Sim, querida, é hoje!
Ai que delícia poder dizer isso! E que delícia aquela sensação gostosa de finalmente poder ver pessoas tão, tão, tão queridas. Nada como visitar a família, não é mesmo?
E eis que depois de alguns dias viajando, pegamos a estrada a caminho de Burlington, uma cidadezinha perto de Toronto, onde minha irmã, meu cunhado e sobrinho residem. Como o trajeto de Ottawa até lá era bem comprido, já iniciamos a jornada logo cedo.
Fomos parando na região de Thousand Islands, para esticar as pernas e para ver as ilhas pequenas e fofas que salpicam o lago Ontario, que representa a fronteira entre o Canadá e os Estados Unidos.
Aliás, alguém sabe me dizer se aquele molho de salada, Thousand Islands, tem alguma relação com este local? Fiquei curiosa (e com preguiça de googlar, rsrsrsrs)...
Enfim, depois de muitas horas na estrada, muito trânsito na região de Toronto (a única coisa que não gostei do Canadá: eles têm MUITO trânsito!!!), chegamos na casa da Tia Lica. Ou Tia Madrinha - como Sophia também gosta de chamar.
Ai que saudade que me deu agora... Acho que vou continuar só amanhã....
Beijo!
Minha mãe sempre falava que amor de mãe não se divide, ele se multiplica. E aqui estou eu, escrevendo sobre este amor incondicional que sinto por minhas filhas.
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Canadá, finalmente!
Depois de algumas (muitas) horas dentro do carro, finalmente nos aproximamos da fronteira. Sophia desperta rapidamente e maridão comete o grande erro do dia. Ele diz: Sophia, chegamos. Estamos no Canadá!
(Precisava ter dito isso? Precisava?)
A consequência foi: imediatamente Sophia ficou acordada como se tivesse tomado capeta (ainda existe esta bebida?) e começou a procurar o priminho Nathan em todas as direções. Como estava escuro ela foi ficando irritada, pois não conseguia procurar direito.
Depois de muita, muita conversa, ela se convenceu que ainda precisaria dormir 3 noites antes de ver o primo. Mas agora o estrago já estava feito e eu sabia que uma pergunta nos perseguiria pelos próximos dias: é hoje que vamos ver o Nathan? É hoje que chegamos na casa da Tia Lica?
Enfim.
A passagem pela fronteira foi muito rápida. Basicamente nos perguntaram onde moramos, para onde estávamos indo e quando voltariamos pra Alemanha. E só. Passaportes carimbados e nos deparamos com a primeira mudança aparente: agora poderiamos dirigir a 100 por hora! Ficamos felizes, achando que chegariamos ainda mais rápido (pra quem não sabe: as estradas na Alemanha não têm limite de velocidade, então um alemão considera quase uma tortura ter que dirigir com limite), quando lemos as letras miúdas: km/h. Ou seja trocamos seis por meia dúzia. Milhas por kms.
No mais a nossa primeira impressão foi de que o Canadá não é tão diferente dos Estados Unidos. Uma coisa, porém, achamos muito interessante: nas estradas nos deparamos sempre com uma placa informativa ao chegar em alguma cidade: lá se lê o número de habitantes, as principais atrações do local e também sempre tem informações sobre hospedagem, postos de gasolina e restaurantes. Prático, não?
Depois de mais uma hora ou duas,e de mais uns trinta "cadê o Nathan", chegamos finalmente em Montreal. Fomos direto para o hotel e para a cama.
De manhã fomos até o Centro de Informações Turísticas (aliás, que atendimento legal! O senhor lá, um peruano, faz um serviço bem bacana: te pergunta o que você já sabe sobre a cidade, o que gostaria de ver e, baseado nisso, te dá uma programação para o(s) dia(s), mostrando tudo no mapa da cidade e indicando como chegar em cada lugar! Um luxo!) e devidamente instruídos iniciamos a nossa exploração da cidade.
Montreal é uma cidade grande, famosa pelos suas ruas de compras subterrâneas, ótimas para dias de frio ou chuva, por ter hospedado uma olimpíada e por sua beleza "européia".
(Ou europeia, como eu não consigo escrever sem achar que está faltando alguma coisa. Aliás, neste blog você verá que às vezes a força do hábito faz com que eu use a ortografia antiga ainda. Às vezes, chego a evitar escrever uma palavra, por não querer escrevê-la com a nova ortografia. Só eu que sou assim? Estou ficando velha e ranzinza?)
