando ao assunto do post. No sábado, como disse, fomos assistir este tal filme do Arthur, que é o filho do papai noel. No filme ele é o responsável por ler as cartas das crianças que mandam seus pedidos para o papai noel. Como não falta tanto tempo assim até a visita do bom velhinho resolvi que poderiamos fazer já a sua cartinha. Ela faria um desenho e eu escreveria os seus desejos. Ela desenhou super bonitinho, fez um papai noel com barba e tudo e um jacaré. Mas daí, quando perguntei o que deveria escrever na carta, veio a dúvida. Na verdade, dúvida não é bem a palavra. Não veio nada. Ela falou algo do tipo: quero uma Laufrad (uma bicicletinha sem pedais, que é um grande sucesso aqui na Alemanha, pra quem não conhece aqui está a foto). Mas ela já tem uma Laufrad. Daí disse, quero uma bicicleta, mas ela também já tem uma. E daí vimos, as duas, que ela não tem desejo nenhum. Ela disse que queria pensar, mas não voltou ainda com uma resposta. Murmurou algo sobre uma barbie com botas, mas não passou de um murmúrio.

Fiquei bem confusa depois desta nossa conversa. Com medo, pra ser sincera. Pôxa, Natal sempre foi uma data muito especial pra mim, data que eu ficava esperando chegar para poder realizar algum sonho. E fiquei triste em saber que minha filha não tem nenhum sonho. Sempre achei que não dava brinquedos demais pras minhas filhas, mas agora fiquei em dúvidas. 
Eu compro, acho que como toda mãe, um livrinho aqui e um cdzinho ali, de vez em quando. Mas será que estou exagerando na dose? Ela fez aniversário há pouco tempo e ganhou muuuuuuuuuuuita coisa - fato. Porém, será que eu errei em desta vez, ao contrário dos últimos dois anos, ter deixado que ela abrisse todos os presentes em um dia só? Será que deveria ter feito como nos anos anteriores e só deixado ela abrir um presente por semana? Será que não devo dar nada de Natal?

Como vocês fazem?

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Minha fruta preferida é mirtilo!

Pois é. Você sabe o que é isso? Provavelmente não. Nem você, nem a torcida do flamengo.
E se eu te disser que acho o texugo um bichinho bonitinho, que gostamos muito de catar bolotas nas tardes de outono, ou folhas de ácer já que as árvores estão ficando caducas, e que já estamos planejando a nossa coroa de advento para o Natal, você provavelmente não sabe de verdade sobre o que estou falando...

Mas este é o tipo de vocabulário que estou tendo que ensinar (e aprender!) para a minha filha. Pois caso contrário, a conversa teria que sair assim: Sophia, você quer Heidelbeere? Você gosta mais de Dachs ou de esquilos? Vamos catar Eichel e folhas de Ahorn hoje à tarde? Como vai ser o nosso Adventskranz este ano?

E esta é a realidade das mães que moram fora do Brasil mas que desejam muito, muito, muito que os filhos falem português.
Não sei vocês, mas eu fico num dilema: devo falar e ensinar este monte de palavras que brasileiro quase nenhum entende? Ou devo ficar misturando idiomas no meio da frase? Sempre aprendi nas minhas aulas sobre bilinguismo que os pais devem ser consequentes: um pai, uma língua. Mas e num caso assim?

Estava conversando sobre isso com uma amiga, no domingo, e ela me disse que até abaixou um dicionário no celular, para não fazer feio. Mas, para mim, um idioma é mais do que apenas a parte lexical. Tem todo o aspecto cultural também. E sinto que estou deixando a desejar neste quesito...

Alguma luz?

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Três pra frente e um pra trás

Alguém mais tem a impressão que é assim que se dá o desenvolvimento infantil?

E nem estou falando da Helena, que é um bebezinho. Desta vez estou falando da Sophia.

