Será que existe algo como inferno astral - quando tudo dá errado?
Se sim, então estamos tendo um inferno astral familiar, em que todos ficamos doentes :-(
Se não, é muito azar para uma família só...
Depois do parto, juro que achei que tudo tinha se resolvido (quem perdeu a minha saga pode ler aqui ou alguns outros posts de fevereiro). Mas apenas um dia depois do grande dia, estava lá eu, sentada na cama do hospital, com a Helena no colo, esperando o Felix chegar.
Tinhamos combinado que ele colocaria a Sophia na cama (para não dar muito trabalho para a mãe dele) e depois voltaria para ficar um pouco comigo. Ele acabou demorando bastante, achei que ele nem viesse mais, que de repente a Sophia estava dando trabalho demais, sei lá. Mandei um sms pra ele, perguntando se ele ainda vinha e ele me respondeu dizendo que em 5 minutos estaria lá.
De repente a porta do quarto se abre e vejo meu marido sentado numa cadeira de rodas. Lembro que pensei: nossa que brincadeira de mau gosto. Porém, quando olho melhor vejo que ele está com o pé imobilizado... Pois é, ele teve uma queda horrorosa e rompeu o tendão. Resultado 6 semanas com uma tala pois o pé dele estava muito, muito, muito inchado. E roxo também. Agora já se passaram 3 semanas e ele está podendo andar e carregar peso novamente. Mas quando cheguei em casa do hospital, com a Sophia gripada, a Helena recém nascida e o marido sem poder andar, eu com pontos da episio e apenas 2 dias depois de ter tido neném, chorei de desespero...
Depois disso ainda tivemos conjuntivite das duas meninas, resfriadinho e cólica da Helena, eu quase tendo que ir para o hospital pois acabei fazendo esforço demais durante o resguardo e a última novidade foi a Sophia com uma febre maluca que durou uma semana sem motivo aparente (o pediatra não achou nada para poder medicar...). Será que agora acabou tudo???
Espero muito que sim. Ainda faltam 2 semanas para o meu aniversário, mas quero declarar o inferno astral coletivo como encerrado AGORA!
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E não poderia deixar de mostrar meu apoio para esta campanha:
Clique em campanha para saber mais detalhes :-)
Minha mãe sempre falava que amor de mãe não se divide, ele se multiplica. E aqui estou eu, escrevendo sobre este amor incondicional que sinto por minhas filhas.
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sábado, 12 de março de 2011
quarta-feira, 2 de março de 2011
A parteira é má
Pelo menos é isso o que a Sophia pensa dela.
Acho que já contei que aqui na Alemanha, todas as novas mamães, têm uma parteira para orientar, ajudar, tirar dúvidas e cuidar da saúde da mãe e do filho nos primeiros dias após o nascimento. Assim que entrei no hospital, por exemplo, já liguei para a minha, avisando que o parto estava pra acontecer. Mas mesmo antes, durante toda a gravidez, ela fica à disposição para esclarecer dúvidas, fazer visitas às grávidas e, algumas mulheres preferem fazer o pré-natal com a parteira, em vez de fazê-lo com o obstetra.
Na minha opinião fazer todo o pré-natal com a parteira, sem ultrassom, é um pouco natureba demais. Mas também liguei pra minha parteira uma vez ou outra, durante a gravidez, para perguntar coisas que eu achava que não justificavam uma ida ao médico.
No dia seguinte à nossa alta do hospital minha parteira já veio fazer a primeira visita. E sempre que vem ela pesa a neném, observa se o útero está voltando ao tamanho normal, verifica como está a cor da bebê (para ver se não está desenvolvendo icterícia), a pele do bumbum, se a pega para a mamada está certa, enfim, é uma conselheira :-)
Uma das coisas que ela também faz é mostrar aos pais como dar banho no neném. Apesar de já ter uma mocinha de 3 anos, achei que seria legal dar o primeiro banho na Helena junto com a parteira. A Sophia também quis participar e ficou o tempo todo observando o banho e se mostrou bastante triste quando viu a irmãzinha chorar depois do banho.