Europeu é também o sistema de transporte. O que, para mim, significa desconforto. Significa que não tem rampas, escadas rolantes ou elevadores. Significa ter que carregar carrinho escada abaixo e até evitar ir a algum lugar para não ter que carregar carrinho :-( Mas, apesar disso, a cidade é linda!
Na manhã seguinte já fomos para Ottawa, já que o caminho é longo e a paciência das meninas dentro do carro é curta...
No começo da viagem levamos um pequeno susto:
Mas não, não era um caminhão na contramão. Era apenas um caminhão sendo rebocado pelo outro.
Chegamos em Ottawa - a capital do Canadá. Deixamos rapidamente as nossas coisas no hotel e fomos almoçar. O porteiro do hotel, no entanto, avisa: olha, é melhor vocês irem rapidamente até o Byward Market agora pois vai chover às 3 horas da tarde. Achei um pouco estranho o conselho do homem, quando de repente o manobrista nos vê e repete: vocês não vão querer pegar o carro? Vai chover entre 3 e 4 da tarde.
O Felix e eu nos olhamos, vemos o céu ainda meio azul, e recusamos: não, pode deixar o carro na garagem, nós queremos andar um pouco.
No começo foi tudo bem.
Fomos andando pela Rua Sparks, calçadão e todos estavam felizes e de bem com a vida.
Mas, de repente, achamos que o povo de Ottawa parece entender realmente de metereologia:
O tempo realmente virou! E só deu tempo para corrermos da chuva e ficarmos observando tudo de debaixo de uma marquise....
Quando a chuva deu uma trégua demos uma corrida e resolvemos fazer um city tour, para pelo menos vermos um pouco da cidade...
Corremos e, meio molhados, conseguimos pegar a última corrida do dia!
E neste dia comemoramos ainda 10 anos de casados! Só que acabamos não tirando a foto do jantar onde pretendiamos comemorar o nosso dia. Helena ficou irritada, irritada, IRRITADA MESMO e acabamos tendo que comer às pressas, um de cada vez, enquanto o outro passeava e ninava a Helena do lado de fora...
(Precisava ter dito isso? Precisava?)
A consequência foi: imediatamente Sophia ficou acordada como se tivesse tomado capeta (ainda existe esta bebida?) e começou a procurar o priminho Nathan em todas as direções. Como estava escuro ela foi ficando irritada, pois não conseguia procurar direito.
Depois de muita, muita conversa, ela se convenceu que ainda precisaria dormir 3 noites antes de ver o primo. Mas agora o estrago já estava feito e eu sabia que uma pergunta nos perseguiria pelos próximos dias: é hoje que vamos ver o Nathan? É hoje que chegamos na casa da Tia Lica?
Enfim.
A passagem pela fronteira foi muito rápida. Basicamente nos perguntaram onde moramos, para onde estávamos indo e quando voltariamos pra Alemanha. E só. Passaportes carimbados e nos deparamos com a primeira mudança aparente: agora poderiamos dirigir a 100 por hora! Ficamos felizes, achando que chegariamos ainda mais rápido (pra quem não sabe: as estradas na Alemanha não têm limite de velocidade, então um alemão considera quase uma tortura ter que dirigir com limite), quando lemos as letras miúdas: km/h. Ou seja trocamos seis por meia dúzia. Milhas por kms.
No mais a nossa primeira impressão foi de que o Canadá não é tão diferente dos Estados Unidos. Uma coisa, porém, achamos muito interessante: nas estradas nos deparamos sempre com uma placa informativa ao chegar em alguma cidade: lá se lê o número de habitantes, as principais atrações do local e também sempre tem informações sobre hospedagem, postos de gasolina e restaurantes. Prático, não?
Depois de mais uma hora ou duas,
De manhã fomos até o Centro de Informações Turísticas (aliás, que atendimento legal! O senhor lá, um peruano, faz um serviço bem bacana: te pergunta o que você já sabe sobre a cidade, o que gostaria de ver e, baseado nisso, te dá uma programação para o(s) dia(s), mostrando tudo no mapa da cidade e indicando como chegar em cada lugar! Um luxo!) e devidamente instruídos iniciamos a nossa exploração da cidade.