Acho que a maioria dos pais prefere falar sobre a parte do "pra frente", eu não sou exceção. Mas na semana passada estava bem no meio de uma fase "pra trás" que andou me deixando ma-lu-ca! Como pode uma menina de apenas 3 anos enlouquecer seus pais desta forma?? E me enlouqueceu tanto que resolvi postar aqui, para dividir um pouco as minhas angústias com vocês. Se bem que agora, uma semana depois, já estamos numa nova fase boa :-)

Problema 1: o mau humor.
Sabe quando nada está bom? Nada mesmo? Então, estava assim. Sophia sempre adora quando levamos alguma coisinha para ela comer, quando a buscamos na escolinha. Já vem toda feliz perguntando: o que você trouxe? Mas nesta semana fatídica, nem tinha a pergunta, muito menos a felicidade. Aliás, eu estava sendo recebida com um: "você chegou muito cedo!" ou "porque você já chegou mamãe?" Nossa, que balde de água fria. 
Buscar a Sophia na escola sempre foi o highlight do meu dia. E semana passada estava sendo bem frustrante... Daí, para tentar animá-la eu contava o que tinha trazido: hoje trouxe melão (que ela AMA): não gosto de melão, eu queria uma bolacha. No dia seguinte: hoje eu trouxe bolacha, que você me pediu ontem. Não quelo bolacha, eca, cledo! Quelo balinha. Mais uma tentativa: hoje trouxe balinha! Mas eu queria pirulito! Balinha é incrível! 
Aí cometi o grande erro de rir, pois sabia que ela queria falar horrível e me saiu com este incrível... Pra quê... Quer ver uma menina brava? Ria da Sophia quando ela está mal humorada. Ai o que era mau humor virou fúria e fui desconvidada para o seu aniversário várias e várias vezes. E vocês sabem que este desconvidar para o aniversário é a pior ofensa possível, né?

Problema 2: a bicicleta
Para tentar distrair um pouco a minha adolescentinha fiz vários passeios (com mais ou menos sucesso junto ao meu eleitorado): levei-a ao zoológico, a vários parquinhos, brincamos aqui em casa, convidei as melhores amigas para nos visitar e, um dia, resolvi andar de bicicleta. Só que Sophia resolveu que não sabe mais andar de bicicleta sem rodinhas! Fez o maior escândalo, dizendo que não conseguia, sendo que ela já sabe andar sem rodinhas desde julho! E não teve como convencê-la do contrário. Lá foi o pai achar as rodinhas no porão e montá-las de novo. Andamos uma vez só com a bicicleta, desde que as rodinhas foram recolocadas, e ainda não sabemos se devemos dar a ideia de andar novamente, ou melhor esperar, se tiramos as rodas, ou se deixamos (alguma dica???).

Problema 3 (e o pior deles): o xixi
Sim, o xixi. Normalmente, quando se lê sobre ter um segundo filho, é comum vir a frase de que "devido ao ciúme algumas crianças voltam a fazer xixi na cama". Ou nas calças. Sophia não usa mais fraldas há um ano e meio e também tiramos a fralda noturna há um meio ano, mais ou menos. Não tiramos antes pois queriamos esperar a Helena nascer para o fazer, para não termos muitos acidentes. 
E eis que na semana passada todo dia a Sophia vinha com a calcinha um pouco molhada pra casa. Todo dia. E era só um pouquinho, só uns pinguinhos. No primeiro dia achei que tivesse sido um acidente, no segundo já fiquei um pouco irritada e no terceiro fiquei fazendo marcação cerrada, perguntando várias vezes se ela já tinha ido ao banheiro, se queria ir novamente, para os pinguinhos não acontecerem novamente. Mas eles aconteciam. Do nada ela me aparecia falando: mamãe fiz xixi na calça, mas são só uns pinguinhos, não faz mal, né?
Meu marido já começou a inventar umas teorias de que ela estava com algum problema urinário, que a bexiga dela deveria estar com algum problema de não conseguir reter a urina e blá, blá, blá.

Até que um dia, ou melhor, uma noite, ela fez xixi na cama. Detalhe: ela NUNCA tinha feito xixi na cama. Nenhuma vez. Novamente, pensei que tivesse sido um acidente, afinal nunca tinha acontecido antes e ela também tinha tomado bastante líquido naquela noite. Aí, fizemos o que se pode fazer nesta hora: tiramos a proteção do colchão, trocamos a roupa de cama, viramos o colchão e fomos dormir.
Só que depois de algum tempo, ela nos chama novamente, chorando, e quando fomos ver ela tinha feito xixi na cama de novo!! Desta vez não tinha proteção do colchão e o outro lado já estava molhado. Mas improvisamos, forramos com umas toalhas, trocamos novamente a roupa de cama e fomos pra cama pensando com mais afinco na teoria do problema urinário. 
Mas de manhã, falando com ela sobre o ocorrido, ela dispara: mas mamãe a Helena também faz xixi na calça e na cama, mamãe.... Pronto, mistério resolvido. Depois de 8 meses, quando você acha que o assunto "ganhei uma irmãzinha" está bem resolvido, o ciúme ataca novamente...

