Saímos de Boston em direção à Salem. Quem ainda não leu ou não viu o filme "As bruxas de Salem" tem aqui um museu interessante para saber um pouco mais sobre a história (real) de perseguição que uma comunidade inteira sofreu no final do século XVII. Basicamente umas adolescentes histéricas e sem o que fazer resolveram acusar outras pessoas de bruxaria, após terem pesadelos e passar mal após ouvir histórias sobre vodu, contadas por uma escrava africana. O médico que as examinou arriscou o palpite de bruxaria e, mais que depressa, as meninas resolveram endossar o diagnóstico acusando outras de as terem enfeitiçado.
Hoje a cidade vive do turismo e mantém a história viva através de vários museus dedicados ao tema. Nas ruas, para deleite da Sophia que viu uma bruxa "de verdade", é comum ver mulheres fazendo propagandas para as mais diversas atividades (museu, restaurante, bar, ateliês, etc.) trajadas a caráter.
Após visitarmos o museu fomos almoçar e nos deparamos com um festival de pessoas vestidas de forma esquisita. Não tem muito como definir melhor o festival. Era basicamente um monte de pessoas fantasiadas, andando pra lá e pra cá, nas ruas perto do porto. Sophia amou, pois cismou que tinha visto um pirata "de verdade". E embora ela faça esta carinha de tímida ela sempre nos pede para tirar foto com as pessoas fantasiadas. Mas temos que ir junto para dar apoio moral :-)
Ah, queria mostrar também a forma que encontramos para a Sophia descansar um pouco, durante as nossas andanças. Por um lado usamos bastante o canguru, então Helena ia no canguru e a Sophia podia descansar no carrinho. Por outro resolvemos comprar uma prancha para ser adaptada atrás do carrinho, onde as crianças podem ficar em pé.
Uma grande amiga minha tinha me falado sobre elas, quando a minha querida afilhada Alice nasceu. Eu me lembro que até pesquisei sobre elas, mas li basicamente críticas negativas. Que as crianças ficariam preguiçosas, que não é prático para subir meio-fio, que quebra fácil, que não dá para ser adaptado a qualquer carrinho, enfim, a lista negativa era infinita. Na época eu talvez até tenha desencorajado a Alessandra da compra (desculpa Ale!)... Mas como ser mãe é cuspir pra cima para cair na testa, eis que acabei comprando a tal prancha e ela foi muuuuuuuuito útil nesta viagem!
Depois de algumas horas em Salem, pegamos o carro e fomos em direção a Jackson. Cidadezinha ao pé do Mount Washington (White Mountains), onde nos hospedamos com um objetivo: fazer compras nos outlets da região. E nos arrependemos amargamente por não termos planejado mais dias para aproveitar a beleza do lugar...
Também, o proprietário do local, o John, era extremamente simpático. E fez tudo o que poderia fazer para agradar uma mãe: tinha uma caixa enorme de brinquedos para a idade exata da Sophia, tinha um bichinho de pelúcia em cima da cama dela, fez uma fogueira e ainda comprou marshmallows para ela assar na beira da fogueira! E ele ainda tem um cachorro fofo, o Jack, e um gato! E piscina! E fez cookies! E tinha vinho e cerveja à disposição dos hóspedes! E já falei que ele era muito simpático? Amamos mesmo o local e o bed and breakfast, quem se interessar é só clicar: Village House.
Lá perto vive uma família de ursos, que ele diz serem bem mansinhos. Vimos várias fotos e Sophia ficou com muita vontade de vê-los, mas não demos sorte. Quem sabe da próxima vez? Pois gostariamos muito de voltar até lá.
Olha só que carinha mais sorridente e feliz!
As compras também valeram, tenho que admitir. O Estado de New Hampshire tem uma legislação bem amigável para o consumidor e lá não se paga impostos. Então além de você ter preço de outlet ainda paga uns 15% a menos por não ter que pagar imposto. Ô beleza!
Mas depois de comprar, comprar e comprar ficamos um pouco tristes por termos que ir embora e não poder aproveitar melhor as redondezas... Pelo menos fomos ainda até o Mount Washington que tem um título interessante - ele é famoso por ter o pior clima do mundo! E realmente fomos subindo a serra e foi ficando nublado, frio e úmido...
E com isso terminamos a primeira etapa da nossa viagem. Amanhã volto contando dos nossos dias no Canadá.
Minha mãe sempre falava que amor de mãe não se divide, ele se multiplica. E aqui estou eu, escrevendo sobre este amor incondicional que sinto por minhas filhas.
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quinta-feira, 6 de outubro de 2011
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Boneca de vodu
Esta foi mais uma noite ruim. Os meus famosos músculos intercostais (ou talvez as costelas, pois ainda não dá para descartar a hipótese de fratura) voltaram a dar sinais muito fortes de vida e não me deixaram dormir de jeito nenhum. Ficava revirando na cama e cada vez que me virava para o lado esquerdo (que deve ser o lado em que grávidas dormem) a dor era excruciante.
Depois até acabei achando uma posição esdrúxula, porém interessante para dormir: sentada, apoiada de bruços na cabeceira da cama, como se eu estivesse contando no pique para depois ir procurar alguém em brincadeira de esconde-esconde, sabem? Só sei que esta posição funcionou e eu consegui dormir umas duas horas assim. Mas até eu encontrar esta solução brilhante tive a nítida impressão de que estava sendo alvo de um ataque.
Eu, com minha imaginação já fértil, agora embebida de sono, estava me sentindo como vítima de ataque de bonecas de vodu: sentindo as agulhadas entrando nas minhas costelas. Era eu querer me mexer e aaaaaaaaaiiiiiiiiiiiiiiiii, uma agulhada me derruba.! Uma tréguazinha, respiro fundo, tento me levantar e aaaaaaaaaaaaaaaaiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii! mais uma agulhada. E assim foi a madrugada toda. Hoje de manhã até acordei animada, pois sabia que tinha fisioterapia e na última vez as dores deram uma boa diminuída, mas hoje, infelizmente, não ajudou muito não.
Enfim, amanhã tenho acupuntura, com agulhas de verdade e não só as do fruto da minha imaginação fértil, e espero que as dores diminuam um pouco :-) E se algum de vocês fez uma bonequinha de vodu minha: eu me rendo, eu me rendo! Vou contar certinho onde enterrei o tesouro secreto, não precisa mais usar as agulhas não :-)
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