Montreal é uma cidade grande, famosa pelos suas ruas de compras subterrâneas, ótimas para dias de frio ou chuva, por ter hospedado uma olimpíada e por sua beleza "européia".
(Ou europeia, como eu não consigo escrever sem achar que está faltando alguma coisa. Aliás, neste blog você verá que às vezes a força do hábito faz com que eu use a ortografia antiga ainda. Às vezes, chego a evitar escrever uma palavra, por não querer escrevê-la com a nova ortografia. Só eu que sou assim? Estou ficando velha e ranzinza?)
Europeu é também o sistema de transporte. O que, para mim, significa desconforto. Significa que não tem rampas, escadas rolantes ou elevadores. Significa ter que carregar carrinho escada abaixo e até evitar ir a algum lugar para não ter que carregar carrinho :-( Mas, apesar disso, a cidade é linda!
| No centro da cidade |
| Grand Chalet - Mont Royal |
| Ainda no parque do Mont Royal |
| Vieux Montreal |
| Marché Bonsecours |
| Basilique Notre Dame |
Na manhã seguinte já fomos para Ottawa, já que o caminho é longo e a paciência das meninas dentro do carro é curta...
No começo da viagem levamos um pequeno susto:
Mas não, não era um caminhão na contramão. Era apenas um caminhão sendo rebocado pelo outro.
Chegamos em Ottawa - a capital do Canadá. Deixamos rapidamente as nossas coisas no hotel e fomos almoçar. O porteiro do hotel, no entanto, avisa: olha, é melhor vocês irem rapidamente até o Byward Market agora pois vai chover às 3 horas da tarde. Achei um pouco estranho o conselho do homem, quando de repente o manobrista nos vê e repete: vocês não vão querer pegar o carro? Vai chover entre 3 e 4 da tarde.
O Felix e eu nos olhamos, vemos o céu ainda meio azul, e recusamos: não, pode deixar o carro na garagem, nós queremos andar um pouco.
No começo foi tudo bem.
Fomos andando pela Rua Sparks, calçadão e todos estavam felizes e de bem com a vida.
Mas, de repente, achamos que o povo de Ottawa parece entender realmente de metereologia:
| Parliament Building |
Quando a chuva deu uma trégua demos uma corrida e resolvemos fazer um city tour, para pelo menos vermos um pouco da cidade...
Corremos e, meio molhados, conseguimos pegar a última corrida do dia!
| Rio St Lawrence |
| Casa do Primeiro Ministro |
| National Gallery |
| Rideau |
| Oscar Peterson - o 'marajá' |
E neste dia comemoramos ainda 10 anos de casados! Só que acabamos não tirando a foto do jantar onde pretendiamos comemorar o nosso dia. Helena ficou irritada, irritada, IRRITADA MESMO e acabamos tendo que comer às pressas, um de cada vez, enquanto o outro passeava e ninava a Helena do lado de fora...
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Encontros imediatos: bruxas, ursos, cachorros e mais alguns piratas!
Saímos de Boston em direção à Salem. Quem ainda não leu ou não viu o filme "As bruxas de Salem" tem aqui um museu interessante para saber um pouco mais sobre a história (real) de perseguição que uma comunidade inteira sofreu no final do século XVII. Basicamente umas adolescentes histéricas e sem o que fazer resolveram acusar outras pessoas de bruxaria, após terem pesadelos e passar mal após ouvir histórias sobre vodu, contadas por uma escrava africana. O médico que as examinou arriscou o palpite de bruxaria e, mais que depressa, as meninas resolveram endossar o diagnóstico acusando outras de as terem enfeitiçado.
Hoje a cidade vive do turismo e mantém a história viva através de vários museus dedicados ao tema. Nas ruas, para deleite da Sophia que viu uma bruxa "de verdade", é comum ver mulheres fazendo propagandas para as mais diversas atividades (museu, restaurante, bar, ateliês, etc.) trajadas a caráter.