Confesso que fiquei arrasada. Fiquei morrendo de dó da minha filhinha tentando chamar a nossa atenção desta maneira. E desde então temos tentado compensar com mais carinho, com mais atenção, com mais beijo e abraço. 

E olhem só, não teve mais nenhum pingo de xixi na calcinha.

sábado, 20 de agosto de 2011

O rato

Sabe aquele dia em que você está com dor de garganta, dor de ouvido, sono atrasado e acabou indo dormir tarde (ok, culpa sua neste quesito, mas os outros não, né?)?

Então, era um dia desses quando a Helena resolveu que precisa voltar a mamar de duas em duas horas. E nos intervalos entre uma mamada e outra ficava super inquieta e tentando rolar para cima de mim (já falei sobre a nossa cama partilhada aqui né, então, quando ela acha que não estou dando atenção, ela literalmente vai até mim!). 

Como a coisa nunca está ruim suficiente que não pode piorar, a Sophia acorda no meio da madrugada. Vou até lá, faço um carinho, ela adormece novamente. Volto pra cama, Helena acorda, mama, adormece de novo. Quando acho que vou dormir novamente, a Sophia torna a acordar. Desta vez chorando muuuuuuuito! O marido já até levanta sozinho, pois sabe que é a vez dele. Mas o choro não passa, nem mesmo com ele se deitando junto com ela. Ela chora, chora, chora e noto que quer a mamãe.
Vou até ela e ela está soluçando tanto que nem consegue me contar direito o que aconteceu. Só diz que quer ir pra minha cama por causa do rato. Antes de começar a sair caçando um rato pelo seu quarto, já logo pergunto:

- Você sonhou com um rato, querida?
- Sim, mamãe, um rato grandão que queria me comer...
Tento lembrar que foi só um sonho, que não tem nenhum rato aqui, etc, quando ela me diz com aquela lógica infantil peculiar:
- Mas rato nem tem dente, né mamãe? Ele não pode me comer!

Nem explico nada, concordo com tudo e a levo pra minha cama. Pronto. Tem coisa melhor que colo de mãe? Apesar do sono, apesar do cansaço, fui dormir feliz, com aquela sensação de dever cumprido...

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Nacionalidade

Este post é só para dizer que a Helena agora também é brasileira!
Engraçado como estas coisas são importantes, não? Não sei explicar o motivo. Mas acho que eu ficaria muito decepcionada se minhas filhas não falassem o mesmo idioma que eu e se não tivessem a mesma nacionalidade. É uma parte importante minha, que compõe a minha personalidade, a minha maneira de pensar e agir e até mesmo a forma de eu me expressar.

Então no final de semana fomos até Berlin, em primeiro lugar para a minha mãe conhecer a cidade.




E aproveitamos para irmos até a Embaixada, na segunda-feira. Engraçado que só de entrar na Embaixada a gente já se sente um pouquinho em casa. Estava lendo um blog agorinha falando de trilhas sonoras e foi só eu me lembrar da Embaixada, para relembrar a música em que estava pensando quando lá entrei:

Isto aqui, ô, ô
É um pouquinho de Brasil, Iaiá
Desse Brasil que canta e é feliz,
Feliz, feliz


E me lembrei da música tanto pelo lugar, pelo ambiente, pela falta de organizaão (rá! também é uma característica nacional, não?), quanto pelas pessoas, pelas conversas simpáticas e tudo mais... Mas depois de algumas enrolações é oficial: Helena também é brasileirinha.



Nem foi tão difícil assim: basicamente é necessário preencher um formulário, anexar fotos, documentos dos pais (passaporte), comprovante de endereço (fazia muitos, muitos anos que eu não precisava disso já que a identidade alemã tem o endereço escrito atrás, então é só mostrar e pronto... mas a Embaixada não aceita documentos estrangeiros, então tinha que ser uma conta. Só que difícil achar conta quando pagamos tudo por online banking, não?... Por sorte eles aceitaram uma carta do seguro de saúde), certidão de nascimento alemã e ir pessoalmente até Berlim para conferir a certidão prévia e pessoalmente.

