Ser mãe em tempos de EHEC não é fácil.
Não sei se todo mundo já ouviu falar deste termo... Então, explicando para quem não conhece: trata-se da super bactéria Escherichia colí que anda circulando pela Alemanha, mais precisamente em Hamburgo, justamente a cidade onde moramos... A maioria das pessoas fica somente com gastroenterite, mas outras têm complicações gravíssimas e acabam com uma síndrome hemolítica urêmica. Neste caso os rins param de funcionar, os pacientes têm que fazer diálise e muitos ainda sofrem com distúrbios neurológicos graves.. Ou seja, um cenário assustador.
Mais assustador ainda é o fato que ainda não se sabe como este surto começou. Na busca pela fonte de contaminação da doença já se falou em pepino, tomate, alface e o último suspeito foi o broto. Assim, o ministério da saúde alemão oficialmente declarou que não devemos comer estes itens. No entanto, o médico-chefe do hospital de Hamburgo em que muitos pacientes estão sendo tratados já declarou que ele próprio não come nada cru. Pôxa se ele que está ali, no centro dos acontecimentos, não está comendo nada cru, não tem muito como nós fazermos diferente, né?
Só que com isso, além de ficar com medo de comer e de ver a família comendo, estou tendo diálogos surreais com a Sophia.
- Mamãe, quero pepino!
- Não tem, meu amor, o pepino acabou.
- Mamãe, então eu quero cenoura.
(levo pra ela cenoura cozida)
- Mamãe, mas eu quero clu (acho tão fofinho o "clu" dela!)!
- Agora não dá, querida, já cozinhei todas as cenouras.
- Então posso comer tomate?
- Filha, você não prefere uma bolacha ou um pedaço de chocolate?
Aff!!!! A incerteza é tanta que estou realmente preferindo dar chocolate à fruta... Até quando isto vai durar???
Minha mãe sempre falava que amor de mãe não se divide, ele se multiplica. E aqui estou eu, escrevendo sobre este amor incondicional que sinto por minhas filhas.
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quarta-feira, 8 de junho de 2011
domingo, 30 de janeiro de 2011
Dor é natural
Pois é. A neném não nasceu este final de semana, oba! Mas a tosse também não foi embora. Não foi nem até a esquina e acho que ainda trouxe as amigas. Na noite de sábado para domingo consegui adormecer só lá pelas 5 da manhã. E acho que de pura exaustão, pois a tosse continuava me incomodando.
Só sei que estava ficando um pouco preocupada que a minha falta de ar noturna pudesse estar prejudicando a neném de alguma forma. A coisa estava tão brava que me armei de coragem e fui até ao hospital no sábado à tarde. Maravilha foi que pude contar com a ajuda da minha grande amiga Vi (obrigada mesmo querida!), que foi comigo e, assim, a Sophia não teve que ser carregada para um hospital, mas pode brincar tranquilamente com o papai em um playground indoors.
Foi ótimo saber que está tudo bem com a minha princesinha: ela já engordou mais 200g desde o ultrassom da quarta (em apenas 3 dias!) e o colo do útero já está bem curto. Mas as maravilhas acabam por aí. Nem vou entrar em muitos detalhes em relação ao longuíssimo chá de cadeira que levamos, no total foram 5 horas lá dentro!
Porém triste mesmo é ver como os médicos não estão "nem aí" para as condições da mamãe de segunda viagem aqui. Eu reclamando de falta de ar, a médica me dizendo que não era para se esperar outra coisa de alguém na 37ª semana de gravidez. Eu reclamando que a tosse não me deixava dormir, a médica me dizendo que tosse é assim mesmo, atrapalha o sono. Eu reclamando que meu peito estava chiando muito, que podia ser uma bronquite, e a médica me dizendo que não estava tão ruim assim não. Ahhhhhhhhhh!!!! Que vontade de dar uns tabefes!
Mas como não iria adiantar nada me contive, voltei pra casa e vou ver se tento a minha sorte amanhã, em um pneumologista. Ou não. Talvez o melhor fosse me resignar mesmo ao velho lema da minha ginecologista: "dor é natural".
Novos capítulos certamente virão :-)
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