Após visitarmos o museu fomos almoçar e nos deparamos com um festival de pessoas vestidas de forma esquisita. Não tem muito como definir melhor o festival. Era basicamente um monte de pessoas fantasiadas, andando pra lá e pra cá, nas ruas perto do porto. Sophia amou, pois cismou que tinha visto um pirata "de verdade". E embora ela faça esta carinha de tímida ela sempre nos pede para tirar foto com as pessoas fantasiadas. Mas temos que ir junto para dar apoio moral :-)
Ah, queria mostrar também a forma que encontramos para a Sophia descansar um pouco, durante as nossas andanças. Por um lado usamos bastante o canguru, então Helena ia no canguru e a Sophia podia descansar no carrinho. Por outro resolvemos comprar uma prancha para ser adaptada atrás do carrinho, onde as crianças podem ficar em pé.
Uma grande amiga minha tinha me falado sobre elas, quando a minha querida afilhada Alice nasceu. Eu me lembro que até pesquisei sobre elas, mas li basicamente críticas negativas. Que as crianças ficariam preguiçosas, que não é prático para subir meio-fio, que quebra fácil, que não dá para ser adaptado a qualquer carrinho, enfim, a lista negativa era infinita. Na época eu talvez até tenha desencorajado a Alessandra da compra (desculpa Ale!)... Mas como ser mãe é cuspir pra cima para cair na testa, eis que acabei comprando a tal prancha e ela foi muuuuuuuuito útil nesta viagem!
Depois de algumas horas em Salem, pegamos o carro e fomos em direção a Jackson. Cidadezinha ao pé do Mount Washington (White Mountains), onde nos hospedamos com um objetivo: fazer compras nos outlets da região. E nos arrependemos amargamente por não termos planejado mais dias para aproveitar a beleza do lugar...
Também, o proprietário do local, o John, era extremamente simpático. E fez tudo o que poderia fazer para agradar uma mãe: tinha uma caixa enorme de brinquedos para a idade exata da Sophia, tinha um bichinho de pelúcia em cima da cama dela, fez uma fogueira e ainda comprou marshmallows para ela assar na beira da fogueira! E ele ainda tem um cachorro fofo, o Jack, e um gato! E piscina! E fez cookies! E tinha vinho e cerveja à disposição dos hóspedes! E já falei que ele era muito simpático? Amamos mesmo o local e o bed and breakfast, quem se interessar é só clicar: Village House.
Lá perto vive uma família de ursos, que ele diz serem bem mansinhos. Vimos várias fotos e Sophia ficou com muita vontade de vê-los, mas não demos sorte. Quem sabe da próxima vez? Pois gostariamos muito de voltar até lá.
Olha só que carinha mais sorridente e feliz!
As compras também valeram, tenho que admitir. O Estado de New Hampshire tem uma legislação bem amigável para o consumidor e lá não se paga impostos. Então além de você ter preço de outlet ainda paga uns 15% a menos por não ter que pagar imposto. Ô beleza!
Mas depois de comprar, comprar e comprar ficamos um pouco tristes por termos que ir embora e não poder aproveitar melhor as redondezas... Pelo menos fomos ainda até o Mount Washington que tem um título interessante - ele é famoso por ter o pior clima do mundo! E realmente fomos subindo a serra e foi ficando nublado, frio e úmido...
E com isso terminamos a primeira etapa da nossa viagem. Amanhã volto contando dos nossos dias no Canadá.
Hoje a cidade vive do turismo e mantém a história viva através de vários museus dedicados ao tema. Nas ruas, para deleite da Sophia que viu uma bruxa "de verdade", é comum ver mulheres fazendo propagandas para as mais diversas atividades (museu, restaurante, bar, ateliês, etc.) trajadas a caráter.
Após visitarmos o museu fomos almoçar e nos deparamos com um festival de pessoas vestidas de forma esquisita. Não tem muito como definir melhor o festival. Era basicamente um monte de pessoas fantasiadas, andando pra lá e pra cá, nas ruas perto do porto. Sophia amou, pois cismou que tinha visto um pirata "de verdade". E embora ela faça esta carinha de tímida ela sempre nos pede para tirar foto com as pessoas fantasiadas. Mas temos que ir junto para dar apoio moral :-)
Ah, queria mostrar também a forma que encontramos para a Sophia descansar um pouco, durante as nossas andanças. Por um lado usamos bastante o canguru, então Helena ia no canguru e a Sophia podia descansar no carrinho. Por outro resolvemos comprar uma prancha para ser adaptada atrás do carrinho, onde as crianças podem ficar em pé.