E foi bom. Quase que o maridão vira albanês se eu não confiro direitinho :-)

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Saudades e gracinhas

Continuo aparecendo pouco, afinal ainda estou com visitas, oba!
A Sophia está na praia com os avós e está adorando. Quase que as coisas deram errado, no entanto.
No segundo dia de praia, meu sogro me liga avisando que Sophia estava com febre. Nossa, me desesperei. Queria pegar o carro e ir buscá-la imediatamente. Acho que só não fui pois já era tarde da noite e eu tinha acabado de dirigir 200 kms (e teria que dirigir quase o dobro disso para ir buscá-la)... Ela já estava com uma tossezinha quando saiu daqui, mas parece que lá a tosse piorou e, como acontece algumas vezes nesta situação, teve uma hora que tossiu tanto, mas tanto, que até vomitou. Ai, claro, ela só pensava em vir pra casa e meu sogro ligou para que eu a acalmasse. Mas como acalmar quando sua filha liga e fala assim: "mamãe, eu tô doente. Eu tô triste mamãe, vem me buscar agora". Com muita ênfase no "agora"... Fiquei com o coração partido.
Acalmei a Sophia da melhor maneira que pude e combinamos de telefonar no dia seguinte de manhã. Por sorte ela passou super bem a noite, minha sogra ficou com ela no quarto a noite inteira para conferir se a febre não voltava, e acordou já bem mais feliz (e sem febre!). Ela falou então comigo num tom bem mais animado, me contando que os avós tinham até deixado que ela assistisse televisão (e eles nunca deixam, meu marido e cunhada cresceram sem tv em casa). Rá, me senti vingada no dia em que eles me olharam torto pois eu permiti que ela assistisse um desenho na hora do jantar, num dia em que o ciúme em relação à Helena andava a mil...
Enfim, como a febre não voltou e o seu humor estava cada vez melhor, ela ficou.

Com isso a Helena está ganhando uma porção extra de mamãe. E é a sorte, pois a Helena está bem exigente, querendo muuuuuito colo. Desde que ela começou a virar que ela não quer mais ficar deitadinha no chão. É ela encostar as costinhas no chão que ela já vira. E depois de virar e brincar um tempinho ela se cansa e começa a chorar. Ela ainda não consegue desvirar e, talvez, isto seja o motivo para a sua frustração.

No mais Helena tem estado muito ativa. Ela adora brincar com seus brinquedinhos agora. Ela pega, põe na boca, joga fora, tenta pegar de novo, usa os pés para pegar também e faz muitos barulhinhos. Ela está treinando a ação de tirar a chupeta e recolocá-la na boca (ainda sem sucesso, o que também é motivo de muita reclamação!). Ela adora copos (fica toda entusiasmada quando me vê bebendo água!), o lustre da cozinha, espelhos e a mamãe, claro :-) Acho que sou o brinquedo favorito, heheheh. Ela adora puxar meu cabelo, segurar minhas roupas e babar no meu ombro, entre outras coisas. 
Ela continua não dormindo muito durante o dia, mas à noite até que dorme bem. Claro que ela acorda para mamar. Mas nem abre os olhos, só mama e já volta a dormir rapidinho. E falando em acordar... ela acaba de me chamar :-)

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Diálogos matinais

Há uma semana contei para a Sophia que a vovó estava prestes a nos visitar. Como, nesta idade, noções de tempo ainda são um pouco complicadas, preferi esperar até estarmos mais próxias do grande dia (que é hoje!!!). Assim, ela ainda tem o gostinho bom da espera (e pode ficar marcando os "xis" no calendário), mas não é algo que nunca chega.
E assim foi. Desde então, todo dia de manhã a Sophia  pergunta: mamãe é hoje que minha vovó chega? E eu sempre ia fazendo a contagem regressiva para ela. Mas a coisa começou tomour ares de pastelão italiano no final de semana:
(Sábado)
- Mamãe, é hoje que minha vovó chega?
- Não, filha, ela chega depois de amanhã. Você ainda precisa dormir mais duas noites.
(Domingo)
- Mamãe, é hoje que minha vovó chega?
- Não filha é só amanhã. Ainda falta mais uma noite.
- Mas hoje não é amanhã?
- Não, Sophia. Hoje é hoje, amanhã é amanhã.
- Mas você falou ontem que a vovó chegava depois de amanhã!
- Então, amanhã ela chega.
- Mas hoje é amanhã e amanhã é depois de amanhã.
- ............................... suspiro.......................
(Hoje)
- Bom dia, Sophia!
- Minha vovó chega hoje!
- Sim, filha, ela chega hoje!
- Cadê ela, mamãe?
- Ela ainda está no avião. Você tem que primeiro tomar café, ir pra escolinha e depois nós vamos ao aeroporto buscar a vovó.
- Mas mamãe, eu quero ir agora.
- Mas ela ainda não está lá, Sophia.
- Mas você disse que ela vinha hoje!
- Ela vem, meu amor.
- Então vamos lá buscar a vovó, mamãe!
- Ela está quase chegando, filha, só mais um pouco de paciência.
- Mas hoje é depois de amanhã, né?
- (resolvi não explicar mais): sim, é hoje que ela chega.