E atribuiu as lágrimas da irmã à parteira. Achou que esta tivesse machucado a Helena de alguma forma e já começou a comentar comigo (por sorte em português, daí a moça não entendeu nada): ela tá machucando a Helena, mamãe. Ela é muito brava, quando que ela vai embora? Eu não quero que ela fique aqui na minha casa e blá, blá, blá....
Eu não consegui naquele momento explicar para a Sophia que o problema tinha sido mais a temperatura, que estava fria, e que nenéns não gostam de frio. Imaginem a cena: uma filha chorava, a outra praguejava e a parteira continuava falando, querendo me explicar mil coisas, enquanto uma amiga filmava a cena e o maridão com suas muletas tentava entrar no banheiro, com nossa máquina fotográfica na mão. E eu ali, no meio da confusão, tentando dar respostas a todos :-)
Só sei que agora, cada vez que a parteira chega, fico toda envergonhada, pois a Sophia vai logo "cumprimentá-la": vai embora, você não pode vir aqui na minha casa, você não vai machucar minha irmãzinha, você é má, ela é minha neném... E na última vez, para não restar nenhuma dúvida, estas boas-vindas foram em alemão mesmo. Aff.
Resultado: a parteira agora só vem de manhã, quando a Sophia está na escolinha :~)
Acho que já contei que aqui na Alemanha, todas as novas mamães, têm uma parteira para orientar, ajudar, tirar dúvidas e cuidar da saúde da mãe e do filho nos primeiros dias após o nascimento. Assim que entrei no hospital, por exemplo, já liguei para a minha, avisando que o parto estava pra acontecer. Mas mesmo antes, durante toda a gravidez, ela fica à disposição para esclarecer dúvidas, fazer visitas às grávidas e, algumas mulheres preferem fazer o pré-natal com a parteira, em vez de fazê-lo com o obstetra.
Na minha opinião fazer todo o pré-natal com a parteira, sem ultrassom, é um pouco natureba demais. Mas também liguei pra minha parteira uma vez ou outra, durante a gravidez, para perguntar coisas que eu achava que não justificavam uma ida ao médico.
No dia seguinte à nossa alta do hospital minha parteira já veio fazer a primeira visita. E sempre que vem ela pesa a neném, observa se o útero está voltando ao tamanho normal, verifica como está a cor da bebê (para ver se não está desenvolvendo icterícia), a pele do bumbum, se a pega para a mamada está certa, enfim, é uma conselheira :-)
Uma das coisas que ela também faz é mostrar aos pais como dar banho no neném. Apesar de já ter uma mocinha de 3 anos, achei que seria legal dar o primeiro banho na Helena junto com a parteira. A Sophia também quis participar e ficou o tempo todo observando o banho e se mostrou bastante triste quando viu a irmãzinha chorar depois do banho.
E atribuiu as lágrimas da irmã à parteira. Achou que esta tivesse machucado a Helena de alguma forma e já começou a comentar comigo (por sorte em português, daí a moça não entendeu nada): ela tá machucando a Helena, mamãe. Ela é muito brava, quando que ela vai embora? Eu não quero que ela fique aqui na minha casa e blá, blá, blá....
Eu não consegui naquele momento explicar para a Sophia que o problema tinha sido mais a temperatura, que estava fria, e que nenéns não gostam de frio. Imaginem a cena: uma filha chorava, a outra praguejava e a parteira continuava falando, querendo me explicar mil coisas, enquanto uma amiga filmava a cena e o maridão com suas muletas tentava entrar no banheiro, com nossa máquina fotográfica na mão. E eu ali, no meio da confusão, tentando dar respostas a todos :-)
Só sei que agora, cada vez que a parteira chega, fico toda envergonhada, pois a Sophia vai logo "cumprimentá-la": vai embora, você não pode vir aqui na minha casa, você não vai machucar minha irmãzinha, você é má, ela é minha neném... E na última vez, para não restar nenhuma dúvida, estas boas-vindas foram em alemão mesmo. Aff.
Resultado: a parteira agora só vem de manhã, quando a Sophia está na escolinha :~)
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