Uma grande amiga minha tinha me falado sobre elas, quando a minha querida afilhada Alice nasceu. Eu me lembro que até pesquisei sobre elas, mas li basicamente críticas negativas. Que as crianças ficariam preguiçosas, que não é prático para subir meio-fio, que quebra fácil, que não dá para ser adaptado a qualquer carrinho, enfim, a lista negativa era infinita. Na época eu talvez até tenha desencorajado a Alessandra da compra (desculpa Ale!)... Mas como ser mãe é cuspir pra cima para cair na testa, eis que acabei comprando a tal prancha e ela foi muuuuuuuuito útil nesta viagem!
Depois de algumas horas em Salem, pegamos o carro e fomos em direção a Jackson. Cidadezinha ao pé do Mount Washington (White Mountains), onde nos hospedamos com um objetivo: fazer compras nos outlets da região. E nos arrependemos amargamente por não termos planejado mais dias para aproveitar a beleza do lugar...
Também, o proprietário do local, o John, era extremamente simpático. E fez tudo o que poderia fazer para agradar uma mãe: tinha uma caixa enorme de brinquedos para a idade exata da Sophia, tinha um bichinho de pelúcia em cima da cama dela, fez uma fogueira e ainda comprou marshmallows para ela assar na beira da fogueira! E ele ainda tem um cachorro fofo, o Jack, e um gato! E piscina! E fez cookies! E tinha vinho e cerveja à disposição dos hóspedes! E já falei que ele era muito simpático? Amamos mesmo o local e o bed and breakfast, quem se interessar é só clicar: Village House.
Lá perto vive uma família de ursos, que ele diz serem bem mansinhos. Vimos várias fotos e Sophia ficou com muita vontade de vê-los, mas não demos sorte. Quem sabe da próxima vez? Pois gostariamos muito de voltar até lá.
Olha só que carinha mais sorridente e feliz!
As compras também valeram, tenho que admitir. O Estado de New Hampshire tem uma legislação bem amigável para o consumidor e lá não se paga impostos. Então além de você ter preço de outlet ainda paga uns 15% a menos por não ter que pagar imposto. Ô beleza!
Mas depois de comprar, comprar e comprar ficamos um pouco tristes por termos que ir embora e não poder aproveitar melhor as redondezas... Pelo menos fomos ainda até o Mount Washington que tem um título interessante - ele é famoso por ter o pior clima do mundo! E realmente fomos subindo a serra e foi ficando nublado, frio e úmido...
E com isso terminamos a primeira etapa da nossa viagem. Amanhã volto contando dos nossos dias no Canadá.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
- 100°C em Boston!
Chegamos em Boston com sol e muito calor! O nosso hotel ficava um pouco longe do centro, então decidimos que nosso dia teria que render. Tinhamos 3 objetivos: fazer um passeio com um veículo anfíbio, caminhar a freedom trail e ir até Cambridge para vermos Harvard.
Quando eu era caloura do curso de Letras há muitos e muitos anos tinha como sonho colocar meus pés em Harvard ou Oxford, pelo menos uma vez na vida. Tá certo que naquela época eu ainda achava que poderia mudar o mundo, ou no mínimo comandar alguma revolução de qualquer tipo, mas o sonho, apesar de minha vida estar mais longe do mundo acadêmico do que nunca, ainda continuou. Então Harvard, e algumas lembrancinhas que afinal ninguém é de ferro, fizeram, sim, parte do itinerário.
Começamos com o duck tour. O passeio se inicia pela parte "seca" da cidade, que cobre muitos dos pontos que fizemos depois caminhando, ao longo da Freedom Trail. O motorista, que também faz as vezes de guia, era bem animado e, coincidentemente, falava português pois ele nasceu na Angola.
E depois de uns 40 minutos entramos na água. É bem interessante esta parte. O motorista explica como é que o veículo se prepara para entrar, no rio os botões que ele tem que apertar, as regras de segurança e pronto, lá vamos nós nadando feito patinhos :-)
A Sophia pode até dirigir! E ele deixava a criançada guiar de verdade. E por isso andamos em círculos por alguns minutos :-)
O passeio é bem divertido, mas também bastante caro. Recomendo para crianças, mas na verdade, na verdade, não é algo que precise necessariamente ser feito, já que toda a parte "seca" dá para se fazer andando (mesmo com crianças, já que o trajeto não é tão longo) e a parte "molhada" é bonitinha, mas não é imprescindível. Depois disso almoçamos rapidamente no restaurante do museu da ciência - onde o passeio é iniciado - e fomos começar o passeio a pé. Ele é todo sinalizado, tanto no chão, com uma linha vermelha, quanto com plaquinhas informativas na frente dos monumentos principais.