Depois de muitas frases parecidas, ela se convence e vai pra escolinha. Mas não sem antes me soltar um:
- E quando é que o vovô chega?

Já estou prevendo a novela até julho, quando o vovô chega :-)

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Atividades

Quarta-feira é dia da Helena fazer PEKIP. Este é o nome de um curso que está bem na moda aqui na Alemanha. Significa "programa pai e filho de Praga" e foi desenvolvido por um psicólogo tcheco para estimular as brincadeiras entre pais e filhos. Queria muito ter feito este curso com a Sophia também, porém, no primeiro ano de vida dela nós quase não paramos em casa... Foram algumas semanas na Bahamas e em Miami, alguns meses em São Paulo e, assim, como teriamos que faltar muito, decidi que não faria o curso. Comprei um livro, para poder praticar algumas coisas com ela mesmo assim, mas fiquei triste por não termos feito este curso juntas (mas compensamos com natação e com um outro curso para bebês, né Sophia?).
Agora, como não temos nenhum plano de viagem em vista (pelo menos não a trabalho do maridão, como da última vez), resolvi iniciar o curso com a Helena.
Uma das ideias do programa é deixar os bebês bem à vontade para se auto-descobrirem. Por isso, eles brincam peladinhos (e as mamães passam muuuuuito calor, pois a salinha é híper aquecida, para nenhum bebê passar frio)! Geralmente o curso começa com algumas musiquinhas iniciais, em que cada criança é cumprimentada. Depois as mães se levantam, com os bebês no colo, e conversam entre si, enquanto os nenéns podem olhar uns pros outros e para as outras mães também. É legal que, apesar de todas as crianças terem a mesma idade (no máximo um mês de diferença), elas são tão diferentes! E já dá pra ver a "personalidade" de cada uma.
Em seguida vai-se para o tema do dia. Por exemplo, na primeira vez o tema era "deixando a criança de barriga pra baixo". A maioria dos bebês não é muito fã desta posição (a Sophia, nesta idade, berrava se tentássemos deixá-la nesta pose), então, a instrutora ensina algumas maneiras diferentes de colocar as crianças de barriga pra baixo, de forma que eles se sintam mais seguros e não chorem tanto.
Hoje o tema foi "massagem". Minha baby adorou ser massageada!  Ficava esticando a perninha como quem diz: mais mamãe! Muito fofa! Fiquei bem feliz que hoje deu tudo bem certo pois na primeira vez ela só chorou (pois além de ter estranhado o ambiente, estava com sono...) e na segunda vez só dormiu, então acho que lentamente ela vai começar a participar mais da aula.
Outra coisa legal do pekip é que cada bebê é respeitado na sua individualidade. Então se um neném quer mamar a aula toda, ele mama. Se está com sono e quer dormir a aula toda, ele dorme. A instrutora sempre diz para não acordar. E ela fica observando o rostinho de cada um, interpretando o que cada um parece estar sentindo.
Ah, continuando a explicação sobre o andamento da aula: depois do "tema do dia" costuma haver um espaço para perguntas, pois cá entre nós, ser mãe é viver com perguntas na cabeça, né?? E como na Alemanha pediatra não costuma esclarecer bem as nossas dúvidas (mas isto é assunto para um outro post), é muito bom poder contar com alguém ou algo como o pekip para isso. Depois das perguntas e respostas tem, para finalizar, novamente um momento musical em que se cantam canções de despedida.
Enfim, estamos gostando bastante, vamos ver se vai continuar legal!

Hoje também levei a Sophia pela primeira vez a um coral. Alguns amiguinhos dela da escolinha já frequentavam e ela vinha me pedindo pra ir também. Os ensaios são realizados numa igreja perto da escolinha dela (mas não a igreja, católica, da escolinha e, sim, uma igreja luterana), no alto de uma torre. Achei tão legal, parecia que ela estava indo para Hogwarts ;-) e tinha até vassouras num canto hehehehe!
A aula em si eu não pude ver, pois a professora pede para os pais sairem da sala. Dá para entender, quando estou junto a Sophia costuma não ter olhos pra mais ninguém :-) Só sei que ela voltou entusiasmadíssima da aula! Disse que tocou triângulo e tambor e que a professora, que segundo ela subiu e desceu duas vezes da torre, tinha até um gato! Vai saber como era a aula, né? Infelizmente, nesta idade ela ainda não me dá muitos detalhes...
Mas foi fofo ver como ela é querida pelos amiguinhos (só meninos, no coral ela é a única menina). Uma das mães pediu ao filho que deixasse a Sophia "ler" com ele uma apostila que eles têm. Só sei que nisso dois outros meninos ouviram e ficavam falando: não, a Sophia vai ler comigo. Não, comigo. Comigo! Uma briga só, hehehhe. Daí, o Samuel (um menino meio terrível, mas que a Sophia AMA, que deu vááááárias mordidas nela quando entrou pra escolinha) resolveu a pendenga: Sophia você vem comigo, e saiu puxando-a pelo braço e subornando-a com almôndegas! Não se pode dizer que ele não sabe o que quer. Já em tenra idade.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Fotos!

Fazia tempo que não postava umas fotos das meninas, então este é o objetivo do post de hoje :-)

Primeiramente queria mostrar como minha princesinha mais velha a-do-ra sushi! Acho isso tão incrível! Afinal tem muito adulto que tem medo das algas ou do peixe cru mesmo... Já a Sophia acha muito legal. Ainda mais se ela puder molhar tudo várias vezes no shoyu. Ela adora este molhinho de soja (e eu achei que ela fosse odiar, afinal um molho de cara preta é no mínimo esquisito, concordam?) e se eu deixasse acho que ela colocaria no copo e beberia como guaraná.




Também queria mostrar minhas queridinhas no dia do meu aniversário :-) Tem presente melhor pra uma mãe do que ter estes dois docinhos ao seu lado?



Eu tinha também comentado da Sophia pendurando ovos de Páscoa no jardim, mas só tinha mostrado uma foto ilustrativa. Aqui vai a foto real.



A Sophia continua amando ler para a Helena. Aqui vai mais uma foto das duas em ação.



E finalmente uns dos primeiros sorrisos da Helena que consegui fotografar! Ela é tão sorridente, mas raramente estou com a máquina a postos ultimamente. Tenho que me empenhar mais!

terça-feira, 12 de abril de 2011

Sobrevivi

Finalmente a semana do marido em viagem de trabalho chegou ao fim. Eu estava igualmente no fim das minhas forças.
Confesso que não foi tudo tão ruim assim. Nestes 9 dias a Sophia não acordou nenhuma vez durante a noite, chamando por nós (ou por mim, no caso). E comeu muito bem. Só que deu trabalho para adormecer. Muito trabalho. Muito trabalho MESMO.
Pra falar a verdade, não achava que nestas alturas do campeonato (a Helena completa hoje 8 semanas de vida) ela fosse sentir um ciúme assim tão desenfreado. No entanto, a atenção que a minha princesa mais velha estava recebendo em doses reforçadas do papai acabou fazendo muita falta... E com isso vieram os ataques de birra. Adormecer virou o pior momento do dia pra mim. Por um lado tinha que deixar a Helena aos cuidados de outras pessoas durante mais ou menos 2 horas (obrigada Nai, Rosana, Sarah!). E como é duro ouvir um neném chorar e não ir correndo no mesmo instante para acudir... Só que como fazer isso enquanto a filha mais velha desmonta o seu quarto? E desmonta ainda mais se nota que a mãe sai correndo para acudir a mais nova, deixando-a em segundo plano? Pois é.

E Sophia usou de todas suas pequenas (mais super eficientes) armas para chamar minha atenção. Ela jogava os brinquedos pra longe ou escada abaixo, se eu não estivesse no quarto; ficava o tempo todo levantando, se recusando a deitar nem por um segundo; não queria saber de carinho; não queria que eu lesse ou cantasse pra ela (acho que tinha medo que iria pegar no sono assim); tirava a roupa de cama e sua própria também; usava todos os xingamentos que conhecia (você é cocô, você é xixi, não vou te convidar pro meu aniversário, voce não é mais minha amiga, nunca mais); tentava bater em mim ou ameaçava fazê-lo, gritava como uma desesperada e eu ficando cada vez mais nervosa por não conseguir acalmá-la e por não conseguir acalmá-la rápido para poder pegar a Helena.