O passeio a pé demora, obviamente, dependendo do tempo que você passa dentro de cada atração. Tem alguns museus, igrejas e claro que entrando longamente em todos eles dá para passear por até 2 dias. Mas com um calor forte e pouco tempo à disposição nós passeamos por umas 4 horas. Depois disso, a Sophia estava com vontade de brincar. Então fomos para um parquinho que encontramos no meio da cidade. Sophia brincou bastante com água e com os outros brinquedos e a Helena também aproveitou para esticar as perninhas.
Engraçado como sempre nos lembramos desta tarde no parquinho. Neste local ouvimos uma brasileira conversando com o seu filho. Era basicamente uma série de avisos: Fulano não sobe aí, Fulano desce e outras frases semelhantes. Aí, marido, aproveitou para puxar papo enquanto eu fui ao banheiro (estava com uma diarreia horrorosa, devo ter comido peixe estragado em Cape Cod, então tinha que correr com frequência para o banheiro mais próximo, mas enfim, não preciso me alongar neste assunto....). Acho que era tudo o que a brasileira queria! Sabe aquela pessoa que não tem o botãozinho "off"? Que abra a torneirinha de asneira e não fecha mais? A própria.
Começou a me contar de todas as dores que a acometiam, da sua carência de vitamina D, de como toma complemento, de como não podia engravidar, de como depois finalmente conseguiu, de como não faz sol em Boston (o que naquele momento, com uns 32 graus e um céu estupidamente azul era bem difícil de acreditar) e que como fazia menos 100 graus no inverno. Sim, -100. Graus célsius, para não restar dúvidas.
Acho que a minha cara de incrédula não passou despercebida, pois ela logo acrescentou: juro por tudo quanto é mais sagrado. E continuou dizendo como com esta temperatura você congela depois de 5 segundos ao ar livre.
Para não ter que falar sobre os menos 100 graus perguntei sobre a vida dela no Brasil, há quanto tempo não via a família, essas coisas que se perguntam quando a gente mora longe da terrinha. E ai ela já começou a me contar toda empolgada sobre como ela tinha ido ilegal para os Estados Unidos e coisas assim.
Agora fico pensando nesta mulher e fico pensando na sua solidão. Na tristeza de passar 6 anos sem ver os pais, amigos e outros parentes do medo que não deve sentir de uma coisa dar errado e ela ter que deixar a sua casa, da sua necessidade de impressionar uma completa estranha (eu) com coisas como o clima e a (falta de) saúde. Mas também penso na sua vontade de nos ajudar (perguntei qual metrô que deveriamos pegar para ir até Cambridge e ela foi muito prestativa, procurando as linhas no celular e tudo). Engraçado como sentimos uma certa afinidade com alguém só por dividirmos o mesmo passaporte, não é? E engraçado como uns 30 minutos de conversa com alguém nos fazem refletir sobre tanta coisa...
Mas enfim, depois disso fomos finalmente passear pelas ruazinhas de Cambridge e admirar Harvard e o MIT! Bem neste dia estava tendo uma festa enorme para os calouros, então não conseguimos entrar na maioria dos prédios, mas mesmo assim o passeio por lá foi de arrancar suspiros (meus).
Quase comprei uma camiseta pra mim onde se lia: sou mãe de uma caloura de Harvard, mas decidi que minhas filhas de 3 anos e 7 meses poderiam se sentir um pouco pressionadas :-)
Quando eu era caloura do curso de Letras há muitos e muitos anos tinha como sonho colocar meus pés em Harvard ou Oxford, pelo menos uma vez na vida. Tá certo que naquela época eu ainda achava que poderia mudar o mundo, ou no mínimo comandar alguma revolução de qualquer tipo, mas o sonho, apesar de minha vida estar mais longe do mundo acadêmico do que nunca, ainda continuou. Então Harvard, e algumas lembrancinhas que afinal ninguém é de ferro, fizeram, sim, parte do itinerário.