Por sorte foram apenas 2 estas noites tão horrorosas. Mas enquanto estava passando por elas, achei que minha vida nunca mais seria a mesma e que estava fadada a lidar com uma precoce adolescente de 3 anos a partir de então.

A melhor coisa para acalmar estes debates de fúria, no caso dela, é "distrair a fera". E isso funciona principalmente quando faço ou falo algo totalmente inesperado. Depois de tentar na noite 1 toda sorte de truques usuais para distrair a mocinha (do tipo: vamos ler a história da Chapeuzinho Vermelho - que é um dos livros preferidos - ou vamos brincar de mamãe e filhinha) e ter constatado que não estava funcionando, tentei o velho truque do castigo. Este sempre dá certo com ela. Eu digo: vou sair do quarto e quando você se acalmar a gente conversa. Geralmente 15 segundos depois ela já está pronta para pedir desculpas pelo barraco, a gente se abraça e fica tudo bem. Mas no dia 1 isto também não deu certo. Ela só se acalmou depois que inventei que tinha ouvido o coelhinho da Páscoa e que achava que tinha visto um ovo pendurado na janela da cozinha (pois é, mãe tem visão além do alcance, hehehehe). Desci até a cozinha peguei um kinder ovo, ela só quis dar uma mordida, pegou o brinquedo (e olha que sorte, era um coelho!) e daí fomos ler um livro e dormir.

Na noite 2, além de todos os truques acima (que não funcionaram de novo, nem o do coelho) eu apelei para uma outra ideia. Quando ela falou que eu era um cocô eu falei: boa ideia! Eu sou a mamãe cocô e você é a filha cocô e vou te contar uma história do cocô. E inventei a história mais sem pé nem cabeça jamais inventada. E ela ouviu tudo super interessada, super calma e quando acabou pediu a história do xixi também. Contei, claro. E depois ela dormiu tranquilamente....

No dia seguinte, estava contando toda esta odisseia para minha mãe, no telefone, quando ela me disse: será que você não tem que ser mais firme com ela? E eu fiquei pensando nisso... Pensei, pensei e fiquei relembrando o que minha mãe falava pra nós, quando nós éramos pequenas. Não me lembro de ter chamado minha mãe de cocô e acho que se tivesse chamado teria levado umas boas chineladas, mas me lembro da famosa frase:
"Não quero ouvir nem mais um pio."
Esta frase eu e minha irmã ouvimos váááááárias vezes. Mas me lembro também que o que mais gostávamos de fazer, após ouvir a famosa frase, era piar feito malucas. Era minha mãe sair do quarto para começarmos: piu, piu, piu... Então, na terceira noite, desferi a frase: Não quero ouvir nem mais uma palavra. Ela tentava falar alguma coisa e eu repetia: Não quero ouvir nem mais uma palavra.
E não é que deu certo? Ela parou com as manhas e ficou boazinha. Até me disse: "agora eu estou boazinha, né mamãe? Vamos ler uma história? Eu sou a neném gatinha e você a mamãe gata". E este mesmo truque funcionou nas noites seguintes e até no carro.

E foi assim que sobrevivi 9 dias e 8 noites sozinha em casa, com uma adolescente de 3 anos e uma neném de 1 mês e meio.
E sobre esta semana: nem mais um pio :-)

Mas quem tiver mais dicas de como lidar com birras é só falar! É sempre bom ter um estoque de estratégias nas mangas!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Maternidade Real


A Carol Passuelo convidou em seu blog para que as mães blogueiras falassem sobre a experiência única de ser mãe, e como a realidade é diferente da teoria. Quando li este convite não pude deixar de começar a pensar no que significava pra mim a maternidade real. E o textinho abaixo é uma tentativa de por em palavras os pensamentos que surgiram na minha cabeça :-)

Ser mãe começa muito antes de um bebê nascer. Ser mãe começa com ser filha.
Pois ser filha significa observar todos os passos de sua mãe. Cada gesto, cada sorriso, cada bronca, cada decisão - tudo isto contribui enormemente para construir a nossa visão do que é ser mãe e, de quebra, o que é ser uma boa mãe. Afinal, uma boa mãe é o que todas queremos ser, a melhor mãe do mundo, a melhor mãe que podemos ser.

E ah! Como isto é difícil. Pois ser mãe significa também termos que equilibrar o ideal com o praticável. O sonho com a realidade. Significa entrar em acordo com o pai da criança, com a família, com a escolinha, com a própria criança e com o mundo em que vivemos, tudo isto para educarmos os nossos filhos da melhor maneira possível.

E este é o maior desafio. Afinal de contas o que é o melhor para uma mãe, é apenas razoável para uma outra. Parece que cada mãe tem algum assunto relacionado à educação do seu filho, que considera primordial.

Vejo minha irmã que se informa sobre cada ingrediente de qualquer alimento que entra na boca do seu filho, pois alimentação pra ela é assunto sério; vejo uma grande amiga que leva sua filha semanalmente ao médico, pois ela pesquisa sempre todos os sintomas que sua filha apresenta e teme que possa ser algo mais grave; vejo outra amiga/irmã que estimula o lado criativo e artístico de sua filha; vejo minha cunhada que considera disciplina uma qualidade fundamental para seu filho; vejo a mim mesma fazendo questão que minhas filhas falem perfeitamente o português e não somente alemão e, acima de tudo, vejo todas nós tentando equilibrar na balança todos estes ideais.

Só que a educação ideal insiste em fugir de mim...
Preferia que minha filha mais velha não assistisse televisão. Preferia que ela sempre almoçasse, jantasse, lanchasse tudo aquilo que eu coloco em seu prato sem reclamar. Gostaria que ela bebesse mais água (ela não gosta de líquidos, aparentemente... só toma bem o leite no café da manhã, mas nem adianta oferecer leite durante o resto do dia!). Ficaria feliz da vida se ela gostasse de escovar os dentes e de lavar o cabelo com o mesmo entusiasmo com que ela brinca com suas bonecas. Seria maravilhoso se ela não sentisse uma pitadinha de ciúmes da irmã.
Também adoraria que a Helena, mesmo com suas apenas 7 semanas de vida, dormisse a noite toda. Ou que pegasse a chupeta. Ou que não fizesse um monte de cocô justamente quando a fralda já está meio cheia de xixi, vazando assim cocô pelas costas acima. Ou que ela amasse ficar no colo do pai enquanto eu tomo banho sossegada.

Mas fato é que Sophia assiste sim seus desenhos à noite, enquanto eu preparo a janta e assim não fico com uma filha emburrada do meu lado que depois se recusa terminantemente a comer. Ela já dormiu sem escovar os dentes. O cabelo dela eu só lavo quando EU estou de bom humor, para encar numa boa os protestos. Já a Helena dorme ao meu lado na cama compartilhada para que durma o máximo possível e, à noite, se não fez cocô, nem troco a fralda para não acordá-la. 

Ou seja, decidi que não seria xiita.
Eu cresci assistindo Xuxa, Balão Mágico, Angélica e outras figuras do gênero, mas ainda assim me tornei uma pessoa legal (juro!), então acho que não preciso exagerar a dose e não deixar a minha filha assistir tv em momento algum (como é meio que "ditado" pela sociedade alemã).
Procuro oferecer a melhor alimentação possível aqui em casa. Compro frutas e legumes orgânicos na feira e cozinho com frequência, pois não gosto muito de comida pronta, mas não deixo de comprar sacos de legumes congelados para me facilitar a vida (dizem que legumes congelados são até mais frescos que os outros...). Evito dar açúcar para minha filha, mas não acho que ele seja um veneno.
Tento seguir radicalmente a regra de um pai/uma língua, para que o bilinguismo seja uma coisa natural, mas de vez em quando não tem jeito e saem algumas palavrinhas em alemão.
Me esforço para não ceder às birras da minha filha, mas neste exato momento ela está lá dormindo na minha cama, pois não quis dormir na sua e assim eu vou vivendo.

Não esqueço nunca dos meus objetivos, mas tento equilibrá-los com o bom senso e a comodidade (sim, a comodidade, afinal ninguém tem tempo sobrando por aí). Tudo isto temperado com a prioridade que parece ter sido a estrela-guia da educação que recebi da minha mãe - e que também é parte importantíssima da educação que dou para minhas duas filhas: fazer com que elas tenham a certeza absoluta de que ELAS e a felicidade DELAS são a prioridade na minha vida.
E este é o único ideal que eu faço questão que seja também realidade.