Começamos com o duck tour. O passeio se inicia pela parte "seca" da cidade, que cobre muitos dos pontos que fizemos depois caminhando, ao longo da Freedom Trail. O motorista, que também faz as vezes de guia, era bem animado e, coincidentemente, falava português pois ele nasceu na Angola.
A Sophia pode até dirigir! E ele deixava a criançada guiar de verdade. E por isso andamos em círculos por alguns minutos :-)
O passeio é bem divertido, mas também bastante caro. Recomendo para crianças, mas na verdade, na verdade, não é algo que precise necessariamente ser feito, já que toda a parte "seca" dá para se fazer andando (mesmo com crianças, já que o trajeto não é tão longo) e a parte "molhada" é bonitinha, mas não é imprescindível. Depois disso almoçamos rapidamente no restaurante do museu da ciência - onde o passeio é iniciado - e fomos começar o passeio a pé. Ele é todo sinalizado, tanto no chão, com uma linha vermelha, quanto com plaquinhas informativas na frente dos monumentos principais.
O passeio a pé demora, obviamente, dependendo do tempo que você passa dentro de cada atração. Tem alguns museus, igrejas e claro que entrando longamente em todos eles dá para passear por até 2 dias. Mas com um calor forte e pouco tempo à disposição nós passeamos por umas 4 horas. Depois disso, a Sophia estava com vontade de brincar. Então fomos para um parquinho que encontramos no meio da cidade. Sophia brincou bastante com água e com os outros brinquedos e a Helena também aproveitou para esticar as perninhas.
Engraçado como sempre nos lembramos desta tarde no parquinho. Neste local ouvimos uma brasileira conversando com o seu filho. Era basicamente uma série de avisos: Fulano não sobe aí, Fulano desce e outras frases semelhantes. Aí, marido, aproveitou para puxar papo enquanto eu fui ao banheiro (estava com uma diarreia horrorosa, devo ter comido peixe estragado em Cape Cod, então tinha que correr com frequência para o banheiro mais próximo, mas enfim, não preciso me alongar neste assunto....). Acho que era tudo o que a brasileira queria! Sabe aquela pessoa que não tem o botãozinho "off"? Que abra a torneirinha de asneira e não fecha mais? A própria.
Começou a me contar de todas as dores que a acometiam, da sua carência de vitamina D, de como toma complemento, de como não podia engravidar, de como depois finalmente conseguiu, de como não faz sol em Boston (o que naquele momento, com uns 32 graus e um céu estupidamente azul era bem difícil de acreditar) e que como fazia menos 100 graus no inverno. Sim, -100. Graus célsius, para não restar dúvidas.
Acho que a minha cara de incrédula não passou despercebida, pois ela logo acrescentou: juro por tudo quanto é mais sagrado. E continuou dizendo como com esta temperatura você congela depois de 5 segundos ao ar livre.
Para não ter que falar sobre os menos 100 graus perguntei sobre a vida dela no Brasil, há quanto tempo não via a família, essas coisas que se perguntam quando a gente mora longe da terrinha. E ai ela já começou a me contar toda empolgada sobre como ela tinha ido ilegal para os Estados Unidos e coisas assim.
Agora fico pensando nesta mulher e fico pensando na sua solidão. Na tristeza de passar 6 anos sem ver os pais, amigos e outros parentes do medo que não deve sentir de uma coisa dar errado e ela ter que deixar a sua casa, da sua necessidade de impressionar uma completa estranha (eu) com coisas como o clima e a (falta de) saúde. Mas também penso na sua vontade de nos ajudar (perguntei qual metrô que deveriamos pegar para ir até Cambridge e ela foi muito prestativa, procurando as linhas no celular e tudo). Engraçado como sentimos uma certa afinidade com alguém só por dividirmos o mesmo passaporte, não é? E engraçado como uns 30 minutos de conversa com alguém nos fazem refletir sobre tanta coisa...
Mas enfim, depois disso fomos finalmente passear pelas ruazinhas de Cambridge e admirar Harvard e o MIT! Bem neste dia estava tendo uma festa enorme para os calouros, então não conseguimos entrar na maioria dos prédios, mas mesmo assim o passeio por lá foi de arrancar suspiros (meus).
Quase comprei uma camiseta pra mim onde se lia: sou mãe de uma caloura de Harvard, mas decidi que minhas filhas de 3 anos e 7 meses poderiam se sentir um pouco pressionadas :-)
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